18/04/2018

Alta de casos de H1N1 acende sinal de alerta na Bahia

 

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) divulgará nesta quarta-feira, 18, boletim epidemiológico sobre casos do vírus influenza H1N1 no estado, que até o último dia 7 tinha acometido 36 pessoas, com quatro óbitos. A previsão, a partir de registros mais recentes, é que o número de casos salte para 49, com até 11 mortes.

São casos como o ocorrido terça-feira passada, quando  um bebê de 1 ano e três meses morreu em decorrência da gripe H1N1 em Feira de Santana (a 109 km da capital). No dia seguinte, em Serrinha (a 173 km de Salvador),  um idoso faleceu com os sintomas da doença.

Se confirmado o número de mortes, a Bahia estará em segundo lugar entre os estados com mais óbitos causados pelo H1N1, atrás de apenas de Goiás.

Casos

De acordo com o boletim mais recente da Sesab, dos  36 casos da doença oficialmente confirmados, Salvador concentra o maior número, totalizando 26.

A cidade de Camaçari teve dois casos confirmados, já os municípios de Dias D’Ávila, Governador Mangabeira, Itabuna, Jacobina, Juazeiro, Lauro de Freitas, São Miguel das Matas e Ubatã tiveram um caso cada.

Campanha

No dia 23 deste mês terá início a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, que irá até 1º de junho, com o objetivo de vacinar 90% do público-alvo.

O Dia D de mobilização será 12 de maio. Este ano também será realizada a 20ª Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza, com o objetivo de reduzir as complicações, internações e a mortalidade decorrentes das infecções trazidas pelo vírus influenza.

Em 2017, foram vacinados na Bahia 2,6 milhões de pessoas, o que representou 84,60% da cobertura vacinal, considerando a estimativa populacional de três milhões de pessoas. Dos 417 municípios, apenas 172 alcançaram a meta de vacinar 90%.

O público-alvo é formado por 3,6 milhões de pessoas dos grupos prioritários: indivíduos com 60 anos ou mais; crianças de seis meses a menores de 5 anos; gestantes e puérperas (até 45 dias após o parto); trabalhadores da saúde; professores; povos indígenas; portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional.

Orientação

Por meio da assessoria de comunicação, a Sesab informou que está trabalhando no sentido de orientar os municípios quanto às medidas que devem ser tomadas em caso de suspeita e  garantindo o empenho no acesso ao medicamento para tratamento da doença.

Celeuma continua: Cirurgiões pediatras rebatem governo baiano

Em meio à celeuma em torno da licitação que o atendimento de urgência e emergência aos pacientes que necessitam de cirurgia pediátrica e neonatal, a NN Cirurgia Pediátrica da Bahia se posicionou sobre o caso. A empresa venceu o processo licitatório, mas não assinou o contrato porque queria que os médicos atuassem no regime de sobreaviso, o que não foi aceito pelo governo do estado.

A empresa informou que, durante o processo de negociação, mediado pelo Ministério Público estadual, os médicos colocaram que o modelo presencial de trabalho, exigido pela Sesab, era inviável. “Nós temos uma quantidade reduzida de cirurgiões pediatras e elevado número de unidades hospitalares. Sendo assim, a única maneira de cobrir várias unidades do estado ao mesmo tempo é utilizar o modelo de plantão por disponibilidade, regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina, através da Resolução CFM 1.834/2008, e executado pelos cirurgiões pediatras há 10 anos”, explica Alexinaldo Silva, diretor do NN Cirurgia Pediátrica.

Segundo ele, o termo de referência da licitação prevê apenas seis plantonistas para sete unidades hospitalares. "Ou seja, já estava condicionado no próprio termo a existência de sobreaviso, uma vez que esta é a única modalidade de plantão que permite ao médico prover atividade em mais de uma unidade hospitalar ao mesmo tempo".

Hoje, são necessários 37 cirurgiões pediatras em sobreaviso para cobrir as sete unidades, de acordo com o Silva. No regime presencial, seriam necessários 63 profissionais. "Levando em conta todos os custos trabalhistas, chegaríamos a um valor maior do que o dobro do contrato atualmente licitado. A exigência de plantão presencial torna a execução impossível para qualquer empresa com menos de 50 cirurgiões pediatras no seu quadro”, pondera.

Ele ainda negou o salário dos médicos seja de R$ 34 mil. "Dos R$ 4,1 milhões do contrato, serão excluídos 33%, relativo à terceira base de trabalho retirada. Sobram R$ R$2,747 milhões. Esse valor, dividido pelos 6 meses do contrato, resulta em R$ 457.833,33 mensais, a serem repartidos entre 37 médicos (22 sócios + 15 celetistas). Isso dá um salário bruto de R$ 12.373,87, dos quais ainda serão retirados os custos das obrigações trabalhistas pelos contratados pela CLT”, diz.

Câncer é principal causa de morte em quase 10% dos municípios brasileiros, aponta pesquisa

O câncer é a principal causa de morte em 516 dos 5.570 municípios brasileiros, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Observatório de Oncologia do movimento Todos Juntos Contra o Câncer, em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM).

O estudo alerta que a doença avança no Brasil ano após ano e, caso a trajetória seja mantida, em pouco mais de uma década as chamadas neoplasias serão responsáveis pela maioria dos óbitos em todo o país.

Segundo a Agência Brasil, os dados mostram que a maior parte das cidades brasileiras onde o câncer aparece como principal causa de morte está localizada em regiões mais desenvolvidas, justamente onde a expectativa de vida e o Índice de Desenvolvimento Humanos são maiores.

