04/05/2018

Feira: Colbert corre atrás de Michel Temer por dinheiro

 

Com pouco mais de 20 dias à frente da prefeitura de Feira de Santana, Colbert Martins Filho (MDB) diz que nesses primeiros momentos elegeu três focos, entre administrativos e políticos:

1 – Procurando conhecer melhor a prefeitura, ‘que é organizada, mas grande’.

2 – É do MDB e fica no partido, mas apoia Zé Ronaldo, o antecessor. ‘Com o equilíbrio que tem, é muito bom para a Bahia’.

3 – E já que é do MDB, o partido de Temer, corre atrás para tentar liberar dinheiro para obras e só tem mais 60 dias, já que a partir de 30 de junho a lei proíbe a liberação em ano eleitoral.

Vantagem

Colbert foi deputado federal por 12 anos, o equivalente a três mandatos, conhece Brasília bem. Soma a isso o fato de ser do MDB, o mesmo partido de Michel Temer, com a vantagem de que não é candidato a nada este ano. Ou seja, do que vem ou pode vir de Brasília, só tem a ganhar.

– Precisamos investir é em mobilidade, o que inclui também a abertura de espaços para ciclistas.

Politicamente, ele fecha com Ronaldo, mas defende a união das oposições.

– É melhor para o MDB.

Antes de as malas de Geddel entrarem em cena se dizia que o MDB ficaria mais forte mesmo antes das eleições, com Bruno Reis, o vice de Neto, assumindo Salvador, e Colbert em Feira, que se somariam a Herzem  Gusmão em Conquista. Não deu.

Feira: Zé Ronaldo será julgado por Justiça de 1° Grau em caso de nomeação irregular

Desvinculado da prefeitura de Feira de Santana em abril para concorrer nas eleições deste ano, José Ronaldo (DEM) responderá a um processo de crime de responsabilidade na Justiça de 1° grau.

É que a exoneração do cargo de prefeito tira de Ronaldo o foro privilegiado.

A decisão que faz com que o processo corra na primeira instância foi publicada nesta quinta-feira (3) no Diário da Justiça Eletrônico.

Ronaldo responde a uma ação do Ministério Público sobre favorecimento político na nomeação de uma pessoa que não podia prestar o serviço por não compatibilidade de horário, o que configuraria desvio de dinheiro público também.

Respondem pelo mesmo processo a secretária de saúde local, Denise Mascarenhas, e a então beneficiada Luciene Vieira. Com a decisão desta quinta, o processo será julgado pela Vara Criminal da Comarca de Feira de Santana.

Santana evita falar em punição, mas chama decisão de Colbert de ‘partidariamente errada’

O pré-candidato ao governo da Bahia pelo MDB e presidente do partido no estado, João Santana, afirmou nesta quarta-feira (2) que não pode obrigar o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, a apoiá-lo, mas classificou a decisão dele como “errada partidariamente”.

O emedebista disse que, por enquanto, não haverá punição ao chefe do Executivo feirense e ainda declarou que a situação partidária dele deve ser discutida pela Executiva Nacional da sigla.

“Não estamos em ditadura. Ele pode fazer o que quiser, não podemos forçá-la. Quanto à situação partidária, é algo para se discutir futuramente. Essa questão será observada”, afirmou o pré-candidato.

Santana não acredita, entretanto, que emedebistas “tradicionais” vão deixar de apoiá-lo para endossar a candidatura de Zé Ronaldo (DEM), com quem Colbert marchará - o emedebista ascendeu ao cargo de prefeito depois da renúncia do democrata para concorrer nas eleições de 2018.

“Acho que o MDB, com a tradição que tem, a maioria não vai votar em candidato do DEM. E também tem uma questão histórica: prefeito ajuda, mas não elege governador. Todos são importantes, mas quem define decisivamente é povo”, apregoou.

Sobre a sua candidatura, Santana discordou da opinião de maior parte da oposição de que o grupo deveria ter candidato único.

