26/04/2018

A palavra de ordem na oposição: unir Ronaldo e Gualberto

 

A revoada de prefeitos da oposição para a base de Rui Costa acendeu o sinal amarelo entre os deputados estaduais da oposição: eles, do DEM e do PSDB, defendem a necessidade urgente da união entre os governadoráveis dos dois partidos, respectivamente Zé Ronaldo e João Gualberto, como forma de mitigar o estrago.

Nos tempos de Neto, a oposição, que tinha 21 deputados, acalentava a expectativa de eleger entre 24 e 27. Antes de fechar as janelas que permitiam a mudança de partido, perdeu um, Samuel Jr., que trocou o PSC pelo PDT e hoje corre atrás do prejuízo para tentar manter pelo menos os 20.

Sobrevivência

Um deles confidenciou nesta terça que a questão já não é mais de estratégia, é de sobrevivência pura e simples.

Na banda governista, ao contrário, a expectativa é que Rui Costa e aliados vão eleger entre 46 e 48 deputados, ampliando a base que hoje é de 42 e definhando ainda mais a oposição.

Quem diz ter se livrado dessa enrascada é o deputado Samuel Júnior, que assumiu em 2017 depois que Vando (PSC) se elegeu prefeito de Monte Santo.

Evangélico da Assembleia de Deus, ele diz que nunca foi oposição. ‘Apesar de estar num partido de oposição, nunca me senti oposição’.

De quebra, se livrou das turbulências que os antigos colegas oposicionistas estão enfrentando hoje.

João Santana diz que não há definição de chapa do MDB

O ex-ministro pré-candidato do MDB ao governo do Estado, João Santana  disse que ainda não há uma definição sobre como vai ficar a chapa e nem quais alianças serão feitas. “Aliança, não. Nós temos o partido com candidatos a deputado federal. Deveremos ter a participação de algumas regiões na chapa majoritária. Mas ainda não temos  nada definido. Estamos agregando as forças”, declarou à Tribuna. “Havia dois candidatos polarizados há cerca de dois anos. De repente, um sai da parada e não diz por que saiu. Apresentou algumas explicações para quem quisesse ouvir, mas para a gente não, porque não estávamos unidos. Aí surgiram as três candidaturas. Agora é o momento de cada um fazer a sua campanha, apresentar as suas propostas e agregar força. Vamos ver no fim da pré-campanha se é possível fazer coligação. Agora é o momento de ver o desempenho de cada um, ver quem se desempenha melhor”, analisa.

Santana alfinetou o prefeito ACM Neto (DEM) que, segundo ele, não admite a debandada de prefeitos do interior insatisfeitos com a escolha de José Ronaldo para representar os democratas no pleito: “Eu estranhei o prefeito da capital não estar querendo entender que está havendo debandada nas hostes dele. Depois que ele deixou de ser candidato vários companheiros do interior se mostraram insatisfeitos e procuraram outro rumo. Eu, inclusive, tenho sido procurado. Mas ainda não é o momento de comunicar quem são”.

O pré-candidato afirma que tem sido procurado por diversas lideranças e que estuda possíveis alianças: “Nesse momento há uma procura enorme. Todos os candidatos estão conversando com todo mundo. Mas posso adiantar que a arrumação está sendo feita. As pessoas que acompanhariam Neto, mas que não querem acompanhar o candidato que ele indicou, estão procurando outras pessoas. Não existe nada estabelecido. Você sabe como é política, né?”. Ainda à Tribuna, Santana comentou os rumores de que o prefeito de Vitória da Conquista, Herzém Gusmão (MDB), estaria apoiando Zé Ronaldo no pleito. “Isso não existe”, vociferou. “Há quatro ou cinco dias atrás, Herzem se reuniu com o MDB de Vitória da Conquista junto com o prefeito de Itapetinga e, por unanimidade, decidiram apoiar minha candidatura. Isso está sendo falado desde quarta-feira da semana passada”.

Vale registrar que o governador Rui Costa (PT) declarou, anteontem, que aproximadamente 50 prefeitos já haviam declarado apoio a ele e o número aumentou para 90 após a mudança na chapa do DEM. “Já tinha um fluxo antes mesmo do anúncio, eu diria, se fosse chutar um número aqui, a oposição tinha uns 120 prefeitos ligados à oposição, desde a eleição de 2016, passando pela eleição da UPB”, afirmou.

ACM Neto avisa a aliados que é hora de ‘virar a página’

Passadas quase três semanas do anúncio de que não vai disputar o governo do Estado, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), já deixou claro ao seu grupo político que é hora de “virar a página” e que não vai mais aceitar calado críticas vindas de aliados.

Nos primeiros dias após informar sua decisão, o prefeito evitou entrar em atrito com integrantes da base e não reagiu a declarações públicas de aliados que se disseram “decepcionados” com ele, como os deputados federais Elmar Nascimento (DEM) e Jutahy Jr (PSDB).

Agora, no entanto, o democrata considera que o momento das lamentações já passou. E embora não tenha direcionado o recado a ninguém, Neto já fez chegar aos ouvidos dos críticos que as queixas chegaram ao limite do “tolerável”.

