15/04/2018

Parceria entre família e escola promove aprendizado dos alunos

 

O primeiro dia de uma criança na escola, costuma proporcionar uma cena clássica. Enquanto os pais ou responsáveis tentam deixar o filho ali pela primeira vez, os professores tentam conquistar a confiança dos alunos. A partir desse momento, apenas o portão marca a divisão entre família e a escola. A distância não diminui a necessária parceria entre as duas partes. O envolvimento de ambos é de extrema importância para garantir o desenvolvimento das crianças no ambiente escolar.

Os pais depositam uma série de expectativas no desenvolvimento da vida escolar dos filhos. Eles não querem apenas que a escola introduza as crianças no mundo do conhecimento. Desejam também que elas sejam educadas em lugar acolhedor, que ofereça uma convivência de qualidade e que os filhos desenvolvam aspectos físicos, cognitivos e emocionais. “Sempre procuro acompanhar a vida escolar da minha filha e, dessa forma, percebo que o rendimento dela é 100% melhor. Ela se interessa ainda mais pelo aprendizado e isso ocorre de maneira mais eficaz quando eu estou presente. Por isso, frequento todas as reuniões de pais e mestres e procuro sempre ir à escola para saber do comportamento dela. E confesso que o feedback dos professores sobre ela é essencial para esse acompanhamento”, explica a mãe e professora Miraildes Sousa.

É preciso também que a escola crie espaços para a troca com a família, tanto no dia a dia como em momentos específicos, como nas entrevistas iniciais, reuniões e eventos. Nessa parceria, a família precisa compartilhar com os professores informações importantes que sejam relevantes para o desenvolvimento da criança na escola. E o mesmo vale para a escola, que precisa passar informações que facilitem ainda mais o acompanhamento dos pais. Embora não seja possível definir uma fórmula para aproximar famílias e escolas, é preciso conscientizar os pais dessa importância. “Essa aproximação é uma coisa que falta na nossa escola e os pais sempre tentam justificar isso. A gente realiza plantões pedagógicos e reuniões mas é difícil obter a presença deles. E isso é algo bem negativo, por que essa relação é fundamental para o bom desenvolvimento do aluno”, avalia Ana Lucia Neves, coordenadora da Escola O Verbo.

Papel dos pais na educação dos filhos é fundamental para desenvolvimento escolar

Não basta matricular o filho na escola; tem que participar. Para as crianças, tão importante quanto a preparação educacional oferecida pelas instituições de ensino é o acompanhamento dos pais do seu desenvolvimento escolar. Mas essa não é a realidade de muitos brasileiros. A Pesquisa Nacional de Saúde Escolar (PeNSE), elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou dados preocupantes. A maioria dos pais ou responsáveis não acompanha ou supervisiona o desenvolvimento escolar dos filhos com idade entre 13 a 17 anos.

Segundo o levantamento, 27,33% dos pais não sabem que os filhos faltaram à escola nos últimos 30 dias. Já os outros 20,5% desconhecem o que os jovens fazem durante o tempo livre após a escola. Outro fator que preocupa bastante é que 51,34% dos responsáveis não verificam se as tarefas escolares foram feitas. E 32,9% dos pais não compreendem os problemas e as preocupações dos menores. Os pais têm grande influência na educação dos filhos, desde a educação familiar até os primeiros passos na escola e o acompanhamento no aprendizado escolar. Segundo especialistas, o comportamento dos pais influencia muito no desenvolvimento da criança, seja na escola ou no ambiente social. Ou vice-versa, o comportamento dos filhos diz muito sobre a forma como os pais agem sobre determinado assunto.

O servidor público Sátiro Cerqueira tem consciência da importância do acompanhamento escolar de sua filha, Letícia, de 5 anos. “É determinante para todo o desenvolvimento da criança, tanto para rumo que ela vai ter na vida acadêmica como no pessoal”, afirma. Para ele, os pais têm um papel crucial na formação educacional dos filhos. Além de acompanhar a filha nas atividades, Sátiro buscou oferecer um ensino de qualidade. Para isso, pesquisou alternativas de boas escolas que oferecessem bolsa de estudo. Com apoio do Educa Mais Brasil, a pequena Leticia foi matriculada na Escola Criação. O desconto foi de 50% na mensalidade escolar. Outros pais ou responsáveis que se interessem pelo benefício podem fazer como Sátiro; é só clicar aqui  e fazer a inscrição.

