03/05/2018

Conheça as 10 melhores cachaças premium do Brasil

 

Em um passado não tão distante, cachaça era sinônimo de bebida ruim, intragável. Somente os gringos tomavam, por curiosidade. Hoje, ainda existe preconceito em torno da cachaça, mas, aos poucos, parece que o brasileiro está mais interessado em conhecer a bebida típica do País.

O que se sabe sobre a história da bebida, de acordo com o livro de Luís de Câmara Cascudo, Prelúdio da Cachaça, é que a primeira cachaça foi feita no ano de 1532. O primeiro “espécime” da bebida, criado na cidade de São Vicente, foi destilada pelos próprios portugueses, que trouxeram além da cana-de-açúcar, as técnicas de destilação para o Brasil.

Atualmente, a cachaça é reconhecida no mundo inteiro como a bebida originária do Brasil e tem ganhado cada vez mais status entre os apreciadores de destilados do país. Para você ter uma ideia, o estado de Minas Gerais é o maior produtor de cachaça do país e conta com uma gama de cachaças artesanais sofisticadas que vem ganhando fama mundo afora. As chamadas Cachaças Premium.

Curioso para experimentar algumas delas? Então saiba quais são as 10 melhores cachaças premium  do Brasil de acordo com o 2º Ranking Cúpula da Cachaça 2017, que ocorreu recentemente em Analândia, interior de São Paulo, e a opinião dos especialistas sobre cada uma delas. Confira aí.

#1 – PORTO MORRETES PREMIUM

Maturação: 3 anos em barril de carvalho

Com aromas frutados que rescendem a ameixa, a acidez e percepção alcoólica desta cachaça é equilibrada. Não possui arestas.

#2 – RESERVA DO GERENTE CARVALHO

Maturação: 5 anos em barril de carvalho

Adocicada, não possui acidez elevada e nem álcool agressivo ao paladar. É equilibrada, permanece bem na boca. Além disso, tem ótimo custo/benefício.

#3 – COMPANHEIRA EXTRA PREMIUM

Maturação: 8 anos em barril de carvalho

Com textura aveludada, não se sente adstringência. Pelo tempo adequado na madeira, não queima a boca, tem retrogosto interessante e é prazerosa de beber.

#4 – SANHAÇU UMBURANA

Maturação: 2 anos na amburana

Perfumada e com  aromas frutados que se estendem para o paladar. É encorpada e possui gosto marcante da amburana – o que pode ser enjoativa para iniciantes no mundo da cachaçaria.

#5 – RESERVA 51

Maturação: 3 anos em barril de carvalho

Com baixa viscosidade, essa cachaça possui aromas florais leves. Na boca, é equilibrada e agradável, embora não seja marcante.

#6 – LEBLON SIGNATURE MERLET

Maturação: 2 anos no carvalho francês

No nariz é amadeirado, com acidez marcante na boca. Mas o retrogosto não é persistente e o conjunto, apesar de acima da média, não empata com o belo visual.

#7 – PORTO MORRETES TRADIÇÃO

Maturação: 6 anos no carvalho

A madeira não predomina no gosto, o que acabou deixando aparecer aromas de baunilha, castanhas e tostados. Possui bom equilíbrio entre doçura e amargor dos taninos. Suave.

#8 – WEBER HAUS EXTRA PREMIUM LOTE 48

Maturação: 5 anos no carvalho francês + 1 ano no bálsamo

Bom acabamento no nariz e sem álcool agressivo. Na boca surpreende por ser encorpada, ter acidez equilibrada e persistência.

#9 – DA TULHA CARVALHO

Maturação: 3 anos no carvalho

Álcool pouco presente no nariz, mas com aromas discretos também. Untuosa, de acidez equilibrada, poderia ter retrogosto mais marcante, mas é uma cachaça acima da média.

10 – ANÍSIO SANTIAGO/ HAVANA

Maturação: 8 anos no bálsamo

Aroma complexo, amadeirado e que rescende a bálsamo (madeira usada na bebida). Distinta, único defeito é a baixa untuosidade.

