09/05/2018

Bahia: Universidades e institutos federais recebem R$ 35,9 milhões

 

As instituições federais de ensino da Bahia receberam mais de R$ 35,9 milhões em recursos financeiros para investimento, manutenção, custeio e pagamento de assistência estudantil, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Educação (MEC). A verba foi repassada pelo órgão na última quinta-feira (3).

O maior repasse foi destinado à Universidade Federal da Bahia (UFBA), que recebeu R$ 16,446,582. Ao Instituto Federal da Bahia (IFBA), foram repassados R$ 8,352,885. Já em terceiro lugar entre as que mais receberam verba está o Instituto Federal Baiano (IF Baiano), para onde foram repassados R$ 5,203,237.

Valores repassados às universidades e institutos federais da BA

INSTITUIÇÃO

VALOR REPASSADO

Universidade Federal da Bahia (UFBA)

R$ 16.446.582,00

Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB)

R$ 830.626,00

Universidade Federal do Oeste da Bahia (UFOB)

R$ 2.310.683,00

Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB)

R$ 2.819.704,00

Instituto Federal da Bahia (IF BAIANO)

R$ 5.203.237,00

Instituto Federal da Bahia (IFBA)

R$ 8.532.885,00

Fonte: MEC

Em todo Brasil, as instituições federais de ensino vinculadas ao Ministério da Educação receberam cerca de R$ 561,12 milhões. A maior parte dos valores, R$ 376,85 milhões, foi destinada às universidades federais, incluindo repasses para hospitais universitários.

A rede federal de educação profissional, científica e tecnológica recebeu R$ 181,38 milhões, segundo o MEC. O restante, R$ 2,89 milhões, foi repassado ao Instituto Nacional de Educação de Surdos (Ines), ao Instituto Benjamin Constant (IBC) e à Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).

Desde o início do ano, o MEC informou que já repassou R$ 2,4 bilhões para as instituições federais vinculadas à pasta, incluindo o que foi destinado ao pagamento de despesas das universidades e institutos federais, do Instituto Nacional de Surdos, do Instituto Benjamin Constant e da Fundação Joaquim Nabuco.

Interessados em fazer o ENEM tem até o dia 18 para se inscrever

Começa nesta segunda (7), às 10h, o período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O prazo vai até 18 de maio. As inscrições devem ser feitas na Página do Participante. Mesmo os candidatos que pediram isenção da taxa de inscrição do Enem devem fazer a inscrição. O pagamento da taxa de inscrição para quem não conseguiu a isenção, no valor de R$ 82, pode ser feito até 23 de maio nas agências bancárias, casas lotéricas e agências dos Correios. Para fazer a inscrição, o participante deverá apresentar o número do CPF (Cadastro de Pessoa Física) e do documento de identidade e criar uma senha.

Mais informações

Na hora da inscrição, o candidato deverá informar um endereço de e-mail válido e um número de telefone fixo ou celular, que serão usados para enviar informações sobre o exame. Também deve ser indicado o município onde o candidato quer realizar o exame e a língua na qual quer fazer a prova de língua estrangeira (inglês ou espanhol). O candidato que necessitar de atendimento especializado ou específico deve fazer essa solicitação no ato da inscrição. Os candidatos travestis ou transexuais que desejarem também poderão pedir atendimento pelo nome social.

As provas do Enem deste ano serão realizadas em dois domingos, nos dias 4 e 11 de novembro.

Mais de três milhões de candidatos terão direito à isenção no Enem 2018

O Ministério da Educação informou, na manhã desta segunda-feira (7), que 3.361.468 mil candidatos terão direito à isenção da taxa de inscrição do Enem 2018. O número equivale a 88% dos pedidos realizados. Agora esses estudantes devem se inscrever para realizar o exame até o próximo dia 18.

Neste ano, as solicitações de isenção ocorreram antes do período de inscrição, entre 2 e 15 de abril. Durante esse período, os interessados poderiam solicitar o não pagamento da taxa de R$ 82. Quem teve o benefício no ano passado, mas não compareceu a nenhum dos dois dias de prova, precisava justificar a ausência para ficar isento neste ano. 

De acordo com o ministro da Educação, a ausência de participantes nas cinco edições anteriores do Enem gerou um prejuízo de R$ 962 milhões. "As pessoas têm direito à isenção mas também têm o dever de, se não comparecer, justificar para manter esse direito", afirmou o ministro da Educação, Rossieli Soares. 

Estudantes têm até quinta-feira para renovar contratos do Fies

Termina na próxima quinta-feira (10) o prazo para a renovação dos contratos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Segundo o Ministério da Educação, cerca de 1,1 milhão de contratos devem ser renovados neste semestre.

Os contratos do Fies precisam ser renovados todo semestre. O pedido de aditamento é inicialmente feito pelas instituições de ensino. Depois, as informações serão validadas pelos estudantes no SisFies.

