26/04/2018

Feira sedia a X Olimpíadas Especiais das APAEs da Bahia

 

Cerca de 500 atletas de 13 municípios participarão da X Olimpíadas Especiais das APAEs da Bahia, que será realizada em Feira de Santana, de quinta-feira a sábado. A competição é seletiva para a Olimpíada Nacional, marcada para dezembro, no Rio Grande do Sul.

As disputas acontecerão nos ginásios Oyama Pinto, no Campo Limpo, e no Municipal, no Centro da cidade. Serão disputadas medalhas em dez modalidades.

A cerimônia de abertura, com participação das delegações, será realizada às 8h, com as presenças de autoridades municipais e do presidente da Federação das APAEs da Bahia, Narciso José Batista.

As modalidades serão as seguintes: natação, ginástica artísticas, basquete, futebol de sete, futsal, handebol, capoeira, bocha, ginástica rítmica e tênis de mesa.

Integração entre os atletas

Algumas partidas de handebol e de futsal serão disputadas no Ginásio Municipal de Esportes. “É uma competição que objetiva a integração entre estes atletas”, disse Deraldo Gomes Azevedo, da APAE de Feira de Santana.

Participarão atletas de Camaçari, Canavieiras, Ilhéus, Irecê, Itapetinga, Jequié, Juazeiro, Paulo Afonso, Salvador, Santo Estêvão, São Francisco do Conde, Una, Vitória da Conquista, além de Feira de Santana. A X Olimpíadas Especiais das APAEs da Bahia tem o apoio da Prefeitura de Feira de Santana.

Oficina vai discutir a Rede de Turismo ÉtnicoAfro nesta quinta

Dando continuidade à implantação da rede de Turismo Étnico Afro, no município de Feira de Santana, o Departamento de Turismo realiza, nesta quinta-feira, 26, uma Oficina de Turismo e Cidadania. O encontro vai ocorrer das 13h30 às 17h30, no auditório do Mercado de Arte Popular.

“O objetivo dessa rede é unificar o padrão de atendimento ao turista no estado da Bahia”, explica Graça Cordeiro, diretora do Departamento de Turismo, observando que no município existem vários aspectos da cultura afro que devem ser explorados, a exemplo da gastronomia, da capoeira, grupos afros e dos terreiros de candomblé.

“Feira é dotada de várias representações de matriz africana, mas não há nada catalogado e nem organizado. Além de divulgar, estaremos empoderando esse segmento assim como já acontece em Salvador, Cachoeira e Santo Amaro da Purificação”, afirma.

Devem participar da Oficina de Turismo representantes das secretarias municipais de Cultura, Meio Ambiente e Educação, além do povo de axé, guias turísticos e recepcionistas de hotéis. “Durante o encontro, o conceito de cidadania será abordado de forma ampla”, pontua a diretora de Turismo, Graça Cordeiro.

Oficina Setorial do Comércio dá inicio a elaboração do Plano de Desenvolvimento Econômico de Feira

Reunindo cerca de trinta lideranças empresariais e institucionais, representantes de vários segmentos do setor empresarial de Feira de Santana se debruçaram, durante toda a manhã desta quarta-feira, 25, a discutir propostas e iniciativas com vistas a construir alternativas sustentáveis para alavancar a economia do Município.

A Oficina Setorial do Comércio é a primeira rodada de reuniões que culminarão na elaboração do Plano de Desenvolvimento Econômico de Feira de Santana, desenvolvido pela SUDENE, através do Programa das Nações Unidas (PNDU), e o Governo Municipal.

Planejamento sistemático, rezoneamento das atividades comerciais, construção de um centro de convenções, mobilidade urbana em torno da área comercial, segurança pública, integração dos atores políticos com as demandas públicas e a verticalização da cidade, são algumas questões levantadas pelos três grupos de trabalho formados durante a Oficina.

As demandas apontadas pelas oficinas setoriais, que estão previstas para serem realizadas, sob a coordenação da Secretaria do Trabalho, Turismo e Desenvolvimento Econômico (SETTDEC), vão respaldar uma empresa de consultoria com experiência internacional e referendada pelo PNDU, responsável pela elaboração do Plano de Desenvolvimento Econômico de Feira de Santana.

De acordo com Marcelo Neves, superintende da SUDENE, a empresa de consultoria será bancada pelo órgão federal, ao custo de R$ 709 mil, e terá dez meses para concluir o projeto.

