03/04/2018

Por que a garotada precisa brincar ao ar livre, segundo a neurociência

 

Por mais paradoxal que pareça, muitos detentos passam mais tempo ao ar livre do que algumas crianças das nossas cidades. O tempo ao ar livre em contato com a natureza, especificamente, vem diminuindo enormemente, a tal ponto que muitos meninos e meninas passam mais de 90% do seu tempo em espaços fechados. O correto desenvolvimento infantil exige movimento desde o nascimento, e a forma mais fácil e interessante de se movimentar é brincando, se possível ao ar livre. O sistema nervoso serve para a locomoção, e as demais milhares de páginas de um manual de neurociência estão subordinadas a esse fato natural tão relevante. Trata-se de algo extraordinário, tão belo como complexo. A função primordial de um ser vivo é se reproduzir, e para isso ele precisa se aproximar de certos estímulos, como um possível parceiro sexual, e se afastar de outros, como os predadores.

Os subsistemas sensoriais e emocionais estão a serviço do subsistema motor, que por sua vez está relacionado com uma conduta de aproximação ou afastamento. Podemos comprovar isso na vida cotidiana. Se pisamos em algo cortante na piscina, levantamos o pé instintivamente. Se alguém ou algo nos atrai, nos aproximamos pouco a pouco. Do mesmo modo, nos afastamos se não gostamos de uma situação ou detectamos um perigo. Tudo é movimento, portanto. E o nosso cérebro dedica muitos neurônios à realização dessa função.

Uma grande superfície dos nossos hemisférios cerebrais – especificamente o córtex motor primário e secundário – é dedicada ao controle motor. Existem núcleos neuronais (um complexo chamado estriado, situado nas profundezas do cérebro) dedicados, entre outras coisas, ao movimento planejado. Do mesmo modo, o cerebelo, que se encontra na parte posterior do encéfalo, é outra estrutura fundamental para o movimento. Também existe um subsistema completo, chamado vestibular, para garantir o equilíbrio em todos os nossos movimentos. São muitíssimos recursos, e nossa vida depende deles. Durante as primeiras etapas do desenvolvimento, nossa espécie aprende paulatinamente a se movimentar de maneira cada vez mais sofisticada, o que significa que aprende a comandar os subsistemas envolvidos nesse movimento: o sensorial, o vestibular, o cognitivo e, obviamente, o emocional. E essa aprendizagem se realiza na infância graças às brincadeiras.

Muitas funções do sistema nervoso têm janelas temporais de neuroplasticidade, nas quais a sensibilidade é crítica e sua formação é a ideal. Por exemplo, andar e falar são tarefas aprendidas nos três primeiros anos. A alteração da plasticidade durante períodos críticos de desenvolvimento está ligada a muitos transtornos neurológicos pediátricos. Essas janelas têm como fundamento de aprendizagem a brincadeira em todas as suas variantes. Algumas funções são fisiológicas, como o sistema nervoso vestibular, que, como explicamos, realiza dentro do cérebro a função do equilíbrio e necessita de estímulos para seu desenvolvimento, já que do contrário a mobilidade da criança não será otimizada e ela terá medo perante qualquer desafio que envolva deslocamentos em altura, velocidade, giros ou mudança posturais bruscas. Os hematomas, cortes e arranhões são, portanto, um direito das crianças na hora de aprender. E não só isso: pretender evitá-los a todo custo pode causar déficits cognitivos e emocionais para toda a vida.

