10/05/2018

Inteligência artificial será usada para mapear risco de câncer de pulmão

 

Pela primeira vez no Brasil, um software de inteligência artificial será capaz de mapear nódulos pulmonares em exames de rotina e revelar aos médicos quais pacientes têm maior risco de desenvolver câncer de pulmão, um dos tipos de tumor mais letais.

Anunciado na semana passada, o projeto é uma parceria entre o Hospital Sírio-Libanês e a Siemens Healthineers. As duas instituições firmaram um acordo de cooperação de dois anos que prevê uma varredura em laudos de tomografias do tórax de pacientes do hospital com o objetivo de identificar nódulos achados incidentalmente.

“Imagine uma situação em que o paciente faz um exame de rotina ou vai a um pronto-socorro por uma tosse, buscando outra doença, e é descoberto naquele exame um nódulo no pulmão. Pode acontecer que, depois de resolvido o problema que o levou ao hospital, ele não faça o acompanhamento desse nódulo e ele evolua para um câncer. É isso que queremos evitar”, explica Armando Lopes, diretor da Siemens Healthineers no Brasil.

Mas como nem todos os nódulos evoluem para lesões malignas, o software está sendo “treinado” para identificar somente aqueles casos com maior risco, em um processo chamado de machine learning (aprendizado de máquina). “Nessa parceria, estamos definindo critérios para ensinar o software a apontar somente os nódulos com maior chance de malignidade”, explica Cesar Nomura, um dos diretores da área de Medicina Diagnóstica do Sírio-Libanês.

O especialista diz que, para que a máquina identifique só os casos suspeitos, ela vai avaliar tanto informações do nódulo, como o tamanho e suas características, quanto dados do paciente, como histórico de tabagismo ou de câncer na família. Com base na identificação dos casos suspeitos, a equipe vai receber constantemente avisos do software, indicando a necessidade de seguimento dos pacientes, que, por sua vez, serão informados por e-mail ou telefone caso não estejam fazendo o acompanhamento.

Inicialmente, o sistema vai avaliar cerca de 4 mil tomografias de tórax por mês, mas, futuramente, a mesma tecnologia deverá ser usada para identificar outras doenças, como problemas cardíacos ou tumores de próstata, segundo Nomura.

Uso ampliado

O Sírio-Libanês é o terceiro hospital no mundo a utilizar o software, batizado de Proactive Follow-up. Somente dois hospitais americanos já testaram o programa.

A ideia, diz a Siemens Healthineers, é de que a experiência traga benefícios para a saúde pública ao criar estatísticas sobre quais tipos de nódulos têm maior risco de ser malignos.

“O câncer de pulmão é um dos que mais mata e uma das razões para isso é o fato de ele ser assintomático, geralmente detectado em estágios avançados. Ao antecipar o diagnóstico, poderíamos salvar vidas e economizar em tratamentos”, explica Robson Miguel, gerente da divisão de soluções digitais da empresa. Finalizada a etapa de “treinamento” da máquina, os exames começarão a ser analisados, o que deve ocorrer em até três meses.

Alterações genéticas

A inteligência artificial também começou a ser usada de maneira inédita em outro serviço de saúde brasileiro. Nesta terça-feira, 8, o Grupo Fleury passou a ser a primeira instituição da América Latina a oferecer um exame diagnóstico cujo laudo é emitido com o auxílio da computação cognitiva.

Batizado de Oncofoco, o teste, desenvolvido em parceria com a IBM, mapeia alterações genéticas nos tumores de pacientes que não responderam ao tratamento padrão. “A partir do mapeamento dessas alterações genéticas, o software busca todos os estudos existentes no mundo e indica, no laudo, qual tratamento tem evidências de maior eficácia. É um exemplo de medicina personalizada”, explica Edgar Rizzatti, diretor médico, técnico e de processos do Fleury.

Estudo aponta que ter coração partido aumenta risco de morte por doença cardíaca

Um estudo desenvolvido nos Estados Unidos mostrou que ter o coração partido não provoca apenas tristeza, mas pode matar. Pesquisadores de seis universidades dos estados americanos do Texas, da Pensilvânia e de Ohio analisaram especificamente o luto.

Segundo a revista Super Interessante, os resultados mostraram que pessoas que perderam a pessoa amada têm chance 50% maior de morrer devido a doença cardíaca.

"Nos primeiros seis meses após a morte de um cônjuge, a viúva/viúvo tem o risco de morte elevado em 41%", explicou Chris Fagundes, psicólogo da Universidade de Rice e responsável pelo estudo.

"Dentro dessa margem, 53% dessa elevação se deve à problemas cardiovasculares".

Participaram do estudo 64 pessoas com idade média de 67 anos. Metade delas havia entrado em luto três meses antes.

Esse grupo apresentava maiores níveis de proteínas relacionadas a inflamações no sistema vascular, as citocinas pró-inflamatórias. Foi observado também mais sinais de disritmia cardíaca.

Os dois fatores estão relacionados ao risco de infarto. Os cientistas ressaltaram que ainda são necessárias novas pesquisas, mas o resultado pode ser usado como base no futuro.

Tratamento para osteoporose pode representar possível cura para calvície

Um medicamento originalmente usado para tratar osteoporose mostrou um potencial inusitado: a possível cura da calvície.

