12/04/2018

CONSID finaliza audiências da regularização fundiária no Oeste baiano

 

O CONSID – Consórcio Intermunicipal do Oeste da Bahia, finalizou nesta segunda (09), em Jupaguá, Cotegipe,  o ciclo de audiências publicas que trataram da implantação do programa AGTER – Terra Livre nos municípios de Muquém do São Francisco, Buritirama, Barra e Cotegipe.

Nesta primeira etapa, o  AGTER – Terra Livre fará a regularização fundiária e ambiental de 2.000 pequenos produtores rurais, possibilitando segurança jurídica e acesso ao credito bancário a todas estas famílias.

Erika Seixas, secretária executiva do CONSID afirma:

 “Estamos começando um modelo totalmente novo de regularização fundiária para os pequenos produtores, pela primeira vez está sendo feita uma ação conjunta de regularização fundiária e ambiental. Isto poupa tempo e recursos públicos, trazendo celeridade e racionalidade para o processo de licenciamento. Ganham todos: O governo, os pequenos produtores e a economia da região!   E está é somente a primeira etapa, breve esperamos avançar mais, em novos munícipios.”

O AGTER – Terra Livre é uma parceria entre o Governo da Bahia, através da Secretaria de Planejamento, Secretaria de Meio Ambiente, INEMA, Secretaria de Desenvolvimento Rural , CDA – Coordenação de Desenvolvimento Agrário, UFOB, Sindicato dos Produtores Rurais de Barreiras e CONSID.  

Levantamento Técnico da Aiba prevê uma safra recorde na Bahia

Com a colheita da soja a todo vapor, os produtores rurais do oeste da Bahia estão bastante animados com o cenário. Mais da metade da área já foi colhida e os resultados parciais apontam para uma supersafra da oleaginosa. De acordo com dados do 2º levantamento do Conselho Técnico da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), realizado nesta segunda-feira, 09, a produtividade média está na casa de 62 sacas por hectare, o que representa um aumento da ordem de 11% em relação ao primeiro prognóstico divulgado em janeiro, quando eram previstas 56 sacas do grão em cada hectare.

O bom resultado, avaliam os técnicos, se deve ao clima favorável, com chuvas bem distribuídas. Somado a isso, a qualidade das sementes e a fertilidade do solo contribuíram para que a colheita fosse acima da média esperada. “Os fatores climáticos foram determinantes para o bom desenvolvimento da cultura, mas o investimento em tecnologia e melhoramento do solo e de sementes também contribuíram muito”, explicou o assessor de Agronegócio da Aiba e membro do Conselho Técnico, Luiz Stahlke.

Conforme anunciado anteriormente, a área cultivada sofreu um acréscimo de 1,3% em relação ao ano passado, saltando de 1,580 milhão de hectares para 1,6 milhão de hectares na safra atual.

Já em ponto de colheita, o milho não deve ir além do que já foi anunciado no primeiro levantamento técnico. Por enquanto, com menos de 5% colhido, a cultura mantém a perspectiva de 165 sacas por hectare, o que representa um aumento expressivo se comparado com as 130 sacas da última safra.

O algodão baiano também pode manter o recorde de produtividade da safra anterior, que alcançou a marca de 310 arrobas por hectare. Com o aumento da área plantada, estima-se que a produção da fibra deve ultrapassar 1,226 milhão de toneladas nesta temporada.

Considerando a margem de erro, estes números poderão sofrer pequenas alterações para mais ou para menos. A estatística consolidada deve ser divulgada no próximo levantamento, quando a colheita já terá sido concluída.

O Conselho Técnico da Aiba é formado por representantes de associações de produtores, sindicatos, multinacionais, instituições financeiras e órgãos governamentais. As previsões são feitas sempre considerando fatores como perspectivas de mercado, nível tecnológico, condições climáticas e controle fitossanitário.

Tecnologia da Embrapa é usada para desenvolver sistema automático de irrigação

Um equipamento que aciona automaticamente a irrigação ao detectar baixa umidade no solo está sendo desenvolvido pela empresa Tecnicer. A tecnologia consegue reduzir o consumo de água e energia na lavoura em até 50%. O Sistema Automático de Controle de Irrigação (Saci) foi finalista da seleção Inovação para a Indústria 2017 do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) e está sendo desenvolvido com a participação da Universidade de São Paulo (USP) e da Embrapa Instrumentação (SP).

