13/03/2018

Custo de deputados baianos já chega a R$ 4 milhões

 

Em pouco mais de um mês após o retorno dos trabalhos, a Assembleia Legislativa da Bahia ainda não votou projetos e teve as 12 sessões ordinárias realizadas até agora derrubadas por falta de quorum. Enquanto isso, a pauta da Casa conta com 57 propostas, entre projetos de lei e resoluções, aguardando apreciação dos deputados estaduais. Mesmo com a paralisia, os parlamentares custaram aos cofres públicos mais de R$ 4 milhões desde o início do ano, apenas com a cota usada para bancar atividades do mandato, segundo levantamento feito pela Satélite no portal Transparência Bahia.

Na fila

Entre as matérias em pauta, está o projeto que proíbe a cobrança de estacionamento em shoppings para quem consumir, ao menos, dez vezes o valor da tarifa, de autoria do deputado Jurandy Oliveira (PRP). Outro, do deputado Zó (PCdoB), altera limites territoriais de municípios da Região Metropolitana de Salvador, que está sobrestando a pauta. Enquanto não for votado, nada anda.

Dedo de culpa

Deputados estaduais ouvidos pela Satélite reclamam do excesso de faltas dos colegas.  “A conversa entre nós é que o deputado que está sempre no plenário tem menos votos, porque os faltosos estão viajando e fazendo contato. O eleitor tem culpa também”, reclama um deles. Outro diz que a improdutividade prejudica a imagem dos assíduos: “O povo coloca todos no mesmo bolo”.

Compasso de espera

Deputados estaduais da oposição que podem mudar de partido aguardam a decisão do prefeito ACM Neto (DEM) sobre a candidatura ao governo do estado para definir o futuro. A avaliação deles é que a escolha de Neto vai afetar desde a montagem das coligações até as alianças com lideranças políticas.

Dança de bancadas

A janela partidária pode extinguir e ressuscitar bancadas partidárias na Assembleia. O PSL, hoje com quatro deputados, deve ficar sem nenhum, assim como o PRP, que tem um integrante. O PR, que não tem representante, deve pular da janela com pelo menos três.

Fora da briga

Integrante da bancada governista na Assembleia, o deputado estadual Robinho  (PP) se recusou a assinar a criação da CPI da Barra por considerar a medida apenas uma forma de represália à proposta da oposição para investigar a Fonte Nova. “Assinaria se tivesse o objetivo de apurar irregularidades. Por que nós, do governo, que temos maioria absoluta, só pensamos em CPI agora?”, questiona.

‘Coronel indomável’: relações entre governo e oposição dependem de presidente da AL-BA.  Por Fernando Duarte

O futuro das relações entre governo e oposição em 2018 passam pelo posicionamento do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel.

Cabe a ele decidir, nos próximos dias, se instala as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) para investigar a construção da Arena Fonte Nova, proposta pela oposição, e as obras da Barra, requisitada pelo governo.

De acordo com as declarações públicas recentes de Coronel, ele trabalha com a hipótese de aprovar ou arquivar as duas – aceitar uma e rejeitar a outra não chegaria a um suicídio político, mas poderia comprometer o livre trânsito dele com os dois grupos políticos.

O caminho mais fácil, sem dúvidas, é não acatar a abertura dos dois colegiados. Enquanto a oposição não tem envergadura dentro da Assembleia para aprovar as demandas esperadas, o governo não tem razões além da birra política para investigar a prefeitura de Salvador.

Com o arquivamento dos pedidos, o muxoxo aconteceria, mas seria mais curto – e Coronel não seria acusado de pender para nenhum dos dois lados. 

Caso aceite o pedido da oposição e rejeite o do governo, o presidente da AL-BA se afastaria da disputa de uma vaga na chapa majoritária do governador Rui Costa (PT) e criaria tensões desnecessárias com o governo. O inverso, aceitar o pedido do governo e rejeitar o da oposição, poderia transformar as relações com a minoria, relativamente barulhenta, em um inferno desnecessário em um ano eleitoral – quando acordos suprapartidários serão feitos nas bases eleitorais do interior.

Além disso, Coronel perderia a boa relação que conseguiu construir com o grupo liderado pelo prefeito ACM Neto e que tem garantido dias mais tranquilos na Casa.

A última hipótese, bem remota na opinião de quem acompanha o jogo político, seria a instalação de ambas as CPIs e a transformação da Assembleia em um circo cujas principais atrações seriam os deputados, fazendo as vezes de palhaços.

Uma CPI tendo como alvo o contrato entre o governo e a Fonte Nova Participações colocaria o plano B do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-governador Jaques Wagner, no olho do furacão e atrairia as atenções da imprensa nacional para a Bahia.

Tangencialmente Rui Costa poderia ser atingido, já que, segundo a Operação Cartão Vermelho, os recursos destinados a Wagner tinham como finalidade financiar a campanha eleitoral de 2014, quando Rui foi eleito.

Já uma CPI das obras da Barra teria mais atenção ainda com a chegada do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), à presidência nacional do DEM. Afinal, qualquer escândalo envolvendo um dirigente nacional de um partido, ainda que ACM Neto não seja candidato ao governo, ganharia grandes proporções por natureza.

O presidente da AL-BA tem, em sua caneta, mais poder do que em outros tempos: pode ditar o acirramento do clima beligerante das eleições de 2018. Tratado nos bastidores como “Coronel indomável”, Angelo deve definir agora o rumo que quer dar para a história da Bahia.

