29/03/2018

Ciclo de cinema em Salvador discute inquietações contemporâneas

 

Uma sessão de cinema e conversa. Essa é a proposta do projeto “CinePapo– Inquietações Contemporâneas”, que acontece gratuitamente nos dias 5 e 26 de abril, às 19h, na Saladearte Cinema do Museu, em Salvador.

A cada encontro, o público poderá conferir um filme seguido de um bate-papo. Após a sessão de cinema, dois convidados vão puxar a conversa sobre as diferentes inquietações apresentadas em cada filme. Na próxima quinta, dia 05 de abril, acontecerá o quarto encontro do projeto, que irá discutir o tema “Fantasias de amor e sexo”, inquietação a partir do longa-metragem “Kiki - Os Segredos do Desejo”, de Paco León.

O projeto tem a curadoria de Marcelo Sá, diretor de projetos do Circuito Saladearte, e conta com a participação, nessa penúltima edição, de Alfredo Jerusalinsky (professor e psicanalista) e Claudio Carvalho (psicanalista e escritor).

De acordo com Marcelo Sá, a seleção dos filmes e temas se deu a partir de conversas com os convidados, mas também da necessidade de abordar questões atuais que também são compartilhadas socialmente. “Partimos da necessidade de falar destas inquietações considerando sua importância. Dificilmente saímos de um filme sem questões. O cinema é um grande canal, nos provoca e estimula, e pode ajudar a decifrar as nossas inquietudes”, completa.

Os ingressos das sessões serão distribuídos no dia de cada evento, a partir das 14h, na Saladearte Cinema do Museu. O projeto, que já teve sessões em novembro, dezembro e janeiro é realizado pelo Circuito Saladearte, com o patrocínio do CentroSul e Governo do Estado, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. A produção é da Giro Planejamento Cultural.

  • Serviço

Projeto CinePapo

05 de abril de 2018, às 19h

Fantasias de amor e sexo

Filme: “Kiki – Os segredos do desejo”, de Paco León

Com Alfredo Jerusalinsky (professor e psicanalista) e Claudio Carvalho (psicanalista e escritor)

26 de abril de 2018, às 19h

Saudade

Filme: “Central do Brasil”, de Walter Salles

Com Victor Palomo (psiquiatra e escritor) e José Antonio Saja (professor)

Onde: Avenida Sete de Setembro, 2195, Corredor da Vitória - Museu Geológico.

Aberto ao público

Núcleo de Teatro Afro Brasileiro de Alagoinhas realiza oficinas em Salvador

O Núcleo Afro Brasileiro de Teatro de Alagoinhas – NATA abre inscrições para as duas primeiras oficinas do projeto OROAFROBUMERANGUE em Salvador, que ocorrerão em abril de 2018 e serão ministradas no Teatro Vila Velha (TVV) pelos integrantes do grupo. As inscrições podem ser realizadas pelo site do NATA (https://www.natateatro.com.br/oficinasoroafrosalvador). É cobrada uma taxa de manutenção do uso do espaço no valor de R$ 30 para cada oficina.

O projeto conta com o apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura da Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, aprovado no Edital de Apoio a Grupos e Coletivos Culturais da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb).

Dança

A primeira oficina Eu e Você - Dança dos Orixás ocorrerá nos dias 02, 04 e 06 de abril, com a atriz e bailarina Fabíola Nansurê, e busca colocar não dançarinos em contato com a dança afro, proporcionando autoconhecimento corporal e conectando o indivíduo às suas pulsações e pulsões energéticas, tendo como foco o contato com a força ancestral presente na dança dos orixás.

Fabíola Nansurê é formada em dança pela Fundação Cultural do Estado da Bahia e em interpretação teatral pela Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia. As inscrições para esta oficina vão até o dia 30 de março.

Dramaturgia

Ministrada por Daniel Arcades e Thiago Romero, a oficina A Escrita da Cena – Procedimentos de Criação Dramatúrgica, que ocorrerá nos dias 09, 11 e 13 de abril, propõe a construção de um trabalho colaborativo entre encenação e dramaturgia. Os estímulos dados para a construção de uma cena por um encenador será registrado por um dramaturgo e passará por um primeiro tratamento poético. A inscrição para esta oficina vai até o dia 05 de abril.