A peça-base para o desenvolvimento do sistema será o Igstat, sensor desenvolvido pela Embrapa e pela Tecnicer capaz de perceber as alterações de umidade do solo automaticamente. Patenteado no Brasil e nos Estados Unidos, o Igstat é um cilindro de sete centímetros de comprimento feito de material poroso que identifica a baixa umidade quando suas paredes permeáveis detectam a passagem de ar.

Ideal para agricultura de precisão

A ideia é sofisticar o invento com incrementos tecnológicos e dotá-lo de uma interface amigável para que possa atender a diferentes produtores e culturas. Os pesquisadores explicam que a economia será gerada porque o Saci acionará a irrigação somente nas áreas da plantação que precisam de água, em vez de irrigar toda a lavoura simultaneamente, como ocorre nos sistemas convencionais. Essa característica o torna ideal para ser empregado em fazendas que utilizam a agricultura de precisão.

O pesquisador da Embrapa Instrumentação Carlos Vaz explica que o Saci será mais preciso, detectará uma faixa mais extensa de tensão crítica (limiar de umidade do solo a partir do qual há necessidade de irrigação) e apresentará leituras mais confiáveis por não sofrer influência de salinidade do solo nem de temperatura. Vaz integrou a equipe de desenvolvimento do Igstat e será o responsável técnico da Embrapa no projeto do Saci.

“O objetivo é que o produto atenda a pequenos e grandes produtores que desenvolvem cultivo protegido irrigado, empresas de sistemas de irrigação que atuam com métodos de aspersão e localizado, além de agricultores em geral que adotam irrigação na lavoura,” afirma o cientista da Embrapa.

Incentivo à inovação

  • O projeto Saci foi aprovado no edital de Inovação para a Indústria 2017 do Senai, cujo resultado foi divulgado mês passado. A proposta é uma das 31 contempladas no terceiro ciclo, na categoria B, destinada a estimular o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços inovadores em micro e pequenas empresas, startups de base tecnológica e microempreendedores individuais. A finalista tem agora 24 meses para apresentar um protótipo do sistema.

De acordo com o diretor da empresa, Luis Fernando Porto, o produto será versátil para atender às características de solo demandadas pelo mercado. “Usando o sensor Igstat desenvolvido pelo pesquisador da Embrapa Instrumentação, Adonai Gimenez Calbo, o sistema vai promover uma irrigação específica, de acordo com cada tipo de cultura, porque será produzido com várias tensões de água no solo e a partir de uma demanda de mercado”, conta ele, ressaltando que o apoio do Senai está sendo fundamental para o desenvolvimento da inovação.

O projeto envolve vários atores, de diferentes áreas do conhecimento, dos setores público e privado, para vencer em 24 meses os desafios tecnológicos de desenvolvimento do software e do hardware para automação da comunicação do sensor de irrigação com os demais componentes do sistema, como o reservatório de água.

Além do Senai, que está investindo recursos de R$ 400 mil no desenvolvimento do sistema, participam a Embrapa Instrumentação, a Faculdade de Zootecnica e Engenharia de Alimentos (FZEA) da Universidade de São Paulo (USP), em Pirassununga (SP), e a empresa de consultoria ambiental Genos.

A Embrapa Instrumentação vai avaliar a eficiência dos dispositivos sensores e do sistema de controle automático da irrigação em laboratório, comparando com outros sistemas disponíveis no mercado. O pesquisador Carlos Vaz acredita que a união de competências das instituições envolvidas no projeto possibilitará o desenvolvimento de um sistema de irrigação robusto, competitivo e inovador.

Para o supervisor de Inovação do Senai-SP, Ricardo de Oliveira Campos, não é apenas a subvenção para o desenvolvimento do desafio tecnológico que motiva as empresas. Há também benefícios intrínsecos aos projetos concluídos com sucesso, que ganham força ao serem apresentados a grandes investidores. “Ao passar pelo processo seletivo nacional, (os projetos) demonstram maturidade de conceito de negócio e também se destacam pela própria inovação em si, a qual se encontra em fase avançada de validação - protótipo ou planta-piloto ou, até mesmo, já inserida no mercado”, afirma.

Sistema armazena dados com facilidade

O Saci será composto de um sensor cerâmico de tensão de umidade do solo associado a componentes eletrônicos de automação sem fio, fonte de energia solar, rede elétrica ou bateria. Porto explica que a transmissão de dados poderá ser realizada por radiofrequência ou celular.

O aparelho terá resistência a umidade e choques, será de fácil manuseio e também reduzirá a lixiviação do solo e dos nutrientes e pesticidas, minimizando impactos ambientais e perdas econômicas. Além disso, vai facilitar a irrigação automatizada por não precisar de calibragens e permitir o armazenamento de dados sobre irrigação com facilidade.

