15/04/2018

Bahia: Joseph Bandeira é cotado para vice de José Ronaldo

 

Após o nome da vereadora Ireuda Silva (PRB) ter sido ventilado nos últimos dias para ficar com uma das vagas ao Senado na chapa de José Ronaldo (DEM), agora é o ex-prefeito de Juazeiro, Joseph Bandeira (SD), que é cotado para a vice do democrata na disputa pelo governo do estado. Além dele, a ex-secretária municipal de Políticas para Mulheres, Taissa Gama (PTB), é cotada para ocupar o posto.

O prefeito ACM Neto (DEM), que tem conduzido as neociações, ainda abriu a possibilidade de o grupo coligar com o MDB, aproximação que não desejava para o caso de ele, pessoalmente, sair ao governo. A reação foi imensa. Agora, setores do grupo de Neto defendem o nome de seu pai, o ex-senador e empresário ACM Jr., para vice de Ronaldo, o que o prefeito rechaça, e ele próprio já cogita o nome de Ireuda para senadora ao lado do candidato do DEM. Já o PSDB trilha caminho independente, com a candidatura ao governo do deputado federal João Gualberto, que conseguiu se aproximar do PSC, partido da base do prefeito, e a do seu colega Jutahy Magalhães Jr., a senador.

Entretanto, o grupo de Neto ainda crê que o deputado federal João Gualberto (PSDB) desista de disputar o Palácio de Ondina e una suas forças em torno de José Ronaldo. Nesse caso, o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) deve ficar com a outra vaga à Casa Alta do Congresso.

Anteontem, Neto frisou que tem conversado com o PRB, admitindo que o partido pode compor a majoritária, e mencionou a vereadora Ireuda. “Esse nome foi ventilado. Eu acho que pode ser avaliado sim para integrar a chapa. Pode ser que o PRB tenha, de fato, um lugar na chapa majoritária. Essa hipótese existe. Agora, tudo isso vai ser conversado. Primeiro com o partido e construído até o período das convenções. Eu conheço muito Ireuda porque é vereadora de Salvador. Trabalha com a gente. Tem um trabalho social extraordinário. Ela tem uma representação popular importante e pode ser um nome. Não tem nada definido. Nunca conversei com ela sobre isso, mas pode ser um nome. Mas PRB tem outros nomes também”, pontuou.

Aposta feminina

Líderes da oposição apostam em dois nomes femininos para compor a chapa  encabeçada por José Ronaldo (DEM) ao governo do estado. Para o Senado, a mais cotada para uma das duas vaga é a vereadora Ireuda Silva (PRB). Ela conta com a bênção da deputada federal Tia Eron, presidente estadual do partido, que não abre mão da presença na chapa majoritária. Já Taissa Gama (PTB), ex-secretária  municipal de Política para Mulheres, tem sido cogitada para a vaga de vice. O nome  dela foi colocado na mesa de negociações pelo pai, o deputado federal Benito Gama, que tem pressionado pela presença de Taissa na chapa majoritária.

Gualberto prioriza fortalecimento de chapas para deputado estadual e federal

Pré-candidato ao governo do estado, o deputado federal João Gualberto (PSDB) vai  priorizar a formação de chapas fortes para deputado estadual e federal. A avaliação  do tucano é que candidatos à Assembleia e à Câmara com boas condições de eleição  estarão mais motivados para trabalhar na disputa pelo Palácio de Ondina. As  conversas iniciais de Gualberto com os partidos da oposição estão sendo nesse  sentido. “Uma coisa é você ter um candidato competitivo como ACM Neto (DEM).  Outra coisa somos eu e José Ronaldo (pré-candidato do DEM ao governo). Então,  acredito que precisamos ter uma chapa viável e motivada, em que os candidatos tenham boas chances de eleição”, afirma o pré-candidato.

Articulação

Gualberto conversou com o presidente estadual do PSC, Eliel Santana, que se mostrou simpático à estratégia de fortalecimento da chapa proporcional. Nos próximos dias, o deputado vai conversar com integrantes de Solidariedade e Pros para discutir o assunto.