CURIOSIDADES SOBRE A ORIGEM DA CACHAÇA

Às vezes, damos preferência a um certo prato ou bebida e nem nos perguntamos qual é a sua origem, como ele foi descoberto ou quem foi a primeira pessoa a produzi-lo. A cachaça, por exemplo, é a queridinha dos mineiros. Ela é muito pedida nos bares, mas apostamos que muita gente ainda não sabe como ela surgiu e como foi desenvolvida. É um apreciador da boa e velha cachaça e tem curiosidade acerca dessa aguardente? Acompanhe um pouco da história da famosa pinga!

1- Origem da cachaça

A cachaça é de origem muito antiga. Ela surgiu nos tempos da escravidão, quando o plantio da cana-de-açúcar e a comercialização do açúcar sustentavam o Brasil colônia. A bebida derivada da mistura do caldo de cana fermentado com água, com a espuma e o melaço provenientes da produção de açúcar, a qual era consumida pelos escravos. Mais tarde, a cachaça popularizou-se e passou a ser moeda de troca para a compra de escravos. Alguns engenhos até passaram a dividir a sua produção entre essa nova bebida e o açúcar.

Descoberta do ouro

A descoberta do ouro em Minas Gerais também foi um fator importante para a sua disseminação. Povos de vários lugares migraram para Minas e construíram suas casas em um lugar muito frio, na Serra do Espinhaço. Então, a cachaça passou a ser ingerida para amenizar as baixas temperaturas.

2- Origem da Palavra

A palavra cachaça é de origem polêmica.

  • Algumas versões dadas por pesquisadores:

. Do castelhano CACHAZA, vinho que era feito de borra de uva;

. Da aguardente, que era usada para amaciar a carne de porco (CACHAÇO);

. Da grapa azeda, tomada pelos escravos e chamada por eles de cagaça.

A cachaça é genuinamente nacional. Sua história remonta ao tempo da escravidão quando os escravos trabalhavam na produção do açúcar da cana de açúcar. O método já era conhecido e consistia em se moer a cana, ferver o caldo obtido e, em seguida deixá-lo esfriar em fôrmas, obtendo a rapadura, com a qual adoçavam as bebidas. Ocorre que, por vezes, o caldo desandava e fermentava, dando origem a um produto que se denominava cagaça e era jogado fora, pois não prestava para adoçar. Alguns escravos tomavam esta beberagem e, com isso, trabalhavam mais entusiasmados.

Os senhores de engenho por vezes estimulavam aos seus escravos, mas a corte portuguesa, vendo nisto uma forma de rebelião, proibia que a referida bebida fosse dada aos negros, temendo um levante. Com o tempo esta bebida foi aperfeiçoada, passando a ser filtrada e depois destilada, sendo muito apreciada em épocas de frio. O processo de fermentação com fubá de milho remonta aos primórdios do nascimento da cachaça e permanece até hoje com a maior parte dos produtores artesanais. Existem atualmente pesquisas de fermentação com diversos produtos denominados enzimas que, aos poucos, estão substituindo o processo antigo.

A cachaça sempre viveu na clandestinidade, sendo consumida principalmente por pessoas de baixa renda e, por isto, sua imagem ficou associada a produto de má qualidade. Mas atualmente ela ascendeu a níveis nunca antes sonhados e hoje é uma bebida respeitada e apreciada mundialmente, já tendo conquistado a preferência de pessoas de alta classe e sendo servida em encontros políticos internacionais e eventos de toda espécie pelo mundo afora.

3- Cronologia

  • Primórdios do XVI

O caldo era apenas consumido pelos escravos, para que ficassem mais dóceis ou para curá-los da depressão causada pela saudade de sua terra (banzo).

Como a carne de porco era dura, usava-se a aguardente para amolecê-la. Daí o nome “Cachaça”, já que os porcos criados soltos eram chamados de “cachaços”.

O apelido “Pinga” veio porque o líquido “pingava” do alambique.

  • 2ª metade do Século XVI

Passou a ser produzida em alambiques de barro, depois de cobre, como aguardente.

  • Século XVII

Com o aprimoramento da produção, passou a atrair consumidores. Começou a ter importância econômica e valor de moeda corrente.

  • Ano de 1635

Contrariado com a desvalorização de sua bebida típica, a Bagaceira, produzida do bagaço da uva, Portugal proibiu a fabricação da Cachaça e seu consumo na colônia brasileira.

