27/04/2018

Cachoeira: Mostra inscreve para atividades voltadas para mulheres

 

O projeto Mar – Mulheres, Ativismo e Realização, abre inscrições, até 05 de maio, para duas atividades do festival que acontece de 16 a 20 de maio, na cidade de Cachoeira, no Recôncavo baiano. A oficina de Roteiro de Documentário, com Letícia Simões, e o workshop N’Gomku, com Ana Beatriz Almeida. As ações são voltadas para mulheres. O festival tem apoio financeiro do Governo do Estado, por meio do Fundo de Cultura.

A oficina de roteiro de documentário, entre os dias 16 e 19 de maio, será mediada por Leticia Simões, mestra em Cine-Ensayo pela EICTV (Cuba) e em Estudos Contemporâneos das Artes pela UFF. Sua área de trabalho no audiovisual compreende estratégias documentais, escrita criativa e cinema de ensaio. Como diretora e roteirista, assina os longas-metragens documentais "Bruta Aventura em Versos", "Tudo vai ficar da cor que você quiser" e "O Chalé é uma Ilha Batida de Vento e Chuva".

Durante o workshop N’Gomku, a performer Ana Beatriz Almeida vai conduzir três encontros vivenciais nos quais será possível conhecer o método, desenvolvido pela pesquisadora, que se inspirou na dança Butoh para desenvolver essa meditação ativa, que estimula estados alterados de consciência, usando movimentos das sete principais divindades desses ritos. N'gomku é uma palavra criada a partir de outras duas palavras de diferentes línguas africanas: Ngoma (que significa mover energia em bantu) e Iku (que significa morte em iorubá) - se N'gomku tivesse uma tradução seria “mover a energia da morte”. São oferecidas 15 vagas para mulheres ao longo dos dias 17, 18 e 19 de maio, dentro da programação da MAR.

  • SERVIÇO

Oficina de Roteiro de Documentário

DURAÇÃO: 16h | 4 encontros de 04h

DATA : 16 a 19 de maio 2018

HORÁRIO: 08h às 12h

Workshop N’GOMKU

DURAÇÃO: 08h | 3 encontros de 02h30

DATA: 17 a 19 de maio 2018

HORÁRIO e LOCAL: 09h às 11h30 | Local: Cine Theatro Cachoeirano

Secult se manifesta, após CachoeiraDoc anunciar pausa por falta de patrocínio

A Secretaria de Cultura da Bahia (Secult), que foi apoiadora de diversas edições do CachoeiraDoc, se manifestou após a organização do evento anunciar a descontinuidade, por falta de patrocínio.

De acordo com a produção, o festival não conseguiu repetir a aprovação no edital de eventos calendarizados da Secult, garantindo a realização por quatro anos, como havia conseguido em 2013. “Infelizmente, na segunda convocatória do edital de eventos calendarizados não fomos selecionados, sequer ficamos como suplentes. E, apesar das solicitações feitas, ainda aguardamos um parecer para que sejam compreendidos os motivos”, protestou a organização.

Em nota, a Secult informa que a convocatória em questão teve 104 projetos inscritos e 11 propostas aprovadas, após análise de mérito.

“No parecer final do processo de seleção, ao qual o proponente [produção do CachoeiraDoc] teve livre acesso, há fundamentação pela Comissão de seleção - que é independente e soberana quanto às suas deliberações a partir dos objetivos elencados no texto do edital e das diretrizes da política cultural. Em razão da sua não seleção, os responsáveis pelo projeto interpuseram recurso e foram informados da manutenção da decisão”, explica a pasta, rebatendo a acusação de que não havia informado sobre os motivos para a não aprovação do projeto.

“Não obstante a publicação no Diário Oficial do Estado, a resposta ao recurso foi devidamente enviada ao proponente por meio do Sistema de Informações e Indicadores em Cultura (SIIC)”, acrescenta a Secult, destacando a “lisura do processo formal” do edital e se colocando à disposição para manter o diálogo com a sociedade civil e produtores culturais, no intuito de formular proposições voltadas para os festivais audiovisuais, inclusive aqueles realizados no interior da Bahia.  “Quanto às definições do Edital, a SecultBA coloca-se à disposição do proponente”, conclui a pasta, informando os canais de comunicação por e-mail (atendimento@cultura.ba.gov.br), telefone ( 71 3103 3489) e presencialmente.