Ambulantes da Sales Barbosa e da Marechal visitam as obras do Centro Comercial Popular

Acompanhados do empresário Elias Tergilene, que preside o Consórcio Feira Comercial Popular, responsável pela implantação do Projeto do Centro Comercial Popular, ambulantes das ruas Marechal Deodoro e da Sales Barbosa visitaram as obras do equipamento, na tarde desta terça-feira,24.

A visita, que também contou com as presenças de membros do governo municipal e da Câmara de Vereadores, destinou-se a oferecer aos camelôs que atuam no Centro Comercial de Feira de Santana, e que serão realizados para o Centro Comercial Popular, esclarecimentos e informações técnicas de como funcionará o equipamento.

Neste encontro, os comerciantes conheceram  toda a infraestrutura onde  serão dispostos os 1800 boxes que serão ocupados por eles, bem como o estacionamento com capacidade para 600 veículos, construído no patamar superior, numa área de 23 mil metros quadrados.

O Centro Comercial Popular é uma Parceria Público-Privada (PPP), entre a Prefeitura Municipal e o Consórcio Feira Comercial Popular, previsto para ser inaugurado em setembro, de acordo com Elias Tergilene.

História de Feira: Construção do Cine Theatro Santana foi um marco na vida cultural feirense

  • O artigo do jornalista Geraldo Lima, publicado em 2015 no livro “Feira de Sant’anna – Histórias e Estórias dos séculos XIX e XX” é rico em informações sobre Cinema e Teatro em Feira de Santana. Vale, pois, a leitura. (Adilson Simas)

CINEMA E TEATRO EM FEIRA DE SANTANA

O acervo cultural de Feira de Santana é de uma riqueza incomensurável em todas as linguagens artísticas, seja na música, na dança, no cinema, nas artes plásticas, na literatura ou nas artes cênicas. Tudo graças ao talento dos artistas, dentre os quais nomes de expressão nacional e internacional, que desempenham um papel fundamental nesse contexto, em que pese a ausência de mais atenção por parte do poder público. Isto, porém, não arrefece o ânimo dos artistas que, infelizmente, carecem de melhor estrutura dos espaços e do reconhecimento pelo seu trabalho, embora, mesmo assim, persistam.

A vida cultural da cidade passou a ter mais visibilidade nos idos dos anos 20/30, quando a dramaturgia e a literatura já se manifestavam com mais intensidade, de acordo com os historiadores. A construção do Cine Theatro Santana era uma semente que brotava para acolher os cinéfilos e a produção de nossos literatos. Erguido no centro da cidade, na antiga Rua Direita, depois batizada Conselheiro Franco, as exigências inexoráveis do progresso acabaram transformando o equipamento num improvisado estacionamento de veículos. Justamente ali, onde pisaram personalidades de renome como o jurista Ruy Barbosa e a musicista Georgina Erismann, autora do Hino à Feira - citados apenas como referência por sua notoriedade -, exibiam-se filmes do cinema mudo e tertúlias literárias promovidas por entidades como os grupos Dramático Taborda, Sales Barbosa e Grêmio Lítero-Dramático Rio Branco, que embeveciam os frequentadores. Desativado depois de enfrentar concorrência, chegar à falência e ser arrendado e reformado, o empreendimento sucumbiu.

No livro “A paisagem urbana e o homem – Memórias de Feira de Santana”, de Eurico Alves Boaventura, um dos artigos transcritos publicado originalmente em junho de 1939 noticiava que, naquela época, estava em curso um movimento com vistas a reorganizar o Clube Dramático Taborda, que se apresentava no Cine-Theatro Santana, localizado na Rua Direita (atual Conselheiro Franco).

Um dos precursores do teatro feirense, o desembargador Raymundo Pinto anotou: em 1919, ao visitar a “Princesa do Sertão”, como Feira de Santana foi denominada, o jurista Ruy Barbosa pronunciou conferência no Cine-Theatro Santana. Em outubro de 1934, o Grupo Dramático Taborda se apresentou com um elenco que incluía Gualberto[1] Costa, Martiniano Carneiro, Manoel da Costa, Amélio Vasconcelos e Alberto Boaventura. Funcionavam ainda os grupos: Dramático Sales Barbosa e Litero-Dramático Rio Branco. De acordo com a professora e pesquisadora Lélia Vitor Fernandes, o teatro contava com uma – bancada de 300 lugares, mas em pé cabiam mais ou menos 500 pessoas. Conforme apurou, em 1947 funcionava o Cine Theatro Elite, também na Rua Direita.