‘Ele jamais faria uma indelicadeza com Lídice’, diz Nilo após Rui sugerir Coronel no Senado

Defensor da candidatura de Lídice da Mata (PSB) ao Senado, o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB) entendeu como uma “brincadeira” do governador da Bahia, Rui Costa (PT), que disse esperar que o presidente da Assembleia Legislativa (AL-BA), Angelo Coronel (PSD), “esteja no Senado em 2022”.

Coronel é indicado pelo PSD a uma das vagas à Casa Alta do Congresso nacional. “Não vejo como indicativo, ele soltou uma brincadeira. Estou convencido que vai ser Lídice da Mata. Tem muita água para rolar de baixo da ponte. Ele jamais faria uma indelicadeza com Lídice. Não acredito que o governador vai tirar a única mulher da chapa, que sempre foi muito leal e só teve um lado na política, que foi o nosso”, afirmou.

Aleluia ataca Rui: ‘Cooptar prefeitos não é mostrar prestígio’

Após o governador Rui Costa (PT) afirmar que prefeitos da oposição migraram para a base aliada, o presidente do DEM na Bahia, deputado federal José Carlos Aleluia, reagiu. Em entrevista ao Metro1, o parlamentar afirmou que, quando a oposição perdeu as eleições com Paulo Souto e João Durval, tinha “100% dos prefeitos”.

“Cooptar prefeito não é mostrar prestígio. Ele está assustado. Poderia até estar tranquilo, mas está assustado. Quando o exército está assustado, alguma coisa existe no seio do exército. Ainda tem muita água para rolar e muita ação da Justiça para andar”, sugeriu.

O deputado disse ainda que as eleições serão em seis meses, “mas parece que tem seis anos de frente”.

Aleluia confirmou ainda que o presidente da Câmara dos Deputados e pré-candidato à Presidência Rodrigo Maia (DEM) vem a Camaçari esta semana.

Cassação: Após 15 dias, Câmara ainda não conseguiu notificar Lúcio

Assessores da Câmara Federal não encontraram o deputado Lúcio Vieira Lima (MDB) novamente nesta quarta-feira (25) para notificá-lo sobre a abertura do processo no Conselho de Ética que visa cassar seu mandato.

Segundo apurado pelo bahia.ba, essa foi a terceira vez que o parlamentar foi procurado e não foi encontrado. Nesta quarta, uma assessora de Lúcio informou que ele não se encontrava no gabinete, em Brasília.

Agora, conforme manda o regimento da Câmara, haverá mais uma tentativa, desta vez com hora marcada, para que Lúcio seja notificado. Caso não esteja novamente no gabinete ou em seu apartamento funcional, a notificação do parlamentar será publicada no Diário Oficial.

Depois de notificado, Lúcio terá o prazo de 10 dias úteis para apresentar sua defesa no processo que responde no Conselho de Ética da Câmara. O colegiado tem até 40 dias úteis para cassar ou absolver o parlamentar baiano.

Vale lembrar que no processo de cassação de Eduardo Cunha pelo mesmo Conselho de Ética, o ex-presidente da Câmara também postergou a investigação e não foi encontrado pelos assessores da Casa. Com isso, a notificação foi feita via Diário Oficial.

Vereadores divergem em relação ao BRT de Salvador

A implantação do BRT (Bus Rapid Transit) de Salvador norteou os debates na sessão ordinária desta segunda-feira (23), na Câmara Municipal. O vereador Téo Senna (PHS) deu o pontapé inicial às discussões, defendendo o modelo de transporte e o projeto da Prefeitura de Salvador para a melhoria da mobilidade urbana na cidade.

“O BRT tem causado uma mobilização tão grande, que fico me perguntando quem está por trás desse lobby. Onde estavam as entidades que hoje se manifestam contra as obras do BRT quando foi feito o metrô da Paralela? Pois derrubaram cinco mil árvores, soterraram diversas lagoas, fecharam a cidade rica da orla e a cidade carente de Cajazeiras e ninguém falou nada”, contestou Senna.

Reação

Os questionamentos do governista geraram imediatas reações de integrantes da bancada da oposição. Para a vereadora Marta Rodrigues (PT), os impactos ambientais precisam ser levados em consideração. “Temos que discutir o projeto com a cidade. Eu, a vereadora Aladilce [Souza] e o vereador Hilton [Coelho] estávamos em uma manifestação ontem (22), porque o que está acontecendo na cidade em relação ao BRT é uma arbitrariedade. Estão querendo tirar árvores de uma forma absurda”, criticou.

Na mesma linha, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB) também fez críticas ao projeto. “A questão não foi discutida com a cidade. Lá atrás, aprovamos um empréstimo para a chegada de recursos de mobilidade urbana. Não podemos ser contra isso. O problema é que não aceitamos um projeto ultrapassado, que a cidade não quer. A gente precisa que as pessoas se pronunciem e decidam sobre os rumos da cidade. O prefeito não é dono de Salvador”, reclamou.

 

Fonte: Correio/Tribuna/BNews/Metro 1/Bahia.ba/Municipios Baianos

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