21/04/2018

Feira: Governo apoia desfiles de blocos afro na Micareta

 

A tradicional Micareta de Feira de Santana já teve início, mas a folia dos blocos afro durante os festejos ainda vai começar. Com o apoio do projeto Ouro Negro, 13 blocos afro desfilam no circuito Maneca Ferreira no sábado (21) e mais um vem para encerrar a festa no domingo (22). O projeto é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura da Bahia (Secult).

A programação de sábado, terceiro dia de Micareta de Feira e primeiro dia de Ouro Negro, começa cedo, a partir das 9h. Quem abre alas é o bloco Brasil Meu Samba, trazendo muita animação e samba no pé para o folião que já quer começar o dia pulando. Em seguida, para fazer uma micareta de paz não pode faltar a passagem dos afoxés, que vêm representados pelos Filhos de Nanã, Guian Filhos de Oxalá, Filhos D’Oguian e o Feira Axé. O Bloco Afro Nelson Mandela, que reverencia o presidente sul africano que este ano completaria o seu centenário, desfila às 10h40, seguido por mais um afoxé, o Filhos de Ogum. A festa continua com os blocos afro Zumbi dos Palmares, Tambores Urbanos, Sorriso Negro e Flor de Ijexá. O último bloco do projeto Ouro Negro a sair na parte do dia é o Nativos de Santana, que tem desfile marcado às 12h40.

A noite de sábado traz o reggae de balanço envolvente do Bloco Quilombo, que desfila às 21h, também no Maneca Ferreira. A atração principal do bloco é a banda Dissidência, que convida a Banda Papoula.

Encerrando o Ouro Negro de Feira 2018, o bloco Quixabeira da Matinha desfila às 17h de domingo, último dia da Micareta de Feira de Santana. Com o lema 'Quilombo, Luta e Resistência', eles desfilam com a banda do bloco, que tem como principal vertente o samba de roda.

Feira: Delegados e investigadores infiltrados atuam na Micareta

O trabalho da Polícia Civil em festas como a Micareta de Feira, no centro norte da Bahia, não se limita a registrar ocorrências e formalizar prisões nos postos policiais instalados nos circuitos da folia. Delegados e investigadores realizam um trabalho de inteligência, infiltrando-se em meio aos foliões para prender traficantes e conduzir usuários de drogas.

A ação, coordenada pelo Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco), tem como objetivo principal coibir o tráfico de drogas. “Essas equipes veladas não chamam atenção, por isso é mais fácil identificar os criminosos ou usuários de drogas, que, sob efeito dos entorpecentes, podem iniciar brigas”, explica o diretor do Draco, delegado Marcelo Sansão.

Na primeira noite oficial da folia, na quinta-feira (19), 49 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) foram lavrados na unidade do Draco, instalada no Colégio Estadual de Feira de Santana. Todos são provenientes das ações das equipes veladas, ocorridas no circuito Maneca Ferreira, na Avenida Presidente Dutra.

Além do Draco, policiais do Departamento de Polícia do Interior (Depin) e das delegacias de Furtos e Rubos (DRFR) e Tóxicos e Entorpecentes (DTE) de Feira de Santana participam da ação.

Sepromi inaugura serviço de combate ao racismo na Micareta

O serviço da Unidade Móvel do Centro de Referência de Combate ao Racismo Nelson Mandela, na Micareta de Feira de Santana, foi aberto na noite de quinta-feira (19) para sensibilizar os foliões sobre a importância do respeito à diversidade e recepcionar denúncias de violações de direito contra a população negra.

A iniciativa, resultado de uma parceria entre Governo do Estado, por meio da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), Prefeitura de feira de Santana, órgãos locais e estaduais, será colocada em prática durante todos os dias da festa.

“Ofereceremos orientações, campanha de conscientização e atendimento para os casos de racismo e outras violações na esfera racial. Assim, vamos descentralizando nossas políticas afirmativas e ampliando os diálogos”, afirmou a secretária Fábya Reis, destacando o arranjo institucional e parcerias construídas para a Micareta, que conta com a participação da Sepromi pelo quarto ano consecutivo.

O prefeito Colbert Martins ressaltou a importância da atenção e proteção social aos cidadãos que curtem a festa. “Teremos, sem dúvidas, um forte trabalho de integração. Este é o objetivo, na esperança de termos uma Micareta pacífica e feliz”, afirmou, ao lado do secretário municipal de Desenvolvimento Social, Ildes Ferreira.

Intitulado de ‘Micareta sem Racismo’, o serviço oferecerá apoio jurídico e informações ao público. Os atendimentos serão realizados na Avenida Presidente Dutra, em frente à antiga Direc. No circuito e entorno, os foliões contarão com equipes de monitoramento, aplicando questionários e atentas aos eventuais casos de violação de direitos, experiência também desenvolvida no Carnaval de Salvador.

Parcerias

Coopera com a Sepromi na realização do serviço, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Sedeso), por meio do Departamento de Promoção da Igualdade de Gênero, Racial e de Juventude. A Rede de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa da Bahia também estará articulada, juntamente com um conjunto de parceiros da sociedade civil e de poder público.

A cerimônia de abertura teve a presença da titular da secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Julieta Palmeira; da coordenadora do Centro de Referência de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa Nelson Mandela, Nairobi Aguiar; e dos assessores de gabinete Ailton Ferreira e Raimundo Gonçalves.

