15/04/2018

A audácia das Organizações Globo sobrevoa o STF

 

A audácia das organizações GLOBO em pretender pautar o Supremo Tribunal Federal é um fato extraordinário e que merece registro histórico. Não aconteceu antes na longa trajetória do Tribunal e simplesmente não acontece nos tribunais supremos das grandes democracias.

Os comentaristas da GLOBO, funcionando como uma orquestra sob a batuta de Merval Pereira, o diretor da orquestra esta acima dele, se reportam continuamente a “fontes” citadas com Ministros do STF que fazem confidências aos jornalistas em off e dai os porta vozes da Globo cantam o enredo das próximas sessões e decisões. Dizem o que vai acontecer e porque, qual o arrazoado de cada voto e resultado, qual a orientação de cada turma, o porque da tendência deste ou daquela jurisprudência, é muita informação de onde não deveria sair.

Parece impressionante a falta de percepção do próprio Tribunal a essa danosa orquestração que mina o prestigio essencial de uma Alta Corte de um grande País. A infiltração do Sistema GLOBO nos corredores do Tribunal é puro veneno que vai minando a autoridade essencial ao funcionamento dessa Instituição, cúpula do Poder Judiciário. É diário o uso de veiculações “informação de que tivemos acesso com exclusividade” ou “um Ministro nos informou em off’”. Tampouco é admissível continuas entrevistas de membros da Corte ao Sistema Globo dentro ou fora do Tribunal. O jornalista Roberto D'Ávila entrevistou individualmente Ministros da corte em cenário domiciliar, algo fora de propósito para quem tem esse cargo.

Ministros de Alta Corte precisam ser inatingíveis para proteger seus imensos poderes, não podem ser “estrelas” de exibição, é algo simples de entender mas parece que a ficha não cai.

O sistema GLOBO, especialmente a GLOBONEWS, está banalizando o Tribunal, transformado em um circo ou um teatrinho envolto por fofocas e deslumbramentos, como se seus integrantes fossem artistas do “cast” da Globo, sempre disponíveis para um “photoshop”.

A ousadia com que Merval diz como o Tribunal vai votar é algo inédito na história das Supremas Cortes. Quem é ele para ter tantas informações e tanta influência?

A repórter Andrea Sadi parece que tem acesso privativo na Corte, se infiltra em qualquer Gabinete demonstrando intimidade, não há sequer o rito protocolar que se espera da vetustez do Tribunal que deve manter respeitosa distância de repórteres e informantes.

Há Ministros no topo que parecem deslumbrados com exposição à mídia e à GLOBO, velha matreira nos bastidores do Poder, se aproveita dessa fraqueza para mercantilizar seu acesso “vendendo” posição de influencia nas decisões, como se ela atuasse no Tribunal.

  • A troupe da GLOBONEWS não é uniforme apesar de operar em coro.

MERVAL PEREIRA

O oráculo, com um ar de tédio cansado parece um personagem de conto de Lima Barreto com seu bigode estilo Confeitaria Colombo. Pontifica através de bolas levantadas por seu alter ego, Carlos Sardenberg. Sua expressão mais conhecida é “Isto é um absurdo”, quer dizer, é absurdo tudo aquilo que lhe desagrada.

CRISTIANA LOBO

A veterana comentarista vai bem até três minutos, depois não tem mais assunto, seu capital é a longa acumulação de informações após três décadas de telinha, fora isso não tem nenhuma análise nos seus comentários, só informações, tem arquivo, mas falta ciência politica e elaboração mais sofisticada dos porquês das coisas.

ELIANE CATANHEDE

Uma cronista social do Planalto profundidade de um pires de cafezinho,  reporta o que ouviu atrás da porta, tipo perua de cabeleireiro,  seus comentários são uma compilação de fofocas sem contextualização, sem embasamento histórico ou ideológico,  sem explicar causas e efeitos, tudo parece “fait divers”, estilo de comentarista de cinema, rádio e tv, quem está subindo e quem está descendo, tudo muito frívolo.

CARLOS ALBERTO SARDENBERG

Aparência de farmacêutico de interior, comportadíssimo, fiel escudeiro de Merval, fez duras criticas ao discurso de Lula antes de ser preso, pretendia um Lula bem comportado como ele, esquecendo que se Lula  fosse “sim senhor”  jamais teria sido Presidente da República. Sardenberg não dá um pio fora do script, não há qualquer análise de contraponto, a verdade do mundo é aquela que Merval acha que é.

