13/03/2018

Rui garante que João Leão continuará na base de apoio

 

O governador Rui Costa (PT) afirmou nesta segunda-feira (12), em entrevista na Rádio Sociedade, que o vice-governador João Leão (PP) será mantido em sua base com foco nas eleições de 2018.

"A gente continua junto, graças a Deus, pra queimar a língua de muita gente", afirmou, classificando a especulação de "fofoca pelo WhatsApp".

Os rumores de distanciamento de Leão surgiu após o diretório nacional do PP apontar apoio a Rodrigo Maia, anunciado na semana passada como nome do DEM para a presidência da República.

Na base, Leão ainda definirá se continuará no governo estadual ou será postulante ao Senado.

Com filiação de Nestor, PSB fica com duas secretarias no governo Rui

O PSB, da senadora Lídice da Mata, aumentou a cota de participação no governo de Rui Costa (PT) após a filiação do secretário de Administração Penitenciária, Nestor Duarte, em cerimônia na manhã desta segunda-feira (12). No auditório Jorge Calmon, da Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo, o ato também marca a chegada do deputado estadual Marcelo Nilo à legenda.

Ao bahia.ba Duarte afirmou que “está muito esperançoso” com a nova casa, e deixou claro que a ida para o PSB passou pela orientação do ex-presidente da ALBA, tendo em vista marcharem juntos “há muito tempo”.

O chefe da Seap recordou que o PSB era “a primeira opção” dos dois quando saíram do PSDB, em 2009, mas o fato de Nilo e Lídice terem possibilidade de disputa na majoritária, à época, impediu o ingresso. Segundo ele, após passarem por PDT e PSL, a dupla retorna ao “rumo inicial”.

Carletto confirma ingresso no PR: ‘Falta só definir a data’

O deputado federal Ronaldo Carletto (PP) confirmou nesta segunda-feira (12) sua filiação ao PR. “Depende agora só de definir a data da filiação”, afirmou o parlamentar.

De acordo com ele, o ato não deve ocorrer no dia 19 de março, como inicialmente pensado pelo presidente estadual do partido, José Carlos Araújo, e sim no dia 26. Ainda segundo o quase republicano, o deputado Roberto Britto (PP), que também aparece na lista de quem poderia migrar para o PR, não chegou a participar de conversas com Araújo.

Na semana passada, o dirigente da sigla na Bahia disse que Britto estaria na mesma reunião que selaria a entrada de Carletto. No entanto, o parlamentar negou. Apesar disso, a lista de nomes que serão levados por Carletto ao novo partido estará fechada até o dia 25, segundo estimativa dele.

O deputado, entretanto, não quis adiantar quem estaria nela. “A grama do vizinho é sempre mais verde”, brincou. “O único que sei que estará comigo é o deputado Carlos Robson (Robinho)”, completou.

Ele ainda negou que o PR condicionará a permanência na base do governador Rui Costa  a uma vaga na chapa majoritária. “Nunca se tocou nesse assunto. Não há condicional”, rechaçou.

Janela partidária: cinco vereadores devem mudar de legenda

A abertura da janela partidária – período em que os políticos com mandato podem mudar de legenda sem contestações nos tribunais – vai movimentar as composições partidárias na Câmara Municipal de Salvador (CMS).

De acordo com membros da Casa ouvidos pelo Metro1, pelo menos cinco edis devem procurar um novo ninho. Entre os motivos, está a eleição deste ano. De saída do PSL após a chegada de Jair Bolsonaro e sua trupe, José Trindade já sinalizou a vontade de ir para o Podemos. Espera só a agremiação bater o martelo sobre integrar a oposição ou migrar para o bloco de independentes na Casa. A primeira opção é dada como certa pelo presidente do partido, o deputado federal João Carlos Bacelar.

Maurício Trindade deve dar adeus ao Democratas. Colegas especulam que irá para o PHS, onde deve conseguir, com mais facilidade, eleger-se deputado estadual. Quem também pode engrossar as fileiras do PHS é o vereador Paulo Magalhães Jr, que atualmente está no PV. O motivo é o mesmo do Trindade netista: uma cadeira na Assembleia Legislativa da Bahia.

