07/04/2018

Arte: Abertas as inscrições para o FilteBahia 2018

 

Estão abertas até o dia 20 de abril as inscrições para o Festival Internacional Latino-Americano de Teatro da Bahia – FilteBahia 2018. Os espetáculos selecionados irão compor a Mostra Oficial do FilteBahia 11 Anos e farão parte da VI Plataforma Internacional Cênica da Bahia, a ser desenvolvida entre os dias 01 a 09 de setembro de 2018.

Para se inscrever são necessários: nome do responsável pelo espetáculo, e-mail, cidade, telefone com DDD, nome do espetáculo / performance, link com imagens do espetáculo na íntegra, desbloqueado ou com acesso à senha, para que curadoria possa assistir.

Este ano, os grupos selecionados terão de produzir a tradução dos textos dos espetáculos para o espanhol, viabilizando assim a legenda produzida pelo festival, para a Plataforma Internacional, junto aos programadores internacionais convidados. Grupos e produções participantes em edições anteriores podem se inscrever.

O FilteBahia somente confirma a inscrição, não será feita uma lista de divulgação dos selecionados. As produções de interesse do evento serão contatadas. O festival cobre todas as despesas com passagem, alimentação, carga, transporte interno e um valor pró-labore por apresentação, salvo alguns casos específicos os quais são tratados de forma independente.

Junto à inscrição, o proponente pode especificar algum tipo de apoio que a sua produção possui para viabilizar a participação, explicado no próprio corpo da mensagem de inscrição. O FilteBahia tem apoio financeiro da Secretaria de Cultura através do Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

Espaço Cultural Alagados recebe 1ª Mostra Negra de Artes Cênicas

Entre os dias 10 e 15 de abril, o Espaço Cultural Alagados, administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), recebe a Mostra Negra de Artes Cênicas: Edição Solos, que trará espetáculos produzidos e encenados por pessoas negras. A programação acontece de terça-feira a domingo, sempre às 18h. Os ingressos, que serão vendidos no local, custam R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia), com exceção da sexta-feira (13), que terá programação gratuita. A classificação é indicada para maiores de 12 anos.

O projeto foi inspirado pelo I Fórum Negro de Artes Cênicas, promovido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), em fevereiro de 2017, na Escola de Teatro. A mostra nasce com o intuito de oportunizar o protagonismo negro na cena artística de Salvador e pretende, nesta primeira edição, levar ao Espaço Cultural Alagados espetáculos voltados à temática das dinâmicas sociais e culturais negras no Brasil, para que a partir deles, suscite discussões que visem resgate e fortalecimento do tema.

O primeiro espetáculo, “Grilo Griô” acontece na terça-feira (10), e traz Raimundo Moura em performance solo. Grilo Griô é inspirado na personagem Totonha de José Lins do Rego, uma espécie de contador de histórias que sai pelas ruas de Salvador, cantando e contando causos em troca de moedas e alimentos. Além da atuação, Raimundo Moura assume a direção e dramaturgia. A peça conta com a participação a atriz e cantora Teresa Cristina Vieira.

Na quarta-feira (11), o público confere o espetáculo “En(cruz)ilhada”, com atuação de Leno Sacramento. Na trama, o ator discute o racismo e as várias mortes simbólicas que envolvem o negro na sociedade. “Assim que nascemos, nossas cabeças são colocadas na mira de uma bala que segue nos matando lentamente: a morte social, cultural, financeira, estética e psicológica”, explica Leno Sacramento. A direção é de Junior Roquildes.

O espetáculo “Sobejo” traz a atuação solo de Eddy Veríssimo, e retrata a biografia fictícia da personagem Georgina Serrat: uma dona de casa que depositou a fé sobre sua felicidade no casamento e tem seus sonhos frutrados pelas agressões de um marido violento. A peça acontece na quinta-feira (12), e é escrita e dirigida por Luiz Buranga.

A programação da sexta-feira (13) é gratuita e traz o coral das Mulheres de Alagados interpretando canções famosas da música popular brasileira.

