12/05/2018

Paulo Afonso: Em ato em defesa da Chesf, Aleluia é taxado de “traidor”

 

Centrais sindicais, sindicatos e federações de diversas categorias, além de movimentos políticos e sociais, fizeram uma caminhada seguida de manifestação hoje (11), no centro de Paulo Afonso, objetivando chamar a atenção para a necessidade de preservação do Rio São Francisco e em defesa da Eletrobras/Chesf contra a tentativa de privatização do Setor Elétrico em nível nacional.

Durante o evento, um trio elétrico puxou uma caminhada que teve concentração na entrada principal de Paulo Afonso, enfrente ao Módulo Policial, passando pela ponte de acesso ao centro, pela Feira e centro comercial da cidade até a Praça dos Trabalhadores. Durante todo o percurso, sindicalistas e lideranças de movimentos sociais fizeram depoimentos e manifestos de apoio ao Rio São Francisco.

“Essa é uma grande mobilização em defesa da Chesf e do setor elétrico brasileiro. Toda atenção à questão é urgente, pois a privatização anunciada pelo governo federal significa também a privatização do Rio São Francisco e isso não podemos permitir”, ressalta Raimundo Lucena, diretor do Sinergia e Presidente da Frune.

“Esta foi uma oportunidade para cada cidadão do nordeste, em especial os de Paulo Afonso e região, que tem amor pelo Velho Chico e pela Chesf/Eletrobras manifestar seu sentimento e, dessa forma, chamar a atenção do país para a preservação do ”, frisou Lucena.

CRÍTICAS AO DEPUTADO ALELUIA: “TRAIDOR”

Além de críticas ao presidente Michel Temer, o deputado federal José Carlos Aleluia (DEM-BA) também foi alvo dos manifestantes. Uma faixa com letras garrafais foi afixada na frente do trio com a seguinte frase: “Deputado Aleluia traidor – quer deixar o povo no escuro – Não à privatização da Eletrobras”. Aleluia é o relator do Projeto de Lei (PL) 9463/18, que prevê a privatização da Eletrobras e já declarou publicamente ser favorável à medida.

A proposta do movimento capitaneada pelo Sindicato dos Eletricitários (Sinergia), teve a participaram da Confederação Nacional dos Urbanitários (CNU), Federação Regional dos Urbanitários do Nordeste (FRUNE), Federação Nacional dos Urbanitários (FNU), Movimentos Populares, Entidades de Classe, Frente Parlamentar em defesa do Rio São Francisco (Nacional e Regional), Igrejas, ONG’s, Representantes e Dirigentes Públicos, entre outros.

Aleluia sugere militares em fundação para revitalizar São Francisco

Proposta pelo deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), a Fundação de Revitalização do Rio São Francisco (Revita) receberá, conforme o parecer do parlamentar, aportes mínimos anuais de R$ 500 milhões da Eletrobras pelos próximos 30 anos e terá obrigatoriamente em seu comitê gestor três representantes das Forças Armadas, mesmo sendo concebida como um ente privado.

“É um modelo novo que estou propondo justamente para blindar a revitalização do São Francisco de qualquer influência política. Também fiz questão de incluir militares no conselho gestor para que a escolha dos projetos obedeça a uma estratégia de Estado, e não de governo”, justificou o deputado.

A criação da Revita é um dos pontos presentes no relatório do projeto de privatização da Eletrobras. Aleluia propôs que a fundação esteja sediada no município baiano de Paulo Afonso, na tríplice divisa entre Alagoas, Pernambuco e Bahia.

Contas de luz explodem em 2018 e privatização pode piorar

De janeiro até abril, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) já aprovou reajustes e revisões tarifárias de 13 distribuidoras nas Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Os impactos nas contas de luz de 37,2 milhões de consumidores variam de 5% a 25,87%. E para piorar ainda mais a situação, a bandeira tarifária será amarela em maio. Isso significa um acréscimo de R$ 1 na conta a cada 100 kWh utilizados.

Os trabalhadores e trabalhadoras já foram penalizados em 2017 com reajustes de, em média, 42,8% nas contas de luz, o que tem pesado muito no orçamento das famílias brasileiras.

Em Minas Gerais, as tarifas da Cemig-D, maior distribuidora de energia do país em número de clientes, com 8,3 milhões de consumidores, teve um reajuste médio de 25,87% nas contas este ano. Foi o maior aumento desde 2013, quando a Aneel definiu a revisão de 2,99%. Em 2008, na segunda revisão tarifária da Cemig, a Aneel determinou um reajuste negativo de -17,1%.

