15/04/2018

Bahia tem 4 mortes por H1N1; campanha de vacinação inicia dia 23

 

Bahia teve quatro mortes provocadas pela gripe H1N1, até o dia 7 de abril, conforme dados divulgados pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). Não foram divulgados dados das vítimas, como sexo, nome e idade.

Até a data informada pela Sesab foram notificados 215 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG ), com 18 mortes. Conforme a Sesab, dentre esses casos, 43 foram confirmados para influenza, sendo 36 pelo subtipo A H1N1 e desses, quatro foram a óbito.

Ainda conforme a Secretaria de Saúde, três mortes ocorreram em Salvador e uma em Lauro de Freitas, na região metropolitana.

A Sesab informou que a capital concentra o maior número de casos da H1N1, 26. Camaçari, também na região metropolitana, tem dois; Dias D´Ávila, Governador Mangabeira, Itabuna, Jacobina, Juazeiro, Lauro de Freitas, São Miguel das Matas e Ubatã com um caso cada um.

Segundo o Núcleo Regional de Saúde de Feira de Santana, um bebê de 1 ano e três meses morreu em decorrência da gripe H1N1, na terça-feira (10), na cidade que fica a 100 km de Salvador. Outros dois casos da doença já foram confirmados pelo Núcleo Regional de Saúde.

Apesar do município já ter confirmado a morte pela doença, a Secretaria de Estado da Saúde da Bahia (Sesab) informou que ainda investiga as causas.

Campanha de vacinação

A Campanha Nacional de Vacinação contra a gripe começa no dia 23 de abril. Na Bahia, a meta é vacinar 90% do público alvo, formado por 3,6 milhões de pessoas dos grupos prioritários.

Esses grupos são formados por indivíduos com 60 anos ou mais; crianças de seis meses a menores de cinco anos; gestantes e puérperas (até 45 anos dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores; povos indígenas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

A campanha vai até o dia 1º de junho e terá o Dia D de mobilização nacional em 12 de maio.

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (Sesab), no ano passado, 84,60% do público alvo foi vacinado na Bahia, quando foram imunizadas 2,6 milhões de pessoas. Dos 417 municípios, apenas 172 alcançaram a meta de vacinar 90%. No Brasil, apenas 10, dos 27 estados atingiram a meta.

Ministério da Saúde esclarece que circulação de vírus H2N3 no Brasil é apenas boato

Um áudio que circula via Whatsapp alerta a população sobre a chegada no Brasil do H2N3, um vírus que leva rapidamente à morte do paciente infectado.

Segundo a mensagem, a vacina contra gripe não oferece proteção contra a doença, que já teria causado a morte de um casal no interior do estado de São Paulo.

No entanto, as informações são falsas. O vírus H2N3 nem mesmo existe. Além disso, o casal citado na mensagem veio a óbito devido à infecção pelo vírus H1N1, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Rio Claro. O Ministério da Saúde confirmou, por meio de nota, a inexistência de circulação do H2N3.

Atualmente, as cepas que circulam no Brasil são o influenza A/H1N1pdm09, A/H3N2 e influenza B.

"O Ministério da Saúde se mantém vigilante quanto à circulação de vírus influenza no Brasil. O país possui uma rede de unidades sentinelas para vigilância da influenza, distribuídas em serviços de saúde em todas as unidades federadas. Com esta rede é possível monitorar a circulação do vírus influenza por meio da captação de casos de síndrome gripal (SG) e síndrome respiratória aguda grave (SRAG)", ressalta a nota. O vírus existente no Brasil é o H3N2, que foi predominante em 2017.

Conselho Nacional de Saúde defende adiamento de mudança no Programa Farmácia Popular

O Conselho Nacional de Saúde (CNS) aprovou nesta quinta-feira (12) recomendação para que o governo prorrogue por 30 dias a entrada em vigor da portaria que reduz o valor pago para as farmácias credenciadas no programa Farmácia Popular.

A medida foi publicada no final de março, e está prevista para entrar em vigor no dia 30 de abril. Segundo a Agência Brasil, a principal preocupação do CNS é que possa haver um desabastecimento de medicamentos disponibilizados por meio do programa, por causa da redução do repasse do governo.

"O setor apresenta a possibilidade de não ter condições de sustentabilidade, pois, no caso de alguns produtos, o valor que o varejo vai adquirir é superior ao valor que o medicamento será vendido", diz o presidente do conselho, Ronald Santos. Santos acredita que o governo deve aceitar a recomendação, que foi aprovada por unanimidade no conselho.

"Entendemos que as mudanças não podem gerar um conflito dessa natureza, que possam afetar a população que já é tão sofrida", diz.

O CNS também pediu uma reunião entre o Ministério da Saúde e entidades representativas dos setores produtivo, varejista e atacadista de medicamentos para discutir o impacto dos novos valores de referência dos medicamentos do Programa Farmácia Popular e os possíveis riscos de desabastecimento nas farmácias e drogarias credenciadas.

O Ministério da Saúde garante que a portaria não prejudica o usuário e não ameaça a continuidade do programa. "A medida tomada tem apenas o objetivo de eliminar as distorções de preços pagos por medicamentos às farmácias credenciadas, pelo governo federal, que chegava a pagar produtos com valores 200% acima do mercado", diz a pasta.

