13/04/2018

Deputados avaliam que oposição vai encolher com o efeito Neto

 

Nas rodas de conversa entre deputados na Assembleia é consenso: com a saída de ACM Neto do jogo de 2018 a banda governista ganha fôlego e a oposição encolhe. Eles dizem  que o sinal vem do número de prefeitos hoje na oposição que, com a expectativa da derrota, os procuram tentando botar uma perninha no governo.

O deputado Nelson Leal (PP), que é tido como expert nesse tipo de conta, diz que com um candidato competitivo os partidos da oposição fariam de 17 a 19, hoje têm 23. E o governo de 38 a 39, além do PCdoB, que faria dois ou três. Duas vagas que sobram  podem pender para um lado ou outro, a depender da campanha.

Nelson Leal cita o exemplo de 2014, que tinha Paulo Souto candidato a governador líder nas pesquisas o tempo inteiro contra Rui Costa:

— Dos 10 deputados mais votados em 2014, cinco eram do governo e cinco da oposição? Por quê? Porque os dois lados tinha candidatos competitivos. Ou seja, contabiliza-se que a perda será da oposição, com o agravante que, entre os vereadores de Salvador, três são dados como favoritos, como Leo Prates e Tiago Correia, do DEM, e Paulo Câmara, do PSDB, indicativo de que o número de derrotados entre os atuais será maior.

Entre os governistas, alguns brincam. Dizem que Neto prejudicou ao baratear o passe deles. Ou seja, Rui nunca ligou muito para deputado, agora que não vai ligar mesmo...

Em artigo na Folha, Neto reforça nome de Zé Ronaldo

Em artigo no jornal Folha de S. Paulo, publicado nesta quinta-feira (12), o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), reforçou seu desejo em eleger José Ronaldo (DEM) governador da Bahia.

“Meu partido, o Democratas, se manterá na liderança da oposição na Bahia com a candidatura de José Ronaldo, que concorrerá a governador depois de ter sido quatro vezes o prefeito mais dinâmico e inovador da segunda maior cidade baiana, Feira de Santana”, disse.

O gestor soteropolitano explicou novamente os motivos que levaram a não disputar o Palácio de Ondina este ano e não mencionou a pré-candidatura de Rodrigo Maia (DEM) a presidente, ao falar da posição do DEM a nível nacional.

“Como presidente nacional do Democratas, eu estarei na linha de frente de uma campanha que se travará entre a velha e a nova política [...]. No âmbito nacional estaremos, da mesma forma, na trincheira contra a velha política dos vendedores de ilusão. Por todo o país, a campanha do Democratas estará associada ao campo aberto da renovação de valores e condutas. Vamos elevar o debate eleitoral. Fortalecer a relação de confiança com o eleitor pelo compromisso com a palavra, a transparência, a eficiência máxima do gasto público”, apontou.

A expectativa é de que o DEM volte atrás com Maia e apoie um nome do PSDB, que neste momento é de Geraldo Alckmin, ex-governador de São Paulo.

Jutahy resiste com o Senado

Apesar de não esconder a irritação com a desistência de ACM Neto, o deputado federal Jutahy Magalhães vai manter a pretensão de disputar o Senado como um dos nomes do PSDB, o partido que tem João Gualberto na cabeça. O deputado estadual Adolfo Viana,  candidato a herdeiro dos votos de Jutahy na disputa de uma vaga na Câmara dos Deputados, diz que, apesar da tempestade, nada muda nesse campo.

ACM Neto quer apoio do PSDB para Zé Ronaldo

Defensor da união dos partidos de oposição ao governador Rui Costa (PT), o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), tem tentado convencer os tucanos a declinarem da candidatura do deputado federal João Gualberto, que preside o PSDB na Bahia, ao Palácio de Ondina. Em voo da capital baiana para Brasília anteontem, o democrata soteropolitano reiterou ao parlamentar o desejo de unificar os postulantes ao governo da Bahia. De acordo com Gualberto, ele, no entanto, ponderou que duas candidaturas de oposição ao PT seriam positivas no pleito deste ano: a dele e a do ex-prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM). O tucano perguntou se podia contar com o apoio do prefeito neste cenário, mas o ACM Neto preferiu adotar um tom cauteloso. Disse que precisa observa como ficará a conjuntura política para definir.