O diretor do Sindicato dos Eletricitários de Campinas e Região (Sinergia), Wilson Marques de Almeida, explica que as regras para a determinação de tarifas de energia no país variam de acordo com os custos e variáveis das distribuidoras de cada região. Além dos reajustes anuais, são feitos reposicionamentos tarifários a cada cinco anos.

“Essa prática é fruto da privatização feita no passado”, ressalta.

“Alguns dos aumentos que estão ocorrendo este ano é por causa dessa revisão. Já outros se dão porque o atual modelo de formulação de preços prevê esse reajuste no aniversário do contrato com a distribuidora”, explica Wilson.

Além da rentabilidade das empresas privadas de 8,09%, que incide sobre o valor das tarifas, os impostos que compõem a conta, como o ICMS, são altos. Em alguns estados, esse tributo chega a ser 33% da composição da tarifa energética.

É o que explica o engenheiro da Eletronorte e dirigente do Sindicato dos Urbanitários no Distrito Federal (STIU-DF), Ícaro Chaves. Ele reforça que esses consecutivos aumentos nas tarifas são resultado do esgotamento do atual modelo tarifário, cujos consumidores residenciais e de médio porte subsidiam os grandes consumidores.

“Enquanto tratarem a energia como mercadoria e não como serviço público, teremos dificuldade de mudar essa lógica”, critica.

Se privatizar, a conta vai aumentar

Os dirigentes explicam que, se há dificuldade no atual período para diminuir o peso da conta de luz no bolso dos brasileiros e brasileiras, isso será praticamente impossível se o golpista e ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) insistir em privatizar a Eletrobras, responsável por um terço da geração de energia do País, e suas subsidiárias – Furnas, Companhia Hidroelétrica do São Francisco, Eletronorte, Eletrosul e a Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica.

“Se o governo insistir no plano absurdo de desestatização, além da distribuição de energia, que foi praticamente toda privatizada no passado, vamos privatizar também o preço da transmissão e geração de energia, o que inevitavelmente recairá no valor final da conta de luz”, explica o diretor do Sinergia, Wilson Marques de Almeida.

O engenheiro da Eletronorte, Ícaro Chaves, explica que a Eletrobras já atua para tentar frear o preço da energia ao repassá-la para as distribuidoras com um preço baixo, além do investimento em construção de novas usinas hidrelétricas “para gerar cada vez mais energia e puxar esse preço para baixo”.

“Porém, a lógica da empresa privada é gerar lucro. Se estamos tendo dificuldade agora, com o reajuste do custo da geração devido ao aumento do uso das fontes térmicas de energia, imagina então se privatizar. O custo de geração irá aumentar com certeza”, explica.

Ele diz ainda que a privatização da forma como o governo está anunciando irá implicar na chamada descotização. O dirigente explica que a transferência do investimento no setor, como a construção de usinas e demais obras, é paga pela população, cujo valor proporcional a cada consumidor é acrescido na conta, a chamada cotização. Depois de quitado o valor total, as contas são reduzidas.

Entretanto, a proposta de privatização do ilegítimo Temer é manter esse valor nas contas mesmo após a quitação das dívidas. “Esse dinheiro, que deveria ser descontado das contas dos consumidores, vai para o bolso do empresário. Essa é a lógica do mercado livre do setor privado. E então o que deveria reduzir a tarifa é usado para aumentar lucros”, denuncia Ícaro.

“Com a descotização a tarifa das usinas cotizadas não vai dobrar, ela vai quintuplicar. A Aneel projeta um cenário onde ela pode passar de 40 pra 250 R$/MWh”, explica.

“Isso gerará um aumento imediato de 17% na conta do consumidor, segundo a própria Aneel”, diz o dirigente, ressaltando que a base da energia gerada no país é hidrelétrica e, se privatizar a Eletrobras, “além de criar um monopólio de empresas que ditarão o valor da energia, elas passarão a controlar nossas águas, que também é um bem público”.

Propostas para o setor

O Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), que representa 22 mil trabalhadores e trabalhadoras do sistema Eletrobras, elaborou um documento com 10 propostas para tornar o setor elétrico brasileiro público, eficiente e para todos.

Segundo Ícaro, além de exigir que a energia seja tratada como serviço público e não uma mercadoria submetida à especulação, o coletivo propõe a reversão de todas as privatizações, alterações no marco regulatório e nos estatutos sociais das empresas do grupo Eletrobras realizadas durante a vigência do atual governo golpista de Temer.