Modular a agressividade e a empatia

A brincadeira deve ser a principal atividade de uma criança. É o que seu cérebro espera: brincadeiras e mais brincadeiras, sobretudo relacionadas com a atividade física, e preferivelmente ao ar livre. Pode-se brincar sozinho – e o cérebro também precisa aprender a se entediar – e, sobretudo, em companhia. Quanto mais heterogêneas forem as idades das crianças que brincam, melhor será para o desenvolvimento das relações pessoais e para a modulação da agressividade e da empatia. Qualquer pessoa que já tenha lidado com crianças terá observado quais são suas preferências e como se divertem quando vão a um playground, para não falar dos parques de diversões. A velocidade, as voltas, a sensação de perigo causada pela altura, os desafios do equilíbrio... Tudo isso é muito atrativo para a criança, porque o que estamos fazendo é levar seu cérebro ao ambiente onde evoluímos durante milhões de anos e ao qual estamos adaptados. Faz poucos séculos que passamos a habitar as cidades, e a evolução não foi capaz de adaptar nosso organismo a viver nelas. Quando uma criança brinca ao ar livre, preferivelmente em um ambiente natural, o cérebro agradece com uma injeção de felicidade. Há riscos? Claro, isso é viver. Por natureza, as crianças não têm excessiva consciência do passado e do futuro – vivem o momento. Sua atividade principal é brincar. E a brincadeira permitirá que nossa prole aprenda a se movimentar com destreza, a não se machucar, a avaliar as situações de maneira adequada e, quando não houver outro remédio, a ser agressivo e sobretudo a sê-lo na medida certa, respeitando dentro do possível os valores aprendidos. Nisso o ambiente familiar tem um papel fundamental. Se for para escolher, é melhor brincar na natureza do que na praça do bairro, porque o cérebro precisa de novidade, curiosidade e investigação. A brincadeira permite que as crianças, depois de examinar seu entorno, gerem de maneira bastante eficaz um repertório de comportamentos inovadores que podem se adaptar a um nicho específico. A exploração do desconhecido, felizmente, está nos nossos genes.

Crianças com ansiedade e depressão

Durante as últimas décadas, ocorreu nas sociedades modernas – sobretudo as ocidentais – um declínio na liberdade das crianças para brincar, especialmente em brincadeiras sociais e em grupos de idade heterogênea, longe dos olhares vigilantes dos adultos. Ao mesmo tempo, ocorreu um aumento considerável dos casos de ansiedade, depressão, sentimentos de tristeza, impulsividade e narcisismo entre as crianças. Todos nós já fomos crianças e nos divertimos com o frio na barriga quando estávamos no topo do escorregador ou subíamos pela estrutura de ferro dos balanços. Girar nos carrosséis ou se pendurar por qualquer lado, feito um macaco – afinal de conta, é isso que nós somos –, é uma evidente fonte de prazer. Qualquer conduta que teste nosso senso de equilíbrio nos atrai como um desafio. Tanto é que, durante seu desenvolvimento, as crianças experimentam os limites para se superarem pouco a pouco. Um passo a mais, um degrau a mais, uma volta a mais... O perigo lhes atrai, pois marca esses limites. Assim, a teoria da regulação emocional através da brincadeira propõe que uma das principais funções da brincadeira entre jovens mamíferos é a aprendizagem de como regular o medo e a raiva. Em uma brincadeira com certo risco, os pequenos aprendem a enfrentar pequenas doses manejáveis de medo, sem cair em emoções negativas por muito tempo. Assim, aprendem que é possível superar a situação e posteriormente recuperar um estado emocional normal de alegria. As análises revelam que, ao mesmo tempo em que se limita a liberdade na brincadeira, entre cinco e oito vezes mais jovens sofrem níveis clinicamente significativos de ansiedade e depressão, segundo os padrões atuais, muito maiores que nos anos cinquenta. Assim como a diminuição na liberdade de brincar com certo risco foi contínua e gradual, também foi contínuo e gradual o aumento da psicopatologia infantil. São necessários mais estudos para corroborar isto. Por exemplo, Peter Schober, da Universidade de Medicina de Graz (Áustria), afirma que crianças sedentárias, que não assumem nenhum risco, adoecem cinco vezes mais de depressão que as que se mantêm ativas.