Para os aditamentos simplificados, a renovação é formalizada com a validação do estudante no sistema. No caso do aditamento não simplificado, quando há alteração nas cláusulas do contrato, como mudança de fiador, por exemplo, o estudante precisa levar a documentação comprobatória ao agente financeiro (Banco do Brasil ou Caixa Econômica) para finalizar a renovação.

Com Novo Fies, estudantes têm mais facilidade para ingressar no ensino superior

Neste ano, o Novo Fies vai ofertar 310 mil oportunidades. Somente para o primeiro semestre, foram 155 mil vagas. O processo ainda está em andamento, e os candidatos à lista de espera do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e do Programa de Financiamento Estudantil (P-Fies) podem completar a inscrição até 23 de maio pelo site. 

Das 155 mil vagas ofertadas no começo de 2018, 75 mil foram destinadas ao P-Fies. Essa nova categoria destina-se a estudantes com renda familiar de até cinco salários mínimos. Para atender a essa parcela de candidatos, o Novo Fies tem recursos dos Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento. Já o Fies financia estudantes que recebem até três salários mínimos a juros zeros.

Para o diretor de Políticas e Programas de Educação Superior do Ministério da Educação, Vicente Almeida Júnior, as mudanças no programa permitem ampliar a faixa de acesso dos estudantes. "Antes, você tinha um modelo de financiamento concentrado em estudantes de até 3 salários mínimos. Agora, nós ampliamos essa faixa. Evidentemente, isso permitirá mais estudantes ingressarem no ensino superior privado", afirma. 

Tanto o Fies quanto o P-Fies financiam cursos superiores não gratuitos e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). No caso do Fies as vagas são destinadas a juros zero para os estudantes que tiverem uma renda per capita mensal familiar de três salários mínimos. Já o P-Fies é a nova modalidade criada pelo MEC no ano passado. Nesta nova versão, são atendidos alunos com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos. As fontes de financiamento são os recursos de Fundos Constitucionais e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Educação é defendida como ferramenta para combater fake News

A Importância da Educação Midiática na formação da cidadania e no combate às notícias falsas foi a pauta da 12ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão, realizada na manhã de hoje (8), na Câmara dos Deputados, em Brasília.

Para a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patrícia Blanco, o objetivo do debate é discutir como fazer com que crianças e adolescentes passem a interpretar, de forma correta, o conteúdo de informações que recebem, especialmente por meio das redes sociais. “Com a mudança na forma como se consome informação, é necessário desenvolver o senso crítico para diferenciar os conteúdos. Com esses conhecimentos, disseminados a partir da Educação Midiática, o cidadão passa a ter discernimento e liberdade”, destacou Blanco. A instituição defende que esse tema faça parte das competências exigidas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Educação básica

O deputado Mendonça Filho (DEM–PE), ex-ministro da Educação, destacou que o combate às chamadas fake news exige “ foco na educação básica e formação do ponto de vista educacional, que leve em conta novos pontos de vista de julgamento e senso crítico, para avaliar se determinada informação deve ser multiplicada”. Nesse sentido, ele lembrou que 54,73% das crianças, de oito anos das escolas públicas no Brasil, apresentam deficiência de leitura. Os dados são da Avaliação Nacional da Alfabetização de 2016. Na região Norte, segundo essa pesquisa, esse número sobe para 70,21%.

Para o deputado, por tudo isso,  é preciso investir na base educação. “Crianças e jovens que não sabem interpretar um texto terão deficiência ao longo da vida”, afirmou Mendonça Filho. Segundo ele, este é um dos problemas que contribuem para a disseminação de notícias falsas.

Eleições

A preocupação com as fake news nas eleições foi trazida pelo ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , Carlos Bastide Horbach. O ministro destacou que este debate há muito tempo povoa as eleições. “ O que muda é a rapidez frenética com que essas notícias são difundidas e o modo como chegam ao leitor”, observou ao enfatizar que hoje tudo está a apenas um clique.

Horbach disse que hoje, sem checar as informações, um familiar replica uma notícia falsa dando a ela uma confiabilidade que antes não se tinha. O ministro falou ainda das ações de educação do eleitor desenvolvidas há mais de 20 anos pelo TSE, como o projeto "Eleitor do Futuro", desenvolvido em parceria com escolas. Desde fevereiro o projeto está voltado à formação midiática e digital dos futuros eleitores.

Ainda segundo o ministro, apesar de mecanismos eficazes de combate a fake news nos processos eleitorais, a Justiça tem atuado com cuidado e a parcimônia que exige a tutela das eleições e a liberdade de expressão. Ele lembrou que nas últimas eleições vários provedores de internet foram notificados para retirar fatos falsos do ar." As determinações foram cumpridas. Multas são eficientes, mas sempre há uma zona em que não se tem uma plena eficácia, como provedores localizados fora do país".