“O exercício da interpretação e o acesso à encenação constroem a dramaturgia desta oficina, que oficina é inspirada nos processos de criação que eu e Romero temos em espetáculos como Exu, Revelo, Mundaréu, Rebola, Desviante, entre outros”, explica Daniel Arcades, ator e dramaturgo, formado em letras pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

  • Serviço

Oficinas OroAfro – Salvador

Eu Vejo Você – Dança dos Orixás (para não dançarinos)

Quando: 02, 04 e 06 de abril, das 14h às 18h

Onde: Teatro Vila Velha, na Sala Mário Gusmão

Inscrições até 30 de março

A Escrita da Cena – Procedimentos de Criação Dramatúrgica

Quando 09, 11 e 13 de abril, das 19h às 22h

Onde: Teatro Vila Velha, na Sala João Augusto

Inscrições: até 05 de abril

BTCA apresenta “Urbis in Motus” na Escola Bahiana de Medicina

Em comemoração pelo mês da dança, a Companhia Pública de Dança da Bahia apresenta o “Urbis in Motus” no circuito de universidades em Salvador. Estreado em novembro, este é o mais novo projeto artístico da companhia que se apresenta n Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública no dia 4 (quarta-feira), às 18h30, no Campus Cabula, aberto ao público.

Para este trabalho, o público conta com a interação de performance e coreografia ao vivo, videomapping e intervenção urbana, a criação parte de temas urgentes que resguardam a diversidade e mobilizam lutas de minorias sociais: misoginia, racismo e LGBTfobia – pautas oportunas de serem refletidas com o público de estudantes acadêmicos.

“Urbis in Motus” (“cidade em movimento”, em latim) é uma proposição de Davi Cavalcanti (VJ Gabiru) juntamente com o diretor artístico do BTCA, Antrifo Sanches, e a assessora artística da companhia, Dina Tourinho, com o suporte do Núcleo de Pesquisa do Balé. Dois artistas-pesquisadores foram convidados para desenvolver as coreografias com a companhia: os professores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e diretores teatrais Djalma Thürler, instigado pelas questões de LGBTfobia, e Meran Vargens, com o tema da misoginia. Já a pauta do racismo é abordada em um videodança, exibindo um solo do bailarino Renivaldo Nascimento (Flexa II).

O projeto é coletivo e reflexivo, do BTCA e sua equipe, com diretores e coreógrafos, assim como os criadores do figurino e da trilha sonora, atua de forma dialógica e imersiva por um período de três meses. Questionar intolerâncias e acionar diferentes linguagens artísticas para expressar poeticamente a defesa das liberdades foram os guias desta produção.

ARGUMENTO – Se, por um lado, bilhões de smartphones, computadores e outros dispositivos estabeleceram um fluxo de comunicação global, a tão conceituada “aldeia global”, por outro lado, tem avançado em todo o mundo uma onda de conservadorismo, seja pelas zonas de guerra, regimes totalitários, fundamentalismos religiosos, ditaduras do mercado de capitais, avanço de ideias fascistas, retrocesso de direitos civis, sociais e trabalhistas. Distâncias foram encurtadas, mas vê-se emergir um paradoxo sobre a ideia de solidariedade. As fronteiras se enrijecem, intolerâncias ficam nítidas e a negação do outro toma o lugar da celebração e da vivência da diversidade, o que ainda ressoa no esvaziamento dos espaços coletivos de convivência nas cidades. “Urbis in Motus” propõe o diálogo entre estas tantas ideias, colocando a produção artística em seu papel fundamental de liberdade, unindo multimídia e interatividade para destacar aquilo que temos de humanidade. O BTCA vai para as ruas, para mais perto das pessoas, se alinhando a um movimento mundial de criação de obras contemporâneas que dialogam com o patrimônio histórico-arquitetônico, discutem o acesso à arte e o próprio espaço da arte no cotidiano das cidades e das pessoas.

BTCA – Companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, o BTCA tem o dançarino, coreógrafo, produtor e professor Antrifo Sanches como diretor artístico. Trata-se de corpo artístico estável mantido pelo Teatro Castro Alves (TCA), Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb) e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

  • Serviço

Urbis in Motus – Balé Teatro Castro Alves

Onde: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública

Local: Unidade Acadêmica Cabula – Rua Silveira Martins

Quando: 4 de abril (quarta-feira), às 18h30

Classificação indicativa: 12 anos

Aberto ao público

Exposição virtual traz produções culturais censuradas durante a Ditadura Militar

Entre os anos de 1964 a 1985, o Brasil viveu o período da Ditadura Militar. Durante essa fase, o país viveu medidas repressivas e uma delas foi a censura, que atingiu diversas produções culturais, inclusive a segunda Bienal da Bahia, onde muitas obras foram confiscadas.

