12/05/2018

Montagem da proporcional de Rui gera tensões partidárias

 

Se a bancada de oposição tem seus problemas quando o assunto é coligação proporcional, na base governista, a situação não é muito diferente. O Bahia Notícias apurou com uma fonte do governo que, mesmo com as negociações em relação ao tema ainda embrionárias, enquanto o governador Rui Costa não decide qual será a sua chapa majoritária, algumas tensões estão se estabelecendo dentro do grupo político dele.

Uma delas, por exemplo, é em relação ao PDT, partido comandado no estado pelo deputado federal Félix Mendonça Jr. A sigla já anunciou que o objetivo é participar de um possível chapão nas eleições para deputado estadual, mas sair sozinho na disputa pela Câmara dos Deputados. A chapa única dos pedetistas para deputados federais é considerado o grande “filé” da legenda para o pleito.

Com a perspectiva de obter uma grande quantidade de votos de legenda trazidos pela candidatura de Ciro Gomes à Presidência da República e também pelo alto número de candidatos da agremiação, a expectativa é de uma boa eleição com bons frutos para o partido no quesito Brasília.

Entretanto, a recusa da legenda em coligar no chapão para a Câmara pode fazer alguns partidos da base de Rui chiarem.

A avaliação é que a situação será questionada, já que a legenda quer se aproveitar do chapão para AL-BA porque pode lhe trazer resultados melhores, mas, quando lhe convém, não pretende marchar com o arco de alianças do governador quando não lhe convém.

Um outro fator gerando tensões na base chama-se PSD. O partido, que se tornou a sensação da política baiana, está na mira dos demais aliados por causa da força política de seus candidatos à AL-BA. O problema da legenda é que os nomes na disputa são conhecidos como “puxadores de votos”, aqueles com grande votação, portanto, praticamente eleitos.

A questão é que, com isso, o PSD não tem os chamados candidatos escada, com menor potencial, mas que podem trazer votos de legenda, ajudando, assim, a eleger pessoas de outros partidos da coligação. O temor, então, é que a legenda acabe retirando vagas ao invés auxiliar a chapa.

A situação é contrária à do PT, por exemplo. Alguns nomes petistas têm altas votações, mas outros possuem desempenho médio, dando equilíbrio na composição da coligação.

Tem governista batendo o pé para não ter o PSD no chapão, mas o todo-poderoso partido não quer nem ouvir falar em sair sozinho. Um problema que o governador Rui Costa precisará administrar, pois, caso uma das vagas na majoritária fique realmente com os sociais-democratas, alguns parlamentares vão bater o pé.

Eles questionam o fato de que estar na majoritária é um lugar de destaque e, por isso, o partido não teria como exigir ficar no chapão, algo encarado como benefício duplo e grande demais.

O jogo por trás da montagem desse arco de alianças não para por aí. Outro no radar dos governistas é o PCdoB.

Os comunistas trabalham com a ideia de sair sozinhos tanto para deputado estadual quanto federal.

A questão é que muitas siglas defendem o chapão e podem ficar insatisfeitas com a postura do partido, gerando mais um problema para Rui contornar. E, por fim, quem entrou no jogo também foi o PRP.

A legenda ainda não decidiu se vai de coligação com os partidos maiores ou se sai sozinha. O X da questão é o deputado estadual Jurandy Oliveira.

Recém-filiado ao partido após deixar o Pros, Oliveira se deparou com um grande concorrente dentro do próprio PRP. Trata-se de Paulo Cezar, ex-prefeito de Alagoinhas. Considerado um nome com mais potencial eleitoral do que alguns parlamentares atualmente na AL-BA, Cezar oferece perigo ao futuro eleitoral do correligionário.

A questão é simples. Se o PRP sair sozinho, por ser um partido pequeno, teria condições de fazer apenas um deputado. Neste caso, Cezar, deixando Oliveira fora da Assembleia.

No entanto, se coligar com o chapão, a agremiação pode ter chances de eleger dois deputados, ampliando, então, as possibilidades do parlamentar.

A avaliação, então, é que, caso o PRP queira não coligar, encontraria em Oliveira um impeditivo. Agora, basta esperar a intensificação das negociações para acompanhar quais contornos ganharão estes problemas.

Quem terá papel fundamental para arbitrar esses conflitos será o governador. No entanto, ninguém sabe se ele estará disposto a se envolver nesta história. Se Rui pensa que sua dificuldade está apenas em fechar a majoritária e acomodar quem ficará de fora, pode se preparar para mais tempestade.