Ontem, diante da resistência dos tucanos, José Ronaldo (DEM) se mostrou disposto a discutir a possibilidade de abrir mão de ser postulante ao Palácio de Ondina para apoiar a candidatura João Gualberto (PSDB). Neste cenário, o democrata feirense disputaria o Senado Federal. O ex-prefeito fez questão de ressaltar, todavia, que está “preparado” para ser administrador estadual. “Eu renunciei à prefeitura de Feira de Santana por estímulo de muitas pessoas. Fiz isso com consciência e amadurecimento. Não é fácil. Eu gostava de ser prefeito e amo a minha cidade. A minha vida eu dei toda a Feira de Santana e Feira de Santana me deu tudo. Mas me acho preparado para disputar a eleição de governador. E, se eleito, me acho preparado para administrar o estado. [...] A questão não é aceitar ou não aceitar. Eu sou candidato a governador. Eu estou sendo candidato a governador. Estou buscando apoio. [Mas] lá na frente quem estiver melhor [nas pesquisas], tudo bem. Nunca fechei portas para conversar com ninguém”, afirmou, em entrevista à rádio Metrópole.

De acordo com José Ronaldo, ele tem pesquisas feitas antes da desistência do prefeito ACM Neto que mostravam “números bons” sobre seu desempenho eleitoral. Já o democrata soteropolitano não se mostrou tão disposto à hipótese de o DEM abrir mão da candidatura ao governo para apoiar Gualberto. “A única hipótese de eu não ir com José Ronaldo é só se ele não quiser ir”, salientou. Para tucano, seria “ótimo” se o ex-prefeito renunciasse à pré-candidatura ao governo.  “Ele [José Ronaldo] está sendo coerente, já que era o cargo que pleiteava. Eu era o vice na chapa. Quando o governador sai quem substitui é o vice. Então, eu sou candidato a governador”, afirmou.

Pré-candidatos sobem o tom contra governador

Sempre muito comedido nas suas críticas ao governador Rui Costa (PT), o pré-candidato ao governo, José Ronaldo (DEM), demarcou, ontem, o seu espaço na disputa eleitoral e subiu o tom contra a administração estadual.

Em entrevista à rádio Metrópole, o democrata feirense disse que o governo do petista baiano é “médio”. Afirmou, também, que o governador tem inaugurado obras já entregues. “Há um sentimento no interior de que o governo, em grande parte do estado, é ausente”, criticou.  Já o pré-candidato João Gualberto condenou o fato de o governador Rui Costa (PT) viajar, anteontem, para visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

“Deixou de cumprir o seu papel de governador de resolver os graves problemas da Bahia, nas áreas de segurança, saúde e educação, para ir a Curitiba para visitar o seu amigo preso”, disse, em sua conta no Facebook, ao chamar a viagem de “politicagem partidária”. (RS)

Neto diz que DEM terá R$ 115 mi para financiar campanha de Maia

Presidente nacional do Democratas, o prefeito de Salvador, ACM Neto, disse que seu partido terá R$ 115 milhões para financiar a campanha do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, ao Planalto.

Segundo informou o democrata soteropolitano à coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, a legenda vai receber R$ 90 milhões do fundo eleitoral. Os R$ 25 milhões são valores acumulados pela sigla.

O DEM prevê gastar cerca de R$ 1 milhão até o fim de julho com a pré-campanha presidencial de Maia. A estimativa cobre gastos com comunicação, deslocamento e eventos. No primeiro mês, calcula ter desembolsado R$ 150 mil.