Dos 516 municípios onde os tumores mais matam, 80% ficam no Sul (275) e Sudeste (140), enquanto o Nordeste concentra 9% dessas localidades (48); o Centro-Oeste, 7% (34); e o Norte, 4% (19).

No total, as cidades em questão concentram uma população de 6,6 milhões de pessoas.

De acordo com o estudo, o Rio Grande do Sul é o estado com maior número de municípios (140) onde o câncer aparece como primeira causa de morte. Enquanto em todo o país as mortes pela doença representam 16,6% do total, no território gaúcho, o índice chega a 33,6%. Um dos fatores que, segundo a pesquisa, pode explicar a alta incidência de câncer na região são as características genéticas da população, que pode apresentar maior predisposição para desenvolver um tipo de câncer.

O levantamento revela ainda que, em 2015, foram registradas 209.780 mortes por câncer no Brasil – um aumento de 90% em relação a 1998, quando foram registrados 110.799 óbitos pela doença.

Pente-fino no INSS cancela 12.537 benefícios de auxílio-doença e invalidez na BA

O pente-fino realizado no INSS levou ao cancelamento de 11.256 auxílios-doença e 1.281 aposentadorias por invalidez na Bahia, totalizando 12.537 benefícios encerrados. Esse número representa 67% das 18.664 perícias realizadas desde o segundo semestre de 2016, quando a revisão foi iniciada.

Esse percentual está abaixo da média nacional, que é de mais de 80% de cancelamento. Contudo, representou uma economia de R$ 234,1 milhões apenas nas revisões de auxílio-doença.

Até o final de 2018, 31.750 auxílios-doença e 61.627 de aposentadorias por invalidez serão revisados na Bahia, de acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social (MDS).

No último dia 12 de abril, o governo federal convocou 152,2 mil segurados em todo país para passar por perícia, sendo 9.916 na Bahia. O procedimento deve ser feito até 4 de maio.

A relação com os nomes dos convocados está disponível no Diário Oficial da União. Quem está nesta lista deve agendar a perícia pela Central de Atendimento da Previdência Social, no telefone 135. É necessário levar a documentação médica que comprove a incapacidade, como atestado, receitas, exames e relatórios.

A intenção do pente-fino é confirmar que o beneficiário não está em condições de trabalhar, já que foram constatadas pessoas recebendo auxílio-doença e aposentadoria por invalidez de forma irregular.

PF ataca grupo por fraudes de benefícios e ameaças a servidores do INSS

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça-feira, 17, a Operação Púnico para desarticular um grupo especializado na inserção de dados falsos nos sistemas de informação do INSS e criar benefícios a pessoas que não tinham direito a eles. Após descoberto o esquema, segundo a PF, servidores passaram a ser ameaçados para permitir a continuidade das fraudes.

Estão sendo cumpridos um mandado de prisão preventiva, dois de prisão temporária e três de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e Santo André. Todos os mandados foram expedidos pela 3.ª Vara Criminal Federal de Santo André.

A PF agiu em conjunto com o INSS, o Ministério Público Federal e a Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda (COINP). A ação integrada tornou mais célere a investigação, destacou a PF.

O inquérito policial foi aberto em 22 de março, a partir da informação de que a chefe da agência da Previdência Social em Santo André estava sendo ameaçada após ter descoberto um esquema criminoso envolvendo um servidor lotado naquela mesma unidade e de ter, em razão disso, cortado seu acesso aos sistemas de inserção de beneficiários.

As ameaças haviam se iniciado no dia seguinte ao corte do acesso. Após algum tempo, o gerente-executivo também começou a receber ameaças por telefone. As ameaças de agressão e morte mencionavam familiares.

A pedido da PF, o INSS realizou uma breve varredura nas atividades do servidor, em razão da necessidade de ação rápida, tendo verificado 12 benefícios que ele havia processado.

Dessa análise, 100% dos benefícios tinham indícios de fraude. A Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária do Ministério da Fazenda aprofundou a análise dos casos e verificou outras fraudes envolvendo o grupo investigado.

Nesta terça-feira, a Advocacia Geral da União vai protocolar ação de improbidade administrativa e representará pelo bloqueio patrimonial em âmbito civil dos envolvidos.

Os investigados responderão, na medida de suas participações, pelos crimes de inserção de dados falsos em sistemas informatizados da União, estelionato contra a União, ameaça e organização criminosa, com penas que variam de 1 mês de detenção a 13 anos e 4 meses de reclusão.

Decreto autoriza trabalhador com deficiência a usar FGTS para compra de órtese e prótese

O presidente Michel Temer assinou nesta segunda-feira (16) o decreto que autoriza a utilização do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para a compra de órteses e próteses por trabalhadores com deficiência. De acordo com o decreto, para a movimentação da conta vinculada do FGTS, será considerado trabalhador com deficiência aquele que tem impedimento de natureza física ou sensorial que produza efeitos pelo prazo mínimo de dois anos e possa impedir sua participação plena e efetiva na sociedade em condições de igualdade com as demais pessoas.

O uso do FGTS para a compra de próteses e órteses deve respeitar o valor limite movimentado por operação e o intervalo mínimo de dois anos entre movimentações realizadas em decorrência da aquisição.

Segundo a Agência Brasil, para comprovar a deficiência, o trabalhador deve apresentar um laudo médico atestando essa condição, a espécie e o grau ou o nível da deficiência, além de prescrição médica que indique a necessidade de órtese ou prótese. Os documentos devem ser emitidos por médico devidamente identificado por registro profissional.

 

 

Fonte: A Tarde/Correio/Agencia Estado/BN/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!