26/04/2018

“Por que as abelhas estão desaparecendo?” é tema do First Friday

 

“Por que as abelhas estão desaparecendo?” é o tema da quarta sessão do projeto científico-cultural 'First Friday', realizado pelo Centro de Conservação e Manejo de Fauna da Caatinga (Cemafauna Caatinga), situado no Campus de Ciências Agrárias da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), em Petrolina-PE. O Cemafauna convida a comunidade local e acadêmica para no dia 04 de maio, às 16h, no auditório do Museu de Fauna da Caatinga discutir sobre o tema proposto a ser ministrado pela ecóloga, pesquisadora/colaboradora do Laboratório de Entomologia do Cemafauna, Pós doutora em Genética e Evolução de Hymenoptera pela Universidade Federal de São Carlos, Aline Andrade.

Segundo a conferencista, dois terços dos alimentos que nós ingerimos são cultivados com a ajuda das abelhas. Na busca de pólen, esses insetos polinizam espécies nativas e culturas agrícolas. Em tempos em que a escassez mundial de comida é pauta das autoridades no assunto – como a recomendação da ONU para consumir mais insetos – a perspectiva de ficar sem a ajuda desses seres no abastecimento alimentar seria alarmante. E é o que está acontecendo. Em 2006, apicultores nos Estados Unidos começaram a notar que suas colônias de abelhas estavam desaparecendo. O fenômeno foi batizado de colony collapse disorder (síndrome do colapso da colônia, CCD). Sete anos depois, o sumiço continua: no inverno de 2012 para 2013, dado mais recente, 31% das abelhas americanas deixaram de existir.

O fenômeno se repetiu na Europa, onde, segundo um levantamento do Coloss, rede de cientistas de mais de 60 países que estuda o sumiço das abelhas, algumas regiões perderam até 53% de suas colônias nos últimos anos. Japão, China e o Brasil também reportaram problemas – apicultores de Santa Catarina relataram que um terço das 300.000 abelhas do Estado bateu asas em 2012.A escassez de polinizadores já afeta alguns cultivos. No Brasil, segundo especialistas, a redução de insetos afetou a plantação de maçãs, embora as perdas não tenham sido quantificadas. “Se o problema continuar, o modelo atual de fazendas vai se tornar insustentável. O custo de produção vai subir para o produtor e para o consumidor final, de modo que diversos fazendeiros podem acabar deixando a atividade”, afirma o físico brasileiro Paulo de Souza, estudioso do tema na Organização Nacional de Pesquisa Científica e Industrial da Austrália.

Sobre a conferencista

Possui graduação em Ecologia (2001). Graduação em Ciências Biológicas (2004). Especialização em Educação Ambiental pela Faculdade Pitágoras (2005). Especialização em Educação pela Faculdade Pitágoras (2007). Especialização em Biomonitoramento e Manejo e Fauna Silvestre (2009).  Mestre em Ecologia e Conservação de Caatinga (2010). Doutora em Entomologia pela Universidade de São Paulo (2015). Professora Associada na Universidade Federal do Vale do São Francisco (2015). Pós-doutora em Genética e Evolução de Hymenoptera pela Universidade Federal de São Carlos (2016). Pesquisadora/Colaboradora na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, USP. Autora do projeto sobre a habilidade de dispersão e estrutura genética de agregações noturnas de machos da espécie de abelha Euglossa melanotricha em áreas de Caatinga. Supervisora do projeto sobre a diversidade, estrutura genética e habilidade de dispersão das populações de abelhas Euglossini em áreas de Caatinga florestada da Chapada Norte, Bahia. Coordenadora da proposta sobre a variação estacional nas atividades de forrageamento, incluindo os fatores comportamentais mediados por sinalização química e parentesco genético na dinâmica das populações de espécies de abelhas endêmicas da Caatinga. Tem experiência nas áreas de Comportamento Animal, Ecologia Química e Ecologia genética, atuando principalmente com espécies de abelhas da Caatinga, particularmente, a Tribo Euglossini.

First Friday

Uma vez por mês, o Museu de Fauna fica aberto até as 18 horas para uma discussão científica emocionante seguida de um happy hour e um passeio pelo Museu, onde a pessoa conhecerá o acervo de cerca de 40 peças de animais silvestres taxidermizados, todos do bioma Caatinga. Esse é um programa para um público de todas as idades interessado em discutir de forma dinâmica CIÊNCIA. Com início previsto para as 16 horas, as palestras têm duração mínima de 1 hora. A entrada é limitada em 100 participantes que devem realizar sua inscrição (informando seu nome completo, CPF, telefone e e-mail para o endereço museu.cemafauna@univasf.edu.br) no valor de R$ 10,00 até a quinta-feira que antecede a sessão e realiza o pagamento no dia do evento na recepção do Necmol do Cemafauna com Karelly Menezes.

A coordenação comunica ainda que para receber o certificado é preciso participar do primeiro ciclo das cinco sessões que acontecerão ao longo desse primeiro semestre. Aos participantes também será concedido o transporte para deslocamento no término da sessão saindo do Cemafauna até a Univasf Campus Centro.

  • Serviço

First Friday - 4ª sessão de 2018

Tema - ‘Por que as abelhas estão desaparecendo?’

