13/03/2018

Por que o populismo está crescendo na direita e na esquerda?

 

Crise econômica deu impulso a partidos populistas e candidatos a 'líderes fortes' em potências ocidentais e países asiáticos, mas estilo já aparecia na América Latina. Por isso então a pergunta: O que o presidente americano Donald Trump, o líder do Partido Trabalhista inglês Jeremy Corbyn e o presidente filipino Rodrigo Duterte têm em comum?

Apesar de seus diferentes estilos de liderança e ideologias, os três foram descritos por analistas políticos como populistas. O populismo é considerado em ascensão nos últimos anos - especialmente na direita europeia e nos Estados Unidos, onde ajudou a eleger Trump. No Brasil, tanto ex-presidentes de esquerda, como Luiz Inácio Lula da Silva, quanto candidatos de direita, como o deputado Jair Bolsonaro, já foram chamados de populistas.

Já na Itália, os partidos populistas Movimento Cinco Estrelas e Liga anti-imigrantes se destacaram na última eleição - o resultado mais recente deste tipo no continente europeu. Mas há uma diferença entre ser popular e ser populista.

'Povo puro'

Na ciência política, o populismo é a ideia de que a sociedade se divide em dois grupos antagônicos - o "povo puro" e a "elite corrupta", de acordo com o cientista político holandês Cas Mudde, autor do livro Populism: A Very Short Introduction ( Populismo: Uma Introdução Muito Breve , em tradução livre). O termo foi popularizado como um insulto político comum. O líder trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, por exemplo, foi acusado de populismo por causa do slogan do seu partido: "para os muitos, não para os poucos". Mas isso não é exatamente a mesma coisa. A palavra é "geralmente mal utilizada, especialmente no contexto europeu", segundo o especialista em populismo na política Benjamin Moffitt, da Universidade de Uppsala, na Suécia, autor do livro The Global Rise of Populism ( O Crescimento Global do Populismo , em tradução livre). Um verdadeiro líder populista, segundo ele, diz representar a "vontade unificada do povo". Ele geralmente se apresenta em oposição a um tipo de inimigo, que pode ser o sistema atual - e afirma que vai "drenar o pântano" ou enfrentar a "elite liberal". "No contexto europeu, esse tipo de discurso aparece mais à direita, mas essa não é uma regra imutável", afirma Moffitt.

Crescimento da direita

Partidos populistas podem estar em qualquer lugar no espectro político. Na América Latina, um dos mais notórios é o do ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. Na Espanha, há o partido Podemos. E na Grécia o mesmo rótulo tem sido usado para o Syriza. Todos esses estão situados à esquerda. No entanto, segundo Cas Mudde, os "populistas mais bem-sucedidos hoje estão na direita, especialmente na direita radical". "(São políticos) Como Marine Le Pen na França, Viktor Orbán na Hungria e Donald Trump nos Estados Unidos, que combinam populismo com nacionalismo, anti-imigração e autoritarismo", diz.

O crescimento do populismo de direita não é novo, esclarece Benjamin Moffitt. "Os cientistas políticos estão falando nisso há uns 25, 30 anos. Mas, de fato, houve uma aceleração." Os especialistas dizem que tanto mudanças sociais como o multiculturalismo e a globalização quanto as crises econômicas e sociais mais complexas estão por trás do crescimento desses partidos populistas na Europa. Martin Bull, diretor do Consórcio Europeu de Pesquisa Política (ECPR, na sigla em inglês), diz que a ascensão de partidos populistas na Europa já podia ser visto no início dos anos 2000 - mas eles permaneceram pequenos por muitos anos. O aumento do apoio para essas plataformas pareceu acontecer "a partir de 2008 - e especialmente em 2011, quando a crise financeira se transformou em uma crise de dívidas soberanas". Segundo Bull, foi uma rara ocasião em que uma parte da elite - os banqueiros ricos - conseguiu ser identificada como mais ou menos responsável por uma crise que afetou a maior parte da sociedade.

