11/05/2018

Presidente do PR-BA nega encontro com Zé Ronaldo

 

O deputado federal José Carlos Araújo (PR) reagiu a uma nota publicada pela coluna Raio Laser obtida a partir de informações repassadas por aliados do governo, dando conta de que o presidente do PR na Bahia estaria em busca de votos para garantir a própria reeleição. Segundo essas fontes, a reeleição de Araújo estaria ameaçada por uma estratégia para mudar de lado e marchar com bloco encabeçado pelo DEM. Segundo a coluna, Araújo teria feito apelos junto ao governador Rui Costa (PT) para mediar a relação com Otto Alencar (PSD). Ele também teria procurado ACM Neto (DEM), Bruno Reis (DEM) e José Ronaldo (DEM) em busca da “votação prometida”. Em nota enviada à Tribuna, a assessoria de imprensa do parlamentar negou as informações.

“O deputado federal José Carlos Araújo, presidente estadual do Partido da República (PR), nega que tenha conversado com o pré-candidato a governador José Ronaldo e demais integrantes do grupo político do prefeito ACM Neto. Houve sim, conversas republicanas há tempos que são de pleno conhecimento público, noticiado pela imprensa”, declarou.  Ainda de acordo com o texto, o deputado “esclarece que o PR na Bahia continua na base do governador Rui Costa. O presidente destaca o constante crescimento do partido no Estado. Na última janela partidária, o PR ganhou três deputados estaduais: Reinaldo Braga, Paulo Câmara e Vitor Bonfim, além de já ter aumentado o número de prefeitos e vereadores, em 2016. Está claro o tom de intriga daqueles que tentam desestabilizar a relação do PR com o governo”.

Procurado pela Tribuna por telefone para comentar os rumores, Araújo reagiu em tom indignado. “Os encontros que tive com ACM Neto foram públicos. O governador sabia e todo mundo sabia. Encerrei a conversa e não teve mais nenhuma conversa”, disparou, chamando a informação de “leviana”. Ainda segundo o republicano, ele mantém uma boa relação com o grupo governador Rui Costa. Até o início do mês passado, a grande aposta que se fazia nos bastidores era que o PR deixaria a base de Rui para se aliar ao prefeito ACM Neto, cotado para disputar o Palácio de Ondina. Após a desistência do democrata, no entanto, o partido desistiu, pelo menos por ora, de caminhar com o grupo carlista nas próximas eleições.

Bruno Reis aposta que oposição manterá bancadas

O vice-prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), contestou, ontem, as análises de governistas e oposicionistas de que haverá uma redução da bancada de oposição após o prefeito ACM Neto (DEM) renunciar a candidatura ao governo da Bahia. O número 2 do Palácio do Thomé de Souza listou três motivos que apontam para a manutenção ou leve crescimento da quantidade de cadeiras oposicionistas na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e na Câmara dos Deputados. De acordo com Bruno Reis, o cenário eleitoral para a ala da minoria é hoje mais “favorável” do que nas eleições de 2010 e 2014, já que atualmente a oposição tem quantidade maior de prefeitos. Além disso, o grupo comanda cidades estratégicas da Bahia, como Feira de Santana, Vitória da Conquista e Alagoinhas. Segundo o vice-prefeito, o apoio que os deputados federais oposicionistas têm hoje do governo do presidente Michel Temer (MDB) é mais um motivo para acreditar que não haverá diminuição da bancada.

“Hoje, os deputados federias têm uma série de recursos [da União] que permite segurar prefeito. [...] Não há hipótese de haver redução das bancadas estadual e federal. Na pior das hipóteses, mantém o que tem”, frisou, em entrevista à rádio Itapoan. O terceiro ponto que faz Bruno Reis apostar que não terá cortes nas cadeiras oposicionistas é a quantidade de candidatos lançados. Segundo ele, maior do que nos pleitos anteriores.

Apesar da resistência de partidos nanicos da base de ACM Neto, Bruno Reis defendeu também que a tática adotada pelo grupo neste ano na eleição proporcional seja o “chapão” – quando postulantes de várias siglas se unem para disputar. O presidente do PHS na Bahia, Júnior Muniz, já ameaçou romper se esta estratégia for aplicada. O vice-prefeito se mostrou confiante também sobre a articulação para que os pré-candidatos ao Palácio de Ondina, José Ronaldo (DEM) e João Gualberto (PSDB), se unam. Para ele, até o final deste mês os dois estarão caminhando juntos. Bruno Reis reiterou que a chapa oposicionista está praticamente pronta. Especula-se que hoje seria Zé Ronaldo na cabeça de chapa e os deputados federais Jutahy Júnior (PSDB) e Irmão Lázaro (PSC), como candidatos ao Senado, caso haja entendimento entre democratas e tucanos.