Data - 04/05/2018

Horário - 16h

Local - Auditório do Museu de Fauna da Caatinga, Campus de Ciências Agrárias da Univasf, BR 407, Km 12, lote 543, Projeto de Irrigação Nilo Coelho - S/N C1 em Petrolina-PE.

Outras informações – museu.cemafauna@univasf.edu.br

Sema participa da aprovação de plano de ações para revitalização do rio São Francisco

O Comitê Gestor do Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco aprovou, nesta terça-feira (24), as linhas de ações e o planejamento dos próximos 12 meses da revitalização da bacia. O encontro foi realizado em Brasília e presidido pela Casa Civil, com a participação do colegiado composto por governadores ou suplentes de Alagoas, Bahia, Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe e o CBHSF, além de ministérios e secretarias nacionais. A Bahia foi representada pelo secretário estadual do Meio Ambiente (Sema), Geraldo Reis, que representou o governador Rui Costa.

Também estavam presentes o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, a presidente do Ibama, Suely Araújo, e o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Francisco (CBHSF), Anivaldo Miranda.

"Essa é uma bacia vital para diversos estados brasileiros, especialmente nordestinos. Por ser uma bacia de relevância nacional, todos os estados, municípios, sociedade civil, setores produtivos e comunidades ribeirinhas interessadas devem estar atuantes nas discussões e decisões. Acredito que estamos caminhando na articulação e organização institucional voltada à gestão da bacia, com a grande colaboração do Comitê da Bacia Hidrográfica do São Franscico. Espero que em breve possamos avaliar positivamente os primeiros resultados", disse o secretário Geraldo Reis.

No encontro foram discutidas estratégias do plano que prevê ações para os próximos dez anos (2017-2026) para melhoria da gestão das águas do Velho Chico. O objetivo do programa é aumentar a quantidade e a qualidade da água para a população, além de garantir a preservação, conservação e o uso sustentável do rio. O comitê também aprovou o regimento interno e o relatório da Câmara Técnica do Novo Chico.

O Novo Chico é executado em cinco eixos: saneamento, controle de poluição e obras hídricas; proteção e uso de recursos naturais; economias sustentáveis; gestão e educação ambiental e planejamento e monitoramento. A expectativa é beneficiar cerca de 16,5 milhões de pessoas que vivem nos 505 municípios que compõem a bacia, direta ou indiretamente.

Durante a reunião, o Ibama apresentou estimativas da conversão de multas ambientais em serviços de preservação, melhoria e recuperação do meio ambiente. Há potencial de aplicação de mais de R$ 2 bilhões no rio São Francisco.

AGROVALE COMEÇA SAFRA 2018 COM BOAS PERSPECTIVAS

A expectativa de moer 1,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar até o próximo dia 13 de novembro, produzir 2,4 milhões de sacos de açúcar com 50 quilos cada, 64 milhões de litros de etanol e gerar 20.000 MW de energia a partir do bagaço da cana. Estas são as metas da Agrovale para a safra 2018, anunciadas na manhã desta quarta-feira (25), durante a realização de uma missa em ação de graças pelo início da 39ª moagem da empresa.

O ato religioso, celebrado pelo padre Graciomar Pereira no pátio administrativo da maior empresa produtora de açúcar, etanol e bioeletricidade da Bahia, foi marcado por muita emoção e a participação ativa dos funcionários, convidados e a diretoria. Um dos momentos que mais chamou a atenção do público foi o ofertório, quando um grupo de colaboradores levou até o altar equipamentos e instrumentos de trabalho, a exemplo do capacete de segurança e o facão canavieiro.

Segundo o diretor vice-presidente da Agrovale, Denisson Flores, a celebração campal marca o início da moagem e o reconhecimento das graças alcançadas ao longo de 46 anos de existência. "É um momento de fé e agradecimento ao Nosso Senhor Deus por tudo que dele recebemos. Entregamos também ao pai os nossos pedidos de uma boa safra e de resultados favoráveis para todos nós", concluiu.

Antes das bênçãos finais, o padre franquiou a palavra e alguns colaboradores lembraram momentos significativos de safras passadas, a evolução dos índices de produção e o envolvimento pessoal de cada um para o cumprimento das metas.

Estudantes irão realizar limpeza das margens do Rio São Francisco

No próximo sábado (28) os alunos da Faculdade UNINASSAU Petrolina irão realizar a limpeza das margens do Rio São Francisco, na cidade de Juazeiro. A ação acontece em parceria com o 9º Grupamento de Bombeiros Militar – 9ª GBM de Juazeiro.

 Para o coordenador dos cursos de Engenharia da UNINASSAU, Nielton Araújo, “essa ação, além de estimular os alunos a desenvolver ações socioambientais, visa conscientizar a população sobre os impactos ambientais causados pelo descarte incorreto do lixo”, disse.

A diretora da unidade, Anna Cristina, explica que a Faculdade dispõe de um calendário de ações sociais e socioambientais. “Temos o compromisso de promover ações que gerem benefícios à população com atividades de sensibilização sobre educação, saúde, meio ambiente entre outras”, citou.

 

Fonte: Ascom Cemafauna/Ascom Sema/Class Comunicação/Ascom Uninassau/Municipios Baianos

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