‘MDB tem que cuidar mais da vida dele’, diz líder do governo na Alba

Após lideranças do MDB apostarem que o ex-governador Jaques Wagner será a opção do PT, caso Lula não possa se candidatar ao Palácio do Planalto, o líder da sigla na Assembleia Legislativa da Bahia, Zé Neto, reagiu mandando um recado direto aos adversários:

“O MDB tem que cuidar da vida dele, o DEM e o PSDB furaram os olhos deles demais. Para a gente, o jogo está andando, estamos mais preocupados em cumprir tarefas, tocar nossa vida”, disse ao bahia.ba.

De acordo com o pré-candidato a deputado federal, a candidatura de Lula continua sendo prioridade para o PT. “Não temos outra estratégia montada. Nosso plano é defender o presidente Lula, nosso objetivo é defender a libertação dele. Espero que o MDB se preocupe mais com PSDB e o DEM, que são mais inimigos deles do que eles pensam”, provocou.

Edvaldo Brito mais um a querer integrar a chapa de Rui

O vereador de Salvador, Edvaldo Brito, manifestou, ontem, o desejo de ser indicado pelo seu partido, o PSD, para integrar a chapa do governador Rui Costa (PT), como candidato ao Senado ou ao cargo de vice-governador. "Não estou fora do baralho. Eu sou membro do PSD e devo ter a mesma qualificação de todos os outros membros", afirmou. Edvaldo Brito ressaltou ainda que o seu filho, o deputado federal Antonio Brito (PSD), está na briga por uma vaga na composição governista, apesar de o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA),  Angelo Coronel (PSD), aparecer como favorito para ser o candidato da agremiação. “Ninguém está fora. Nenhuma chapa vai se organizar antes da hora.[...] Nós estamos pleiteando um espaço na chapa majoritária e temos nomes a oferecer para que o candidato a governador escolha”, pontuou, em entrevista à rádio Metrópole.

O vereador também minimizou a fala de Rui, que, no mês passado, revelou o desejo de ver Coronel no Senado. "Deve ter sido uma declaração circunstancial, uma vez que é o partido que deve oferecer o nome. Ele diria a mesma coisa se estivesse com Antonio Brito junto dele. Diria que gostaria de vê-lo no Senado ou na vice-governadoria", ponderou. A declaração do chefe do Palácio de Ondina ocorreu após o mandatário da Alba tecer elogios às ações do governo na área da saúde pública da Bahia e profetizar o nome de Rui Costa à Presidência da República, em 2022. “Agradeço pela indicação em 2022. Espero – lhe retribuindo – que você esteja no Senado para me ajudar. O que o cara não faz pela vaga de senador, não é?”, indagou, sorrindo, durante o lançamento da segunda etapa do Mutirão de Cirurgias Eletivas, com a presença de mais de 100 prefeitos baianos.

Embora os quadros do PSD sejam favoritos para compor a chapa de Rui, o partido ainda disputa espaço na composição com o PSB de Lídice da Mata, que quer ser postulante à reeleição. A situação, no entanto, segue em aberto, e a previsão dada pelo governador para elencar o time é o fim deste mês. O petista ressaltou que não vai haver interferência nacional na escalação da equipe, apesar de a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, expor, publicamente, apoio à socialista baiana. “A decisão aqui nós vamos tocar no plano estadual. Nós respeitamos e vamos ouvir todas as opiniões, seja de membros do partido ou de fora. Mas a decisão basicamente vai depender da avaliação e das conversas no âmbito estadual. Até porque, do mesmo jeito que nacionalmente não é cada estado que define, o nacional não vai decidir a vida de todos os estados”, afirmou o governador. O chefe do Palácio de Ondina também tem dito reiteradamente que não tem pressa para definir a chapa. “As convenções só serão no mês de Julho. Então definir a chapa até o final de maio está em bom tamanho”, justificou Rui Costa.

Wagner pode substituir Lula em sabatina

O PT protocolou anteontem pedido de liminar ao Tribunal Superior Eleitoral solicitando que um representante de Lula participasse em seu lugar na sabatina que Folha de S.Paulo, UOL e SBT estão fazendo com seis pré-candidatos à Presidência. Mesmo sem decisão alguma do tribunal, quem representará Lula nas entrevistas e debates políticos já é debatido de uma forma mais ampla pela legenda. O tema é delicado para o partido, pois a escolha de um único nome poderia indicar, ainda que não explicitamente, a construção do “plano B” no caso de Lula não poder disputar as eleições presidenciais. Interlocutores da presidenta do partido, Gleisi Hofmann, confirmam a preocupação da petista em definir um único nome.

