06/05/2018

Unimed é acionada por redução ilegal da rede de credenciados

 

As operadoras do plano de saúde Unimed Norte/Nordeste (NNE) e Central Nacional Unimed foram acusadas pelo Ministério Público estadual de reduzir de forma ilegal a prestação de serviços oferecidos aos usuários. De acordo com a ação civil pública ajuizada na quarta-feira (2), a Unimed NNE descredenciou da rede os hospitais da Bahia, Português, Santa Izabel, Cardiopulmonar e São Rafael, e os estabelecimentos clínicos e laboratoriais Imagem Memorial, Laboratório Leme, Instituto de Dermatologia e Alergia da Bahia (Idab), entre outros. A Agência Nacional de Saúde (ANS) Suplementar também foi acionada por omissão diante das irregularidades cometidas.

O descredenciamento teria sido feito sem ser comunicado aos clientes. Apesar de descredenciada, a Unimed NNE continuou oferecendo aos usuários planos de saúde com base na rede de prestadores concentrada pela Central Unimed. Isso teria criado uma “falsa expectativa” nos clientes da Unimed de que eles teriam acesso aos hospitais, clínicas e laboratórios previstos pela rede. As ofertas teriam sido realizadas com base em um acordo operacional entre as duas empresas com data de expiração em 2014. A promotoria afirma também que, mesmo sabendo da falsa rede, a Central Unimed ficou em silêncio e não alertou os usuários.

O MP pede que a Justiça determine, de forma liminar, que a Unimed realize o recredenciamento dos hospitais e clínicas, interrompa as ofertas e publicidade de produtos e serviços de assistência que não estão sendo realizados, verifique se a Unimed está prestando os serviços com os quais se compromete, esclareça os clientes sobre novos acordos e solicita indenização dos consumidores, com restituição em dobro dos valores pagos pelos usuários em razão da negativa de realização de procedimentos, exames e consultas. Além, pede indenização de R$ 500 mil reais pelos danos causados à coletividade.

Bahia está em primeiro lugar no ranking de cobertura nacional de mamografia

Bahia está em primeiro lugar no ranking de cobertura nacional de mamografia. Um estudo realizado pela Rede Brasileira de Pesquisa em Mastologia, em parceria com a Sociedade Brasileira de Mastologia, analisou a porcentagem de mulheres entre 50 e 69 anos atendidas pelo SUS que fizeram mamografia no ano passado. Apesar de o índice nacional ter caído, a Bahia é o estado que mais realizou mamografias pelo SUS no ano passado, apresentando uma cobertura de 33,8%.

Segundo a pesquisa, para atender as mulheres na faixa etária preconizada pelo Ministério da Saúde para fazer o rastreamento do câncer de mama, deveriam ter sido realizadas 11,5 milhões de mamografias no país.

No entanto, apenas 2,7 milhões foram feitas, uma cobertura de 24,1%. O Brasil tem quase cinco mil mamógrafos. “Não faltam equipamentos, mas gestão.

Cerca de 5% dessas máquinas estão fora de uso, uma parte delas também não funciona o período integral porque faltam técnicos, faltam radiologistas para dar laudo. Quem paga por essa desorganização são as mulheres”, apontou o coordenador da pesquisa, Ruffo de Freitas Júnior, professor da Universidade Feral de Goiás e presidente do Conselho Deliberativo da Sociedade Brasileira de Mastologia.

Segundo o jornal Extra, o Ministério da Saúde recomenda que a mamografia de rotina seja feita a partir dos 50 anos, a cada dois anos. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM), indica que o exame deve ser feito anualmente a partir dos 40 anos. “Isso significa que, se fôssemos ampliar a abrangência do estudo, o cenário é ainda bem mais complexo, desesperador”, diz o presidente da SBM, Antônio Frasson, que também acrescenta que o acesso é uma dar principais bandeiras que os mastologistas têm levantado durante os últimos anos.

Novos diretores do Sindimed enfrentam dificuldades para iniciar atividades

Ainda gera confusão a tentativa da retomada dos trabalhos do Sindicato dos Médicos da Bahia desde o processo eleitoral e a declaração da eleição e a tramitação da posse ir parar na Justiça. A nova diretoria, que deveria ter assumido o pleno trabalho nesta semana, conforme decisão judicial, foi alvo de obstrução, como eles mesmos denunciam.

Com salas fechadas, sem acesso aos computadores do sindicato e ao site, à movimentação da conta bancária e até sem funcionários, os membros e apoiadores da chapa 2, na tarde desta sexta-feira (4), tentavam, aos poucos, retomar o trabalho da entidade.