Para ele, é necessário que as legendas oposicionistas disputem o primeiro turno e, caso haja um segundo, apoiar aquele que chegar. “Em primeiro lugar, eu sou contra essa união agora. Surgiram duas, três candidaturas. Elas vão ter que se apresentar, mostrar ao povo quem merece mais a confiança popular.

No momento, não conheço nada melhor que a emulação, a competição entre os candidatos da oposição. Da minha parte, a pretensão é essa. No segundo turno, vamos ver quem chega melhor. E, nesse momento, ver como vai fazer”, defendeu.

Questionado sobre a montagem da chapa majoritária de sua candidatura, o emedebista disse que ainda fazendo consulta aos aliados para chegar aos nomes.

“Não é uma escolha tão simples, estamos pensando no assunto. Uma escolha dessas, no nosso caso, claro que passa por mim, mas passa principalmente por uma consulta aos meus pares. Estou fazendo consultas a lideranças, prefeitos, vice-prefeitos, vereadores. Posso adiantar que já passei de 100 consultas e não recebi não em nenhuma delas”, afirmou.

Interdição presídio pela Justiça deixa feirenses apavorados

Moradores de Feira de Santana estão apavorados ante a possibilidade de fuga em massa dos presos mantidos precariamente nas delegacias de polícia locais depois que a Justiça interditou o presídio regional localizado no município, alertou o deputado estadual Carlos Geilson (PSDB) em discurso na tribuna da Assembleia Legislativa, nesta quarta-feira (2).

“Na verdade, os moradores estão ainda mais apavorados, porque com pavor, com medo, já vivemos todos nós, ante o crescente avanço da criminalidade e o aumento da violência registrados ao longo desses quase 12 anos de governo do PT na Bahia”, salientou.

O Presídio Regional de Feira de Santana tem capacidade para 1.356 internos, mas está com 1.981 presos. Um excedente, portanto, de 625 detentos. Na semana passada, a Justiça determinou sua interdição parcial. Com isso, os criminosos presos nos últimos dias estão sendo mantidos nas delegacias de polícia, que não dispõem de estrutura adequada para abrigá-los.

“A possibilidade de fuga desses presos mantidos nas delegaciais é que vem amedrontando ainda mais a população da cidade”, explicou Geilson, que cobrou providências do governo estadual para resolver a situação e tranquilizar os moradores.

Ele lembrou ainda que a superlotação carcerária contribui para a revolta e rebelião dos presos, como a que ocorreu nesse mesmo presídio de Feira em 2015, deixando um saldo de 9 presos mortos, dos quais 2 decapitados.

Tema da Campanha da Fraternidade é discutido em audiência pública, na Câmara de Feira

A Câmara Municipal de Feira de Santana promoveu, na manhã desta quinta-feira (03), Audiência Pública para discutir com a sociedade civil e órgãos competentes a abrangência da Campanha da Fraternidade 2018, que tem como tema “Fraternidade e Superação da Violência”.

A sessão foi realizada atendendo ao ofício da Comissão de Reparação, Direitos Humanos, Defesa do Consumidor e Proteção à Mulher.

A vereadora Eremita Mota (PSDB) presidiu a sessão compondo a mesa de honra ao lado do suplente de deputado estadual Ângelo Almeida, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Governo, Gilvan Leal; o Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro; e o presidente da Cáritas Arquidiocesana, Reginaldo Dias Miranda.

Ao saudar os presentes e parabenizar a Casa pela promoção do debate, o Arcebispo Metropolitano de Feira de Santana, Dom Zanoni Demettino Castro, destacou a importância de discutir o tema da Campanha da Fraternidade 2018, pontuando as consequências da violência para a sociedade.

O líder católico lamentou os altos índices de violência registrados no país. “O tema Fraternidade e Superação da Violência é de grande relevância para a sociedade, não é a primeira vez que a Campanha trata desse tema. Ao longo de 50 anos, a violência foi tema da Campanha por sete vezes, O que nos faz perceber como é complexa e persistente a violência em nosso país, ela tem raízes profundas e é difícil de combatermos”, lamentou.

O suplente de deputado estadual Ângelo Almeida parabenizou o trabalho da Igreja Católica no sentido de pregar a paz e a melhoria da qualidade de vida da população. Para ele, é preciso investir em políticas públicas de combate à desigualdade social.