Bule Bule contará histórias do seu livro “Orixás em Cordel” em Terreiros

A literatura de cordel e o panteão africano são dois elementos de extrema importância para a cultura brasileira, especialmente para os nordestinos. Esses dois elementos estão presentes no projeto Orixás em Cordel – Contação de Histórias em Terreiros. A segunda etapa é a Contação de Histórias em Terreiros, que permite uma maior aproximação entre Bule Bule e a comunidade através de rodas de conversa e contação das histórias do livro com o mestre Bule Bule. O primeiro encontro acontecerá neste domingo (29), às 13h, no Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin, em Lauro de Freitas – Portão.

O livro foi produzido com apoio do Fundo de Cultura, e o projeto de circulação foi contemplado pelo edital Calendário das Artes da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb/SecultBA).

Acontecerão ainda mais três visitas. Em 12 de maio, às 14h, no Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganju Didê, em Cachoeira; 19 de maio, às 10h, no Terreiro Unzó Tumbenci, em Lauro de Freitas; e 10 de junho, às 10h, no Terreiro Unzó Tatetô Lembá, em Camaçari. Cerca de 20 exemplares do livro serão doados em cada uma dessas atividades.

Orixás em Cordel

Contação de Histórias em Terreiros é um desdobramento de um projeto dividido em duas etapas: a primeira foi a publicação do livro “Bule-Bule - Orixás em Cordel” de autoria do mestre da cultura popular nordestina, Antônio Ribeiro da Conceição, conhecido artisticamente como Bule Bule. O lançamento aconteceu em 11 de abril, em noite de autógrafos, no foyer do Teatro Castro Alves, com apoio da Fundação Pedro Calmon.

“A proposta é divulgar essa publicação e entregar exemplares, em doação, para as comunidades de entorno dos Terreiros e aos frequentadores dessas Casas, como uma forma de valorizar, retornar às fontes de inspiração deste trabalho, fortalecer a representatividade entre crianças e jovens em ambientes que também cumprem o papel de salvaguarda da cultura africana, tão relevante para a nossa formação identitária”, conta Carolina Dantas, proponente do projeto e Diretora da Pinaúna Editora, que publicou o livro de Bule Bule.

Carolina ainda ressalta: “acho a iniciativa do Calendário das Artes importantíssima. Um formato sem tanta burocracia, que privilegia ações de baixo custo e com potencial de dinamizar as atividades de arte e cultura em diversas cidades do estado. Fácil o formato de inscrição, cumprimento dos prazos previstos em edital, excelente acompanhamento da equipe da Funceb, tudo isto contribui para o bom andamento das ações”.

Bule Bule

O livro publicado por Bule Bule narra as histórias de Orixás, reunindo duas das mais significativas vertentes culturais brasileiras: a nordestina e a sertaneja, a partir da Literatura de Cordel. Esse é um diferencial do novo título de Bule Bule, que em 2016, completou 50 anos de carreira, entre a produção literária e a música, através do repente e do samba rural.

Além disso, Bule Bule é reconhecido como o maior repentista da Bahia, e também se destaca como cordelista com mais de 100 títulos publicados. Ele revela que a escolha do tema se deu ao perceber que a literatura de cordel sempre tratou as religiões de matriz africana de maneira cômica.

Calendário das Artes

Mecanismo de incentivo a projetos artísticos e culturais de pequeno porte na Bahia, o Calendário das Artes objetiva estimular o desenvolvimento das artes no estado. O edital da Fundação Cultural do Estado da Bahia abrange as áreas de Artes Visuais, Audiovisual, Circo, Dança, Literatura, Música, Teatro e Artes Integradas. São priorizadas propostas oriundas e/ou realizadas em benefício de populações com menor acesso a produtos culturais e que privilegiam a diversidade cultural.

  • Serviço

Contação de Histórias em Terreiros

Quando:

29 de abril (domingo), às 13h, no Terreiro Ilê Axé Odé Yeyê Ibomin, em Portão, Lauro de Freitas

12 de maio, às 14h, no Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganju Didê, em Cachoeira

19 de maio, às 10h, no Terreiro Unzó Tumbenci, em Lauro de Freitas

10 de junho, às 10h, no Terreiro Unzó Tatetô Lembá, em Camaçari

Espetáculo "Quem Tem Culpa Tem Medo" acontece no Teatro Dona Canô

No próximo sábado (28), às 20h, o Grupo Oficina de Teatro Sebastianense leva ao palco do Teatro Dona Canô, espaço cultural administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), o espetáculo teatral “Quem Tem Culpa Tem Medo” que traz temáticas contemporâneas com questões sobre gênero e diversidade. Os ingressos custam R$20 (inteira) e R$10 (meia) com classificação livre.