Trazendo um acervo ainda pouco pesquisado sobre as produções culturais censuradas durante a Ditadura Militar, a Biblioteca Virtual Consuelo Pondé, unidade vinculada à Fundação Pedro Calmon/ SecultBa, lança a exposição virtual ‘Vetado’, quarta-feira (28).

“O objetivo é analisar as variadas motivações para o veto dos(as) censores(as) e reconhecer que censura não estava ligada apenas a contestação do regime político ditatorial, mas também aos costumes, sexualidade, religiosidade, questão racial, ideias de moral e aos gostos pessoais dos censores. Tudo seguindo a cartilha autoritária que visava formar o “cidadão de bem”, defensor da ‘moral’ e dos ‘bons costumes’”, destacou Manuela.

Para a montagem da exposição foi utilizado o acervo disponibilizado pelo Sistema de Informações do Arquivo Nacional (SIAN). “Recuperamos um conjunto de músicas, peças de teatro e roteiros de cinema que foram vetados e só recentemente liberados para seus autores e para o grande público”, disse a historiadora.

  • Serviço

Exposição virtual: Vetado

Onde: Biblioteca Virtual Consuelo Pondé

Quando: A partir de 28 de março

Quem: Clíssio Santana e Manuela Nascimento, historiadores.

Exposição Memórias Dançantes na Galeria Pierre Verger homenageia Mestre King

O Dia Internacional da Dança é celebrado em 29 de abril, mas na Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA) a celebração se estende por todo o mês. Através do Projeto Memórias Dançantes, a Funceb realizará a exposição Memórias Dançantes – Mestre King, em homenagem ao pioneiro da dança afro-brasileira na Bahia e no Brasil, reconhecido internacionalmente.

A exposição ficará em cartaz a partir desta quarta-feira (28) e segue até 26 de abril, na Galeria Pierre Verger, localizada nos Barris. Nesta primeira edição do projeto Memórias Dançantes, a exposição abrigará fotos, vídeos e peças de figurinos dos espetáculos Aruanda e Opaxoró do dançarino, professor e coreógrafo Raimundo Bispo dos Santos, mais conhecido como Mestre King.

Os interessados em apreciar a exposição devem comparecer à Galeria, localizada na Rua General Labatut, nº 27, nos Barris, de segunda a sexta-feira, de 8h às 18h, e aos sábados e domingos das 9h às 16h30. A exposição acontece por meio de parceria entre a Coordenação de Dança e a Coordenação de Artes Visuais da Funceb.

“Considerando que esta instituição é uma fundação das artes, a Coordenação de Dança não poderia, no mês de abril, em que é comemorado o Dia Internacional da Dança, deixar de lembrar e homenagear esse artista que representa a história da dança no Brasil e no mundo”, destaca a Coordenadora de Dança da Funceb, Janahina Cavalcante.

Memórias Dançantes

O Projeto Memórias Dançantes consiste em uma exposição multimídia que narra a trajetória de grupos e artistas que ajudaram a consolidar o cenário profissional da dança no estado da Bahia. A ação busca desenvolver o elo da memória, importante campo de atuação que está previsto no Plano Estadual da Cultura.

O coreógrafo e professor Mestre King (1944-2018), selecionado para essa primeira edição do Projeto Memórias Dançantes, demarcou importantes momentos da História da Dança na Bahia. Autor de mais de 100 coreografias, King fez história ao ser o primeiro homem a ingressar, em 1976, no curso de licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Responsável por formar os principais nomes da dança afro na Bahia, como Zebrinha, Augusto Omolu, Armando Pequeno e Paco Gomes, Mestre King revolucionou a prática e o ensino da dança contemporânea.

“Essa exposição é importante para que essa história possa ser reconhecida e lembrada por todos que tiveram e que não tiveram contato com o Mestre King”, afirma a Coordenadora de Dança, Janahina.

  • Serviço

Exposição "Memórias Dançantes- Mestre King"

Onde: Galeria Pierre Verger - Rua General Labatut, 27 - Barris, Salvador – BA

Quando: de 28 de março a 25 de abril, de 8h às 18h (segundas a sextas-feiras) e das 9h às 16h30 (sábados e domingos)

Mais informações: funceb.danca@gmail.com

Entrada gratuita

 

Fonte: SecultBa/Municipios Baianos

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