'Eu sou o povo'

Em seu livro The Global Rise of Populism , Moffitt argumenta que há outros traços também associados ao líder populista típico. Um deles é "não ter bons modos" - ou não se comportar da maneira típica dos políticos -, uma tática empregada tanto por Donald Trump quanto por Rodrigo Duterte, nas Filipinas. O outro, segundo ele, é "perpetuar um estado de crise", ou seja, estar sempre na ofensiva contra algo ou alguém em seus discursos. "Um líder populista que sobe ao poder é 'forçado' a ficar em campanha permanente para convencer o povo de que ele não é igual aos outros políticos - e nunca será", diz a professora Nadia Urbinati, da Universidade de Columbia (EUA). Ela argumenta que o conteúdo populista é "feito de negativos" - seja a antipolítica, o anti-intelectualismo ou o discurso anti-elite. E justamente nisto está uma das forças do populismo: ele é versátil. "É (um discurso) muito poderoso porque se adapta a todas as situações", afirma. Outro traço comum entre líderes populistas é que eles tendem a não gostar dos "sistemas democráticos complicados" do governo moderno - preferindo a democracia direta por meio de referendos, de acordo com Martin Bull. Isso também estabelece laços entre o populismo e o autoritarismo, na opinião do especialista - uma vez que a desconfiança no sistema estabelecido cria personagens vistos como "líderes fortes". "No fim das contas, o líder toma decisões de uma maneira que simplesmente não é possível nas democracias tradicionais", diz. Esse sentimento é bem ilustrado por Hugo Chávez, que chegou a dizer: 'Eu não sou um indivíduo. Eu sou o povo'."

No entanto, Moffitt alerta para o fato de que "tal linha de raciocínio pode levar (líderes) a pensarem que são infalíveis". "Isso reestrutura o espaço político de uma maneira nova e assustadora." Afinal, se você não está "com o povo", deve estar contra ele. É por isso que líderes populistas costumam ser vistos com desconfiança, e é também por isso que o termo costuma ser usado como insulto a um político que promete muitas coisas - o que Martin Bull chama de "oferta irresponsável". "Para conseguir angariar apoio, eles fazem ofertas e prometem mudar as coisas mais rapidamente do que seu próprio partido. Examinando de perto, muitas dessas coisas podem acabar não sendo factíveis." "A gente acaba se perguntando o quão bom isso realmente é para a democracia", pondera.

Diferença Entre Populismo de Direita e de Esquerda na América do Sul. Por Renato Duarte Plantier

As definições mais básicas do paternalismo político são: populismo de esquerda ou de direita. O populismo se distingue pela promessa de benfeitorias sem sacrifícios, onde discursos propagandísticos são mais pragmáticos do que a legítima ação política que aspira a vontade da maioria eleita. Conheça a diferença básica entre populismo de esquerda e populismo de direita.

Populismo de Direita, o Estatismo de Ontem!

A maioria das teorias de populismo latino-americano foi idealizada no século passado, principalmente durante o período dos presidentes Getúlio Vargas e Juan Domingo Perón. Ressalta-se que apesar da cultura extremamente elitizada dos dois presidentes, ambos foram bastante aclamados pela população que vivia nas camadas mais baixas da sociedade.

Aparentemente os dois possuíam um exímio discurso trabalhado à massa. Contudo, somente palavras não fazem verão. Ambos precisavam convencer a elite de que a democratização de todos da população era necessária até mesmo para manutenção dos poderosos no poder.

Neste âmbito, o estatismo político foi posto altamente em prática. Algumas empresas particulares começaram a ser ambicionadas pelo Estado, ao passo que o mesmo patrocinou diversas iniciativas industriais, sendo a PETROBRÁS, o maior símbolo getulista de convencimento à elite. Ou alguém duvida que a alta sociedade permitiria a efetivação de leis, como a da CLT, se não recebesse algo em troca? Ressalta-se que o populismo conservador tem por essência o combate direto e armado contra a oposição. Vargas e Perón combateram duramente os partidos e movimentos contestatórios das duas maiores nações da América do Sul. Sendo assim, esta prática política é caracterizada por ser: conservadora, nacionalista, desenvolvimentista e intolerante.

