27/04/2018

Hipertensão atinge cerca de 27,4% dos soteropolitanos

 

Muitas vezes silenciosa, a hipertensão vem atingindo, de forma crescente, milhões de brasileiros. Na última década, de acordo com pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, o número de pessoas com “pressão alta” cresceu 14,2%, e hoje chega a 25,7% da população adulta do país. Na capital baiana o dado é ainda mais alarmante, e alcança 27,4% dos soteropolitanos, segundo o levantamento. Por isso, hoje, no Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, ca be o alerta.

A doença é uma das principais causas de infarto, derrame, insuficiência cardíaca, insuficiência renal e alterações na visão. Segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão, é responsável por cerca 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal.

O médico cardiologista Adriano Mello afirma que a doença está ligada, entre outras causas, ao estilo de vida. A falta de atividade física, o estresse, a alimentação ruim e a obesidade estão entre os fatores que provocam o aumento da pressão arterial. Mas ele lembra que mesmo as pessoas magras, por exemplo, são passíveis de ter hipertensão, e destaca ainda o crescimento da doença entre os mais jovens. “Isto ocorre em função do sedentarismo e o tabagismo, por exemplo, cada vez mais comum entre jovens”, afirmou.

  • FATORES DE RISCO

Sedentarismo

Estresse e ansiedade

Consumo excessivo de sal

Alimentação ruim

Consumo exagerado  de álcool

Tabagismo

Genética (pai ou mãe hipertensos)

O crescimento do número de hipertensos no Brasil, segundo o cardiologista, também teria ligação direta com o envelhecimento da população. A taxa de pessoas com pressão alta entre os maiores de 70 anos, segundo Adriano Mello, é bem elevada e pode chegar a 70% dos cidadãos nesta faixa etária. Por isso, os idosos devem dar uma  atenção maior  ao problema.

Alguns dos fatores de risco já citados são considerados modificáveis, já que podem ser combatidos com mudanças nos hábitos de vida, com alimentação mais saudável, exercícios e controle do estresse. “A atividade física é essencial para tudo, não apenas para combate à hipertensão. Deveria ser algo obrigatório”, afirmou Adriano Mello. Mas há também fatores não modificáveis, em função, por exemplo, de hereditariedade, sendo necessário um acompanhamento frequente.

Na maioria dos indivíduos, a doença é assintomática. “Por isso, muitos não sabem que são hipertensos”, enfatiza o cardiologista. Ele lembra que as pessoas, sobretudo os homens, não vão ao médico com frequência e não fazem check-up. O especialista informa, no entanto, que podem ocorrer sintomas. Os mais comuns são dor de cabeça ou dor na nuca, tontura, cansaço, enjoo, falta de ar, dor no peito, entre outros. 

Pressão

A hipertensão ocorre quando a pressão do sangue, causada pela contração do coração e das paredes das artérias para impulsioná-lo a todo o corpo, acontece de forma muito intensa, sendo capaz de provocar danos na sua estrutura. Internamente os vasos são recobertos por uma camada fina e delicada, facilmente machucada quando o sangue está circulando com pressão elevada. Com isso, os vasos se tornam endurecidos e estreitados, podendo, com o passar dos anos, entupir ou romper. As consequências disso diferem de acordo com o órgão atingido.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a pressão arterial é classificada como ótima ao medir 12 por 8. Quando está acima de 14 por 9, o diagnóstico é de hipertensão. Adriano Mello lembra que, em alguns casos, é necessário o tratamento farmacológico. Segundo ele, há diferentes medicamentos anti-hipertensivos. Há, por exemplo, aqueles que buscam produzir a dilatação dos vasos sanguíneos, e também os diuréticos, que promovem a eliminação de sal – que faz subir a pressão - do organismo.

  • DICAS

Pratique atividades físicas regularmente

Reduza ou elimine o  consumo de álcool

Adote uma alimentação saudável, com pouco sal e sem frituras

Busque manter o peso ideal e evite a obesidade

Evite o estresse e tenha mais tempo para lazer, amigos e a família

Abandone o cigarro

Meça a pressão pelo menos uma vez por ano e faça check-ups regulares

Hábitos saudáveis contribuem para prevenção e combate à hipertensão

Quando o assunto é hipertensão arterial os dados são quase sempre alarmantes. Para conscientizar a população sobre os cuidados básicos para prevenir o problema que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão, atinge atualmente cerca de 32,5% de brasileiros, o Ministério da Saúde instituiu há 16 anos o Dia Nacional de Prevenção e Combate a Hipertensão, celebrado anualmente no dia 26 de abril.

Assintomática, a hipertensão arterial tem entre os seus principais fatores de risco o sedentarismo, a obesidade e a alimentação inadequada, por isso, a importância da adoção de hábitos de vida saudáveis aliando a pratica regular de atividade física à uma alimentação equilibrada, além de consultas regulares ao médico. Cuidados como estes contribuem para combater a doença e os demais problemas de saúde que tem suas chances de ocorrência aumentados em função dela, a exemplo do infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência renal.

De acordo com a nutricionista Sara Frediani, parceira da rede Hammer Fitness Club, a prática regular de atividades físicas é parte primordial das condutas não medicamentosas de prevenção e tratamento da hipertensão arterial (HA). “Segundo diretrizes nacionais e internacionais, todos os pacientes hipertensos devem fazer exercícios aeróbicos complementados pelos resistidos, como forma isolada ou complementar ao tratamento medicamentoso”, diz.