Ainda na entrevista, o vice-prefeito negou que já está articulando para eleição de 2020, quando deve ser candidato a prefeito da capital baiana. “Cada dia com sua agonia. Ainda não chegamos aos ajustes finais de 2018, não podemos pensar em 2020. Estamos focados em montar a chapa mais competitiva possível”, assegurou.

Vice-prefeito diz que não coligaria com MDB

Igualmente ao prefeito ACM Neto, o vice-prefeito Bruno Reis disse, ontem, que, se fosse candidato a governador, não coligaria com o MDB, partido que vive uma crise na Bahia desde que a Polícia Federal encontrou R$ 51 milhões em um apartamento em Salvador ligado ao ex-ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima, e o seu irmão, o deputado federal Lúcio Vieira Lima. Nesta semana, os dois virão réus após o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitar uma denúncia contra eles sobre o caso.

No entendimento de Bruno Reis, nem José Ronaldo (DEM), que já manifestou desejo de ter o apoio do MDB, poderá definir se o partido sob comando dos Vieira Lima irá apoiar o grupo oposicionista. Para ele, a decisão caberá a todos os partidos que apoiarem o democrata na disputa pelo Palácio de Ondina.

O vice-prefeito refutou a especulação de que pediu ao deputado federal Lúcio Vieira Lima para deixar o MDB. Há rumores de que o prefeito ACM Neto desistiu da candidatura ao governo por causa da resistência do parlamentar de sair da sigla. Segundo Bruno Reis, a única coisa que pediu ao irmão de Geddel foi que não participasse do “chapão”, mas sim coligasse com uma agremiação nanica, como o PHS.

PTC também bate pé e diz que não topa chapão defendido por ACM Neto

Mais um partido menor bateu pé e diz que não vai integrar o chapão defendido pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), para a proporcional. O PTC deve apoiar o pré-candidato ao governo José Ronaldo (DEM), mas se recusa a integrar a composição com legendas maiores na disputa por vagas na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados, afirmou o vice-presidente da legenda no estado, Ricardo Grey. “O PTC também não irá participar desse chapão, até porque seria um suicídio eleitoral nosso”, declarou o dirigente partidário ao bahia.ba.

Em 2014, o PTC integrou a chapinha com PPS, PSDC, PV, PRP e PTdoB. Para Grey, esta configuração, com menos partidos na chapa, serve “para que as minorias tenham acesso ao parlamento”. “Os partidos grandes querem a todo custo ficar com todas as vagas. O poderio econômico é maior, o número de mandatos também”, se queixou. “Em 2014, o PTC elegeu um deputado federal, Uldurico Júnior, por causa dessa estratégia”, exemplificou Grey.

O vice-presidente do PTC disse haver até mesmo chances da sigla sair sozinha na disputa proporcional. “Acreditamos que podemos fazer um federal e dois estaduais se optarmos por sair sozinhos”, apostou. Já informaram que não vão fazer parte do chapão os presidentes do PHS, PPS e PSDC.

PSDB decidirá se mantém João Gualberto no páreo

Os tucanos baianos deverão tomar uma decisão definitiva a respeito de coligar ou não com o grupo carlista, representado pelo pré-candidato José Ronaldo (DEM), nas próximas duas semanas. Pelo menos é o que garante o pré-candidato ao Senado, deputado federal Jutahy Magalhães (PSDB). Segundo ele, o pré-candidato João Gualberto (PSDB) ainda não descartou a possibilidade da aliança. “O PSDB vai analisar a questão se é conveniente manter duas candidaturas ou unificar em uma. A sociedade que deseja mudança na Bahia e lutar contra a hegemonia do PT pode ter certeza que a decisão que o PSDB adotará será a mais conveniente para enfrentar o PT”, declarou o parlamentar em entrevista à Tribuna. Nos bastidores, fala-se que a tendência é mesmo o grupo tucano ceder e se unir com o ex-prefeito de Feira de Santana.

Indagado sobre o que acha do assunto, Jutahy tergiversou: “Não vou dizer, porque tenho o compromisso de só falar sobre isso internamente dentro do partido. A minha posição o partido saberá e eu vou externar no momento próprio. Agora, pode ter certeza de que a decisão que nós tomarmos, se ele for candidato ou apoiar a candidatura, vamos avaliar que será a melhor para derrubar o PT”. Já se sabe que Jutahy é o único nome certo da oposição a lançar candidatura na chapa majoritária. “Minha candidatura ao Senado é irrevogável”, assegura. Conhecido por já ter uma base eleitoral fiel nas eleições para a Câmara (ele já ocupou oito mandatos consecutivos), o pré-candidato ao Senado quer se tornar mais conhecido nos grotões da Bahia. Se PSDB e DEM se coligarem, a outra vaga da chapa à senatoria ficaria ou com o deputado Irmão Lázaro (PSC) ou com a vereadora Ireuda Silva (PRB).