Saiba da importância das atividades extracurriculares para a formação do aluno

Muito além da grade curricular convencional. Atualmente, é possível observar que muitas escolas buscam oferecer mais oportunidades de aprendizado, na tentativa de assegurar ao aluno um ensino de qualidade e mais completo. São as atividades extracurriculares que estão ganhando cada vez mais espaço. Em um mundo tecnológico, onde as crianças têm acesso ao celular, tablets e games desde muito cedo, muitas atividades estão sendo deixadas de lado. Até mesmo aquelas brincadeiras que eram frequentes na infância, como amarelinha, corda e esconde-esconde já não estão sendo muito praticadas assim. Por isso, o incentivo à prática esportiva pode ser uma alternativa para trazer de volta o importante movimento corporal à infância.

Rever antigos métodos de ensino e disponibilizar um ensino diferenciado para soma de conhecimentos e que seja melhor absorvido pelo estudante é de extrema importância para estimular a capacidade de pensar, refletir e aguçar a criatividade.  Segundo a pedagoga Miraildes Sousa Santos, as atividades extracurriculares são de grande importância pois desenvolvem as habilidades artísticas e esportivas das crianças e jovens, aumentando assim a autoestima dos mesmos, como também o espírito criativo. “É comprovado que, por essa prática, crianças e jovens melhoram sensivelmente o desempenho escolar após a prática de atividades, pois se sentem mais motivados para o estudo”. Outro fator importante é que as escolas e colégios promovam essas atividades. Afinal, as atividades extracurriculares contribuem também para que os pais conheçam seus filhos em sala de aula e os professores conheçam melhor seus alunos, pois é possível identificar melhor as vocações que consequentemente irão ajudar na hora da escolha da profissão. Ou seja, essas atividades realmente têm o impacto e poder de melhorar muitos aspectos do ensino, seja através da natação, balé, judô, jiu-jitsu, capoeira, aula de música e canto, curso de idiomas e reforço escolar.

No papel de mãe de Maria Victoria, 11 anos, a pedagoga Marildes comenta também como a filha está despertando maior interesse pelo estudo e, consequentemente, teve um rendimento escolar melhor depois que começou a praticar aulas de jiu-jitsu no turno posterior às aulas na escola. As atividades extracurriculares estão sendo vistas como ferramentas que tem ajudado muito para complementar o ensino e aperfeiçoar habilidades. Por isso, procurar escolas e colégios que oferecem deste serviço tem sido a prioridade para muitos pais. Os estudantes agradecem!

Crianças e jovens autistas devem ser incluídos na comunidade escolar

Estima-se que 70 milhões de pessoas no mundo possuam algum tipo de autismo. No Brasil, esse número chega a 2 milhões. O Transtorno do Espectro Autista (TEA) tem causas ainda incertas e não possui cura mas os pacientes podem ser reabilitados e tratados para que possam se adequar ao convívio social da melhor forma possível. Segundo o Censo de Educação Superior (2016), entre os mais de 8 milhões de alunos matriculados em universidades brasileiras, 488 mil têm autismo. Desses, 43,44% estão em instituições de ensino públicas e 56,56%, em privadas. Essa inclusão é um direito e está prevista na Lei Federal nº 7.853/89 – e deve ser cumprida. É muito importante que o diálogo sobre a inclusão seja constante e evolva toda a comunidade escolar. Porque, quando se fala de uma criança e jovem com autismo muitas dúvidas vêm à tona, em função de suas dificuldades peculiares de aprendizagem, como comunicação, socialização, comportamento e processamento sensorial.

