14/03/2018

Bancada evangélica quer eleger 27 senadores em 2018

 

A renovação de duas das três vagas que cada estado tem no Senado vem sendo vista pela bancada evangélica como a grande oportunidade de aumentar de três para 27 o número de parlamentares evangélicos na Casa, sendo um por estado. Se o plano se concretizar, representaria um crescimento exponencial e corresponderia, percentualmente, à proporção da população que segue a tradição protestante do cristianismo.

Os planos, ousados, vêm sendo alardeados pelas principais lideranças da Frente Parlamentar Evangélica. A declaração mais recente partiu do senador Magno Malta (PR-ES), que vem sendo cotado como candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro (PSL-RJ).

Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Malta disse que “o povo se enojou do politicamente correto”, e essa é a oportunidade de levar ao Senado grandes nomes da liderança evangélica, como André Valadão, por Minas Gerais, e Flavio Bolsonaro, no Rio de Janeiro. O segundo tem candidatura certa, enquanto o primeiro, ainda se mostra reticente.

Outro que pode ser um dos candidatos ao Senado em 2018 é o pastor Marco Feliciano, que formalizou sua saída do PSC e passou a integrar o Podemos. A tendência é que ele dispute uma das vagas em jogo no Senado pelo estado de São Paulo, mas há a especulação de que ele seja candidato à vice-presidência da República na chapa do senador Álvaro Dias.

“A gente acredita num Brasil que volte a cantar o Hino Nacional, que não glamoriza vagabundo”, afirmou Malta, acrescentando que é tempo de expurgar a corrupção na política: “Deus levantou a tampa do esgoto e nós passamos a ver os ratos, conhecemos os ratos e sabemos seus apelidos. Passaram 15 anos atacando família. Por menos que isso, Deus destruiu Sodoma e Gomorra”, disparou.

Questionado pela jornalista Anna Virginia Balloussier se o crescimento da bancada evangélica, assim como sua possível candidatura à vice-presidência, é resultado de uma guinada da população à extrema-direita, Magno Malta respondeu: “Não é direita, é endireita, de endireitar o Brasil. Agora, se me chamam assim porque eu quero emparedar vagabundo, muito obrigado por isso”, concluiu.

Magno Malta diz que Brasil quer presidente “que não glamoriza vagabundo”

O mesmo movimento popular que manifesta apoio à pré-candidatura de Jair Bolsonaro (PSL-RJ) à presidência da República, quer que o vice na chapa seja o senador Magno Malta (PR-ES), evangélico e conhecido defensor da redução da maioridade penal e do combate à pedofilia.

Descrito pelo pastor Silas Malafaia como o “político evangélico de maior prestígio no país”, Magno Malta é alguém sem papas na língua, que se comunica na linguagem popular e conservadora da maioria da população. Com essas características, a imprensa brasileira vem tratando o senador como “potencial vice” de Bolsonaro.

“Quem fala isso são as redes sociais. Sou candidato à reeleição [ao Senado]. Agora, minha vida está na mão de Deus. Do meu futuro não sei. A única coisa que sei é que o presidente será Bolsonaro, eu de vice ou não”, afirmou à jornalista Anna Virginia Balloussier, do jornal Folha de S. Paulo, transparecendo convicção a respeito da candidatura do deputado carioca.

Malta admite que ele e Bolsonaro têm muito em comum, desde as bandeiras que defendem ao jeito pouco sutil de defendê-las: “O povo se enojou do politicamente correto […] A gente acredita num Brasil que volte a cantar o Hino Nacional, que não glamoriza vagabundo”, enfatizou.

Ele, assim como Malafaia, apoiaram Lula (PT) na campanha que levou o ex-sindicalista ao Planalato. “Em 2002 viajei pelo Brasil ‘desatanizando’ Lula. Mas o eleitor sabe que, assim como ele, eu fui enganado. [Os petistas] fizeram striptease moral em praça pública”, comentou Magno Malta, fazendo um mea culpa a respeito do erro de julgamento cometido ao se aliar ao PT no passado.

“Deus levantou a tampa do esgoto e nós passamos a ver os ratos, conhecemos os ratos e sabemos seus apelidos. Passaram 15 anos atacando família. Por menos que isso, Deus destruiu Sodoma e Gomorra”, ponderou, como forma de destacar os valores dos quais não abre mão.

Ciente de que Bolsonaro tem falhas, Magno Malta disse ainda que não espera que “Deus mande um anjo para a eleição”, e que por isso, há um trabalho intenso para cercar o pré-candidato de especialistas nas áreas de governo, e assim, criar um projeto amplo e viável para o país. “Se ele é humano, vai ter falhas. Mas são falhas absolutamente menores do que as da maioria”, acrescentou.

Afiado

Dando mostras de que a possibilidade de ser candidato a vice-presidente na chapa de Jair Bolsonaro não tirou seu apetite pela franqueza, o senador seguiu a linha do pastor Silas Malafaia nas críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) por aprovar a mudança de nome para pessoas transexuais sem a necessidade de cirurgia de mudança de sexo.