“Por não ter sido eleito pelo povo e por não ter apresentado ao escrutino das urnas esse programa de governo privatista, o atual governo não possui legitimidade para promover essa verdadeira dilapidação do patrimônio público”, diz trecho do documento.

“Portanto, é necessária a anulação de todos os atos lesivos derivados do governo Temer, inclusive as privatizações, normas regulamentares do setor elétrico e alterações estatutárias das empresas do grupo Eletrobras que as submetem aos interesses mercadológicos de curto prazo em detrimento de seu papel como executoras de políticas públicas e de agentes do desenvolvimento nacional”, finaliza.

Jaguarari: MP-BA denuncia gestores por fraude em licitação

O Ministério Público da Bahia (MP-BA) denunciou sete pessoas envolvidas em um esquema de fraudes em processos licitatórios no Município de Jaguarari, entre elas, o ex-prefeito Everton Carvalho Rocha e os ex-secretários de Administração e de Finanças, Darlene Pinto Macedo e Wadton Macilack de Souza.

Eles são acusados de fraudar, mediante ajuste, um procedimento licitatório com o intuito específico de obter vantagens para a Valutare Consultoria Tributária Ltda. Também foram denunciados por participarem do esquema Heliodoro Lucas Dourado, Edcarla Cardoso, Marcus Vinicius Lopes e Alexei Mariano, este último sócio e preposto da empresa beneficiada.

De acordo com as investigações, em agosto de 2017, o Município abriu processo licitatório para contratação de empresa prestadora de serviços de software.

A sessão de recebimento das propostas ocorreu em setembro, mas, desde o mês de agosto, a Valutare já prestava efetivamente o serviço ao Município.

Consta inclusive nos autos um contrato assinado pela Valutare logo após a retirada dos editais e o credenciamento para o certame, explica o promotor, registrando que a empresa acabou vencendo a licitação mesmo com todas as irregularidades e não preenchendo os requisitos formais.

Além disso, no início deste ano de 2018, novo certame foi direcionado em favor da Valutare, complementou Igor Miranda. A denúncia é fruto da “Operação Fallitur Visio”, deflagrada no último mês de março pela Promotoria de Justiça de Jaguarari, com apoio da Promotoria de Justiça Regional de Senhor do Bonfim e da Promotoria de Justiça de Central.

Juazeiro: Jane Di Castro faz show no Centro de Cultura, neste sábado (12)

Atriz performática, Jane Di Castro é considerada lenda viva no meio artístico LGBT. Neste sábado (12), às 20h30, ela estará no Centro de Cultura João Gilberto, no centro de Juazeiro (BA), para fazer um show especial no concurso de beleza e teatro de revista Victor-Victória. A artista, que já participou de outras edições, volta à cidade como convidada de honra do evento.

Em sua passagem pela terra da Bossa Nova, a diva do teatro deve reinterpretar canções memoráveis como ‘Balada do louco’, sucesso na voz de Rita Lee; ‘Como nossos pais’, de Elis Regina; ‘La vie em rose’ e ‘Non, je ne regrette rien’, clássicos mundiais eternizados pela cantora francesa, Edith Piaf. Jane Di Castro também interagirá com o público, além de abordar fatos que marcaram seus 50 anos de lutas e trajetória artística.

A cantora e atriz transexual é precursora do gênero, tendo iniciado a carreira no auge da ditadura militar. Sua história foi roteiro para o documentário ‘Divinas divas’, dirigido pela atriz Leandra Leal. Sucesso de público teatral, ela é presença constante em programas de televisão como ‘Encontro com Fátima Bernardes’, da Rede Globo.  Jane atuou ainda em novelas da emissora como ‘Explode Coração’, ‘Salve Jorge’ e ‘A Força do Querer’, escritas por Glória Perez.

Evento

O concurso de beleza Victor-Victória é um dos eventos de talento e beleza gay mais tradicionais do norte da Bahia. Chegando a sua 20ª edição, já revelou grandes artistas e premiou os melhores atores transformistas da região. Este ano, também participam a transformista Mitta Lux, o barítono Wil Lima, os cantores performáticos, José Alcântara e Rapha West, e o coreógrafo Geraldo Pontes, idealizador do concurso.

Nesta edição, dez candidatas desfilam suas fantasias e vestidos de noite para uma plateia alegre e cheia de atitude. Durante a disputa, uma comissão julgadora avaliará os candidatos através dos critérios: beleza plástica, simpatia, elegância e produção.

 

Fonte: PA4/Bahia.ba/BN/BlogdoGeraldoJosé/Municipios Baianos

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