15/04/2018

Rui Costa intensifica articulação em torno de chapa

 

O governador Rui Costa (PT) pediu calma, ontem, aos aliados para definir a chapa que concorrerá a eleição deste ano. Depois da informação de que o vice-governador João Leão (PP) decidiu disputar a eleição concorrendo ao mesmo cargo, começou-se a especular que a composição governista está praticamente pronta, com o petista baiano na cabeça e o progressista na vice. Além disso, o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Ângelo Coronel (PSD), e o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico (SDE), Jaques Wagner (PT), como postulantes ao Senado Federal.

Ontem, Rui Costa preferiu, no entanto, adotar um tom cauteloso, até porque ainda não se sabe sobre o futuro político da senadora Lídice da Mata (PSB). A socialista ameaça lançar uma candidatura avulsa à Casa Alta do Congresso Nacional, caso seja preterida na chapa governista. “Vamos com calma. Tem até o dia 15 de agosto para inscrever a chapa. Não precisa de agonia. Mas nós vamos buscar acelerar ao longo do mês de abril, mas não quero cravar a data não. Não precisa pressa nem esse preciosismo de fixar a data. Nós temos que conversar com todo mundo. Vou retomar e intensificar as conversas com os partidos. Temos que conversar com todo mundo e alinhar posições. Só anunciaria qualquer coisa depois de alinhar as posições”, afirmou o governador, durante uma sessão na Alba em homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, após ser condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Uma reunião na próxima segunda-feira com os quatro prováveis integrantes da chapa e o senador Otto Alencar (PSD) deve definir o time que vai a campo. “Nós vamos conversar e chegar um entendimento do melhor para o grupo. Atitude de grupo não se trata de opinião pessoal do governador ou opinião pessoal de Leão, ou de Otto. Mas sim uma reflexão sobre prós e contras da melhor composição”, pontuou.

Ontem, Leão disse que ficaria “feliz” se permanecesse como vice. Há possibilidade, no entanto, que ele dispute o Senado. “[Me sinto na vice-governadoria] muito bem pelo companheirismo que eu tenho com o governador Rui Costa e por aquilo que estamos realizando pela Bahia. Fico muito feliz de continuar na vice. Agora, se for uma missão [ser candidato ao Senado], vamos cumprir a missão”, afirmou o progressista, que também esteve no evento da Alba. Rui Costa ressaltou que quer discutir também com os correligionários a composição majoritária e a proporcional. “Não adianta apressar o passo na chapa majoritária e não avançar na proporcional. E o inverso é verdadeiro”, ponderou.

Petista diz que tentará de novo visitar Lula

O governador Rui Costa (PT) disse, ontem, que ele e os oito gestores estaduais do Nordeste vão tentar, de novo, visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que está preso na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, após ser condenado em segunda instância pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo o chefe do Palácio de Ondina, foi feito um pedido formal a juíza federal do Paraná, Carolina Lebbos, responsável pela execução penal de Lula, para que a visita aconteça. “A lei é muito explícita. Qualquer preso tem direito a receber visitas dos parentes, dos advogados e dos amigos. Está escrito em legras garrafais na lei”, ressaltou.

Rui e oito governadores foram ver Lula na última terça-feira, mas a Justiça os proibiu. O petista baiano voltou a criticar a prisão do ex-presidente. “Fica claro o cunho político e ideológico e a perseguição que está sendo feita ao presidente. O que está sendo condenado não é a pessoa física Lula, mas sim a ideia que ele carrega. A ideia de um país inclusivo e que supere sua herança escravocrata, que ainda persiste depois de muitas décadas”, ressaltou.

Wagner vira réu na Justiça Federal por nomeação de marido de Ideli Salvatti

O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), virou réu em um processo por improbidade administrativa, na 3ª Vara Federal Cível da Justiça Federal do Distrito Federal.

A Corte aceitou uma ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o petista pela nomeação indevida do segundo-tenente do Exército Jeferson da Silva Figueiredo para um cargo em Washington, nos Estados Unidos.

Ele é marido da ex-ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, do PT.

Na época em que nomeou Figueiredo, Wagner era ministro da Defesa no governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O segundo-tenente também é réu no processo.

De acordo com informações passadas pela assessoria do MPF, o órgão pediu que Wagner seja condenado a ter os direitos políticos suspensos, pague multa, além de ressarcir o erário no mesmo valor que o prejuízo causado pela nomeação de Figueiredo.

O MPF, no entanto, não soube informar qual o montante solicitado.

O processo chegou à Corte em 21 de março deste ano. No dia 26 de março, a juíza federal Maria Cecília de Marco Rocha proferiu um despacho ordenando que os réus se manifestassem por escrito, no prazo de 15 dias.

Em nota, a assessoria de Wagner, pré-candidato ao Senado pelo PT, informou que o ex-governador ainda não foi notificado do processo e só se manifestará quando isso ocorrer.

O caso envolvendo a nomeação não é novo. Em abril do ano passado, o Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu multar o petista em R$ 15 mil pelo ato.

Segundo a Corte, a nomeação foi "ilegítima", "antieconômica" e motivada por interesses particulares.

A investigação do tribunal começou após o jornal O Estado de S. Paulo revelar, em setembro de 2015, que o governo indicara o segundo-tenente ao cargo de ajudante da Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências na Junta Interamericana de Defesa.

A nomeação ocorreu na sequência de Ideli ser nomeada assessora de Acesso a Direitos e Equidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), também em Washington.

O TCU concluiu que Wagner consultou o Comando do Exército sobre a existência de cargo público a ser ocupado pelo militar para atender a um “interesse privado”. Além disso, desconsiderou informação prestada pelo Exército sobre a inexistência de posto compatível com a qualificação do segundo-tenente, que é músico.

