28/03/2018

NOB promove encontro sobre oncologia integrativa no dia 5 de abril

 

  • Na medicina integrativa, o paciente é protagonista do seu tratamento. Cada vez mais aliar técnicas de relaxamento e de autocuidado aos tratamentos oncológicos se mostra eficaz no processo de cura.

O câncer começa e termina nas pessoas, disse, certa vez, a cientista britânica June Goodfield. Para ela, em meio as abstrações científicas, essa verdade fundamental pode acabar sendo esquecida. “Médicos tratam doenças e também pessoas e esta precondição de existência profissional, por vezes, a empurra em duas direções ao mesmo tempo”. Goodfield está certa, assim como estavam chineses, indianos e tantos outros há mais de séculos: é preciso olhar o todo. Ainda hoje o tratamento contra o câncer é muitas vezes difícil e, não obstante, é preciso tratar a doença e também as pessoas de uma forma global, fortalecendo-as física, mental e, por que não, espiritualmente para que estejam prontas para encarar a doença.

Com o objetivo de promover a importância da medicina integrativa, o Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB) / Grupo Oncoclínicas vai promover o Encontro Bem Estar, no próximo dia 5 de abril, às 16 horas, no auditório da sua sede em Ondina. Durante o evento, que integra as comemorações pelo Dia Mundial de Combate ao Câncer, haverá um Talk Show mediado pela apresentadora Olga Goulart e com a participação de vários especialistas. Inscrições gratuitas e informações através do e-mail comunicação@nob-ba.com.br ou telefone (71) 4009-7059

No encontro, a oncologista Renata Cangussu, da equipe do NOB, falará sobre “Oncologia integrativa: porque essa modalidade é essencial no tratamento do câncer”. A fisioterapeuta Helena Mathias vai abordar  o tema “Atividade física: os benefícios de diferentes modalidades, como Pilates e Yoga, na prevenção e tratamento do câncer”, o psicólogo Beto Dias vai expor os benefícios psíquicos e físicos do Mindfulness (atenção plena), técnica de meditação cada dia mais recomendada pela própria comunidade médica por seus efeitos no bem estar do paciente. E o educador físico Antônio Marcos Motta vai falar sobre “O papel da atividade física na fadiga relacionada à quimioterapia.”

Não é por acaso que, cada vez mais, em centros oncológicos existem áreas reservadas para tratamentos como reiki, acupuntura, musicoterapia, yoga, suporte emocional, psicologia e tantos outros tratamentos bem ao lado das salas com equipamentos de alta-precisão. Isso porque cuidar do paciente com câncer é mais que um tratamento multifuncional, ele deve ser integrativo.

“A medicina integrativa não é uma especialidade médica, é uma forma de exercer a medicina. Um olhar que entende que a pessoa que está doente tem um conjunto de sintomas físicos e emocionais. Tem também o contexto familiar em que ela vive, a casa, o trabalho. E para que a gente tenha sucesso no tratamento é preciso abordar o paciente como um todo”, diz Renata Cangussu, médica especializada em oncologia integrativa do Núcleo de Oncologia da Bahia (NOB) .

Tempo e atenção

As consultas de medicina integrativa duram em média uma hora, onde se aborda a história pessoal do paciente e como a doença está impactando a vida dele. “Além disso, trabalhamos alimentação, atividade física, fadiga, sono e também alteração do humor. Só depois de seguir esse caminho é que criamos um plano de autocuidado. Assim, conseguimos lançar mão das terapias complementares”, explica a médica Renata Cangussu. “Muitas dessas práticas estão associadas ao relaxamento, que é exatamente a outra ponta da ansiedade muito comum durante um tratamento de câncer”, frisa.