Eles sabem quando assumir riscos

Temos uma tendência inata a subestimar as capacidades cognitivas das crianças, mas o fato é que elas sabem melhor do que nós quando estão preparadas para assumir certos riscos. Na praia, minha filha pequena sabe perfeitamente até que altura podem chegar as ondas antes que ela saia correndo para a areia. Há pouquíssimas possibilidades de que uma onda a pegue de surpresa, pois seu cérebro ativa os mecanismos para saber onde estão os limites.

É fato que as crianças podem se enganar – se enganam mesmo, e assim aprendem –, mas não costuma ser frequente. Se não, não teríamos sobrevivido como espécie. Como as crianças enfrentam desafios e riscos manejáveis, um resultado negativo leve é aceitável. E, se não, os pais podem ficar de olho, como aliás sempre devemos fazer em praias e piscinas.

Porque é muito importante saber que nem todas as crianças são iguais. O que para uma pode ser estimulante para outra pode ser traumático. Nesta diferença os pais desempenham um papel fundamental. As crianças devem escolher o risco que podem administrar. Não devemos forçá-las a lidar com riscos maiores, mesmo se soubermos que não são prejudiciais. O ponto de vista da criança é diferente. Se ela tiver medo que uma onda lhe cubra o rosto, não se deve forçá-la, por mais que saibamos que não há problema. A melhor forma de superar desafios é a que a criança escolher. E a brincadeira é o caminho que guia essas condutas. Vale a pena dar uma olhada neste documentário que mostra como algumas comunidades promovem a brincadeira ao ar livre, a partir da aventura, para fomentar o correto desenvolvimento físico e cognitivo da criança. O documentário está em inglês.

Mutação genética, o fator desconhecido que pode ser a chave para entender a morte súbita de bebês

Cientistas dos Estados Unidos e do Reino Unido encontraram uma possível relação entre a morte súbita de bebês e uma mutação genética rara que afeta os músculos respiratórios. O fenômeno, também conhecido como "morte do berço", ocorre quando um recém-nascido aparentemente saudável morre sem explicação. Em geral, esses casos acontecem durante o sono, e os médicos ainda não encontraram uma causa científica que explique o óbito.

Em um novo estudo publicado na revista científica The Lancet, os cientistas demonstram uma relação genética que pode ajudar a esclarecer essa questão. Segundo eles, a descoberta pode mudar o rumo das pesquisas que buscam estratégias para evitar esse tipo de morte - que até agora tinham se concentrado apenas em estudos sobre as células do coração e do cérebro que controlam a respiração. "Nosso estudo é o primeiro que vincula a morte súbita dos bebês a uma fraqueza dos músculos respiratórios que seria causada por questões genéticas", afirmou Michael Hanna, neurologista do Hospital Nacional de Neurologia e Neurocirurgia em Londres e autor do estudo. Hanna acredita que ainda é cedo para conclusões, mas é preciso continuar a pesquisa nessa direção para confirmar e entender mais detalhes sobre como seria essa relação. A morte súbita de bebês em geral atinge recém-nascidos de dois a quatro meses de idade.

Músculos mais frágeis

A pesquisa liderada por Hanna se concentrou em uma mutação rara do gene SCN4A, responsável por codificar um receptor superficial importante das células. Receptores são proteínas que permitem a interação de algumas substâncias com os mecanismos do metabolismo celular. A expressão desse receptor nos músculos respiratórios é fraca nos primeiros meses de vida, mas aumenta ao longo dos dois primeiros anos. Depois de analisar amostras de tecido de 278 bebês que morreram sem causa aparente (e que foram classificados como vítimas da síndrome da morte súbida) e compará-los com o material genético de 729 adultos saudáveis, os cientistas encontraram quatro casos dessa mutação nos bebês e nenhuma nos adultos. Ainda que apenas quatro possam parecer pouco, neste caso o número é significativo: normalmente, encontram-se apenas cinco casos dessa mutação rara a cada 100 mil indivíduos. A mutação está relacionada a uma série de problemas neuromusculares genéticos e a dificuldades respiratórias. No caso dos bebês, os cientistas acreditam que a mutação também enfraquece os músculos respiratórios que, por conta disso, eles ficam mais vulneráveis a outros fatores externos, a uma posição inadequada durante o sono no berço, ao fumo ou qualquer outra doença menor. Se um fator externo tiver impacto negativo na respiração do bebê que tem esta mutação, ele terá uma capacidade menor para se recuperar rapidamente, explicam os pesquisadores. Ainda sem maiores conclusões, os autores do estudo reforçam a importância de seguir as recomendações médicas para reduzir o risco do bebê sofrer uma morte súbida.