Para a professora Tamara Maria Gomes, que integra a equipe da USP que vai realizar os experimentos em campo com o sensor, a expectativa é que o Saci apresente uma boa resposta na avaliação da umidade do solo e associe economia de água e energia com facilidade de manuseio.

Os experimentos serão realizados em ambiente protegido, em diferentes substratos e culturas, definidos dentro do grupo das hortaliças. Segundo a professora, as análises estarão voltadas para a resposta do sensor à umidade do solo e para o desenvolvimento das culturas, considerando a eficiência do uso da água, ou seja, a relação entre a produção e o consumo de água pela cultura, comparativamente com outros sensores comerciais.

“Na agricultura irrigada, o manejo da irrigação ainda é muito pouco adotado pelos produtores rurais. Há uma rejeição, muitas vezes pela dificuldade na operação de sensores e principalmente pela necessidade de manutenção e pela falta de acesso à gestão da informação. Com o Saci acreditamos que essa barreira possa ser facilmente transposta”, afirma.

Porto acredita que a tecnologia trará benefícios para a empresa, cadeia produtiva e para a sociedade, gerando impactos econômicos, ambientais e sociais, considerando o crescimento do agronegócio e o aumento da área irrigada no País.

Brasil deve aumentar sua área irrigada

O Plano para a Expansão, Aprimoramento e Desenvolvimento Sustentável da Agricultura Irrigada no Brasil, anunciado em maio de 2016 pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), prevê uma expansão da área irrigada do País de 6,2 milhões para 11,2 milhões, em dez anos, o que deve aumentar a produtividade de 3,4 toneladas para quatro toneladas por hectare e gerar até 7,5 milhões de empregos diretos e indiretos.

Inovação para a indústria

  • O Edital de Inovação para a Indústria é uma iniciativa do Senai com a finalidade de elevar a competitividade industrial brasileira por meio do desenvolvimento de novas tecnologias. Os recursos aportados são de caráter não reembolsável para apoiar o desenvolvimento de produtos e processos da indústria nacional e destinam-se a projetos de inovação de caráter incremental, radical ou disruptivo que impactem a sociedade e a indústria brasileira, custeando, prioritariamente, horas técnicas e matéria-prima Senai São Paulo já contratou 66 projetos em parceria com 59 empresas e startups brasileiras de base tecnológica. Os investimentos de todos os participantes somam mais de R$ 37 milhões, desde o lançamento do edital em 2004. “A grande novidade em 2017 é o contrato firmado com o Serviço Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) que disponibilizou até R$ 20 milhões para execução de projetos de microempreendedores individuais e micro e pequenas empresas”, informa Ricardo de Oliveira Campos, supervisor de Inovação do Senai-SP. Campos informa que o índice de projetos concluídos é de

Duas pragas se combinam e formam novo híbrido

Cientistas australianos confirmaram a aparição de um híbrido de duas lagartas responsáveis pelas principais pragas do mundo em uma nova espécie fortalecida, segundo uma descoberta de fontes científicas. Uma das pragas é a Helicoverpa zea, que afeta uma centena de cultivos nos continentes europeu, asiático e africano, incluindo também cultivos de tomate e de soja, de grande mobilidade, e que desenvolveu resistência à maioria dos defensivos agrícolas disponíveis no mercado.

O outro é a Lagarta-do-Cartucho (Spodoptera Fugiperda), originária da América, segundo indicou um comunicado da agência de investigação científica australiana, a Organização da Comunidade de Pesquisa Científica e Industrial (CSIRO), que alertou que a combinação de ambos é um “preocupante” híbrido sem barreiras geográficas.  A Lagarta-do-Cartucho já é atualmente uma das principais pragas que ameaçam a agricultura brasileira, segundo dados da Embrapa.

Os cientistas encontraram que entre o grupo de lagartas estudados cada indivíduo era distinto, o que sugere um “enxame de híbridos” no qual múltiplas versões do mesmo híbrido poderiam estar presentes na mesma população.

O diretor da pesquisa, Craig Anderson, alertou sobre as consequências que essa nova praga pode ter em cultivos em todo mundo, principalmente, no continente americano.

“Estimativas recentes indicam que 65% da produção agrícola do continente americano estaria em risco se for afetada pela lagarta da cápsula [Helicoverpa zea]”, afirmou o pesquisador Anderson.

 

Fonte: O Expresso/Ascom Aiba/Ascom Embrapa/Agrolink/Municipios Baianos

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