O nome ou os nomes devem ser decididos pelo próprio presidente, segundo correligionário.

O deputado Paulo Teixeira vai propor cinco nomes que revezariam na representação do ex-presidente: Gleisi Hofmann, Fernando Haddad, Celso Amorim, Jaques Wagner e Dilma Rousseff. O nome de Haddad e Jaques Wagner, segundo petistas, não representam um plano B. Segundo eles, nada mais natural que o ex-prefeito de São Paulo fosse representante uma vez que ele é o coordenador do programa de governo de Lula. O nome do ex-governador da Bahia, por sua vez, teria a ver com a questão dos eventos acontecerem em distintas regiões do país. Wagner poderia fazer esse papel na região Nordeste, por exemplo.

A representação protocolada pelo PT é um pedido de liminar. Nela, o partido reclama da ausência do primeiro colocado nas pesquisas na primeira sabatina eleitoral, Folha/UOL/SBT. Segundo o documento, a ausência de qualquer convite para a participação da sabatina configura ilegalidade e atitude anti-isonômica dos organizadores. O partido pede que o TSE obrigue as empresas responsáveis pela sabatina a dar espaço ao representante de Lula para apresentar as propostas de governo do partido. Se decisão não for cumprida, que seja estipulada multa as promotoras dos eventos. Segundo o jurista e ex-ministro da Justiça, Eugênio Aragão, a ausência de Lula ou um representante na sabatina configura propaganda antecipada. “Ou todo mundo está dentro ou é uma propaganda antecipada de uns contra outros."

Documento do PT nacional ao TSE só reforçou a imagem de Wagner

O documento do PT nacional ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que Jaques Wagner possa representar o ex-presidente Lula, enquanto ele estiver preso, em eventos, sabatinas e debates só reforçou a imagem de que o ex-governador da Bahia está sendo realmente preparado pela legenda para concorrer à Presidência da República no lugar do ex-presidente. A despeito das medidas tomadas pela legenda para evitar a especulação de que Wagner está sendo preparado para assumir o lugar de Lula, no partido ninguém tem mais dúvidas de que, mesmo sem querer, Wagner vai acabar se tornando o plano B do PT, com o enfraquecimento do nome do ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, para executar a tarefa.

Nordeste

Para evitar que Jaques Wagner seja caracterizado como o plano B do PT, o deputado Paulo Teixeira vai propor cinco nomes que revezariam na representação do ex-presidente: Além de Wagner, Gleisi Hofmann, Fernando Haddad, Celso Amorim e Dilma Rousseff. Para petistas, nada mais natural que o ex-prefeito de São Paulo fosse representante uma vez que ele é o coordenador do programa de governo de Lula. O nome do ex-governador da Bahia, por sua vez, teria a ver com a questão dos eventos acontecerem em distintas regiões do país. Wagner poderia fazer esse papel na região Nordeste, por exemplo.

Senado

Apesar de ter dito que não há hipótese de concorrer ao Senado no lugar de Jaques Wagner (PT), o deputado federal Valmir Assunção (PT) já admitiu a amigos que poderia disputar a candidatura de senador caso o ex-governador saia realmente à Presidência da República. Por enquanto, no entanto, ele prefere dizer que Wagner é candidato a senador e Lula, à Presidência da República.

Gabrielli confirma participação em equipe de campanha de Lula

O ex-presidente da Petrobras José Sergio Gabrielli confirmou ao bahia.ba que vai integrar a equipe de campanha do ex-presidente Lula, preso em Curitiba. A informação foi inicialmente publicada pela coluna Painel, da Folha de S. Paulo, nesta sexta-feira (11).

“Definido já é. Agora como, o quê, fazer o quê…essas coisas não estão definidas. Vamos ter uma reunião segunda-feira”, resumiu o petista.

A cúpula da legenda tem insistido que vai arrastar a candidatura de Lula o máximo possível. Um dos cotados como “plano B”, e supostamente o preferido de Lula para disputar a Presidência, é o ex-governador Jaques Wagner.

 

Fonte: Tribuna/CartaCapital/Bahia.ba/Municipios Baianos

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