Conforme noticiou o BNews anteriormente, a eleição do Sindmed aconteceu nos dias 20, 21 e 22 de março com urnas itinerantes e em locais fixos em Salvador. Para os médicos do interior, foi dada a oportunidade de votar pelos Correios. E aí está o pomo da discórdia. Entre os votos válidos, foram apurados no total 445 para a chapa 2 (Sindicato Sem Partido); 406 para a chapa 1 (O remédio é lutar) e 318 para chapa 3 (Sindicato Independente para os Médicos).

A chapa 1, de continuidade, encabeçada pelo médico Francisco Magalhães, alegou que 121 votos do interior não foram contabilizados a pedido da chapa 2, já que 86 cartas-respostas não continham carimbos de data de postagem e outras 35 não apresentavam qualquer sinal que identificasse sua passagem pelos Correios. Por isso, os atuais opositores alegam que a eleição foi comprometida e o resultado não poderia ser proferido.

A situação foi parar na Justiça e a chapa 2 conseguiu a garantia de eleição e posse através de uma liminar da 39ª Vara do Trabalho de Salvador, do processo 0000213-93.2018.5.05.0039, concedida pelo juiz Marco Antônio de Carvalho Valverde Filho, em 29 de abril de 2018. Contudo, o magistrado encaminhou o processo para a 10ª Vara, que já possuía um processo do mesmo teor, onde agora todas as decisões sobre o assunto serão tomadas. Até então, a liminar antes concedida não foi derrubada.

A chapa 2 também conseguiu a recusa de um mandado de segurança impetrado pela chapa 1 contra a decisão do juiz da 39ª Vara.

Em conversa com a equipe do BNews, a médica Ana Rita de Luna, presidente da chapa 2 determinada pela justiça através de liminar como a eleita, afirmou que não esperava esse conflito, apesar do tom de concorrência acirrada na eleição.

“Eu achei que essa transição poderia ter sido mais republicana, mas não é isso que estamos vendo. Eles se fecharam, não houve nenhum tipo de diálogo. Eu espero que possamos resolver essa situação para darmos seguimento ao trabalho, pois eu fico preocupada com essa obstrução. Serviços básicos como o atendimento jurídico, contábil e a gráfica médica estão parados, por exemplo”, informou.

A vice-presidente da chapa, médica Rita Virgínia, lembrou que foi tentado diálogo com a intermediação do Ministério Público do Trabalho, mas a chapa 1 não compareceu. Lembrou ainda da conversa que chegou a ser feita com funcionários do sindicato no início da semana, mas a chapa adversária suspendeu o expediente e ameaçou os funcionários de demissão caso fossem trabalhar.

Caso de polícia

Na manhã desta sexta, integrantes da chapa 2 acusaram membros e apoiadores da chapa 1 de agredirem um médico apoiador da nova diretoria. Em frente à sede da entidade, no bairro de Ondina, dois médicos se estranharam e um chegou a ter seu celular danificado por outro após uma discussão. O caso foi parar na delegacia. 

Contraponto

Em vídeo divulgado nas redes sociais, o médico Francisco Magalhães, da chapa 1, conta que a eleição está "sub judice" e só será decidida na justiça. Também contesta a informação de que a chapa 2 foi declarada eleita. 

“Essa eleição será decidida agora aqui no Tribunal Regional do Trabalho e que a decisão venha favorecer toda a categoria médica. Entendemos que o pleito está contaminado, viciado e pedimos nova eleição. Nada mais do que isso”, disse.  “Entendemos que a chapa 2 não pode invadir o sindicato com discurso de que já foi proclamada vencedora. Na realidade não existe proclamação de nenhum vencedor. É preciso que deixe os funcionários trabalharem em paz para que exerça toda sua atividade para os colegas que tem processo”, completou.

Mulheres que comem muito fast-food levam mais tempo para engravidar, aponta estudo

Um estudo realizado pela Sociedade Europeia de Reprodução Humana revelou que mulheres que comem poucas frutas e muito fast-food levam mais tempo para engravidar e têm probabilidade menor de iniciar uma gestação em um período de um ano. Os pesquisadores analisaram que o risco de não conseguir gerar um bebê passa de 8% para 12% nas mulheres que consumiam menos frutas, e a ingestão constante de fast-food, por quatro ou mais vezes por semana, faz com que o risco de infertilidade passe de 8% para 16%.