  • Menos da metade do Século XVII

A retaliação à Cachaça provou o nacionalismo brasileiro, levando o povo a boicotar o vinho Português.

  • Final do Século

Portugal recuou quanto à decisão de proibir o consumo da Cachaça brasileira e decidiu apenas taxar o destilado.

  • Ano de 1756

A aguardente da cana-de-açúcar era um dos gêneros que mais contribuía para a reconstrução de Lisboa, abalada por terremoto em 1755.

  • Ano de 1789

A Cachaça virou símbolo da resistência ao domínio português. O último pedido de Tiradentes: “Molhem a minha goela com cachaça da terra”.

  • Inicio do Século XIX

Com as técnicas de produção aprimoradas, a Cachaça passou a ser muito apreciada. Era consumida em banquetes palacianos e misturada a outros ingredientes, como gengibre, o famoso Quentão.

  • Depois da metade do Século XIX

Com a economia cafeeira, abolição da escravatura e início da República, um largo preconceito se criou frente a tudo que fosse brasileiro, prevalecendo à moda da Europa. A Cachaça estava em baixa.

  • Ano de 1922

A Semana da Arte Moderna resgatou a nacionalidade brasileira. A Cachaça ainda tentava se desfazer dos preconceitos e continuava a apurar sua qualidade.

  • Depois da metade do Século XX

A Cachaça teve influência na vida artística nacional, com a “cultura de botequim” e a boemia. Passou a ser servida como bebida brasileira oficial nas embaixadas, eventos comerciais e vôos internacionais. A França tentou registrar a marca Cachaça, assim como o Japão tentou a marca Assai.

  • Século XXI

A Cachaça está consagrada como brasileiríssima, é apreciada em diversos cantos do mundo e representa nossa cultura, como a feijoada e o futebol.

Em alguns países da Europa, principalmente a Alemanha, a Caipirinha de Cachaça é muito mais consumida que o tradicional Scott.

A produção brasileira de Cachaça já ultrapassa os 1,3 bilhões de litros e apenas 0,40% são exportados.

A industrialização da Cachaça emprega atualmente no Brasil mais de 450 mil pessoas. O Decreto 4.702 assinado em 2002 pelo presidente FHC, declara ser a Cachaça um destilado de origem nacional. A Cachaça é original do Brasil!

2- Como a cachaça era vista antigamente

Por muito tempo, a cachaça foi considerada uma bebida destinada às pessoas de baixa renda. Por ser consumida clandestinamente, era associada a um produto de má qualidade.

Porém, com o tempo, ela foi aprimorada e virou moeda de troca, passando a ter importância econômica, o que atraía clientes. Consequentemente, o vinho português, bebida que tinha maior prestígio na época, perdeu o seu lugar para a cachaça, a qual se tornou símbolo de resistência ao domínio português. Revoltada, a corte portuguesa proibiu a sua fabricação e o seu consumo, mas, por essa decisão ter aumentado o boicote ao vinho português e o nacionalismo brasileiro, a corte retirou a proibição e resolveu apenas taxar a aguardente.

3- Influência cultural

A imagem da cachaça apresenta um caráter social e está ligada à nossa cultura. Após a abolição da escravatura, com a implantação da economia cafeeira e a partir do início da República, a sociedade passou a reproduzir o comportamento europeu. Discriminando, assim, tudo que fosse nacional.

Por isso a cachaça perdeu a sua importância! Só a partir do século XX resgatou-se o instinto nacional brasileiro, principalmente devido à Semana de Arte Moderna, em 1922. A cachaça, então, recuperava seu valor e livrava-se do preconceito, aperfeiçoando a sua qualidade.

4- A cachaça nos dias atuais

Hoje em dia, a cachaça é uma bebida tradicional brasileira, muito consumida sem distinção de classe. Ela representa a “cultura de botequim” e a boemia do nosso país, juntamente à famosa feijoada e ao renomado futebol brasileiro, um dos melhores do mundo!

Por fim, vale lembrar que a cachaça mineira é considerada a melhor do Brasil. Algumas marcas que valem a pena serem conhecidas: a Vale Verde, a Canarinha, a Havana, a GRM e a Claudionor.

 

Fonte: Area H/alambiquedacachaça/Resturanteranchodopeixe/Municipios Baianos

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