Cine Theatro Santana pouco antes de fechar as portas

Em sua tese de mestrado em História pela Universidade Estadual de Feira de Santana, Aline Aguiar Cerqueira dos Santos diz que o Cine-Theatro  surgiu, em 1919, a partir da fusão com o Cinema da Vitória e o teatro. “E tal espaço passou a ser utilizado tanto para as exibições de filmes, quanto para os diversos espetáculos teatrais, musicais e literários. Sobre a mistura dessas duas artes, Raimundo Fonseca, ao se reportar à realidade soteropolitana, argumenta o quanto isto foi conflituoso, posto que o cinema, por ser ainda uma novidade no início do século XX, não tinha adquirido o prestígio que o teatro tinha”.

Na década de 50 surge o Cine Iris

Vieram os anos 50. Grupos como o Taborda tentavam se rearticular. Em 1957, surgiria a Sociedade rural e Artística de Feira de Santana (SCAFS), por iniciativa de nomes como Raymundo Pinto, Francisco Caribé, Olney São Paulo, Francisco Barreto, que marcaria época no soerguimento do movimento teatral a partir da década de 60. Neste mesmo período, já existiam o Cine-Theatro Íris e o Cine Santanópolis, que funcionava como auditório do ginásio do mesmo nome, com seus quase 1.200 lugares. Era um deslumbre verificar nas matinês centenas de jovens formando longas filas  para adquirir os ingressos e negociar a troca de gibis e revistas em quadrinho. “Às segundas-feiras eram reservadas para os famosos bang-bangs, que tinham como tradicionais ‘mocinhos’ Buck Jones, Kay Maynard, George O’Brien, Tom Mix e outros”, lembra o cronista Antônio Moreira Ferreira, ou Antônio do Lajedinho.

Cine Santanópolis passou a se chamar Timbira

As filas para assistir filmes épicos ou de faroeste começavam na frente do cinema, ao lado do Paço Municipal, e se estendia pela Avenida Getúlio Vargas até a esquina da rua J. J. Seabra, à época carinhosamente chamada Rua do Sol. Hoje, resta apenas a pipoca sujando as salas de shoppings e espectadores dividindo as atenções entre o celular e o filme, nessa ordem. Era nesse palco que acontecia a encenação de espetáculos teatrais que lotavam as salas do Santanópolis, depois denominado Timbira, do Cine Íris e também do auditório da Rádio Cultura, de frente da lateral do extinto Feira Tênis Clube, além do Cine Madri, que funcionava na Rua Castro Alves. Com a demolição do prédio da Avenida Senhor dos Passos, o Cine Íris, ainda resiste, agora funcionando na antiga Rua de Aurora, exibindo exclusivamente filmes pornográficos.

O movimento teatral prevaleceu durante a década de 60, quando a cidade conviveu com um intenso movimento que chegou a envolver mais de dez grupos teatrais, em que pese a censura imposta pela ditadura militar deflagrada em 1964. Eram tempos difíceis, mas os artistas conviviam e superavam os desafios, Os espaços foram desaparecendo, os artistas eram obrigados a conviver com a mutilação de seu trabalho e até exilar-se para fugir da repressão e da prisão sob a pecha de serem comunistas ou subversivos.

A mando dos militares, supõe-se, a direção do cinema proibiu a cessão de pautas, obrigando aos grupos buscarem alternativas, passando a utilizar o auditório do centro educacional Monteiro Lobato. Continuaram na luta até que o então prefeito João Durval Carneiro sensibilizou-se, alugou um imóvel na Rua Carlos Gomes, próximo ao Feira Tênis Clube, inaugurado em 1970 com o nome da ex-atriz Margarida Ribeiro, morta em acidente automobilístico. Findo o contrato, os artistas retornaram ao auditório do Monteiro Lobato, adaptado para funcionar como Teatro Municipal Margarida Ribeiro. Mergulhado em problemas estruturais, o referido espaço passa praticamente mais tempo desativado, o que denuncia a necessidade de uma casa de espetáculos digna das dimensões de Feira de Santana.

  • Enquanto isso, ao longo do tempo, os atores se profissionalizaram e surgiram novos espaços:

Teatro do Cuca, mantido pela Universidade Estadual de Feira de Santana; Teatro da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas); Centro de Cultura Amélio Amorim, administrado pelo Governo do Estado; e Centro de Cultura Maestro Miro, gerenciado pelo gavemo municipal. Todos ainda carecem de condições técnicas mais adequadas para seu completo funcionamento.

 

Fonte: Secom PMFS/Municipios Baianos

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