Há, ainda, quem condicione a mudança à migração de outros. É o caso de Kiki Bispo, que pode dar tchau ao PTB. Ele pretende seguir o rumo do vice-prefeito Bruno Reis (MDB), que namora com o PR e o PP. Vereador de primeiro mandato, Daniel Rios não quer ficar no MDB após as denúncias de corrupção. Como não é muito de falar, o destino dele ainda é um mistério.

Sílvio Pinheiro descarta disputar o Senado: 'não tenho os votos necessários'

O presidente do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE) e ex-secretário de Urbanismo de Salvador, Sílvio Pinheiro, descartou a ideia de disputar uma vaga no Senado nas eleições de outubro.

O nome do chefe do FNDE foi ventilado na última semana após a convenção nacional do Democratas, que oficializou o ingresso do prefeito ACM Neto no comando nacional da legenda. Sílvio Pinheiro disputaria uma vaga de senador em eventual chapa do prefeito ACM Neto ao governo da Bahia.

"Foi uma brincadeira, em total descontração, após a convenção do DEM em Brasília. Ainda tenho uma missão a cumprir em Brasília no FNDE antes de alçar voo na política", minimizou o presidente do FNDE em entrevista à Metrópole FM, na manhã desta segunda-feira (12).

Com Sílvio disputando o Senado, o deputado federal Jutahy Júnior (PSDB) ficaria na suplência. Em um cenário em que ACM Neto saísse vencedor, Sílvio Pinheiro ocuparia uma secretaria, o que abriria caminho para Jutahy assumir uma cadeira na Casa Alta do Congresso Nacional.

"Eu acho que não tenho os votos necessários. Jutahy é um nome experimentado e vem trabalhando para ter uma vaga na chapa do prefeito ACM Neto. Ele reúne as condições para ser um dos principais nomes da nossa chapa. Falar em meu nome nesse momento é muito mais desejo de alguns amigos, fruto de uma brincadeira de amigos. Devo continuar no FNDE por mais algum tempo, tenho algumas missões a cumprir", reiterou.

Deputado baiano pode barrar projeto que tipifica estelionato eleitoral

O deputado federal baiano Félix Mendonça Júnior (PDT) é o relator, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, do projeto de lei que tipifica o crime de estelionato eleitoral.

O estelionato eleitoral ocorre quando o político promete algo impossível de cumprir apenas para angariar votos durante a campanha.

Segundo Félix Júnior, o projeto de lei de autoria do deputado federal Wladimir Costa (SD-PA) é inconstitucional.

“Até acho um absurdo o político prometer construir escada rolante para subir a favela, mas o cara pode dizer: ‘Eu prometi, mas não consegui fazer'. Isso seria estelionato?”, tentou argumentar o relator em entrevista à coluna Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo.

Para tentar justificar seu posicionamento contrário ao projeto, o pedetista baiano diz que a proposta apenas substitutiria o verbo. “A pessoa vai trocar o ‘vou fazer’ para o ‘vou tentar fazer’? Nós já temos muitos crimes hoje no Brasil”, disse.

Políticos rebaixam pretensão eleitoral contra perda de foro

o menos 40 políticos investigados na Lava Jato correm o risco de ver seus processos, hoje nas mãos do STF (Supremo Tribunal Federal), serem remetidos para a primeira instância da Justiça.

Se não renovarem seus mandatos em outubro ou garantirem uma vaga no primeiro escalão do próximo governo, deputados, senadores, ministros e o próprio presidente Michel Temer perdem o chamado foro especial, o que garante a eles, normalmente, uma tramitação do processo mais lenta do que nas instâncias inferiores.

Enquanto no STF decisões como recebimento de denúncia e julgamento de uma ação penal só podem ser feitas de forma colegiada (em grupo), na Justiça federal o magistrado julga sozinho.

A candidatura de Temer à reeleição não está definida, o que dependerá, segundo aliados, de uma eventual melhora nos índices de popularidade, atualmente em 6%, de acordo com a última pesquisa Datafolha. Para o Planalto, esse indicador precisa atingir ao menos 15%.

A Presidência afirma que o emedebista "não tem nenhuma preocupação em manter ou não foro especial".

Também investigados na Lava Jato, os ministros mais próximos de Temer, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), não disputarão a eleição. Moreira nega qualquer possibilidade de se candidatar. "Já dei minha contribuição", afirma Padilha. Nenhum deles, porém, comenta a perspectiva de perda do foro.