WALDO CRUZ

Mineirinho com perfil de contador aposentado da Zona da Mata, mais comportado ainda do que Sardenberg, para ele a justeza da condenação de Lula é que 15 juízes julgaram e condenaram Lula, raciocínio que ele parece achar portentoso. Se número de juízes fosse critério o Capitão Alfred Dreyfuss, condenado por erro de pessoa em dois julgamentos de tribunais plenos estaria com os ossos até hoje na Ilha do Diabo na Guiana Francesa onde cumpriu pena sendo outro o culpado, o mais célebre caso de abuso judiciário do Século XIX. Afirmação mais medíocre que essa nunca se viu, o número de juízes da mesma engrenagem torna a sentença irrefutável, essa é uma nova teoria do direito que o mundo precisa conhecer, poderia também dizer que qualquer atrocidade se valida pelo número de assinaturas apostas na ordem de comando.

GERSON CAMAROTTI

O “papa hóstia” Camarotti diz “isso dai” duas vezes em cada frase, um péssimo vicio de linguagem incompatível com um jornalista, tem postura de super bem comportado e fica chocado com tanta corrupção da classe politica, mas não se choca com outras sangrias de recursos públicos em outras áreas, sempre espantado com malfeitos, nem parece que circula pelo Congresso e Planalto por muito tempo. O noviço que caiu em um lupanar, sempre chocado com tanta coisa feia, é o cherubim dos noticiários globais.

RENATA LO PRETE

Excelente jornalista que parece em camisa de força na Globo, não fala tudo o que pensa e o que pensa é muito mais do que fala, Lo Prete sabe o valor do contraponto, da inteligência de ver a mesma questão de vários ângulos mas na Globo isso é pecado capital, existe a linha que interessa à Globo e quem dela sai vai para a rua.

NATUZA NERY

Outra excelente jornalista que não fala tudo o que sabe, consegue ver mais que um lado, mas na GLOBO tem que entrar na linha e seguir o script da Casa. É uma pena porque é muito inteligente e mais atilada do que se vê como já demonstrou em outros veículos.

MANHATTAN CONNECTION

A visão vira lata sobre o Brasil, destaque para um apátrida fascistóide cuja ária principal é desprezar o Brasil, especialmente a classe politica corrupta, logo quem vive em um País cujo eixo da politica circula em torno de um trapaceiro pornográfico que é o pior que a história politica pode apresentar em qualquer País.

Vivendo em um País cuja estrutura politica foi destruída por uma cruzada moralista o fascistóide pretende a mesma coisa para o Brasil, quer acabar com a politica brasileira, mas não tem nada a propor para o “day after”. Teve orgasmos com a prisão de Lula.

O programa de debates PAINEL é a essência dessa linha. São convidados debatedores que concordam em quase tudo salvo pequenas diferenças de detalhes. Em um Pais hoje mais dividido do que nunca, PAINEL prefere a pasteurização de ideias, mornas e filtradas, um verdadeiro e educado chá das cinco. Quem quiser ver debates “luta livre” passe para a TV americana, espanhola, francesa, italiana ou portuguesa, onde há discussões verdadeiras.

A GLOBO tem longuíssima trajetória no projeto de influenciar governos e situações politicas.

A cobertura das crises de agosto de 1954, que levou Getúlio ao suicídio, a de agosto de 1961, com a renúncia de Jânio, a de março de 1964, com a queda de Jango, a eleição de Collor e a manipulação do quadro eleitoral que levou à sua eleição, em todos esses contextos o sistema GLOBO tentou influir e manejar a informação para atender seus objetivos como organização politica muito além de uma simples empresa jornalística.

Vai jogar toda sua força nas eleições de 2018, é esperar para ver.

Procuradores a serviço da indigência intelectual. Por Luis Felipe Miguel

A ofensiva contra os cursos universitários que discutem o golpe de 2016 foi sustada diante da forte reação do mundo acadêmico - Mendonça Filho desistiu de mobilizar o MEC para censurar a UnB, as tentativas feitas localmente na Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul não prosperaram. Mas agora eles estão voltando à carga, com as atitudes inacreditáveis de procuradores de Goiás e, agora, do Ceará.