* Como prevenir a 'morte do berço'

- Colocar o bebê para dormir de barriga para cima;

- Colocá-lo no berço com os pés perto da borda;

- Utilizar um colchão firme, plano e impermeável - e em boas condições;

- Não fumar durante a gravidez, durante a amamentação, nem no mesmo cômodo que o bebê;

- Não compartilhar a cama com o bebê se tiver consumido drogas ou se estiver muito cansado(a);

- Nunca dormir com o bebê nos braços na poltrona ou no sofá;

- Não cobrir a cabeça da criança quando ela estiver dormindo (cobrir somente até a altura dos ombros).

Pesquisadores descobrem novo órgão no corpo humano

A ciência estuda a anatomia do corpo humano há milhares de anos - mas, até hoje, os cientistas ainda estão descobrindo novos segredos. Recentemente, investigadores americanos descobriram um "novo" órgão no corpo humano: o interstício. A descoberta publicada nesta terça-feira (27) na revista científica Scientific Reports, mostra que o órgão pode ser a chave para entender como alguns tipos de câncer se espalham rapidamente. De acordo os pesquisadores, o novo órgão trata-se do tecido conjuntivo, estrutura que preenche os espaços entre os diferentes tecidos do corpo. O interstício é uma rede cheia de fluído localizada abaixo da superfície da pele, que interliga diversas partes do corpo, como o trato digestivo, os pulmões e o sistema urinário, além dos músculos e vasos ao seu redor. Inicialmente, acreditava-se que essas camadas de tecido eram densas, como uma "parede" de colágeno, porém a nova descoberta sugere que, em vez de uma "parede", tal tecido pode ser visto como uma rede de "estradas abertas e cheias de líquido", indica Neil Theise, professor de patologia da Universidade de Nova York e um dos autores do estudo.

Descoberta do interstício

A descoberta aconteceu por acaso enquanto os pesquisadores buscavam sinais de metástase no canal biliar de pacientes com câncer. Os médicos se depararam com uma estrutura com cavidades nunca observada antes, nem documentada anatomicamente. Portanto, eles decidiram analisar melhor essa estrutura, descobrindo que ela sempre esteve presente, mas nunca havia sido identificada porque o processo tradicional de preparação de amostras de tecidos drenam o fluido, fazendo com que as cavidades existentes entrem em colapso e desapareçam. Ao utilizarem uma técnica de de análise por imagem foi possível encontrar a cavidade e observar tecidos vivos em um nível microscópico. No entanto, apesar dos autores do estudo terem considerado o interstício como um novo órgão, esse status só se torna oficial após um consenso entre os cientistas. "Para isso, é preciso que a Terminologia Anatômica Internacional a reconheça como tal", ensina a coloproctologista Maria Cristina Sartor, presidente da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). Este documento é balizado pela Federação Internacional de Associações de Anatomistas. Embora o interstício não seja oficialmente um novo órgão, a descoberta da estrutura traz novas perspectivas para a compreensão de mecanismos relacionados a uma série de doenças. "Esta descoberta tem potencial para impulsionar avanços na medicina, incluindo a possibilidade de que a amostragem direta do fluido intersticial possa se tornar uma poderosa ferramenta de diagnóstico", disse Neil Theise ao site Live Science.

