17/04/2018

Está confirmada a 19ª edição do Festival de Lençóis

 

Evento mais aguardado do calendário de festas da Chapada Diamantina, a 19ª edição do Festival de Lençóis já está confirmada, tem data e algumas atrações definidas. Comumente realizado no feriado do mês de outubro, de forma atípica, este ano o festival acontecerá entre os dias 31 de maio a 2 de junho, na praça Horácio de Matos, no centro histórico da cidade. A produção do evento, que é aberto ao público, já divulgou a lista dos principais artistas.

O primeiro dia (31/5) estreia com Àttooxxá, banda revelação do Carnaval de Salvador 2018, cuja música de trabalho ‘Elas Gostam’ (Popa da Bunda), interpretada em parceria com Psirico, foi a escolhida como a melhor do carnaval deste ano. Na sexta (1º/6) é a vez da cantora e compositora Maria Rita subir no palco do Festival. Já no sábado (2/06), Lençóis receberá o cantor, compositor e instrumentista Saulo Fernandes. O evento ainda contará com as apresentações das bandas Spectro (com o tributo ao Pink Floyd) e a The Baggios, que toca blues rock dos anos 1970.

“Para os baianos que moram fora, como é meu caso, será imprescindível retornar a minha terra para presenciar o nosso Festival de Lençóis, que retorna em 2018, renovando a importância de nossa região para o circuito cultural brasileiro”, comenta o músico baiano Rodrigo Mendonça, que atualmente mora em São Paulo. Ele ainda sugere “se puder, não perca a banca Spectro com um tributo incrível a Pink Floyd”.

O Festival de Lençóis – festival de música mais antigo da Bahia – é um evento tradicional e o mais esperado por moradores chapadeiros e visitantes de toda parte do Brasil e do mundo. O evento é muito mais que atrações musicais nacionais e locais, é uma ação de fomento ao turismo, à economia, cultura e à conscientização ambiental. Em 2017, o Festival foi suspenso por falta de patrocínio, mas este ano retorna com toda força, atraindo milhares de visitantes.

MARIENE DE CASTRO FAZ SHOW COM TARGINO GONDIM NO CONECTA CHAPADA

Em 2018, Targino Gondim está sem limites. Com parcerias com nomes de diferentes ritmos brasileiros, o artista convidou Mariene de Castro para Andaraí, no próximo dia 21. Lá, os dois apresentam o show A cantadora, O sanfoneiro e o Quinteto Sanfônico. A apresentação é parte da programação do Conecta Chapada – natureza e arte de todas as tribos, evento em comemoração ao Dia da Chapada Diamantina, nos dias 20 e 21 de abril.

"Sempre me amarrei na voz e brilho da Mariene. Sei bem que todo mundo pensa e diz isso, mas digo sem medo de errar: ela lembra muito a Clara Nunes! Sua voz é forte, é leve e verdadeira! Nos últimos meses nos aproximamos mais e chegamos à conclusão de que nossos encontros deveriam chegar aos palcos do Brasil! Surgiu então o meu convite para que Mariene cantasse comigo a canção Simplesmente Assim (Targino Gondim/Otoniel Gondim) do meu CD Targino Sem Limites, e este show", disse Gondim.

O evento na Chapada Diamantina tem curadoria do sanfoneiro e levará também Zeca Baleiro, Estakazero, Quinteto Sanfônico do Brasil, Adão Negro e Armandinho Macedo. Juntos, Mariene, Targino e o Quinteto tocarão canções como Índia, Enquanto Engoma as Calças, João e Maria, Se Tu Quiser, Amuleto de Sorte e Esperando na Janela.

O evento

Balneário do Rio Paraguaçu, Andaraí nestes dias será palco de eventos esportivos como vôlei de praia e esportes aquáticos. Na programação, também haverá espaço para oficinas de dança, teatro e apresentações culturais como reisado, marujada e terno de Reis, além do reforço à conscientização ambiental com palestras voltadas para o tema. O dia da Chapada Diamantina foi instituído no calendário Oficial de Eventos do Estado da Bahia pela Lei Estadual nº 13739/2017.

O Conecta Chapada tem o patrocínio do Governo do Estado Bahia e da prefeitura Municipal de Andaraí, conta com apoio institucional da Policia Militar, Icmbio, Consórcio Chapada Forte, Cadc/Uefs, Parque Nacional da Chapada Diamantina, Promotoria Regional Ambiental do Alto Paraguaçu e do Ministério Público do Estado da Bahia.

Serviço

Conecta Chapada celebra o Dia da Chapada Diamantina

Onde: Chapada Diamantina e em Andaraí

Atrações: Targino Gondim, Zeca Baleiro, Mariene de Castro, Armandinho Macedo e Quinteto Sanfônico

Dias: 20 e 21 de abril

Aberto ao Público

Produção de café da agricultura familiar na Bahia conquista mundo

O café, bebida que não pode faltar na mesa do brasileiro, se destaca na Bahia com a produção de agricultores familiares. O estado é o quarto produtor nacional, responsável por 50% da produção do café brasileiro, mas é o sabor da Agricultura Familiar baiana que tem conquistado os paladares mais apurados de pessoas de todas as partes do mundo. No Território de Identidade da Chapada Diamantina, a produção essencialmente gourmet se destaca e vem colecionando premiações em concursos de cafés especiais, sejam eles estaduais ou nacionais, com repercussão internacional.

O café cultivado por agricultores da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), se mantém, nos últimos anos, entre os dez melhores colocados no concurso Cup of Excellence da BSCA – Brazilian Speciality Coffee Association, principal concurso de qualidade de café no mundo. No município, está localizada a única fazenda no Brasil tricampeã no concurso. Além disso, o café está sendo exportado para Austrália. Somente neste ano, já foram enviadas 98 sacas para o país.