Populismo de Esquerda, Intervencionismo de Hoje!

Atualmente o estatismo (transformação de empresas particulares em estatais) é um grande paradigma coercivo esquerdista. Depois de tanta luta armada, os revolucionários do passado e presidentes do presente aprenderam que esta representa a melhor fórmula de convencimento à elite – concedendo verbas ou oportunidades de negócio para os empreendimentos da mesma. Lula e Nestor Kirchner foram campeões nas modalidades. Diversas empresas nacionais foram incorporadas ao poder do Estado, permitindo assim com que outros intervencionismos como a distribuição de renda fossem aplicados sem muita contestação da burguesia moderna. O próprio presidente Lula afirma constantemente que na verdade fez muito mais pelos ricos do que pelos pobres. Vargas e Perón jamais conseguiriam fazer o que eles fizeram à população. Contudo, os presidentes antigos foram essenciais para o processo, por terem iniciado o projeto de diminuir a miséria, mesmo com outros legítimos objetivos em mente. Neste âmbito, este populismo esquerdista é caracterizado por ser: distributista, nacionalista, democrático, identificador (mesma cultura entre população e líder) e por agregar tendência socialista.

Conclusão: Populismo Ontem, Popular Hoje!

O populismo realmente existiu nas épocas passadas. Já hoje em dia, existem sérias suspeitas sobre a veracidade da existência do fenômeno em terras sul-americanas (com exceção de certeza chavista venezuelana). Atualmente, políticas contra vieses liberais acabam sendo intituladas como populistas pela elite opositora. Por isso, o eleitor deve ser bem crítico antes de acreditar no populismo da atualidade. Todavia, as duas formas são bem parecidas por possuírem o mesmo ideal: desenvolvimento mágico sem sacrifício. O que muda é a metodologia, enquanto esquerdistas agem pela distribuição de renda, os direitistas procuram aumentar a demanda interna para consumo e investimentos.

Os desafios de Marina para emplacar discurso antipolarização e vencer eleição com partido nanico

Sem aliança política maior, 3ª colocada das eleições de 2010 e 2014 terá que driblar escassez de recursos; ela corre risco de ficar fora dos debates por causa do pequeno número de deputados de seu partido, a Rede. Em meio a um sentimento de "terra arrasada" na política pós-Lava Jato, Marina Silva (Rede) volta à disputa presidencial pela terceira vez com a esperança de que seu currículo limpo e o discurso antipolarização agora funcionem para levá-la ao Palácio do Planalto. Sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa - cenário mais provável hoje devido à condenação por corrupção e lavagem de dinheiro em segunda instância -, Marina chega a aparecer com 16% de intenções de voto na pesquisa Datafolha, empatada tecnicamente na liderança da corrida com o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-JR), que tem 20%. O bom desempenho, no entanto, não tem se refletido em apoio dos demais partidos e dos políticos - o que tende a complicar seu trajeto até Brasília. Pré-candidata da Rede Sustentabilidade, ela caminha para disputar sua terceira eleição presidencial seguida em uma legenda menor do que nas anteriores (PV em 2010 e PSB em 2014). Para piorar, nas últimas semanas a sigla encolheu ainda mais com a saída de dois deputados federais, Alessandro Molon (RJ) e Aliel Machado (PR), que foram para o PDT. O fato é especialmente negativo porque o tempo de TV durante a campanha e o montante de recursos públicos para cada legenda são calculados de acordo com a bancada na Câmara dos Deputados. A perda deixou a Rede com apenas três parlamentares e pode acabar excluindo Marina dos debates presidenciais, já que o convite é obrigatório apenas a partidos ou coligações com ao menos cinco representantes do Congresso. Entenda melhor como esses e outros fatores fragilizam sua candidatura - e como sua campanha pretende propor uma "aliança com a sociedade" para driblá-los.