O público confere no sábado (14) a peça “Maloquêro”, com solo de Jhoilson de Oliveira. Na trama, o ator dá vida à personagem Chumbinho. Controverso, Chumbinho aproveita a presença da plateia para compartilhar os preconceitos e desafios enfrentados pelas pessoas que estão em situação de rua. A direção é de Merry Batista.

Para finalizar a Mostra, no domingo (15), “Se Deus Fosse Preto” traz Sergio Laurentino em um solo que reflete sobre a vida, a fé e a humanidade em torno do protagonismo de um deus negro, com outros costumes e valores. A personagem central da trama é Loid, um homem negro que foi preso injustamente pela morte da filha e esposa. Na prisão, ele escreve textos que, após a sua morte, se revelam como base de criação de um novo paradigma mundial. O espetáculo é dirigido por Jean Pedro.

Bule-Bule lança livro "Orixás em Cordel" com apoio do Fundo de Cultura

Dois elementos de extrema importância simbólica para a cultura brasileira – a literatura de cordel e o panteão africano, com tudo o que representam para a Bahia e o Nordeste – se encontram no livro “Bule-Bule – Orixás em Cordel”. De autoria do mestre da cultura popular nordestina, Antônio Ribeiro da Conceição, artisticamente conhecido como Bule-Bule, o livro será apresentado ao público no dia 11 de abril (quarta-feira), em noite de autógrafos, às 18h30, no foyer do Teatro Castro Alves.

Reconhecido como o maior repentista da Bahia, Bule-Bule, que também se destaca como cordelista com mais de 100 títulos publicados, revela que a escolha do tema se deu ao perceber que a literatura de cordel sempre tratou as religiões de matriz africana de maneira cômica. “Muitos grandes mestres conviverem com temas variados, mas ninguém tinha escrito, levando a sério, um trabalho sobre a religiosidade de matriz africana. Alguns tinham criado em tom de brincadeira e gozação. Então, acredito que esse livro é um elemento mágico para abastecer essa lacuna”, avalia o mestre baiano.

Essa não é a primeira vez que Bule-Bule se debruça sobre temas religiosos. É de sua autoria os cordéis “Adeus a Mãe Menininha – a nossa Ialorixá Maria Escolástica da Conceição Nazareth” e “Irmã Dulce da Bahia: Santa Mãe de Todos Nós”.

Uma produção da Bahia

Editado pela Pinaúna Editora, empresa baiana que tem como linha editorial a publicação de livros relacionados à arte e à cultura do estado, o livro tem ilustração de Klévisson Viana. O prefácio é do compositor, cantor e instrumentista Mateus Aleluia, que prepara o leitor para o mergulho cósmico de Bule-Bule no Orum – mundo dos espíritos, no candomblé –, totalmente livre de “dogmas reguladores”.

Com o apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura, Fundação Pedro Calmon, secretarias da Fazenda e de Cultura do Estado da Bahia, esse projeto possui duas etapas. A primeira é o lançamento do livro; a segunda etapa prevê rodas de conversa do mestre Bule-Bule com as comunidades de alguns terreiros de candomblé de Salvador, Lauro de Freitas e Cachoeira, a exemplo do Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin, em datas a serem confirmadas. Esta segunda etapa recebe o apoio da “1ª Chamada do Edital Calendário das Artes 2017”, da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), vinculada à Secretaria de Cultura do Estado.

BULE-BULE – ORIXÁS EM CORDEL

Editora Pinaúna - Camaçari / Ba

Projeto Gráfico e Editoração: Lucas Kalil

Produção Editorial: Carolina Dantas

Ilustração: Klevisson Viana

Prefácio: Mateus Aleluia

Preço: R$ 30,00

Lançamento: 11 de abril de 2018, às 18h30

Onde: Foyer do Teatro Castro Alves

Projeto #OcupaLajes acontece no Centro Cultural Plataforma

Entre os dias 09 e 20 abril, sempre a partir das 9h, o Centro Cultural Plataforma, espaço cultural administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), recebe o projeto #OcupaLajes, que oferecerá duas oficinas artísticas. As inscrições são gratuitas, com classificação livre.