De acordo com a pesquisa, mulheres que ingeriam frutas de uma a três vezes por mês demoravam mais para engravidar em comparação àquelas que comiam frutas três ou mais vezes no mês. “Esses resultados mostram que ter uma dieta de boa qualidade, que inclui frutas e minimiza o consumo de fast-food, melhora a fertilidade e reduz o tempo para conseguir engravidar”, diz Claire Roberts, coordenadora do estudo.

Foram analisadas 5.598 mulheres no Reino Unido, Irlanda, Nova Zelândia e Austrália. Segundo informações do jornal O Globo, foram considerados como fast-food alimentos como pizza, frango frito, batata frita e hambúrguer, comprados em lanchonetes e deliveries. Comidas como estas feitas e consumidas em casa não foram consideradas. “Ajustamos as relações com a dieta pré-gravidez para levar em conta vários fatores conhecidos por aumentar o risco de infertilidade, como índice de massa corporal (IMC) e idade materna, tabagismo e consumo de álcool. Como a dieta é um fator modificável, os resultados apontam a importância de considerar a dieta anterior à concepção para respaldar uma gestação no tempo ideal para as mulheres que planejam engravidar”, contou Jessica Grieger, autora principal da pesquisa.

Após nove óbitos, procura baixa por vacina contra H1N1 preocupa SMS em Salvador

A procura pela vacinação contra a Influenza H1N1 em Salvador continua baixa apesar da capital já ter confirmado 50 casos e notificado nove óbitos pela gripe em 2018. Até o momento, 115 mil doses da vacina foram aplicadas, o que corresponde a cerca de 21% da cobertura da campanha iniciada no dia 23 de abril.

A estimativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) é imunizar 90% das 541 mil pessoas que fazem parte do público alvo até o último dia da campanha, em 1° de junho.

De acordo com a subcoordenadora de Imunização do município, Doiane Lemos, os números são considerados baixos tendo em vista que já se alcançou a terceira semana da campanha. “Estamos percebendo uma fraca movimentação nos postos, o que é um fator preocupante, considerando nove óbitos em consequência da doença. Além disso, o imuno leva de 7 a 10 dias para fazer efeito no organismo", alertou a coordenadora de imunização.

A baixa adesão do grupo das crianças também preocupa a prefeitura, já que o público é bastante vulnerável às complicações da doença. Das 151.829 crianças elegíveis para serem imunizadas, pouco mais de 20 mil (13,3%) compareceram aos postos para se protegerem. O alerta também se aplica ao grupo de idosos: de um público estimado em mais de 250.914, apenas 65 mil já estão protegidos (26,1%).

O grupo que mais se vacinou até o momento foi o de mulheres que tiveram filhos nos últimos 45 dias, 37,6% de um total de 4.316 mulheres já estão imunizadas.

O grupo de professores e trabalhadores da saúde seguem com uma cobertura de 13,7% e 22,8%, respectivamente.

A vacina contra a H1N1 que protege contra os sorotipos H1N1, H3N2 e Influenza B, três variações da doença. Os postos de vacinação funcionam de segunda a sexta-feira (exceto feriados), das 8h às 17h.

Para ampliar o acesso à imunização, no dia 12 de maio será realizado o Dia D da estratégia, quando serão instalados pontos extras nos postos de saúde e locais estratégicos como shoppings, supermercados, escolas, creches, associações, igrejas e estações de transbordo. A Secretaria da Saúde da Bahia (Sesab) confirmou 73 casos de Influenza A H1N1 no estado, dos quais 13 evoluíram para óbito.

Anvisa aprova nova indicação para tratamento de câncer de pulmão

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso de um novo tratamento para Câncer de Pulmão de Não Pequenas Células (CPNPC). De acordo com resolução do órgão regulador, está permitida a indicação do uso de 80 mg de osimertinibe, de nome comercial Tagrisso, uma vez ao dia, para a primeira linha de pacientes com CPNPC localmente avançado ou metastático.

Foi determinada a realização de teste genético para identificar a mutação do tumor. A nova indicação amplia o espectro de pacientes que podem ser tratados com o medicamento Tagrisso, já aprovado pela Anvisa como segunda linha de tratamento, ou seja, em pacientes que não respondiam bem ao medicamento inicial.

De acordo com o estudo clínico que subsidiou a nova indicação do Tagrisso, existe a necessidade de confirmação, por meio de teste laboratorial, de que o tumor a ser tratado apresenta dois tipos específicos de mutações genéticas.

A aprovação foi baseada num estudo multicêntrico, internacional, randomizado, duplo-cego e controlado (FLAURA) conduzido em 556 pacientes positivos para tumores com as referidas mutações.

 

Fonte: BN/BNews/Municipios Baianos

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