“A violência não é fruto de pobreza, mas colheita da desigualdade social. Devemos saudar e parabenizar a Igreja Católica que nos possibilita debater esse tema tão importante por todo o país. A saída está na política e a democracia exige que a política seja valorizada. A desigualdade social é a marca registrada do que estamos vivendo hoje no Brasil e espero que seja transformada essa realidade. A saída é pela política e fortalecimento da educação e base no Brasil”, concluiu.

Representando o prefeito municipal Colbert Martins Filho, o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Governo, Gilvan Leal, reafirmou a importância de consolidação da paz no cenário nacional e lamentou a perda de importantes valores no ambiente familiar.

“Esse não é um mal que se instalou apenas no Brasil. Como vamos reagir diante de um processo se não conseguimos perdoar. Uma célula fundamental para consolidar a paz é a valorização do seio familiar”.

Reginaldo Dias Miranda, presidente da Cáritas Arquidiocesana, parabenizou a Comissão responsável pela proposição da discussão. “Construir a fraternidade com a promoção da cultura da paz não é papel exclusivo da Igreja, mas também da política. Não é uma tarefa fácil, mas precisamos nos dedicar para essa conquista. Essa Casa precisa, sim, implementar políticas públicas que incentivem a cultura da paz e superação da violência”, afirmou, fazendo coro ao discurso de Ângelo Almeida defendendo a importância de combate às desigualdades sociais.

VEREADORES

O vereador Cadmiel Pereira (PSC) agradeceu a aprovação do requerimento solicitando a realização da referida sessão. “É de extrema importância essa Casa não se furtar desse debate. E, 03 de fevereiro de 2018 participei de debate em torno da Campanha da Fraternidade e me comprometi a trazer esse debate para essa Câmara. O tema e o lema da Campanha da Fraternidade está pautado no Evangelho de Matheus. Quero parabenizar a Cáritas e à Igreja Católica por esse debate ocorrido nesta manhã”, afirmou lamentando os dados que apontam a Bahia ocupando o 5º lugar no ranking da violência no país.

Ao cumprimentar os presentes, o vereador Roberto Tourinho (PV) pontuou a corrupção como uma das mais graves formas de violência. “Estamos vendo o nosso país em situação de falência. Uma rede de televisão está promovendo uma campanha para saber qual o país que nós brasileiros queremos. E um país sem corrupção já é um avanço contra a violência. Em Feira de Santana no ano de 2017 tivemos mais gente assassinada do que em Nova York, que possui aproximadamente 9 milhões de habitantes”, relatou.

Para a vereadora Gerusa Sampaio (DEM), a Campanha da Fraternidade é uma importante ferramenta para debater temas de grande relevância social. A edil comemorou os avanços alcançados pelo município, mas defendeu a necessidade de novos investimentos para o combate à criminalidade e para assistência e acolhimento das vítimas e do cidadão agressor.

“Essa Casa dá uma prova hoje de que está comprometida com a superação da violência. Temos políticos sérios e comprometidos em diminuir os casos de violência em nosso município. Mas, precisamos entender a necessidade de cuidar também dos agressores, eles precisam de políticas públicas para tratar, cuidar e ressocializar o indivíduo agressor. Violência necessita de tratamento de saúde. Deixo aqui minha fé e esperança que cada um de nós pode lutar pela justiça, pela igualdade e pela fraternidade”, destacou Gerusa.

O vereador Zé Curuca (DEM) parabenizou a Igreja Católica por abordar a violência como tema da Campanha da Fraternidade deste ano. “É importante semearmos a paz. A violência não leva ninguém a lugar a nenhum. O tema da Campanha nos leva a refletir sobre a importância de defender a prática da paz e o combate da violência em nosso país. Os valores familiares estão sendo perdidos, os jovens não pedem mais a benção aos pais e nem respeitam os mais velhos. Devemos procurar fazer o bem sem olhar a quem”, concluiu.

 

Fonte: A Tarde/BN/Bahia Já/Ascom CMFS/Municipios Baianos

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