Na semana passada, Zé Ronaldo declarou à Tribuna que a decisão de se aliar ou não com Gualberto não depende só dele. “Isso é uma questão que está sendo analisada por várias pessoas. Isso não vai ser decidido pela minha pessoa. É uma decisão de grupo. É uma decisão de partidos políticos. Aquilo que depende de grupos e partidos políticos, não posso dizer que vai ser assim ou assado. Tem conversas, diálogo existe. Há tempo suficiente para poder fechar essas coisas com esse diálogo”, assinalou. Ontem, Bruno Reis também sinalizou que a chapa majoritária democrata já está praticamente definida, mas que ainda depende selar alguns nomes. “Faz parte da política o governo definir a chapa deles para depois definirmos a nossa”, avisou, fazendo alusão ao grupo do governador Rui Costa (PT).

Pré-candidato ao Senado, Jutahy Jr. gasta R$ 20 mil da cota para contratar pesquisa

Pré-candidato ao Senado pelo PSDB, o deputado federal Jutahy Junior (PSDB) gastou R$ 20 mil da cota parlamentar em uma pesquisa “para avaliar questões sociais e administrativas” de Salvador, com dois mil entrevistados, conforme apurado pelo Bahia Notícias baseado no site oficial da Câmara dos Deputados.

O levantamento, feito pela empresa Farani Consultoria e Pesquisa,  esteve nas ruas soteropolitanas entre 13 e 16 de abril, quatro dias depois que o partido lançou oficialmente a pré-candidatura ao governo de João Gualberto.

O tucano decidiu se lançar ao pleito depois da desistência do prefeito da capital baiana, ACM Neto (DEM), no dia 6 de abril.

João Santana detona Neto e chama o prefeito de “menino” e “ousado”

candidato ao governo da Bahia pelo MDB, o polêmico João Santana soltou o verbo e detonou o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM) durante entrevista ao programa Fato&Opinião, da webtv do BNews. Sem papas na língua, Santana chamou o prefeito ACM Neto de “menino” e rebateu as declarações do gestor sobre não querer o MDB na sua chapa majoritária, quando ainda pensava em ser candidato.

“O MDB não era caudatário dele. Por duas vezes nós o apoiamos. Das duas vezes. Aí ele sai, só ele sabe porque saiu. No outro dia apresenta uma série de motivos e vem dizer que vai ser o coordenador das oposições, mas não quero MDB. Que ousadia. Para mim ele é um menino, em idade, em experiencia política e em vivencia, eu ouvir ele dizer que não quer o MDB. Mas para mim ele me ajudou. Foi meu cabo eleitoral porque eu recebi ligações de Almadina, Irecê, Vitoria da Conquista, Jequié, Ilhéus, de gente usando palavras baixas, inclusive”, afirmou.

Santana ressaltou que apesar do prefeito não querer o MDB na chapa, a negativa da candidatura contribuiu para uma aglutinação de prefeitos que não apoiaram a decisão de Neto. “Ele polariza uma situação com o governador durante 2 anos. É uma eternidade. Então todas as ditas oposições estavam tendentes a apoia-lo. Ainda hoje uma pessoa que cujo pai era carlista e que admirava ele, está decepcionado porque ele não deu satisfação a ninguém. Tomou aquela atitude e desgraçou com a expectativa que as pessoas ligadas a ele tinham. Depois disso tudo ele vira que não será candidato. Aqueles que estavam ao lado dele porque eram do DEM não gostaram. Conheço histórias mil de deputado que disse desaforo. De certo modo me ajudou a reaglutinar pessoas que ficaram chateadas”.

O emedebista reafirmou que não vai retirar a candidatura ao governo, mas que pode fazer um acordo de união das siglas em um segundo turno. “Se me perguntarem o que acho da união das esquerdas. Eu acho um atestado de burrice comensurável. O que pode acontecer é um acordo moral. Aquele que tiver melhor desempenho no segundo turno. Aí quem não aceitar não gosta da Bahia. Depois do primeiro turno nós vamos ver, quem tem farinha no saco”.

 

Fonte: Tribuna/Bahia.ba/A Tarde/BN/BNews/Municipios Baiano

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!