Pesquisadores britânicos identificaram, em laboratório, que o remédio em questão tem forte efeito nos folículos capilares, estimulando o crescimento.

Segundo informações do jornal O Globo, o composto atinge uma proteína que age como freio no crescimento do cabelo.

Os cientistas analisaram amostras com folículos capilares do couro cabeludo de mais de 40 pacientes homens que passaram por transplante de cabelo.

O tratamento com remédio para osteoporose foi aplicado por seis dias. Rapidamente, os folículos entraram em fase "anágena" do crescimento do cabelo. O líder da pesquisa, Nathan Hawkshaw, ressaltou que são necessárias análises clínicas para assegurar os efeitos e segurança.

Ação contra reajuste de planos pode ameaçar sustentabilidade do setor, diz Fenasaúde

A Federação Nacional de Saúde Suplementar (Fenasaúde) afirmou, em nota, considerar despropositada a ação a ação civil pública do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) pedindo a suspensão do reajuste de contratos individuais de planos de saúde para o período 2018-2019. Para a entidade, a medida pode colocar em risco a sustentabilidade do setor e ameaça a saúde de milhões de brasileiros.

"Os reajustes estão estipulados na Lei 9.646/1998 e uma ação destinada a suspender tais mecanismos não deve prosperar. A regulamentação do setor é um instrumento balizador e deve ser respeitada, como forma de proporcionar segurança jurídica tanto ao consumidor quanto às operadoras", afirma a nota.

A Fenasaúde argumenta que as despesas assistenciais crescem em um ritmo muito acelerado. Para cada R$ 100 recebidos pelos planos de saúde, o setor gasta R$ 99,30 com despesas assistenciais, comercialização, administração e impostos.

Já a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) afirmou que não se manifestaria sobre a ação, por não ter conhecimento sobre o seu teor.

A ANS disse, em nota, apenas lamentar "o viés pró-judicialização de entidades que buscam criar comoção e conflitos em prol de seus interesses". A agência, porém, ressaltou que o relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) não apontou irregularidades na condução da fórmula do reajuste, mas apenas sugestões de mudanças para aprimorar o processo.

"Estando em linha com o desejo da própria ANS de melhorar seu processo regulatório", informa a nota. A agência afirma ainda que o valor do reajuste das mensalidades de planos ainda não foi definido.

Após registro de 17 mortes, Congo confirma novo surto de ebola

Autoridades de saúde confirmaram nesta terça-feira (8) um surto de ebola em uma área no Noroeste da República Democrática do Congo. De acordo com o Ministério da Saúde do país, 17 pessoas morreram por conta da doença.

Segundo o jornal O Globo, essa é a nona vez que o ebola é registrado na nação africana. "Nosso país está enfrentando outra epidemia do vírus ebola, o que constitui uma emergência internacional de saúde pública", informou o ministério em comunicado.

Antes da confirmação do surto, foram registrados 21 pacientes com sinais de febre hemorrágica na região da aldeia de Ikoko Impenge, onde aconteceram as mortes. "Nós ainda dispomos dos recursos humanos bem treinados que foram capazes de controlar rapidamente as epidemias anteriores", afirmou o ministério.

A República Democrática do Congo recebeu, no último sábado (5), equipes médicas apoiadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela ONG humanitária Médicos sem Fronteiras para colher amostras sob suspeita, das quais duas foram positivas.

OMS recomenda vacina contra febre amarela para estrangeiros que visitarão Sul do Brasil

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou que todos os viajantes internacionais que vão visitar qualquer área dos estados da Região Sul do Brasil devem se vacinar contra a febre amarela.

Até então, algumas partes desses estados não eram consideradas áreas de risco para a doença. De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da OMS nas Américas, a decisão foi tomada devido à progressão da transmissão da doença no país desde o final de 2016.

Segundo a Agência Brasil, a entidade destacou que áreas metropolitanas densamente povoadas, como Rio de Janeiro e São Paulo, não eram consideradas de risco para a transmissão do vírus até abril de 2017.

Além disso, entre 1º de julho de 2017 e 2 de maio de 2018, foram confirmados no Brasil 1.257 casos de febre amarela, incluindo 394 óbitos. No mesmo período, segundo a Opas, foram notificados 19 casos confirmados de infecção por febre amarela entre viajantes internacionais não vacinados, incluindo três detectados no Brasil e 16 na Alemanha, Argentina, França, Holanda, Reino Unido, Romênia e Suíça.

Pelo menos nove dos casos relatados haviam viajado para Ilha Grande, em Angra dos Reis (RJ). "Esse cenário leva a crer que, nos próximos meses, a disseminação do vírus causador da doença continue ao longo do ecossistema da Mata Atlântica no estado de São Paulo, em direção ao Paraná e aos outros dois estados do sul do país (Santa Catarina e Rio Grande do Sul)", informou a Opas.

A dose contra a febre amarela já era recomendada para viajantes internacionais que se dirigem a estados do Centro-Oeste, Sudeste e Norte do Brasil, além do Maranhão e partes dos estados da Bahia e do Piauí. A Opas recomenda que a vacinação seja feita pelo menos dez dias antes da viagem.

 

Fonte: Agencia Estado/BN/Municipios Baianos

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