12/04/2018

Jaguarari: Prefeito tem afastamento decretado por TJ-BA

 

Uma nova decisão judicial afasta por 180 dias o prefeito de Jaguarari, no Piemonte do Itapicuru, centro norte baiano, Everton Carvalho Rocha (PSDB).

O gestor já havia sido cassado pela Câmara de Vereadores por duas vezes.

A sentença pelo afastamento, publicada nesta quarta-feira (11), acolhe um recurso do Ministério Público do Estado (MP-BA) que acusa o gestor de fraude em contratos de atrações para o São João do ano passado. À época, a cidade está com decreto de emergência em vigor.

Na mesma decisão desta quarta, da desembargadora Gardênia Pereira Duarte, devem ser afastados os servidores Eliane Costa da Silva, Juraelson Leite Santos, Joana Salete Bernardino Araújo Conceição e José Tarcísio Marques de Melo Júnior.

Conforme a desembargadora, foram considerados os argumentos do promotor Igor Clóvis Silva de Miranda. Uma seria a permanência dos acusados nos cargos, e segundo, pelo fato de os mesmos terem a possibilidade de interferir nas investigações.

3ª sessão do ‘First Friday’ discutiu sobre a qualidade dos ecossistemas aquáticos tendo as aves como bioindicadoras

A qualidade dos ecossistemas aquáticos na região foi o tema debatido na sexta-feira (06) na 3ª sessão do projeto científico-cultural ‘First Friday’, uma realização do Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga), localizado no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), zona rural de Petrolina-PE.

Estiveram presentes profissionais, estudantes e docentes das áreas de Ecologia, Ciências Biológicas, Medicina Veterinária e Zootecnia. A conferencista, Flávia Campos tem um vasto currículo na área ecológica. Flávia é licenciada em Ciências Biológicas, pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, mestrado em Ecologia e Recursos Naturais, pela Universidade Federal de São Carlos e doutorado em Ecologia pela Universidade de Brasília. Atualmente professora adjunta da Universidade de Pernambuco Campus Petrolina (UPE), vice-coordenadora do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, coordenadora do Laboratório de Ecologia e Geologia e professora colaboradora do Programa de Mestrado Acadêmico em Ciência e Tecnologia Ambiental para o Semiárido da UPE. Desenvolve pesquisas com Ecologia e Conservação de Aves, projetos e atividades nas áreas da Didática do Ensino Superior e Didática das Ciências Naturais.

“Eu vejo dois pontos positivos ao falarmos sobre esse tema hoje. O primeiro é os alunos perceberem onde podem atuar, as pesquisas, o que está sendo feito e onde eles podem se encaixar na Biologia; e uma questão de discutirmos e refletirmos sobre a conservação dos ecossistemas, a responsabilidade do biólogo e também da sociedade civil para estimulá-la a questionar, a pensar até que ponto nós estamos fazendo o nosso papel o motivo de as coisas estarem ainda assim e pensar em estratégias para melhorar o cenário atual”, afirmou Campos.

Para o estudante do curso de Medicina Veterinária da Univasf, Jhonatan Nascimento a oportunidade foi muito válida. “Foi muito importante porque trouxe a discussão para o meio urbano, visto que é algo que a população vivencia em seu cotidiano”, disse. “As aves bioindicadoras seriam uma forma de disseminar o conhecimento para a população sobre a situação existente nos ecossistemas aquáticos encontrados na região, denunciando o nível de poluição tanto para o meio ambiente quanto para as próprias aves que ali habitam ou passam ciclos sazonais”, concluiu Manoel Junior, também graduando de Medicina Veterinária.

A próxima sessão será dia 04 de maio, às 16h, no auditório do Museu de Fauna da Caatinga, Campus de Ciências Agrárias da Univasf, zona rural de Petrolina. Em breve serão divulgados tema e palestrante.

CODEVASF MANTÉM PLANO DE GESTÃO DE LOGÍSTICA SUSTENTÁVEL NO SEMIÁRIDO BAIANO

A Superintendência Regional da Codevasf em Juazeiro (6a SR) continua realizando ações previstas no Plano de Gestão de Logística Sustentável (PLS), implantado em 2014 a partir da Sede da Companhia em Brasília (DF). Condutas como o uso racional dos veículos da frota, perfuração de poço artesiano para uso na oficina, jardim e posto de lavagem, adoção de torneiras reguladoras de vazão, estabelecimento de horário para funcionamento dos condicionadores de ar somente no período mais quente do dia e o desligamento de todas as luzes internas após o expediente permitiram economia de combustível, água e energia elétrica.

Para o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Elmo Nascimento, a execução de programas como o PLS está dentro da missão institucional da Codevasf, que é a de promover o desenvolvimento e a revitalização das bacias hidrográficas, com a utilização sustentável dos recursos naturais. “Esse programa também faz parte da política ambiental da companhia”, acrescenta.

Outras ações que merecem destaque são a impressão econômica de documentos e o reaproveitamento de papel. Na primeira é usado um tipo de fonte para impressão que economiza até 10% de tinta e na outra é incentivada a reutilização de rascunhos.

Na Unidade de Meio Ambiente, órgão da Gerência Regional de Revitalização da Bacia Hidrográfica (6ª GRR/UMA) ainda é realizada todas as sextas-feiras a coleta de papéis e materiais recicláveis que são acumulados e, depois de alguns meses, são encaminhados a uma cooperativa de catadores de recicláveis - Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis de Juazeiro (Cooperfitz).

A mais recente entrega deste material foi realizada no dia cinco deste mês, com a supervisão da engenheira florestal Janaína Teixeira da Silva, que atua na 6ª GRR/UMA, e é uma das coordenadoras da execução do PLS na superintendência em Juazeiro.