O convívio escolar é fundamental para o desenvolvimento de uma criança com autismo. Leia Bispo, que é mãe de Arthur Rodrigues da Silva, 5 anos e portador do TEA, conta que como a escola é fundamental para o desenvolvimento do seu filho. “Arthur tem um autismo muito severo. Ele não gosta de barulho e precisa de uma cuidadora sempre ao seu lado. Na escola, ele tem que aprender a conviver com outras crianças e precisa lidar com o barulho e a grande movimentação na hora do intervalo. Tudo isso, faz com ele aprenda a lidar com suas limitações”. Para Leia não foi fácil aceitar que o seu filho era uma criança autista. Mas ela afirma que sempre percebeu que ele era uma criança especial. “Desde os sete meses, percebi que ele tinha algo diferente. No começo, é sempre um choque. Tive que adaptar a minha vida toda. Também faço terapia para aprender a lidar melhor com tudo isso. Conhecer outras mãe é essencial para uma melhor aceitação”, conta. Arthur Rodrigues estuda no Educandário Santa Flora e tem bolsa de 50% pelo Educa Mais Brasil. Mesmo com a inclusão escolar de Arthur, Leia diz que não é fácil para que as professoras saibam como lidar com o autismo de seu filho. “Ele precisa de acompanhamento o tempo todo. Até a alimentação dele é bem diferente porque a dieta adequada reflete no comportamento. Ele também precisa chegar mais tarde todos os dias e tem passeios que ele não pode ir. Mas ele é muito bem aceito lá”, avalia.

Estudos promovidos pelo Departamento de Psicologia da Universidade de Stirling na Escócia mostram que pessoas como Transtorno do Espectro Austista (TEA) demonstram maior habilidade para apresentar soluções criativas para problemas de difícil resolução. Essas características criativas pode ser aproveitadas para ajudar no desenvolvimento escolar, desde que o sistema de ensino esteja preparado para acolher esses estudantes. As crianças como o TEA também podem apresentar vasto conhecimento em áreas específicas, como matemática e memorização de datas históricas. Mesmo com a dificuldade de socialização e todas as outras particularidades de um jovem e uma criança autista, nada impede que eles tenham uma vida normal e frequentem a escola ou uma universidade. Se você tem um filho portador do TEA, não deixe de oferecer para ele uma educação de qualidade.

Entenda o Autismo

De acordo com o Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais, a sigla “TEA” é a nomenclatura mais moderna. Várias condições ligadas ao autismo foram englobadas em um único diagnóstico. Assim, fazem parte do TEA o autismo propriamente dito, a Síndrome de Asperger, o transtorno desintegrativo da infância e o transtorno generalizado do desenvolvimento não-especificado (PDD-NOS). Dos alunos de universidades brasileiras com TEA, 255 deles têm sintomas do chamado “autismo clássico”, que costuma ser diagnosticado por volta dos 3 anos de idade. E 233 alunos, possuem a Síndrome de Asperger. Entre os sinais mais comuns do autismo clássico estão, dificuldade em interação social, não reagir a emoções e fazer movimentos repetitivos. Já os sinais de Síndrome de Asperger são desinteresse em compartilhar gostos, dificuldade em socialização, interesse por assuntos muito específicos e comportamento repetitivo.

Violência e corrupção são associados aos problemas da educação no país

Você já se perguntou o porquê da baixa qualidade da educação no país? Segundo uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústrias (CNI) em parceria com o movimento todos pela Educação, em 2017, para a população brasileira, esse problema é um reflexo da violência e da corrupção no país. Dados da pesquisa intitulada Retratos da Sociedade Brasileira – Educação Básica mostram que 77% da população acreditam que o maior problema é a violência. Já seis em cada dez brasileiros, ou seja, 60% dizem o mesmo com relação a corrupção.

A coordenadora pedagógica do Colégio Augusto Comte, Luciana Monteiro concorda que a violência e a corrupção têm uma influência negativa na educação. Ela também faz parte dos 77% da população que acredita que o maior problema é a violência. “O incentivo em relação a educação deveria ser bem maior. O governo poderia também investir em alguma ocupação para os jovens que se encontram fora das escolas. Muitas pessoas se encontram sem rumo e não tiram da cabeça a ideia de que sua realidade nunca vai mudar. A partir disso, entram em um caminho que não deveriam e nunca retornam para a escola”.

Na avaliação da educadora, a falta de informação é outro grande problema. “Tem muita gente que nem sabe quais são os seus direitos. Além disso, tem famílias que acredita que a escola tem que fazer o seu papel sozinha. Não pode ser assim, escola, aluno e família precisam atuar juntos. Mas existem muitas famílias que são presentes e acreditam muito que a educação é o caminho e isso é importante”, destaca a coordenadora do Colégio Augusto Comte, parceira do Educa Mais Brasil.

Essa percepção é diferente de acordo com o grau de escolaridade das pessoas que foram entrevistadas na pesquisa. Quanto maior é a instrução, mais se acredita na influência entre esses dois problemas. Para aqueles que cursaram até a quarta série do Ensino Fundamental o índice de concordância é de 71% para essa relação entre educação e violência. Já para os entrevistados de nível superior esse número cresce para 82%.