As terapias conhecidas como alternativas tinham a visão de tentar substituir o tratamento tradicional, já as terapias complementares estão sendo cada vez mais estudadas na oncologia no intuito de agregar benefício ao tratamento tradicional, proporcionando maior qualidade de vida ao paciente. Hoje sabe-se que é de extrema importância que o paciente se sinta mais ativo, mesmo durante o tratamento. Com os grupos, eles percebem que mesmo com a doença, eles podem encontrar momentos de saúde e tomar as rédeas do tratamento. A lógica é que quando se estimula uma resposta de relaxamento, imediatamente há queda de adrenalina. Quando isso acontece há aumento de imunidade, fazendo com que a incidência da infecção seja menor, a alimentação, o sono e o humor sejam melhores. 

A oncologista do NOB conta sobre a área para o cultivo de um jardim existente na clínica, na unidade de Lauro de Freitas do NOB. Pode parecer inusitado, mas ela garante a importância do local. Lá pacientes podem conviver, trocar experiências e refletir enquanto fazem o tratamento.

“Focar na doença e em seus efeitos colaterais é algo sistemático demais. É preciso focar no todo, em como o paciente poderá se fortalecer para enfrentar a doença, pois eu acredito que a doença e a cura estão dentro das pessoas. E quem pode alavancar isso? O médico. Mas para isso é preciso uma troca, uma convivência para conhecer a força e a fraqueza de cada paciente”, diz a oncologista Renata Cangussu.

Ela explica que a grande maioria dos estudos sobre medicina integrativa mostra uma resposta muito boa no controle da ansiedade, estresse, modulação da dor, distúrbios do humor, do sono.  São ferramentas que permitem que a pessoa olhe para si, passo importante para a qualidade de vida, principalmente durante um tratamento. Isso porque, muitos pacientes subestimam quão dramaticamente o câncer pode afetá-los, seja do ponto físico ou emocional.

“O paciente precisa estar preparado para receber o tratamento, tomar as rédeas da situação. Ele não deve ter uma posição passiva, sem protagonizar aquele momento, sem entender ou refletir o que está acontecendo com ele”, completa a especialista.

Um não exclui o outro

O cuidado integrativo tem duas camadas. Em primeiro lugar, os tratamentos convencionais atacam a doença em si. Ao mesmo tempo, as terapias complementares ajudam a combater os efeitos colaterais relacionados ao câncer. Os dois juntos, tratamentos convencionais e complementares contra o câncer, devem ser oferecidos simultaneamente por uma equipe colaborativa de clínicos

“Uma abordagem não exclui a outra. A integrativa, como o próprio nome diz, vem para somar. Se eu não olhar o que está por trás da dor eu vou sempre tomar um remédio. A gente fala muito em sustentabilidade, precisamos falar também da sustentabilidade da saúde e é aí que entra esse olhar de integração do tratamento oncológico com técnicas como yoga ou reiki, no sentido de cuidar de si por inteiro. A gente está sempre olhando para fora e são poucos os momentos que olhamos para dentro. A medicina integrativa faz isso”, finaliza a médica.

Sobre o NOB

O NOB (Núcleo de Oncologia da Bahia) integra o Grupo Oncoclínicas, que reúne mais de 50 unidades de referência no tratamento oncológico no país. Fundado em 1992, o NOB tem sua sede na Avenida Ademar de Barros, 123, no bairro de Ondina, em Salvador, e conta também com unidades em Lauro de Freitas e no Hospital da Bahia, tendo como missão o acolhimento e a saúde integral do paciente oncológico. Para isso, conta com um corpo clínico formado por diversos especialistas, dentre oncologistas, hematologistas, reumatologistas, algologistas (tratamento da dor), nutricionistas e psicólogos que atuam juntos de forma multidisciplinar, com foco no atendimento humanizado e individualizado para garantir o melhor para o paciente. Sua equipe é altamente qualificada e comprometida com o aprimoramento contínuo.

A instituição conta com a parceria de um centro de referência mundial em tratamento do câncer, o Dana Farber Cancer Institute, afiliado a Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos. Para mais informações, visite http://www.nucleodeoncologia.com.br/

Sobre o Grupo Oncoclínicas

Fundado em 2010, é o maior grupo especializado no tratamento do câncer na América Latina. Possui atuação em oncologia, radioterapia e hematologia em 11 estados brasileiros. Atualmente, conta com mais de 50 unidades entre clínicas e parcerias hospitalares, que oferecem tratamento individualizado, baseado em atualização científica, e com foco na segurança e o conforto do paciente.