Wagner alegou que a decisão “obedeceu os critérios legais, dentro da mais absoluta legitimidade, objetividade e transparência”. Ele argumentou que, para ocupar o cargo de ajudante da Diretoria de Subsecretaria de Serviços Administrativos e de Conferências da Junta Interamericana de Defesa (JID), é preciso ser militar, policial ou civil com conhecimento na área administrativa. Segundo ele, o marido de Ideli atendia a esses requisitos.

Jaques Wagner reafirma que não é plano B a Lula

O ex-governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) disse que o momento não é o ideal para discutir nomes que possam substituir o ex-presidente Lula, condenado e preso pela Operação Lava Jato, nas próximas eleições. Ele conversou sobre o assunto com a imprensa em coletiva na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), onde aconteceu sessão solene em solidariedade ao ex-presidente Lula. “Não vai haver esse pedido porque eu vou trabalhar e ele também. É desejo de 43% da população brasileira. Eu antes dizia que não tinha plano. Agora eu sou plano dois ‘ls’. Não discuto esse tema. É proibido. Eu não discuto, nem o PT discute isso”, disse. Ainda na oportunidade, questionado se temia ser preso por causa de investigações da Operação Cartão Vermelho, o ex-governador minimizou: “Eu estou sem foro há muito tempo. Eu não acho que a questão da prerrogativa seja uma questão que garanta ninguém. Se de novo, for a subjetividade que prende... Aí, tudo bem. Mas até agora não vejo ameaça a nenhuma pessoa. Ninguém gosta de ser preso, mas eu também não vou ficar me escondendo”.

Na última quarta-feira, enquanto esteve na sede da Polícia Federal, em Curitiba, onde participou de vigílias ao lado de militantes o ex-gestor do governo baiano,  defendeu a união das esquerdas durante o próximo pleito em torno de um único candidato “progressista”. “O nome é consequência da força dessa plataforma”, disse. “Se vier a interdição, eu acho que a gente já terá acumulado o suficiente para escolher alguém dentro ou fora do partido”, cogitou. O petista afirmou também que “como por enquanto não está consolidada a candidatura de Lula, todo mundo tem direito de lançar sua própria candidatura”. Ele espera, no entanto, que a esquerda se una mais adiante. “Quando a gente se reunir para discutir programa de governo, frente que nos unifica, não sei por que alguém não viria”. Reafirmando sua candidatura ao Senado Federal, disse que o único plano existente é o “plano L” (de Lula).

Após as declarações, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou ver com dificuldade uma candidatura única da esquerda para as eleições presidenciais em outubro. A legenda dele pretende lançar Ciro Gomes ao Planalto. "É difícil porque todo mundo coloca a sua candidatura. Sempre que há discussão sobre candidatura única todo mundo acha que tem que ser o seu (candidato)", afirmou Lupi ao jornal O Globo.

“Discuto o meu lugar, e o lugar de Wagner é do PT”

A senadora Lídice da Mata (PSB) ainda tem esperanças de integrar a chapa majoritária de Rui Costa. E ontem ela afirmou que a inclusão do seu nome não seria para ocupar uma possível vaga deixada pelo ex-governador Jaques Wagner (PT). A presidente estadual disse que irá se reunir com o PSB para receber os novos filiados e “conversar sobre a conjuntura política na Bahia”.

Indagada sobre a possibilidade de Wagner sair da chapa para acomodar outros integrantes, Lídice garantiu que o espaço do PSB não tem relação com o do PT na chapa. “Não há contraposição entre o meu espaço político e o de Wagner”, completou. Ela pontuou que ainda não decidiu sobre a sua própria candidatura. Vale lembrar que a outra vaga da majoritária, ao que tudo indica, será de Ângelo Coronel (PSD).

Lídice planeja ser candidata à reeleição com ou sem o apoio do governador Rui Costa. Essa foi uma das razões pelas quais o presidente do PSB, Carlos Siqueira, veio a Salvador, em janeiro. A ideia é que a legenda possa costurar uma candidatura independente, já que a socialista não deve ter espaço na chapa majoritária do Palácio de Ondina.

Segundo pesquisa, 50% da população brasileira é a favor da prisão de Lula

A pesquisa divulgada pelo instituto Ipsos neste sábado (14), revelou que 50% da população brasileira é a favor da prisão do ex-presidente Lula, preso no último sábado, fruto da Operação Lava Jato.   Conforme a pesquisa, 57% considera que o ex-presidente da República  é culpado dos crimes atribuídos a ele. O País, porém, está dividido em relação à prisão do petista: 50% são a favor e 46% são contra.

Ainda de acordo com o levantamento, 95% da população acha que as investigações da Lava Jato devem continuar após a prisão do ex-presidente. “Os resultados mostram que a Lava Jato continua com alto suporte da população e que a prisão de Lula não encerra esse anseio”, disse o diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo. “Além disso, a polarização do País em torno da figura de Lula segue alta".

Para 52% dos entrevistados, não é correto afirmar que “a Lava Jato está investigando todos os políticos”. Outros 41% estão de acordo com essa avaliação. A percepção de que “a Lava Jato está investigando todos os partidos” atingiu o mínimo histórico da série de pesquisas Ipsos no fim de semana da prisão de Lula. Apenas 43% dos eleitores manifestaram concordância com a frase, e 47% disseram o contrário.

O levantamento mostra que existe também uma forte percepção de que “os poderosos querem tirar Lula da eleição”: 73% concordam com essa afirmação, e 23% discordam. A maioria (55%) também concorda com a avaliação de que “a Lava Jato faz perseguição política contra Lula”. Outros 41% discordam.

 

Fonte: Tribuna/BN/Agencia Estado//Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!