Com a realização do Acervo da Laje, o Ocupa Lajes é um projeto de democratização das artes plásticas que oferecerá oficinas de artes gratuitas para crianças, jovens e adultos da periferia de Salvador de abril a agosto. No Centro Cultural Plataforma serão oferecidas: Oficina de Escultura com Zaca Oliveira e Oficina de Pintura em Tela com Raimundo Bida, que acontecerão conforme a programação descrita abaixo:

Oficina de Pintura em Tela

Período: 09 a 14/04 – 9h às 13h

Público Alvo: Adultos e Idosos (18 a 70 anos)

*participação de crianças (5 – 11 anos) com os pais

Oficina de Escultura com Zaca Oliveira

Dias: 09, 11, 13, 16, 18 e 20/04 – 9h às 13h

Público Alvo: Adolescentes e Adultos (a partir de 13 anos)

Comissão de Trabalho da Revolta dos Búzios apresenta projetos e resultados alcançados no carnaval de Salvador

“220 Anos de Revolta dos Búzios – Igualdade e Liberdade” foi o tema escolhido para ser o tema do Carnaval da Cultura. O Governo do Estado aproveitou a oportunidade para destacar e transmitir a importância do acontecimento histórico, no qual quatro heróis simbolizam essa Revolta: João de Deus, Luís Gonzaga, Manuel Faustino e Lucas Dantas.

Para, além disto, na manhã da última quinta-feira (05), a Comissão de Trabalho em Comemoração aos 220 anos da Revolta dos Búzios realizou a segunda reunião com a proposta de analisar as ações propostas, assim como, pontuar os próximos passos. De acordo com Zulu Araújo, diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC), órgão vinculado à SecultBA, o tema do carnaval foi apenas o primeiro trabalho desta Comissão. “É nosso papel propagar a importância da Revolta dos Búzios. Precisamos mostrar à sociedade que a Bahia tem heróis que lutaram por igualdade, liberdade e fraternidade”.

Participaram da reunião, representantes do governo e da sociedade civil, como a secretária de Cultura, Arany Santana, o diretor geral da Fundação Pedro Calmon, Zulu Araújo, a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade Racial, representado por Walmir França Santos, a deputada estadual Fabíola Mansur, o Conselho Estadual de Cultura, representado por Ana Vaneska Santos de Almeida, o diretor do Grupo Cultural Afro-Brasileiro Olodum, João Jorge Rodrigues, a Secretaria Estadual da Educação representada por Fernanda Leite da Silva, o professor e coordenador Marcelo Pinto, da UNEB, a Sociedade Cultural, Recreativa e Carnavalesca Malê Debalê, com Cláudio Souza de Araújo, além de diretores da FPC.

A secretária Arany Santana reforçou a importância do primeiro passo e da escolha do tema do carnaval de 2018. "Foi um marco importante para todos nós da Bahia a escolha do tema do carnaval ser sobre a revolta dos Búzios. Conseguimos divulgar e publicitar a importância histórica dos nossos heróis", declarou.

A Comissão de Trabalho anunciou o lançamento, em novembro, do livro comemorativo aos 220 anos da Revolta. Será uma edição revisada das fontes documentadas sob a responsabilidade do Arquivo Público do Estado da Bahia (APEB), órgão vinculado à FPC. Além de uma exposição com os documentos sobre a revolta de Búzios, na sede do APEB, na Baixa de Quintas.

Também foi apresentada a proposta de modernização da Biblioteca Virtual Consuelo Pondé (BVCP), sendo discutida a modernização, customização e atualização do site da BVCP, dando ênfase a abordagem da Revolta para a educação básica.

O projeto também prevê o Cortejo Cultural pelas ruas do Pelourinho, com a participação de grupos de dança, teatro, música e percussão. E já está marcada para o dia 23 de agosto uma sessão solene em homenagem aos 220 anos da Revolta dos Búzios, na Assembleia Legislativa do Estado da Bahia.

 

Fonte:  SecultBa/Municipios Baianos

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