“O Supremo votou agora que o macho que se sente transgênero pode entrar no banheiro de mulher, e a minha mulher, minhas filhas não podem falar nada, para não constrangê-lo. Mas o cara pode mijar em pé, respingar o vaso todo”, disparou.

No Dia Internacional da Mulher, Malta se mostrou antenado aos memes que satirizam a ideologia de gênero, e compartilhou uma imagem com o ator Leonardo Di Caprio oferecendo um brinde: “Parabéns para todas as mulheres de verdade. Para vocês que nasceram homens e pensam que são mulheres, esperem o 1º de abril”. Na legenda, escreveu: “Eu concordo”.

Filiação de Marco Feliciano ao “Podemos” gera críticas de seguidores pró-Bolsonaro

Com a previsão de ser um dos anos eleitorais mais difíceis já disputados no Brasil, vários partidos e nomes fortes na política estão se articulando para aumentar suas chances na corrida ao poder público. Um deles é o então Deputado Federal e pastor Marco Feliciano, que resolveu deixar o Partido Social Cristão (PSC), para se filiar ao Podemos (PODE).

A filiação de Marco Feliciano ocorreu no último sábado (10) e o anúncio foi feito em sua página oficial no Facebook: “Você que me acompanha na vida política e que se sente representado por mim na Câmara Federal!

Estamos em um momento propício para mudanças, temos que unir forças para defender ainda mais a nossa família!”, diz o anúncio.

Reeleito em 2014 com 398.087 votos, sendo o terceiro Deputado mais votado em São Paulo, atrás apenas de Celso Russomano (PRB) e Tiririca (PR), Marco Feliciano não agradou muito seus seguidores com a decisão, que resolveram cobrar dele o apoio supostamente prometido ao pré-candidato à Presidência da República, Jair Messias Bolsonaro:

“Tenho muito carinho e admiração pelo Sr. Deputado Feliciano, lhe acompanho na câmara, mas como vai ficar com o Bolsonaro?”, escreveu um dos internautas na página do Deputado, enquanto outro justificou a crítica sugerindo que a decisão terminaria dividindo o voto dos evangélicos, ao invés de unir:

“Gosto muito do seu ministério, sou admirador nato. Mas não deixarei de votar em Bolsonaro, o senhor deveria continua lhe apoiando como estava fazendo antes, juntos somos mais fortes!”, frisou. “Marco Feliciano nos decepcionando, esperávamos você do lado do Jair Bolsonaro, que é quem tá dando a cara a tapa, pelos valores da família e em defesa do povo cristão”, escreveu outro eleitor.

O motivo das críticas é porque o PODE já possui o seu pré-candidato à Presidência, que é o Senador Álvaro Dias. A decisão de Feliciano, então, aparentemente deixaria de fortalecer a candidatura de Jair Bolsonaro ao cargo, apesar do pastor ainda não ter manifestado sua posição sobre o isso após a nova filiação.

Na prática, a união de Marco Feliciano com o também pastor e Deputado Ezequiel Teixeira (PODE), ambos pró-família, pode se converter em uma influência importante dentro do partido para o futuro apoio de um presidenciável durante um potencial segundo turno, se o Senador Álvaro Dias não conseguir chegar ao pleito, o que pode favorecer Jair Bolsonaro, caso a tendência das pesquisas eleitorais para o cargo se confirmem.

Brasileiro quer candidato de família pobre e crente em Deus, diz pesquisa

Dados divulgados hoje pela pesquisa Ibope contratada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a maioria da população brasileira prefere um candidato à Presidência da República que tenha origem de família pobre, que acredite em Deus e tenha experiência prévia como prefeito ou governador. A informação foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo.

De acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados preferem candidatos de família de baixa renda. Outros 38% disseram discordar em parte ou totalmente da posição. Já 8% disseram que a origem do presidenciável é indiferente. Oito em cada dez brasileiros (79%) disseram concordar que é importante que o candidato acredite em Deus. Confira:

  • Pergunta: É importante que o candidato acredite em Deus?

Resultado:

> 67% - Concorda totalmente

> 12% - Concorda em parte

> 3% - É indiferente

> 7% - Discorda em parte

> 11% - Discorda totalmente

> 1% - Não sabe não respondeu

O censo apontou ainda que os eleitores levam em consideração a experiência política do candidato. Questionados sobre a importância de um candidato já ter sido prefeito ou governador, 72% disseram concordar totalmente ou em parte com a afirmação.

A pesquisa é intitulada como "Retratos da Sociedade Brasileira – Perspectivas para as eleições de 2018" e foi o realizada entre 7 e 10 de dezembro do ano passado, em 127 municípios. Ao todo, 2 mil pessoas foram entrevistadas. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos.

 

Fonte: Gospel+/Metro 1/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!