Segundo ela, é necessário reforçar que a campanha é contínua, e que os funcionários devem sempre procurar utilizar frente e verso do papel, principalmente tamanho A4, antes de realizar o descarte nas bandejas para coleta. “Lembramos também que qualquer tipo de papel e papelão pode ser reciclado”, reforça.

PREFEITURA DE JUAZEIRO GANHA VAGA NO COMITÊ DA BACIA HIDROGRÁFICA DO RIO SALITRE

Durante sessão da XXI Reunião Plenária Ordinária do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre, ocorrida semana passada em Ourolândia-BA, o secretário de Meio Ambiente e Ordenamento Urbano (SEMAURB), Agenor Souza, foi eleito secretário do Comitê. Em 12 anos de criação do Comitê, essa é a primeira vez que um representante do poder público de Juazeiro tem um cargo eletivo.

A reunião ocorreu na Câmara Municipal de Vereadores de Ourolândia e contou com a presença de representantes de todos os nove municípios que compõem a Bacia do Rio Salitre. Foi discutido o andamento do Plano de Bacia do Salitre (PBHS), cujo principal objetivo é a revitalização do Rio. Também foi colocada em pauta a mediação sobre a discussão a respeito do sistema de energia elétrica no baixo Salitre. Em seguida, a atual secretária, Audinea Gean Teles da Costa, anunciou sua renúncia do cargo e, de forma unânime, todos os representantes indicaram Agenor.

Mineia Clara, representante da sociedade civil na União das Associações no Vale do Salitre (UAVS) e vice-presidente do Comitê, comentou sobre a eleição de Agenor. “O novo secretário terá um papel fundamental na organização do comitê, por se tratar de um representante do poder público municipal de Juazeiro será uma grande força, porque essa região do Rio Salitre merece total atenção e carece de políticas públicas em se tratando de preservação de áreas degradadas. Nossa expectativa é que esta parceria renda bons projetos para a nossa região”, salientou Mineia.

O secretário Agenor falou sobre a satisfação em assumir essa missão. “Muito me honra representar o poder público nesse comitê. Sabemos que a sociedade civil espera uma participação eficaz e esse é o nosso compromisso. Nossa expectativa é que, juntamente com a secretaria executiva - o INEMA, possamos promover discussões de forma objetiva e que o principal objetivo do comitê seja sempre a revitalização do Rio Salitre e o uso consciente das águas”, ressaltou Agenor.

Sobre o Comitê:

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Salitre foi criado pelo Decreto nº 10.197 de 22 de março de 2006.  Composto por 36 membros, dentre titulares e suplentes, sua estrutura é paritária entre Poder Público Estadual, Poder Público Municipal, Usuários de recursos hídricos e Sociedade Civil Organizada.

Luta contra invasão das baronesas nas prainhas de Paulo Afonso completa um mês

Essa semana completa um mês que as plantas aquáticas denominadas de baronesas invadiram diversas áreas do Rio São Francisco em Paulo Afonso, causando transtornos  à população e enorme prejuízo aos comerciantes das prainhas da cidade.

Um dia após a proliferação das algas, ainda sem a certeza da gravidade do problema, a prefeitura através do secretário de Meio Ambiente, Manoel Santos, prometeu que a remoção seria concluída em menos de duas semanas, porém apesar de todo esforço, não conseguiu cumprir.

O processo de remoção das plantas, principalmente no Balneário Prainha continua. Homens e máquinas estão trabalhando intensamente para limpar os locais que fazem parte de um dos mais importantes cartões postais do município.

Milhares de toneladas de baronesas foram retiradas, mas a cada dia chegam outras milhares. Hoje, o repórter Carlos Alexxandre do site PA4.COM.BR voltou à Prainha e infelizmente o tapete verde predomina nas margens do rio, o cenário é desanimador, mas a esperança continua, homens e máquinas continuam firmes. e acreditam que logo vencerão as persistentes e indesejáveis baronesas.

Segundo especialistas, as plantas aquáticas se alimentam de matéria orgânica dos esgotos, deixando um alerta sobre a poluição do Rio São Francisco e segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente elas são arrastadas para as margens de cidades ribeirinhas, por causa do aumento no volume de chuvas nas cabeceiras e afluentes do Rio São Francisco.

TV São Francisco distorce fatos da invasão das baronesas em Paulo Afonso

Pela segunda vez em menos de trinta dias, a reportagem da TV São Francisco, afiliada da rede Globo, distorce a realidade dos fatos sobre a invasão das baronesas aos principais pontos turísticos de Paulo Afonso, deixando transparecer que o município é o principal núcleo poluidor do rio São Francisco, além de responsável  pela produção  cada vez mais frequente de baroneses.

Ao contrário do que divulga a tão conceituada emissora, Paulo Afonso tem feito o seu dever de casa ampliando o tratamento de esgoto. Logo, grande parte deste, tratado ou não é lançado após a PA 4.

As cidades acima da Usina da PA 4 não possuem tratamento de esgoto; tanto do lado baiano quanto pernambucano. Logo, os maiores produtores de tilápias estão acima de Paulo Afonso.

Assim, a TV São Francisco deveria rever seus conceitos antes de veicular certas matérias, sob pena de sentir culpada por tamanha injustiça.  As duas matérias lançadas pela  TV São Francisco, distorcem completamente essa realidade, caracterizando que  Paulo Afonso é a vilã da história quando é de fato, vítima.

Por seu expediente, o Procurador do Município, Dr. Igor Montalvão, deveria imprimir uma ação indenizatória contra os municípios poluidores e produtores de baronesas.

 

Fonte: BN/Ascom Cemafauna/Ascom Codevasf/SEMAURB/PA4/PA 24hs/Municipios Baianos

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