Seu corpo clínico é composto por mais de 400 médicos, além das equipes multidisciplinares de apoio, que são responsáveis pelo cuidado integral dos pacientes. O Grupo Oncoclínicas conta ainda com parceira exclusiva no Brasil com o Dana-Farber Cancer Institute, um dos mais renomados centros de pesquisa e tratamento do câncer no mundo, afiliado a Harvard Medical School, em Boston, EUA. Para mais informações, visite www.grupooncoclinicas.com.

Quatro em cada dez casos de câncer poderiam ser evitados com mudança de hábitos

Um estudo desenvolvido pelo instituto Cancer Research UK, no Reino Unido, mostrou que, a cada dez casos de câncer, quatro poderiam ser evitados a partir de mudanças no estilo de vida da população.

Algumas das medidas citadas são reduzir consumo de álcool, parar  de fumar e perder peso. "O câncer de pulmão responde por mais da metade dos casos da doença relacionados com o fumo, mas são registrados anualmente milhares de casos de câncer de bexiga, esôfago e intestino apenas para nomear alguns", explicou Katrina Brown, líder do estudo, ao The Guardian.

O alerta dos pesquisadores é ainda maior para a obesidade, já que, enquanto o número de novos casos de câncer relacionados ao tabaco diminui, o número ligado ao excesso de peso tem aumentado.

"Esses números mostram que a batalha para vencer os cânceres relacionados com o fumo está longe do fim, mas a queda no número de fumantes mostra que as estratégias de prevenção estão funcionando", pontuou Linda Bauld, pesquisadora do instituto.

"A obesidade é uma grande ameaça a saúde agora, e a situação só vai piorar se nada for feito", acrescentou.

Em 2015, o tabaco foi responsável por cerca de 54,2 mil novos casos de câncer no Reino Unido. Já a obesidade está relacionada com 22,8 mil novos casos da doença. "Levar uma vida saudável não garante que uma pessoa não tenha câncer, mas aumenta as chances a seu favor. Estes números mostram que cada um de nós pode tomar medidas positivas para ajudar nosso risco individual para a doença", ponderou Harpal Kumar, diretor executivo do instituto Cancer Research UK.

Ministério da Saúde exclui critério de idade para transplante em casos de doença falciforme

O Ministério da Saúde ampliou, nesta segunda-feira (26), a faixa etária para indicação de transplante de medula aparentado para tratamento da doença falciforme.

Anteriormente, era definido que apenas pessoas com até 16 anos poderiam se candidatar ao procedimento. "Agora a idade não é mais critério de restrição para esse transplante, único método de curar a doença no SUS [Sistema Único de Saúde]", ressaltou a pasta em nota.

Apenas em 2015, foram diagnosticados 1.145 novos casos da doença no Programa de Triagem Neonatal do SUS. A partir de agora, pessoas com idade acima de 16 anos podem fazer o transplante alogênico aparentado de medula óssea, de sangue periférico ou de sangue de cordão umbilical, do tipo mieloablativo, para tratamento da doença falciforme.

Genética e hereditária, a doença falciforme é causada por uma mutação no gene que produz a hemoglobina A (HbA) originando uma outra mutante denominada hemoglobina S.

As pessoas com esse tipo de doença - maioria negros - apresentam anemia crônica e episódios frequentes de dor severa, decorrentes do processo de vaso oclusão causados pela forma de foice (daí o nome falciforme) que as hemácias assumem.

Além disso, essas pessoas apresentam vulnerabilidade a infecções, o sequestro esplênico (quando o baço acumula sangue), a síndrome torácica aguda (infiltrado pulmonar) e o priapismo (ereção involuntária que causa dor) são algumas das intercorrências frequentes nestas pessoas.

 

Fonte: Por Carol Campos – Assessoria de Imprensa/BN/Municipios Baianos

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