Estudantes irão expor projetos de iniciação científica no Virtual Educa Bahia 2018

A 7ª Feira de Ciências, Empreendedorismo e Inovação da Bahia (FECIBA) será realizada, este ano, dentro do XIX Encontro Internacional Virtual Educa (Virtual Educa Bahia 2018) – um dos maiores encontros internacionais de tecnologia aplicada à Educação da América Latina, que será realizado pela primeira vez na Bahia, de 4 a 8 de junho. A FECIBA é realizada pela Secretaria da Educação do Estado para fomentar o estudo e o fazer Ciência em sala de aula, no âmbito do projeto Ciência na Escola. Dentre os principais temas abordados, destacam-se meio ambiente, sustentabilidade e empreendedorismo social. Em todas os projetos, os estudantes apresentam tecnologias sociais e ou inovações contextualizadas com os Territórios de Identidade onde vivem. Serão apresentados 240 trabalhos selecionados, envolvendo 480 alunos e 240 educadores.

“Estamos estimulando cada vez mais o fazer ciência na sala de aula e o que será apresentado na FECIBA reflete o crescente interesse dos nossos estudantes pelo assunto e como eles estão preocupados em apresentar, por meio destas experiências, soluções para problemas vivenciados pelas suas comunidades. Portanto, nada mais adequado do que colocar a FECIBA dentro do Virtual Educa, para que este fazer ciência nas escolas estaduais seja acessado pelos participantes, motivando, ainda mais, os nossos estudantes para o mundo da pesquisa”, afirmou o secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro.

O projeto “Sistema de Irrigação Automática” é um dos exemplos de busca, pela iniciação científica, de problemas relacionados à realidade dos estudantes. Realizado pelos alunos Felipe Fernandes e Sauan Santos, do Colégio Estadual Professor Valdir de Araújo Castro, no município de São Félix do Coribe, no Oeste baiano, o projeto será apresentado na FECIBA. Felipe, 17 anos, conta que o trabalho busca a preservação do meio ambiente e o incentivo da Agricultura sustentável. “O assunto nos despertou para a busca de problemas que acometem a minha comunidade: o uso indevido da água e o descaso em relação à sua preservação. Eu e Sauan estamos muito felizes por nosso projeto ter sido classificado para uma feira que dará maior visibilidade ao nosso trabalho. Estamos bastante ansiosos para participarmos da FECIBA, que será a primeira vez”, conta Felipe.

O Sistema de Irrigação Automático, completa o estudante, visa reduzir e reaproveitar os recursos hídricos de forma consciente, contribuindo para uma melhor utilização da água na Agricultura sustentável de pequena e média escala de produção. “O sistema foi criado para captar e reaproveitar a água já utilizada nas plantações, fazendo com que ela sempre volte para o reservatório, recebendo o processo de filtração por meio de uma pequena camada de areia, pedras e uma esponja”, explica o professor orientador Robson Pamplona. O sistema funciona com um reservatório de água que distribui a mesma para o sistema de irrigação que molha as plantas, por meio do gotejamento. Em uma caixa com terra será feito o cultivo da plantação. O segundo reservatório capta a água já utilizada para molhar as plantas e filtrada pelo filtro rústico (feito com carvão vegetal, areia, pedras e esponja). Uma bomba submersa de 127v joga a água do segundo reservatório para o primeiro reservatório, promovendo a reutilização da água.

Outro projeto que marcará presença na FECIBA é o “Tabagismo: ações na comunidade do Alto do Paraíso – Poções-BA”, desenvolvidos pelas estudantes Eva Batista, Isa Chaves e Jociara Brito, do 3º ano do Colégio Estadual Eurides Santana, no município de Poções, no Sudoeste baiano. A pesquisa, explicam as alunas, teve por objetivo realizar ações de intervenção junto à comunidade para que os problemas em decorrência do tabagismo sejam amenizados, incentivando os fumantes a deixarem de fumar. “Realizamos uma pesquisa de campo e elaboramos 100 questionários, aplicados a 14,3% das residências do bairro Alto do Paraíso e com isso obtivemos o número de fumantes nas famílias. Diante dos resultados - 70% dos entrevistados eram fumantes -, vimos a necessidade de uma intervenção na comunidade para o incentivo e a prevenção do tabagismo. Para isto, promovemos a Feira de Saúde no bairro, com a parceria de enfermeiras, psicóloga, fisioterapeuta e dentista, integrantes do NASF (Núcleo de Apoio a Saúde da Família), que foi o nosso parceiro no projeto”, relata Eva, 18 anos.

Levar o projeto para a FECIBA, completa Eva, será uma oportunidade de ampliar o alcance do projeto de combate ao tabagismo. “A feira vai ser um canal muito importante para divulgar o nosso trabalho para um maior número de pessoas, inclusive de várias partes do mundo, que estarão no local em função do Virtual Educa. Estamos na maior expectativa e muito felizes por termos sido classificados”.

 

Fonte: G1/Tribuna/MEC/Agencia Brasil/Ascom Educação/Municipios Baianos

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