O espetáculo é uma comédia que leva o público a refletir sobre temas como loucura, preconceito e corrupção. Três atores se desdobram em seis personagens para contar a história, que acontece no consultório de uma psicanalista muito suspeita. O texto reflete e desencadeia um rompimento das verdades estabelecidas pelo senso comum sugerindo inclusive uma cura para o preconceito. A comédia estimula a reflexão para um rompimento das verdades estabelecidas pelo senso comum e que prejudica a sociedade como um todo.

Batalha da Academia Baiana de Flow acontece no Centro de Cultura de Alagoinhas

Uma iniciativa de dois artistas independentes do rap, Galf AC e MC Osmar, acontece no Centro de Cultura de Alagoinhas, espaço cultural administrado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), a Batalha da Academia Baiana de Flow. No sábado (28), às 16h, o evento terá batalhas de MCs com premiações, além de oficinas preparatórias para aspirantes em literatura, poesia, rap e improvisação. A inscrição custa R$ 5 com classificação livre.

Galf AC é rapper, educador social, articulador da musica e arte independente. MC Osmar além de rapper é produtor musical independente e coordenador proponente do projeto Petrolatividade em Alagoinhas. A Academia Baiana de Flow nasceu com a finalidade de incentivar novos MCs, adeptos e simpatizantes da arte de rua, além de apoiar e fomentar ações diretas para aperfeiçoar talentos e preparar intelectualmente e artisticamente jovens que tem habilidade e cultuam a prática de fazer rimas de improviso.

JAM no MAM recebe novamente dançarinos numa JAM Session Interativa

Depois do sucesso da participação de dançarinos na jam session do final de semana passado em Salvador, o projeto “Dança na JAM” volta a invadir a JAM no MAM neste sábado (28), propondo a interação da linguagem da dança com a música ao vivo criada pelos músicos da banda Geleia Solar. Coordenada por Clara Garcia e Claudio Machado, a “Dança na JAM” é num palco especialmente montado na área externa do Museu de Arte Moderna da Bahia para que artistas utilizem o movimento de seus corpos numa composição coletiva e improvisada. Além da participação de dançarinos profissionais convidados, o projeto é aberto também ao público da JAM no MAM que se sentir instigado a “entrar na dança”.

Como sempre, a banda Geleia Solar dará início à programação musical da JAM no MAM às 18h e, a partir daí, o projeto “Dança na JAM” estará aberto às intervenções propostas pelos seus participantes. A atual temporada da JAM no MAM segue somente até o dia 12 de maio, sempre aos sábados, e tem patrocínio da Stella Artois e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia. Tem também apoio institucional do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia e do Museu de Arte Moderna da Bahia. Os ingressos custam R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia).

Clara Garcia e Claudio Machado são os artistas idealizadores e responsáveis pela produção e coordenação da “Dança na JAM”, em parceria com a Huol Criações, produtora da JAM no MAM. Além destes, outros artistas da dança atuantes na cena soteropolitana participam dessa última edição para compor o projeto: Ana Brandão, Clara Garcia, Clara Trigo, Claudio Machado, Duda dos Anjos, Edeise Gomes, Isis Carla, João Rafael Neto, Leda Basso, Marcella Bomba, Márcio Nonato, Matias Santiago, Roberto Brito e Tiago Cohen.

  • SERVIÇO

JAM NO MAM

Data: Até 12/05, sempre aos sábados. Patrocínio da Stella Artois e do Governo do Estado da Bahia, através do Fazcultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia.

Local: Museu de Arte Moderna da Bahia (Av. Contorno, s/n, Solar do Unhão).

Horário: Das 18h às 21h.

Ingresso: R$ 8,00 (inteira) e R$ 4,00 (meia). Vendas na bilheteria do local no dia de cada jam, a partir das 17h.

Programação

Dia 28/04 – Vai ter JAM, com participação da Dança na JAM!

Dia 05/05 – Vai ter JAM!

Dia 12/05 – Vai ter JAM!

 

Fonte: SecultBa/BN/Municipios Baianos

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