Já no Legislativo, alguns parlamentares podem rebaixar de cargo para garantir o mandato. O senador Humberto Costa (PT-PE), por exemplo, cogita disputar uma vaga de deputado federal.

Sua assessoria disse que a decisão sobre disputar Câmara ou Senado não está relacionada à perda de mandato, mas a alianças regionais.

"O foro não é uma questão que o preocupe porque ele acha que será arquivado o processo e, mais cedo ou mais tarde, o STF deverá decidir favoravelmente ao fim do foro privilegiado", diz em nota.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), segundo colocado nas eleições presidenciais de 2014, pode ter o mesmo destino. Embora sustente que a Câmara não está nos seus planos, aliados do tucano afirmam que a possibilidade está sob análise.

O mineiro tem feito uma série de reuniões no estado. "Somente após essas conversas ele decidirá seu futuro em relação às próximas eleições", diz nota de Aécio, que nega vínculo entre a decisão e a manutenção do foro.

A reeleição ao Senado da presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), é vista como difícil, e o partido conta com a possibilidade de ela também disputar uma cadeira na Câmara. Ré na Lava Jato, ela não quis comentar a hipótese.

CÂMARA

Na Câmara, ao menos 24 deputados investigados na Lava Jato terão seus mandatos encerrados neste ano.

Entre eles está o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), cujo nome foi lançado na última quinta (8) pré-candidato à Presidência da República. Ele nega preocupação com a perda de foro.

Maia tem só 1% das intenções de voto, segundo o Datafolha. Aliados vinculam a manutenção de sua postulação a uma melhora nas pesquisas e não descartam que ele tente a reeleição.

No Senado, 13 parlamentares são alvo da Lava Jato e terão seus mandatos encerrados no início de 2019. Entre eles, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), que disse não comentar investigações em andamento.

Alvo de críticas por ser visto como privilégio, o foro especial poderá ser restrito a um número menor de autoridades. Uma proposta de emenda à Constituição que está parada na Câmara limita essa prerrogativa aos presidentes da República (e o seu vice), da Câmara, do Senado e do Supremo.

O texto já foi aprovado no Senado em maio do ano passado, mas só pode voltar a ser discutido após o fim da intervenção federal no Rio, já que a Constituição proíbe a aprovação desse tipo de projeto enquanto durar a medida.

O STF já tem maioria formada (oito dos 11 ministros) para delimitar o foro a políticos investigados por crimes cometidos no mandato em curso ou relacionados a ele. O julgamento foi suspenso por um pedido de mais tempo para análise pelo ministro Dias Toffoli. Não há prazo para ele devolver a ação.

Calo da oposição em CPIs, Samuel Júnior namora PSD e pode virar governista

O deputado estadual Samuel Júnior (PSC) está sendo cortejado pelo PSD, sigla comandada na Bahia pelo senador Otto Alencar.

O Bahia Notícias apurou que a articulação passa pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel, que está negociando a mudança junto ao líder da igreja Assembleia de Deus na Bahia, pastor Valdomiro Pereira da Silva, da qual Samuel faz parte e a quem o parlamentar responde enquanto liderado político.

A sigla está de olho no potencial de votos que o evangélico, pré-candidato a mais um mandato como deputado estadual, tem enquanto integrante da igreja. Com a entrada de Samuel, o PSD formaria uma espécie de bancada evangélica própria.

Atualmente, a sigla tem em seus quadros o pastor Carlos Ubaldino, Angela Sousa, que também é integrante da Assembleia de Deus, e ganha mais um nome religioso com o ingresso de Manassés.

Por outro lado, caso Samuel passe a fazer parte do PSD, apenas confirmaria uma fama corrente na AL-BA: a de que ele é mais governista do que alguns integrantes da bancada de apoio a Rui Costa.

O deputado costuma ser uma pedra no sapato da oposição nas tentativas de instaurar Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) para investigar supostas irregularidades em questões do governo, porque acaba se recusando a ser signatário dos requerimentos.

A última, a CPI da Fonte Nova, só foi assinada por ele após pressão do pastor Valdomiro

 

Fonte: BNews/Bahia.ba/Metro 1/Folhapress/BN/Municipios Baianos

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