Isso ocorre porque o exercício físico aeróbico promove uma eficiência no sistema cardiopulmonar em que consiste em adaptações fisiológicas no coração, que possui uma melhora da sua eficiência de contração, gerando menos trabalho e maior fluxo sanguíneo em um mesmo intervalo de tempo. Além disso, melhora as trocas de oxigenação nos tecidos periféricos devido a uma adaptação vascular, explica a nutricionista.

“Por conta dessas adaptações, cardíaca e periférica, há uma melhora na pressão arterial. Já o exercício anaeróbio melhora a capacidade de nutrição cardíaca por meio da melhora da função de relaxamento do coração. Associar isso com uma dieta hipossódica, com adequada ingestão hídrica e ingestão de antioxidantes, potencializa as adaptações”, ressalta a profissional. 

Mas, e o que os hipertensos devem comer antes e depois do treino? A nutricionista responde: “o tipo do alimento vai variar do objetivo do paciente e do seu horário de treino. Mesmo sendo hipertenso, no geral, mantém-se a lógica de uma refeição de fácil digestão e equilibrada, com fontes de carboidrato, proteína e gordura. Em alguns casos específicos, pode-se gerar uma adaptação fisiológica com a ingestão apenas de fontes de gordura como fonte energética”. Mas atenção, para garantir uma boa digestão, é ideal que a refeição seja realizada com um intervalo mínimo de 30 minutos a 60 minutos, mas pode variar de acordo com o treino e rotina do paciente, orienta Sara Frediani.

Fumaça da discórdia: como conviver em paz com vizinho fumante

Quem vive em condomínio sabe que vizinho é como família, não se escolhe. Assim como os familiares, os vizinhos trazem hábitos que podem ser incômodos, e na convivência porta a porta um dos costumes mais inconvenientes é a prática de fumar. Além das reclamações provocadas pela fumaça, o descarte das ‘bitucas’ podem até gerar prejuízos para a administração e o trato na solução do problema exige muito jogo de cintura e, na maior parte das vezes, doses extras de paciência.

Felizmente, ser paciente é uma prática cultivada pela administradora profissional Rejane Cruz, responsável pela gerência de um edifício de alto padrão na Paralela. Depois de promover uma extensa campanha educativa para conscientizar os fumantes em relação à proibição prevista na convenção de cigarro em áreas comuns, ela precisou aplicar penas em casos de descarte indevido das ‘bitucas’, que já acumularam prejuízos para a administração.

“Infelizmente é hábito de alguns moradores terminar o cigarro e jogar a bituca pela janela. Há riscos de atingir uma pessoa que esteja transitando no solo e de causar acidentes. Tivemos um caso em que o cigarro ainda aceso atingiu e queimou uma espreguiçadeira na área de lazer”, relata.

O prejuízo acumulado por ocorrências com cigarros já ultrapassa R$ 1 mil em apenas dois meses. “A maior dificuldade é fiscalizar, pois se trata de um prédio, não temos como saber de qual janela o cigarro foi jogado. Mas quando a falta é em área comum aplicamos multa que varia de R$ 850 a 4.250”.

Bom senso

Em um outro condomínio, também na região da Paralela, o principal problema é a disputa entre uma moradora tabagista e o seu vizinho incomodado. De acordo com a administradora profissional Daniele Barbosa, o desconforto que teve início com argumentos de prejuízo à saúde, virou uma briga acalorada em grupo de whatsapp, com direito a ameaças de ação judicial, o que levou a administração a realizar uma reunião de conciliação entre ele.

  • "Nós ficamos de mãos atadas, pois o direito de propriedade não permite que a administração regule o que o condômino faz ou deixa de fazer dentro do apartamento dele", explica Daniele. "O que a gente faz é pedir bonsenso, pois não temos base jurídica suficiente para interferir no assunto", completa.

Por se tratar de um tópico delicado, o presidente do Sindicato da Habitação da Bahia (Secovi-Ba) e colunista do Correio, Kelsor Fernandes, indica o diálogo para solucionar conflitos.

  • "O condomínio fica de mãos atadas por conta do direito à privacidade e porque, acredito, o fumante não está deliberadamente jogando a fumaça para dentro do imóvel vizinho. Neste caso sempre aconselho o diálogo para fazer com que o fumante use o bom senso, a política da boa vizinhança, e passe a fumar em outro local", diz
  • É proibido fumar? Veja dicas para encarar situação com tranquilidade

Direitos e Deveres

A lei é clara, o morador tem o direito de fumar dentro do apartamento desde que isso não atrapalhe os vizinhos. Com a proximidade das unidades em condomínio é difícil evitar eventuais desconfortos, por isso a melhor alternativa é o diálogo. Apesar de não ter amparo jurídico para deliberar sobre o problema, o condomínio pode atuar como agente mediador do conflito.

Campanha

Antes de aplicar sanções ou multas, é importante que o condomínio realize campanhas que conscientizem os moradores quanto às regras sobre o tabagismo no condomínio. Cartazes e comunicados são boas formas de começar.

Bitucas

Quando arremessada pela janela, a bituca acesa é um risco para a segurança do condomínio, podendo entrar em uma outra unidade e provocar incêndios ou atingir um transeunte. Apagada, é equivalente a descarte de lixo. A falta deve ser punida com multa conforme previsto na convenção.

 

Fonte: Correio/BN/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!