Também comparecerem representantes do Ministério Público do Estado (DPE); Ouvidoria Geral do Estado (OGE); Universidade Estadual de Feira de Santana (Uefs); Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra da Bahia (CDCN); além do presidente da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Assembleia Legislativa (Alba), Bira Corôa.

Bebida clandestina continua sendo o maior problema encontrado pela Vigilância Sanitária

Para deixar o folião mais seguro para curtir a Micareta de Feira, que acontece até o próximo domingo, 22, a Vigilância Sanitária tem realizado inspeções para conferir a qualidade de bebidas e alimentos vendidos no circuito da festa. A  medida visa combater a comercialização de produtos clandestinos e vencidos, que podem causar intoxicação alimentar, além de outros problemas de saúde para quem consome.

Segundo a coordenadora da Vigilância Sanitária, Kérssia Carneiro, a bebida clandestina ainda continua sendo o maior vilão. “Todos os anos enfrentamos esse problema com os ambulantes que insistem em comercializar bebidas de venda proibida, como o príncipe maluco e cravinho. Isso é um crime a saúde pública, pois são produtos sem nenhum registro e com a utilização de ingredientes desconhecidos”, afirma.

Além disso, a Vigilância Sanitária está atenta aos produtos vencidos, geralmente os mais encontrados neste estado são ketchup, maionese, molho de tomate, salsicha e as carnes. “Para garantir que a carne veio de um local fiscalizado, pedimos sempre a nota fiscal”, informa.

Kérssia Carneiro também alerta os consumidores que se sentirem inseguros a consumir algum tipo de alimento, verificar se estes estão acondicionados em isopor ou caixa térmica, o cheiro do produto, assim como observar se as pessoas estão utilizando os equipamento de manuseio distribuídos pela Vigilância, que são luva, touca e avental.

“Nós pedimos que ao encontrar alguma irregularidade as pessoas procurem os nossos técnicos no Posto de Saúde ou em um de nossos pontos distribuídos no circuito”, ressalta.

Diariamente, a fiscalização tem acontecido durante os três turnos em locais que vendem produtos alimentícios. Unidades de Saúde públicas e privadas também estão recebendo a visita dos técnicos para averiguar se há algum caso de intoxicação alimentar oriundo do circuito da festa.

Foliões devem se prevenir ou evitar ambiente de som alto, diz engenheiro da Semmam

Equipes da Secretaria de Meio Ambiente fiscalizarão os níveis de emissão sonora emitidos por trios elétricos, barracas e camarotes. O trabalho terá como foco a preservação da saúde auditiva dos foliões. Recomenda-se não permanecer muito tempo ao lado das fontes emissoras de som.

“As pessoas devem entender que na segunda-feira a vida volta ao seu ritmo normal e saber que problemas auditivos são para sempre”, afirmou o engenheiro ambiental da Semmam, Sérgio Aras. Enfatiza que estes problemas podem interferir negativamente nos exames preadmissionais.

Todos devem estar atendo ao conforto acústico, que é, diz o engenheiro, a capacidade de suportar os níveis sonoros sem que tenha que enfrentar problemas auditivos futuros.

De acordo com a Lei, os limites sonoros no Circuito Maneca Ferreira vão de 85 decibéis, em barracas e camarotes, a 110 decibéis para os trios elétricos, medidos a cinco metros de distância à altura de 1,5 metro. Fora do circuito, os limites são 70 db, de dia, e 60 db à noite.

De acordo com Sérgio Aras, as medições feitas na Micareta de Feira mostram que o volume de som dos trios varia entre 90 db e 95 db. “A redução do nível deixa o som com melhor qualidade”. As medições serão feitas por duas equipes.

O engenheiro da Semmam ainda disse que os pais devem estar atentos às crianças, que devem receber atenção especial: todos deverão portar proteção auricular. O mesmo equipamento deve ser usado pelos cordeiros dos blocos.

Posto da Saúde registra redução de 46 por cento no número de atendimentos do primeiro dia de Micareta

O Posto de Saúde localizado no circuito da Micareta registrou 138 atendimentos no primeiro dia oficial da festa. A informação é do coordenador, José Leal, durante reunião de avaliação da Micareta 2018.

Segundo Leal, no mesmo período do ano passado, foram atendidas 297 pessoas, o que aponta uma redução de 46,46%.

Dos atendimentos realizados, também houve uma redução de 50% de pacientes atendidos por agressão física. "Este ano 12 pessoas deram entrada por este tipo de ocorrência, enquanto no ano de 2017 foram 24", informa.

Diferente do ano passado, quando não houve lesão por arma branca, na quarta-feira, 18, foi registrada uma ocorrência do caso. Mas conforme informado pela coordenadora do Serviço de Atendimento Móvel e Urgência (SAMU), Maíza Macedo, o paciente foi transferido com quadro estável.

No circuito da festa, encontram-se 500 profissionais da Secretaria Municipal de Saúde em ação. Estes distribuídos no Posto de Saúde, no Anexo da Vigilância e em pontos estratégicos, como os profissionais do SAMU com quatro ambulâncias no circuito.

 

 

Fonte: SecultBa/Ascom PC/ Sepromi/Sexom PMFSMunicipios Baianos

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