Li a representação do procurador-chefe da Procuradoria da República em Goiás, que na verdade é um gaúcho com trajetória de militância na extrema-direita. O texto devia ser estudado em cursos de lógica. É um monumento à imbecilidade argumentativa. Ele parte do pressuposto que caracterizar a derrubada da presidente Dilma Rousseff como "golpe" é assumir uma posição político-partidária, vedada ao funcionário público no exercício de suas funções. Quem assim entende a ruptura da ordem constitucional ocorrida em 2016 é, diz o procurador, "fiel seguidor da seita do condenado por corrupção e lavagem de dinheiro", cujos alunos são "lobotomizados" nas "mais perdulárias e ineficientes máquinas universitárias do mundo".

Mas ele próprio se lança a tal diarreia verbal, além de defender com unhas e dentes o chamado "impeachment" como se fosse legítimo, sem que lhe passe pela cabeça que, com isso, a pecha de partidista poderia se voltar contra ele. Se assumir posição diante dos fatos políticos é ser "militante partidário", por que só vale para o lado dos adversários do procurador?

Depois disso, o texto lança uma saraivada de adjetivos e definições pejorativas contra os cursos ("falsificações", "fraudulentos", "embusteiros", "simulacros" etc.). Parabéns, Benedito, você tem um dicionário de sinônimos! Mas vinte xingamentos não produzem um argumento. E não há, no despacho da procuradoria goiana, sequer um esboço de argumento que sustente legalmente a violação da autonomia universitária ali proposta.

Sempre julguei que o melhor era ter adversários burros. Afinal, sendo burros eles seriam mais facilmente vencidos. Hoje penso diferente. Alguém que não padecesse de indigência intelectual completa certamente se sentiria vexado de expor ao mundo texto tão precário, tão inane.

Estamos entrando numa situação em que vigora o poder da força bruta, na sua nudez. A burrice deixa de ser uma debilidade. Talvez se converta até em uma vantagem. Temos que lidar com isso, mas sem abdicar de nossa inteligência.

Sigilo para Alckmin: seletividade escancarada do “Partido do Moro”. Por Raquel Rolnik e Gisele Brito

Então, na surdina, fica-se sabendo que o Superior Tribunal de Justiça colheu em sigilo o depoimento de Geraldo Alckmin no “caso da Lava Jato que não é da Lava Jato” em que está envolvido o ex-governador de São Paulo. Em reportagem de Thais Bilenky e Reynaldo Turollo Jr., na Folha, aprende-se que o “Santo” da lista da Odebrecht opera “milagres”.

A velocidade com que, de repente, o caso andou chamou a atenção de pessoas envolvidas na investigação. Apesar da relativa lentidão com que tramitou nos tribunais superiores, bastou Alckmin deixar o governo para que três decisões importantes fossem tomadas.

Ao renunciar, na sexta-feira (6), o tucano perdeu o foro especial. Dois dias depois, o braço paulista da Lava Jato pediu acesso às investigações. O vice-procurador-geral, Luciano Mariz Maia, disse que a decisão caberia à Justiça. E o STJ, na quarta (11), decidiu encaminhar o inquérito à Justiça Eleitoral.

Nem condução coercitiva, como com Lula, nem mesmo a divulgação do questionário, como com Michel Temer. Tratamento “vip”, discretíssimo, talvez em homenagem ao ditame de que os processos judiciais são públicos, dependendo de quem se trate, é claro.

Apesar das proezas do Partido do Moro, digo, do Poder Judiciário, para preservá-lo, Alckmin não se salvará do “fogo brando” em que se está colocado, abrindo mais espaço para Jair Bolsonaro ao mesmo tempo em que se mantém “ocupada” a vaga de “centro-direita” com um candidato cheio de dinheiro e tempo de televisão, mas vazio de votos. Chuchu, sabe quem é das artes da panela, é cozido, não é frito.