O ministério também esclarece que foi garantida uma margem de lucro de 40% às unidades credenciadas, que representa cerca de R$ 1 bilhão. O Ministério da Saúde diz que continua à disposição do Conselho Nacional de Saúde para esclarecer todos os pontos da portaria.

Vacina contra dengue atrasa e fica para 2019; queda de casos prejudica pesquisa

Prometida pelo então governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) para 2017, a vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantã continua em fase de testes sem que sua eficácia tenha sido confirmada na última e mais importante etapa da pesquisa.

A queda do número de casos da doença no País impediu a aplicação do imunizante nos grupos voluntários, atrasando o estudo.

A promessa do governo do Estado previa ainda a construção de uma fábrica para a produção das doses, que deveria estar pronta no fim do ano passado, mas que também não foi concluída na data estimada. Agora, a nova previsão é para 2019.

A vacina do Butantã foi anunciada em 2015 como a opção mais promissora para proteção contra a dengue, em um momento em que a doença batia recordes de casos e mortes no Estado de São Paulo e no País.

Naquele ano, mais de 1,6 milhão de pessoas entraram para o balanço de casos suspeitos de infecção. Alckmin, que já era uma aposta como presidenciável, pediu prioridade à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) na aprovação do início dos testes da fase 3 e viajou para várias cidades brasileiras para acompanhar o trabalho dos pesquisadores.

O então governador esteve em pelo menos 5 dos 16 centros de pesquisa da vacina: Recife (PE), Cuiabá (MT), Porto Alegre (RS), Campo Grande (MS) e São José do Rio Preto (SP). Já a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) esteve em São Paulo, em fevereiro de 2016, para anunciar verbas federais para financiar a última fase de pesquisas. Na ocasião, destacou que o Brasil dava um passo importante no desenvolvimento daquele que poderia ser o primeiro imunizante contra a dengue do mundo de alta eficácia.

Os testes da vacina do Butantã, no entanto, não evoluíram como anunciado. Iniciada há dez anos, a pesquisa recebeu, em 2015, a autorização para a fase 3, após ser avaliada "em regime de prioridade" pela Anvisa, antes mesmo que os testes da fase 2 tivessem sido finalizados.

A autorização foi dada em dezembro daquele ano e os testes começaram, efetivamente, em 2016. Segundo o Butantã, a queda de casos de dengue no País observada nos anos seguintes atrasou a pesquisa porque os participantes do estudo ficaram menos expostos à doença.

"A ocorrência de dengue no País está extremamente baixa, completamente diferente do que foi anos atrás. Isso faz com que não consigamos comprovar eficácia. Temos coletados, até o momento, os dados de segurança e todas as análises, mas a dengue ocorre em picos e tem períodos com maior incidência de casos", explica Alexander Precioso, diretor do Laboratório Especial de Ensaios Clínicos e Farmacovigilância do Instituto Butantã.

A informação de que a vacina começaria a ser distribuída em 2018 chegou a ser divulgada pela gestão estadual.

O pesquisador nega que tenha havido precipitação nas datas anunciadas pelos governantes. "Se pegar os dados de 2014 a 2016, a incidência era muito alta, particularmente em 2015."

O diretor afirma que, se o número de casos voltar a crescer no próximo verão, é possível que a eficácia da vacina consiga ser testada. Em nota, o instituto disse que está trabalhando para que adultos comecem a receber as doses em 2019.

A predominância de circulação de um dos quatro sorotipos da dengue também teria interferido no processo. Isso porque, segundo Ricardo Palacios, gerente de Pesquisa e Desenvolvimento Clínico do Instituto, quando um sorotipo está circulando há mais tempo, o número de casos cai porque muitas pessoas já foram infectadas e ficaram imunes à doença.

Quando muda o sorotipo, há um pico de casos porque há mais pessoas suscetíveis àquele tipo. Como o sorotipo 1 continuou predominante, não houve o pico. Atualmente, a vacina está sendo testada em voluntários de três grupos etários: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos - esta última faixa foi a primeira a recrutar voluntários e já alcançou o número suficiente de participantes. Não será necessário alcançar os resultados de eficácia nos três grupos para fazer o pedido de registro.

"Podemos solicitar o registro em qualquer momento para o grupo com informação de segurança e eficácia", destaca Palacios. A reportagem entrou em contato com o governo do Estado, ainda quando Geraldo Alckmin (PSDB) exercia o cargo de governador, para questionar sobre a previsão de chegada da vacina em 2017.

A pasta informou que a resposta seria dada pelo Instituto Butantã. Em nota, o instituto disse que a "previsão de início da produção da fábrica de vacinas contra a dengue foi estimada pela antiga direção da instituição".

Sobre a fábrica, disse que ela está em processo final. "A fábrica pronta não significa só a estrutura, mas estar preparada para todas as atividades." A previsão é de que seja finalizada no último trimestre deste ano.

"Após alerta da Anvisa em relação à vacina contra a dengue produzida por um laboratório francês, feito em novembro de 2017, pesquisadores do Butantã foram destacados para realizar novos estudos, visando, desta forma, a aprimorar os processos de produção da futura fábrica", informou, também em nota oficial. Segundo o órgão, o objetivo é garantir que a vacina é segura tanto para quem já teve o vírus quanto para quem nunca teve dengue.

 

Fonte: G1/BN/Municipios Baianos

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