Liderança forte, mas com dificuldade de articulação

Aliados próximos a Marina, ex-integrantes da Rede e cientistas políticos ouvidos pela BBC Brasil são unânimes em apontar que uma das suas forças é sua biografia e passado limpo, sem escândalos de corrupção. A pré-candidata vem de uma comunidade pobre de seringueiros no interior do Acre. Na adolescência, conciliou os estudos com o trabalho de empregada doméstica em Rio Branco. Depois de se engajar no sindicalismo rural, chegou a senadora pelo PT e ministra do Meio Ambiente no governo Lula. Porta-voz nacional da Rede (ao lado de Marina), Zé Gustavo acredita que essa trajetória, assim como o reconhecimento internacional que Marina conquistou, serão ativos importantes na disputa eleitoral. A campanha, diz, também deverá dar destaque a suas realizações no comando do ministério (2003-2008). "É interessante explorar um pouco mais sua gestão. Houve expansão das áreas de preservação permanente, combate à corrupção no Ibama, ao tráfico de madeira ilegal. Ela tem uma capacidade de ação muito grande e, por alguns preconceitos, isso não é demonstrado. Ela mesma fala pouco sobre isso, precisa falar mais", defendeu. Para outras pessoas, porém, isso não parece suficiente para vencer uma eleição presidencial - é preciso alianças e uma estrutura partidária mais robusta, dizem, o que Marina não foi capaz de construir.

As críticas de ex-integrantes da sigla se dirigem aos principais nomes da comissão executiva do partido: além de Zé Gustavo, Bazileu Margarido, Carlos Painel e Heloísa Helena.  "Marina é uma líder nata, tem uma grande expressão, basta ver seu desempenho nas últimas campanhas. Agora, dentro de uma estratégia de discussão de país, não basta a liderança, é preciso ter um aparato que dê sustentação para isso e que faça isso chegar aos eleitores", afirma o deputado Aliel Machado, um dos que acaba de deixar o partido. "Marina é maior do que a Rede, mas ao longo desse tempo eu vi que a Rede tem que ser maior do que Marina, inclusive para sustentar Marina. E isso não aconteceu", lamenta. Zé Gustavo rebate as críticas e diz que elas vêm de pessoas que perderam discussões internas e não aceitaram a decisão da maioria, como no caso do apoio ao impeachment de Dilma Rousseff, definido, segundo ele, após votação em que 60% concordou com essa posição. Ele diz que Marina é "muito aberta" e que isso que permitiu sua aproximação em 2011, quando a procurou após ficar admirado com a sua primeira campanha.

Aliança com a 'sociedade' compensa partidos?

Um exemplo citado pelos críticos para ilustrar a inabilidade do partido liderado por Marina foi a negociação com o PSB para uma possível aliança nacional em 2018. Enquanto tentava atrair o apoio dos socialistas em novembro passado, a Rede decidiu sair dos governos do PSB no Distrito Federal e em Pernambuco. Segundo Zé Gustavo, "era impossível" para a Rede manter as alianças estaduais porque o PT entrou no governo de Pernambuco e o PSDB no da capital federal. "Não é uma falta de habilidade, mas talvez uma outra forma de ver a política em que o elo nacional não toma todas as decisões. Nacionalmente, temos muito respeito pelo PSB. Não saímos criando caso, não foi uma ruptura", afirmou. Ele diz que a Rede segue em conversas para possíveis alianças com PV, PPS e PSB, mas não quis comentar a possibilidade de Marina ser vice do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa.