Para efeito de comparação, estima-se que o PSDB tenha R$ 210 milhões disponíveis para campanhas eleitorais, R$ 70 milhões serão usados em candidaturas a governos estaduais e ao Senado.

Os restantes R$ 70 milhões custearão campanhas dos deputados federais e estaduais. Outros R$ 70 milhões serão usados para a candidatura de Geraldo Alckmin a presidente.

Insatisfeitos, aliados querem sacrifício de Neto, com Roma, Prates e ACM Jr.

Aliados do prefeito ACM Neto já cunharam sua estratégia para tentar amortizar o impacto negativo de uma não candidatura do gestor de Salvador ao governo do Estado. A estratégia passa pelo sacrifício de uma pessoa ligada ao presidente nacional do DEM. O favorito para a “penitência” é o presidente da Câmara Municipal de Salvador (CMS), Leo Prates (DEM).

Na avaliação de candidatos à Casa Legislativa, o vereador conseguiu na pré-campanha fazer um número de arrumações que o cacifa para estar entre os mais votados. Além disso, pela amizade pessoal com o prefeito ACM Neto, espera-se que ele goze de certas benesses que não são distribuídas ao restante do grupo.

Outra parte de apoiadores já articulou o contra-ataque: propor nomes para o sacrifício, como João Roma (PRB) e até mesmo ACM Júnior (DEM), pai do prefeito e ex-senador. No caso de Roma, os votos seriam pulverizados da mesma forma para a proporcional. Já o presidente da Rede Bahia seria usado para dar “a cara” dos Magalhães ao grupo e tentar diminuir o “terremoto” que se iniciou com o “não” de Neto.

PRB ainda não foi procurado nem por um candidato e nem por outro, diz Marcio Marinho

Seis dias após definir o seu candidato a governador, o prefeito ACM Neto que deve ser um dos coordenadores da campanha do prefeito José Ronaldo (DEM) ainda não conversou com partidos como o PRB.

Segundo o deputado federal Marcio Marinho (PRB), o partido também não foi procurado por João Gualberto que se lançou ao palácio de Ondina pelo PSDB, e faz parte do campo de oposição ao governador Rui Costa (PT).

“Pelo que eu sei  o partido não foi chamado para conversar, nem com um e nem com o outro. Sabemos que duas candidaturas assim não vão chegar a lugar alguém, tem que ter os pés no chão, porque ninguém é candidato de si mesmo. Existe do ouro lado um grupo forte político forte, que tem a máquina”, ressaltou. 

Com uma oposição, por ora, enfraquecida com mais de uma candidatura, a participação do PRB garante 30 segundos ao tempo de TV a cada bloco de 12 minutos e 30 segundos.

Pré-candidato do MDB, João Santana diz: ‘Bahia deve muito a Geddel’

Pré-candidato ao governo da Bahia pelo MDB, o ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula, João Santana, defendeu, na noite desta quarta-feira (11), o ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (MDB).

Em entrevista à rádio Metrópole, João Santana criticou o PSDB e o DEM, que relutam em coligar com o MDB. “Um partido que tem um senador acusado por ter recebido um milhão, dois milhões, [Aécio Neves] tem coragem de falar do MDB? Cada um que se defenda. O MDB deve muito aos Vieira Lima. A Bahia deve muito a Geddel Vieira Lima. Se no DEM só ACM Neto manda, no MDB isso não existe”, comparou.

Santana disse ainda que é amigo da família Vieira Lima há 40 anos, mas evitou comentar sobre o escândalo das malas. “Aos problemas deles cabe a eles e à Justiça encontrarem a solução. Não sou eu que vou resolver. Responder por eles não é o nosso papel [da legenda]”, disse o ex-ministro, que também é presidente do MDB baiano.

 

Fonte: Coluna do Levi, em A Tarde/BN/Metro 1/Tribuna/BNews/Bahia.ba/Municipios Baianos

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