Os perigos para a saúde que moram no seu banheiro

•          Desde germes em sabonetes e toalhas até riscos de acidentes, veja que precauções são indispensáveis nesse cômodo da casa.

Alguns itens que parecem inofensivos no nosso banheiro podem trazer sérios riscos à saúde, segundo novos estudos. Desde as toalhas molhadas estendidas e compartilhadas, até o próprio sabonete ou os brinquedos de borracha para as crianças, todos podem acabar sendo transmissores de doenças para crianças e adultos. "O banheiro é um lugar bastante complicado quando o assunto é higiene", disse John Oxford, professor emérito de virologia da Universidade Queen Mary, em Londres. "As pessoas passam muito tempo limpando a privada, mas seria bom se todos prestassem mais atenção ao banheiro como um todo e usassem sprays desinfetantes para limpá-lo". A segurança é outra questão importante no que diz respeito aos banheiros.

* Veja a seguir preocupações e dicas de especialistas:

- Patos de borracha e brinquedos

Em estudo reportado pela imprensa britânica, o Instituto Federal Suíço de Ciência e Tecnologia Aquática e a Universidade de Illinois analisaram 19 brinquedos de banheira e identificaram fungos em 58% deles. O líder do estudo aconselhou a não esguichar água do pato no rosto de uma criança, pois isso poderia causar "infecções nos olhos, ouvidos ou mesmo problemas gastrintestinais".

- Cadeirinhas de banho

Como você dá banho em um recém-nascido? Os pais sabem que um bebê é delicado demais para sentar em uma banheira normal, então é comum usarem cadeirinhas especiais para mantê-los ali. No entanto, essas cadeirinhas não oferecem 100% de proteção. Um porta-voz da Sociedade Real pela Prevenção de Acidentes britânica disse à BBC que as "cadeirinhas de banho normalmente trazem uma falsa sensação de segurança, já que os bebês podem se afogar em apenas alguns centímetros de água. Isso pode acontecer em questão de segundos, e silenciosamente"."É importante manter o bebê ao alcance do braço o tempo todo para você conseguir segurá-lo se ele escorregar na água, uma vez que ele não conseguirá se endireitar sozinho."

- Sabão

O propósito de um sabonete é justamente limpar suas mãos e seu corpo - então esse é o último lugar onde você imaginaria encontrar germes. Mas "a bactéria pode ficar no sabonete e passar de pessoa para pessoa", disse o professor John Oxford. "O banheiro é o lugar ideal para um vírus permanecer e se espalhar pelos moradores da casa." Oxford aconselha, nesses casos, a utilizar sabonete líquido em dispensador para reduzir os riscos. O Instituto Nacional de Saúde britânico recomenda, também, que equipes de saúde pública usem sabão líquido e água morna para lavar as mãos.

- Toalhas

A boa e velha toalha de secar a mão ou o corpo após o banho também pode abrigar germes. Por isso, especialistas orientam que elas não sejam emprestadas para ninguém. Mas e quanto à toalha de mão que fica no banheiro compartilhado por todo mundo, inclusive pelas visitas? "Eu evitaria até isso. Os germes podem ficar na toalha por horas. Na verdade, uma toalha é um ótimo lugar para eles ficarem, já que é uma atmosfera úmida e propícia", afirmou. "Meu conselho seria usar toalhas de papel descartáveis ou então toalhas (de uso) individual."

- Superfícies escorregadias

A combinação de chão molhado e sabão cria o perigo de quedas graves no banheiro, que podem resultar em fraturas, cortes e hematomas - sendo os idosos os mais suscetíveis. Uma estratégia para evitar isso pode ser forrar o chão com tapetes de borracha e antiderrapantes, além de instalar barras de apoio para as mãos em locais estratégicos.

 

Fonte: El País/BBC Brasil/Minha Vida//Municipios Baianos

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