Na cúpula do PSB, uma aliança com Marina Silva é vista como um dos cenários menos prováveis para a eleição deste ano - o último encontro entre a líder da Rede e o presidente do PSB, Carlos Siqueira, foi em dezembro passado. Para tentar compensar a fragilidade na política partidária, os dirigentes da Rede repetem o discurso de Marina nas últimas eleições: "Nossa diretriz é fazer aliança com a sociedade", diz a ex-vereadora do PSDB no Rio Andrea Gouvêa Vieira, que coordenará a campanha da pré-candidata. Questionada sobre por que a antiga estratégia funcionaria agora, Vieira destacou o novo cenário pós-Lava Jato. "Depois das eleições de 2014 ficaram mais explícitos os mecanismos de corrupção que estavam entronizados nos dois partidos (PT e PSDB) que foram para o segundo turno. Agora vamos ter uma eleição em que essa mentira não vai mais existir", argumentou. A Rede está em contato com movimentos da sociedade civil recém-criados - já estabeleceu aliança para lançar candidatos do Agora!, entre eles o ex-juiz federal Marlon Reis, um dos idealizadores da Lei da Ficha Limpa, que vai disputar o governo do Tocantins. A sigla ainda conversa com Acredite, Brasil21 e Frente Favela Brasil.

Sem dinheiro, sem tempo de TV e, talvez, sem debate?

A bancada reduzida de parlamentares da Rede significa também que o partido terá tempo reduzido de propaganda na TV e uma fatia pequena dos recursos públicos que financiarão as campanhas - ambos são distribuídos em proporção ao número de deputados federais das siglas. Antes mesmo da saída de Aliel Machado e Molon, a Rede teria apenas 12 segundos no bloco de 12 minutos e meio da propaganda eleitoral, segundo levantamento de dezembro do jornal Folha de S.Paulo. Para efeito de comparação, Lula ou outro candidato do PT teria um minuto e 35 segundos, e Geraldo Alckmin (PSDB) teria um minuto e 18 segundos. A estratégia será buscar doações por meio de crowdfunding (vaquinha online) e usar as redes sociais para divulgar as propostas de Marina e combater informações falsas contra a candidata. Em janeiro, a Rede lançou também um cadastro online para voluntários, que podem se oferecer para colaborar na elaboração do programa de governo, buscando doações ou mesmo produzindo memes ou poesias.

Nem centro, nem esquerda, nem direita?

A indefinição ideológica é apontada como outro problema da candidatura de Marina Silva, que se diz "nem de direita, nem de esquerda, nem de centro". Em sua plataforma de campanha, ela traz propostas de diferentes espectros políticos, sob o argumento de que busca reunir o que há de melhor nos diferentes campos. "É uma bricolagem, tenta juntar discurso mais neoliberal, ou seja pró-mercado, com um Estado com preocupação social. Na tentativa de agregar tudo ela pode perder muitos votos", acredita Maria do Socorro Braga, coordenadora do Núcleo de Estudo dos Partidos Políticos Latino-americanos da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). Para ela, Marina acabou reduzindo seu apoio na esquerda ao escolher Aécio Neves no segundo turno contra Dilma em 2014 e, depois, ao ficar a favor do impeachment. Por outro lado, pondera, o espectro da direita e do centro já está "congestionado" com outros candidatos, como Bolsonaro, Geraldo Alckmin (PSDB) e Rodrigo Maia (DEM).

Braga ressalta, porém, que fragmentação da disputa, com muitos candidatos, pode permitir que Marina chegue ao segundo turno mesmo que não tenha uma votação tão expressiva - aí, suas chances de vitória vão depender do grau de rejeição ao outro candidato. Em 2014, Marina ficou com 21% dos votos no primeiro turno, atrás de Aécio (33,5%) e Dilma (41,6%). Zé Gustavo contesta que a plataforma de Marina não seja clara e lista as diretrizes principais: "Brasil socialmente justo, economicamente equilibrado, ambientalmente sustentável, politicamente democrático e culturalmente diverso. Isso passa por reforma do Estado, distribuição de renda, responsabilidade social", explica. "É um progressismo que é difícil de explicar", reconhece Andrea Vieira. "Mas podemos traduzir como um movimento progressista da sustentabilidade", resumiu.

 

Fonte: BBC Brasil/Culturamix/Municipios Baianos

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