Alan Castro e Manassés se filiam ao PSD e enfraquecem articulação política de Carletto

A janela partidária começou na última quinta-feira (8) e, aqui na Bahia, deu ensejo também para que os deputados estaduais iniciem o troca-troca de siglas sem receber punição da Justiça Eleitoral.

Atualmente no Pros, os parlamentares Alan Castro e Manassés vão se filiar nesta segunda-feira ao PSD. O ato ocorrerá no fim da manhã, no gabinete do presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel (PSD), com a presença do presidente estadual da legenda, o senador Otto Alencar.

Segundo informações obtidas ao Bahia Notícias, os novos sociais-democratas comunicaram ao deputado federal Ronaldo Carletto (PP), em reunião desta manhã, a saída do Pros.

Os dois ingressaram na sigla em setembro do ano passado, como parte da articulação de Carletto para criar um forte grupo político na Bahia que lhe desse possibilidades maiores de competir por uma vaga ao Senado na chapa majoritária da candidatura à reeleição do governador Rui Costa.

O projeto do parlamentar é se filiar ao PR, levando com ele alguns deputados federais e estaduais e, além disso, fortalecer o Pros no estado, colocando também no partido mais deputados.

Com este séquito, teria musculatura suficiente para pleitear a vaga junto a Rui. Mas a perda de dois nomes cria um revés na sua articulação.

No entanto, o Bahia Notícias já havia revelado que o Pros funcionaria apenas como uma espécie de “guarda-chuva” para Manassés e Alan Castro.

Nos corredores da AL-BA, Castro, por exemplo, falava abertamente sobre o desejo de ir para o PSD, a maior sigla do estado atualmente. Queria se aninhar a um partido grande para concorrer à reeleição na Casa. Já Manassés é um grande amigo pessoal de Coronel e, na nova legenda, terá oportunidade de disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por uma sigla com alta musculatura política.

Com a entrada dos dois, a agremiação fortalece ainda mais sua bancada na Casa, que passa a ser composta por nove deputados estaduais e se mantém como a segunda maior na AL-BA, perdendo apenas para a do PT (12).

Em entrevista ao Bahia Notícias, Coronel, responsável por toda a articulação que levou ao ingresso de outros dois deputados estadual na sigla, comemorou o fato. “São dois ótimos quadros que o PSD recebe. Manassés e Alan Castro foram grandes apoiadores da minha eleição para a presidência da Assembleia e, portanto, muito ligados a mim. Esse ingresso no partido não é de agora. É algo conversado há muito tempo”, afirmou o presidente da AL-BA.

Após passagem por PSDB, PDT e PSL, Marcelo Nilo oficializa ingresso no PSB

De olho numa vaga na Câmara dos Deputados, o deputado estadual Marcelo Nilo oficializou, nesta segunda-feira (12), sua entrada no PSB. O ingresso na legenda comandada na Bahia pela senadora Lídice da Mata ocorre após passagem pelo PSL, PDT e PSDB.

Em conversa com o BNews, o parlamentar afirmou que está mais fortalecido depois que deixou a presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

"Depois que saí da presidência, cresci eleitoralmente. Porque agora tenho tempo para viajar, conversar com as pessoas", apontou Nilo, contando que anteriormente tinha 33 prefeituras, mas hoje passou para 36.

"Creio que serei deputado federal, porque eleição só se ganha depois que se apura os votos. Vou ser candidato a deputado federal e meu grupo está lançando Marcelo Veiga a deputado estadual", disse.

Com Nilo, Lídice vê possibilidade de dobrar bancada de deputados federais

A senadora Lídice da Mata, presidente do PSB na Bahia, afirma que a chegada do deputado Marcelo Nilo ao PSB, oficializada nesta segunda-feira (12) em ato na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deverá fortalecer o partido na Câmara dos Deputados.

"A expectativa é que Marcelo conquiste uma cadeira e o PSB dobre sua bancada de deputado federal", disse a senadora ao BNews. Atualmente, a legenda tem na Câmara o deputado Bebeto Galvão.

"O partido teve uma coragem muito grande ao indicar a saída de 10 deputados nessa legislatura que se encerra. O PSB na Bahia tem a obrigação de fazer um esforço de reforçar a bancada federal", contextualizou a dirigente.

Segundo a senadora, o PSB já era uma alternativa para Nilo há algum tempo. "Marcelo vem porque compreende que o PSB é uma alternativa, inclusive, que já se colocava para ele há muito tempo. Ele faz, em certa medida, uma autocrítica, por não ter vindo antes. Tem um perfil de oposição às forças do atraso na Bahia indubitavelmente. Somos da resistência ao carlismo na Bahia e permanecemos assim", afirmou.

Lídice diz que é ‘muito difícil’ PSB apoiar Alckmin

Vice-presidente nacional do PSB, a senadora Lídice da Mata foi breve ao afirmar, na manhã desta segunda-feira (12), que é “muito difícil” o seu partido apoiar o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a uma possível candidatura ao Planalto em outubro deste ano.

Em conversa com o bahia.ba, durante o ato de filiação do deputado estadual Marcelo Nilo ao PSB, Lídice também economizou nas palavras ao responder sobre a sua movimentação para se candidatar ao Senado: “A articulação está boa”, disse.

A senadora ainda teceu elogios ao novo socialista, Marcelo Nilo. “[PSB] está mais forte com a filiação de Marcelo e de pessoas que nós conhecemos a história política na Bahia, que sempre tiveram uma postura de independência e de combate ao conservadorismo e do carlismo em nosso estado”, disse.

 

Fonte: Correio/BN/BNews/Bahia.ba/Municipios Baianos

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