Tucanos estão preocupados com repercussão negativa da blindagem de Alckmin. Por Gerson Camarotti

Integrantes do PSDB de São Paulo já demonstram preocupação com a ampla repercussão negativa que teve a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de enviar o caso do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) para a Justiça Eleitoral de São Paulo. A avaliação entre os tucanos é que os procuradores da Lava Jato em São Paulo se sentiram desafiados e que devem tentar conduzir o inquérito paralelo no âmbito da operação.

Como revelou o blog, num primeiro momento a cúpula tucana chegou a respirar aliviada com decisão da ministra Nancy Andrighi, do STJ, que detertminou que o inquérito que investiga Alckmin fosse enviado à Justiça Eleitoral. Isso porque o caixa 2 é considerado um crime eleitoral e, portanto, de gravidade menor do que crime de corrupção.

REAÇÃO CONTRÁRIA

Mas, diante da forte reação entre os próprios procuradores, tucanos temem que Alckmin irá para o foco da investigação da Lava Jato. Além disso, a avaliação é que a forte repercussão política trará efeitos negativos para o tucano durante a corrida eleitoral, já que o caso deverá ser explorado por adversários. Alckmin deixou de ter foro privilegiado no STJ ao renunciar na semana passada ao cargo de governador para disputar a eleição de outubro. Com isso, seu caso passou para a primeira instância.

APÓS A DELAÇÃO

O inquérito para investigar Alckmin foi aberto após a delação da Odebrecht. Os delatores relataram que a construtora teria passado mais de R$ 10 milhões para a campanha de Alckmin ao governo paulista em 2010 e 2014 e que essas quantias não teriam sido declaradas na prestação de contas. Ainda segundo os delatores, um cunhado do ex-governador teria recebido pessoalmente parte desses valores.

“Por fora” de Alckmin não é corrupção, diz procurador. Por Fernando Brito

O vice-procurador geral da república, Luciano Mariz Maia, depois que o colunista Bernardo de Mello Franco, em O Globo, revelou ser primo-irmão do senador Jair “Rabo de Palha” Agripino Maia ( o apelido vem de uma gravação onde ele dizia que não se podia deixar “rabos de palha” na compra de votos), correu a dar explicações à imprensa sobre a decisão de retirar Geraldo Alckmin da Lava Jato .

Suas explicações são comoventes: Geraldo Alckmin recebeu dinheiro “por fora”, em espécie, mas o destino santificado da bufunfa era apenas a campanha eleitoral, por isso não há corrupção? Se o dinheiro é “por fora”, entregue a um cunhado do governador, o que garante ser apenas “contribuição de campanha”? O “caixa dois” virou “caixa um”, como? Uma “lavagem de dinheiro ao contrário?

Mariz Maia, vice e homem de confiança de Raquel Dodge, a Procuradora-Geral, diz na Folha que explicou aos procuradores da Lava Jato  que “não se manda para uma força-tarefa um feito judicial. Se manda para o juízo natural. O juízo natural de uma apuração eleitoral é o juízo eleitoral.”

O juízo natural das investigações sobre o apartamento do Guarujá seria a Justiça paulista, tanto que lá foram processados e julgados (e absolvidos!) todos os envolvidos nas controvérsias da passagem da construção do condomínio. Todos, menos Lula, que foi mandado “para uma força-tarefa”, o açougue de Curitiba.

O vice de Dodge chega ao ponto de comover um frade de pedra ao isentar Alckmin de atos de corrupção: “Se foi feita uma delação em 2016 dizendo que eu dei [recursos] em 2010 imaginando que eu iria me beneficiar, dei em 2014, imaginando que fosse me beneficiar, ora, em 2016 eu já terei condições de dizer do que me beneficiei. Nas delações ele [Benedicto Júnior] não disse em que se beneficiou. Então, por isso, eu só tinha, em novembro de 2017, autoridade de requisitar abertura de um inquérito para o (artigo do código eleitoral) 350 [caixa dois]. Simples assim.”

Simples, não é, doutor?

Apesar do descortínio do Dr. Mariz Maia (para quem conhece o Nordeste, um condensado de oligarquias) o “Santo” entrou em process0 de desidratação. E não tem volta, porque está mais que evidente que o seu voto, com as bençãos de João Dória, migrou para o ex-capitão. Como disse o procurador, “cada qual com seu cada qual”.

Fonte: Por André Araújo, no Jornal GGN/Tijolaço/O Globo/Municipios Baianos

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