Insatisfação com a educação

O percentual de brasileiros que avaliam a qualidade do ensino no país como ruim ou péssima cresceu nos últimos quatro anos. Tratando-se das escolas particulares, os entrevistados que consideram o ensino ótimo ou bom diminuiu. Em relação ao Ensino Fundamental foi de 77% para 65% e, ao Ensino Médio, caiu de 76% para 64%. Apesar dos números terem caído, a população continua vendo a educação particular como de melhor qualidade em relação à educação que o estado oferece. Mas quando se compara as escolas particulares brasileiras com outras no mundo, a qualidade ainda é mais baixa.

Racismo ainda não é trabalhado em todas as escolas da Educação Básica

Da Educação Infantil à Superior, é essencial que os alunos conheçam e ressaltem o protagonismo africano e afro-brasileiro na produção do conhecimento. Desde 2003, todas as escolas são obrigada por lei a ter no currículo do Ensino Fundamental e Médio, a história e cultura afro-brasileiras. Porém, o Brasil não tem mecanismo oficiais para garantir que a lei seja cumprida. O mesmo acontece com outros temas, como o ensino religioso e a desigualdade social. Em uma pesquisa realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), mostra que essas questões são tratadas como temas de projetos relacionadas a fatos que afetam a segurança nas escolas, como bullying, uso de drogas e sexualidade na adolescência.

Quinze anos depois da Lei 10.639, que determina a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira, essa não é uma realidade em todas as escolas. Por outro lado, os estudos com as escolas que já introduziram o tema no currículo escolar mostram que os resultados são positivos tanto para a autoestima dos estudantes quanto para o próprio desempenho da escola.

Falar sobre assuntos como o racismo é algo bastante comum no Colégio Objetivo Padrão. “É de extrema importância falar de algo como o racismo. Além disso, nós também falamos de inclusão. As crianças precisam saber desde cedo que o mundo é para todos e tem que existir o respeito e amor ao próximo acima de tudo. A escola não pode se preocupar em ensinar apenas as disciplinas base, como português e matemática. Precisamos nos preocupar em formar pessoas éticas”, explica Thais Amorim psicóloga da instituição, que é parceira do Educa Mais Brasil.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC)

  • Base Nacional Comum Curricular (BNCC) vai ser uma importante aliada para a implementação do tema racismo na sala de aula. A Base contempla a temática, principalmente no sexto e sétimo ano do fundamental. Veja alguns temas que serão incluídos na parte de história da BNCC:

1. 3º ano: Identificar e comparar pontos de vista em relação a eventos significativos do local em que vive, aspectos relacionados a condições sociais e à presença de diferentes grupos sociais e culturais, com especial destaque para as culturas africanas, indígenas e de migrantes.

2. 4º ano: O surgimento da espécie humana no continente africano e sua expansão pelo mundo; Os processos migratórios para a formação do Brasil: os grupos indígenas, a presença portuguesa e a diáspora forçada dos africanos.

3. 5º ano: Identificar formas de marcação da passagem do tempo em distintas sociedades, incluindo os povos indígenas originários e os povos africanos.

4. 6º ano: Povos da Antiguidade na África (egípcios), no Oriente Médio (mesopotâmicos) e nas Américas (pré-colombianos); Os povos indígenas originários do atual território brasileiro e seus hábitos culturais e sociais; As diferentes formas de organização política na África: reinos, impérios, cidades-estados e sociedades linhageiras ou aldeias; O Mediterrâneo como espaço de interação entre as sociedades da Europa, da África e do Oriente Médio.

5. 7º ano: Saberes dos povos africanos e pré-colombianos expressos na cultura material e imaterial; As lógicas internas das sociedades africanas; As formas de organização das sociedades ameríndias; A escravidão moderna e o tráfico de escravizados.

6. 8º ano: Uma nova ordem econômica: as demandas do capitalismo industrial e o lugar das economias africanas e asiáticas nas dinâmicas globais; O imperialismo europeu e a partilha da África e da Ásia.

7. 9º ano: O colonialismo na África; As guerras mundiais, a crise do colonialismo e o advento dos nacionalismos africanos e asiáticos; Os processos de descolonização na África e na Ásia.

 

Fonte: A Tarde/Correio/Municipios Baianos

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