Acordo DEM-PP enrosca disputa nacional

m acordo costurado entre as cúpulas do PP e do DEM fez das duas legendas o fiel da balança em alguns dos principais palanques do país. De acordo com a coluna Painel, da Folha, as siglas pretendem atuar como um bloco, tanto nas alianças da disputa presidencial como na dos maiores colégios eleitorais. Em SP, oscilam entre o apoio a João Doria (PSDB) e Márcio França (PSB). Nacionalmente, se Rodrigo Maia (DEM-RJ) levar adiante o plano de integrar uma chapa ao Planalto, o PP reivindicará o comando da Câmara.

Ainda em março, dirigentes do PP e do DEM avisaram a Doria e França que só definiriam quem vai receber o apoio das duas siglas entre maio e julho. O candidato tucano se apressou e ofereceu sua vice ao PSD. Com isso, garantiu um aliado de porte, mas fechou vaga cobiçada em sua chapa ao governo paulista.

Ainda conforme a Painel, França, por sua vez, está com a vice aberta. O pessebista, que assumiu o governo de SP e vai tentar a reeleição, acena com a vaga para nome indicado por DEM e PP. Ele já tem o apoio de 13 siglas. Se atrair democratas e progressistas, terá hegemonia na propaganda eleitoral.

Como ainda é um desconhecido para grande parte do eleitorado, o novo governador resolveu fazer troça após as rusgas com Doria. Diz que o tucano ajuda ao atacá-lo. “Todo mundo quer saber quem é o tal do Márcio França de quem ele não gosta.”

PSDB tentará estratégia para centro chegar ao segundo turno

O PSDB tentará um movimento para tentar evitar que a disputa no segundo turno das eleições presidenciais seja entre candidatos de extrema esquerda e extrema direita. De acordo com a Coluna do Estadão, o secretário-geral da sigla, Marcus Pestana, propôs a Rodrigo Maia (DEM) e a Alvaro Dias (Podemos) que o postulante que tiver menor chance renuncie para apoiar o mais forte.

Ainda segundo a publicação, os tucanos já desistiram de tentar fazer os centristas desistirem já nas convenções para apoiar Geraldo Alckmin. Por isso, o plano B.

Mercado financeiro aposta em vitória de Geraldo Alckmin sobre Bolsonaro no segundo turno

Uma pesquisa feita pela XP Investimentos entre investidores do mercado financeiro aponta que Geraldo Alckmin (PSDB) irá para o segundo turno das eleições presidenciais com Jair Bolsonaro (PSL), derrotando-o.

De acordo com o site Infomoney, o favoritismo do tucano passou de 46% para 48% desde novembro, enquanto as apostas em Bolsonaro saltaram de 17% para 29%. O ex-presidente do STF, Joaquim Barbosa (PSB), deve ser o vencedor para 16% dos investidores.

Janela partidária mexe com 15% dos deputados da Câmara; DEM é o mais beneficiado

as últimas semanas, mais de 15% dos deputados federais mudaram de partido, de olho nas eleições de outubro. Impulsionada pelo fato de ter um integrante na presidência da Câmara, a bancada do DEM foi a que mais cresceu durante o período conhecido como janela partidária.

Ao todo, 85 deputados aproveitaram o prazo para a outros partidos semse filiar correr o risco de perder seus mandatos, o que representa 16,5% dos 513 parlamentares da Casa em legendas diferentes das que iniciaram o ano de 2018.

Os democratas receberam a adesão de 14 deputados e apenas duas baixas. Quinta maior bancada da Câmara, o DEM está agora com 44 deputados, após ter iniciado a legislatura com menos da metade desse número: em 2015, eram 21 parlamentares filiados ao partido.

Depois de passar por dificuldades nos últimos anos e ver o número de políticos eleitos encolher, tanto no Congresso Nacional como em governos estaduais e municipais, o DEM ganhou força com a eleição do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), que já lançou sua pré-candidatura à Presidência da República. Na opinião do líder do partido, Rodrigo Garcia (SP), além da figura de Maia, a legenda contou com outros fatores para ganhar musculatura.