A Chapada Diamantina é privilegiada pela altitude e também pelo microclima presentes nas regiões cafeeiras, que garantem temperaturas amenas e promovem o amadurecimento mais lento do café, fazendo com que o fruto permaneça mais tempo na planta absorvendo ainda mais açúcares e sais minerais.

Para o presidente da Coopiatã, Rodolfo Moreno, além dos fatores climáticos, a forma com que o café é colhido, apenas os maduros, e manualmente, a secagem cuidadosa nos terreiros cobertos, o controle de temperatura e umidade para evitar fermentações indesejadas, a dedicação e o carinho que é aplicado com vigor nessa paixão piatãense são determinantes no diferencial do produto.

“Os cafés de Piatã têm notas sensoriais de capim limão, caramelo e melaço de cana de açúcar que são raras é visto nos cafés dessa micro região de Piatã. Então, você pode estar em qualquer prova de cafés do mundo, se na mesa de prova aparecer essas notas sensoriais pode saber que o café é de Piatã”, enfatiza Moreno.

O ‘Terroir1 de Piatã, ainda segundo ele, é um dos principais fatores das premiações: “Você pode aplicar todas as técnicas possíveis para fazer um excelente café. Porém, se não tiver a ajuda da natureza, fica muito complicado. O jeito que se desenvolveu para fazer esses cafés contribui significativamente também. Então, é um mix de sabedoria popular dos agricultores familiares, do clima e da altitude local que, juntas, fazem o ‘Terroir’de Piatã estar entre as 10 primeiras classificações em todos os concursos”.

Começou a colheita

Em grande parte das regiões cafeeiras a colheita já começou. A presidente da Cooperativa Mista dos Pequenos Cafeicultores de Barra do Choça e Região (Cooperbac), localizada em Barra do Choça, Joara Oliveira, explica que essa é a primeira colheita do ano e que o retorno ainda é pequeno. “Mas, no mês que vem [maio] com a segunda colheita, vamos colher bastante. A expectativa é de 25 a 30 sacas por hectare. Este ano, o fruto está bom e a lavoura revigorada por causa da chuva”.

Para fomentar a produção de café da Cooperbac, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), vem apoiando as cooperativas produtoras de café. Em 2017, o governo estadual inaugurou uma Unidade de Torrefação, Moagem de Café e Empacotamento que possibilitou o aumento de 20% da produção e, consequentemente, da renda dos cooperados.

A perspectiva é que, até 2020, os empreendimentos da Cooperbac gerem faturamento anual de R$ 5,1 milhões, com agregação de valor superior a R$ 1,5 milhão na economia dos agricultores associados.

Alianças Produtivas

A Coopiatã e a Cooperbac já se inscreveram e vão concorrer ao edital Alianças Produtivas Territoriais, do projeto Bahia Produtiva, executado pela CAR, que segue com as inscrições abertas até o dia 4 de maio, pelo site institucional .: www.car.ba.gov.br, e prevê investimentos de R$ 60 milhões no potencial produtivo do rural baiano.

Este é primeiro edital na Bahia de apoio às associações e cooperativas da agricultura familiar, tendo como foco a relação comercial destas cooperativas e associações com compradores do setor privado, incentivando a inclusão no mercado e atraindo empresas privadas para as oportunidades de negócio.

Região de Jacobina será beneficiada com a segunda etapa do programa Água Doce

A região de Jacobina será beneficiada com a 2ª Etapa do Programa Água Doce, que estabelece uma política pública permanente de acesso à água de qualidade para o consumo humano, na implantação, recuperação e gestão de sistemas de dessalinização de águas salobras e salinas. O anúncio da ordem de serviço foi realizado pelo governador Rui Costa em viagem ao município, no último sábado (14), quando também divulgou o começo das obras de construção da Policlínica Regional de Saúde.

Com investimento de R$ 3,5 milhões, o Programa beneficiará as cidades de Mirangaba, São José do Jacuípe, Capela do Alto Alegre, Mairi, Pintadas, Santa Luz, Ipirá e Conceição do Coité. “As comunidades contempladas com os 19 sistemas dessalinizadores foram escolhidas, utilizando-se como critério o Índice de Condição de Acesso à Água (ICAA), levando em consideração fatores como pluviometria, intensidade de pobreza, taxa de mortalidade infantil e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)”, explicou a diretora de Política e Planejamento Ambiental da Sema, Elba Alves.

A 2ª Etapa do Água Doce tem o objetivo de implantação, recuperação e gestão de 150 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de 55 mil pessoas, em 48 municípios. Com o investimento de R$ 27,3 milhões, o propósito é reduzir as vulnerabilidades ao acesso à água no semiárido baiano. “As iniciativas do Programa promovem o uso sustentável da água, contribuem para o enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas, bem como a disseminação de boas práticas de uso da água para manter os sistemas funcionando de maneira sustentável e produzindo água com qualidade”, finaliza Elba Alves.

Na Bahia, o Programa Água Doce é coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) em parceria com o Estado da Bahia, com objetivo de implantação de 385 sistemas de dessalinização, beneficiando cerca de 200 mil pessoas, em 74 municípios, com o investimento de R$ 61,8 milhões. Com uma gestão compartilhada, a coordenação, implantação e gestão dos sistemas ficam a cargo da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), Instituto de Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Inema), Companhia de Engenharia Hídrica e Saneamento da Bahia (Cerb), prefeituras e a sociedade civil.

 

Fonte: Jornal da Chapada/BlogdoGeraldoJosé/Ascom SDR/Ascom Sema/Municipios Baianos

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