“Eu credito o crescimento à coerência do partido e à sua refundação no momento da abertura da janela, trazendo o partido mais para o centro da política brasileira. O Democratas é um partido coerente que, sempre que perdeu a eleição, foi para a oposição. A resistência que tivemos nos anos do governo do PT deu muita segurança para os parlamentares buscarem o DEM como uma alternativa”, afirmou.

Segundo ele, o “protagonismo” da legenda durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff foi outro fator que contou positivamente para atrair os deputados, além da destituição de cargos partidários nos estados, abrindo a possibilidade para os novos membros assumirem as funções.

Já os arranjos locais para o pleito de outubro foram a principal razão apontada pelo vice-líder do MDB, Hildo Rocha (MA), para a maior perda de integrantes ocorrida durante a janela. Embora tenha recebido oito parlamentares, a legenda perdeu o posto de maior bancada da Casa após ver 15 integrantes se desfiliarem.

“Se você comparar [a bancada] de 2014 com a bancada que existe hoje, realmente houve uma perda muito grande. Mas, em compensação, nós conseguimos deixar os melhores deputados, os que tiveram melhor desempenho durante o mandato. As mudanças foram mais questões locais, regionais. Nenhum parlamentar do MDB saiu por uma questão nacional”, destacou, referindo-se aos 65 deputados que a sigla elegeu em 2014 e aos 53 atuais.

Com a promessa de o MDB eleger 70 parlamentares em outubro desse ano, após a filiação de candidatos que são “puxadores de votos” em diversos estados, Hildo Rocha avaliou que a diferença na composição de forças da Câmara é pequena. Segundo ele, inclusive, a influência emedebista na indicação de presidentes e relatores das comissões foi mantida, já que as escolhas foram feitas anteriormente.

Ao lado do PP, o nanico PSL foi o que recebeu o segundo maior número de filiações durante o período: oito parlamentares migraram para a legenda, estimulados pela filiação do pré-candidato à Presidência pelo partido, o deputado Jair Bolsonaro (RJ). A sigla agora tem oito integrantes, após a saída de dois.

Outras mudanças

O PSDB, quarta maior bancada da Câmara, com 47 deputados, perdeu três e recebeu a filiação de dois. Já o PR, que está em sexto lugar em número de integrantes, com 41 deputados, perdeu sete e ganhou cinco parlamentares.

Do lado da oposição, o PSB deixou de ter dez parlamentares, e dois se filiaram à sigla. Segundo Júlio Delgado (MG), líder da legenda na Casa, apesar do crescimento de alguns partidos aliados ao presidente Michel Temer, os projetos mais complexos de interesse do governo encontrarão mais dificuldades de receber apoio a partir de agora.

“Essas pautas econômicas complicadas, como a autonomia do Banco Central, vão sendo cada vez mais complicadas e não encontrarão respaldo para serem aprovadas com facilidade”, afirmou.

Com a diminuição da quantidade de deputados emedebistas, a maior bancada da Casa agora, com exceção dos blocos partidários, é o PT, com 60 integrantes. O partido teve uma alteração mínima no seu quadro, já que perdeu dois integrantes, mas filiou um novo parlamentar: Celso Pansera, que antes era do PMDB e estava sem partido.

O período que permite a mudança de deputados federais, estaduais e distritais, denominado janela partidária, começou no dia 8 de março e se encerrou no dia 6 de aabril. O prazo não inclui vereadores, porque não haverá eleições este ano na esfera municipal.

Como comunicação sobre o troca-troca é feita diretamente à Justiça Eleitoral, e não há prazo para que essas informações sejam enviadas à Câmara, o número de 90 mudanças feitas por 85 deputados ainda pode aumentar. Já os parlamentares que deixaram ministérios do governo ou cargos nas secretarias estaduais, visando a uma candidatura nas próximas eleições, têm 15 dias para retornar à Casa após serem exonerados.

 

Fonte: Tribuna/BNews/Correio/Agencia Estado/Municipios Baianos

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