12/05/2018

Mataripe: Braskem admite possibilidade de comprar RLam

 

Maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, a companhia baiana Braskem admitiu ontem a possibilidade de integrar um consórcio de empresas para comprar, pelo menos, o bloco nordestino de refino de petróleo, proposto pelo programa de venda de ativos da Petrobras. Pelo modelo previsto, somente na região, a estatal estaria disposta a transferir para a iniciativa privada, num só lote, até 60% do conjunto de bens formado pela Refinaria Landulpho Alves (Rlam), em Mataripe, além da refinaria pernambucana Abreu e Lima, cinco terminais e 15 dutos.

“Com certeza, até por conta do nosso foco comercial, não lideraríamos um consórcio nesse sentido, mas se viermos a ser convidados, por outras empresas interessadas, para integrar algum consórcio, certamente, que levaríamos a questão para análise do nosso Conselho de Administração”, afirmou o presidente da Braskem, Fernando Musa, em entrevista concedida por teleconferência. A Petrobras também é acionista da Braskem, o que a princípio, já inviabilizaria uma participação mais agressiva da petroquímica baiana no processo na aquisição dos blocos. Por outro lado, a própria Petrobras também anunciou interesse em vender sua participação na companhia.

Independentemente de uma eventual participação da companhia num consórcio, como compradora da Rlam e demais ativos previstos, Musa não escondeu a expectativa de que os planos da Petrobras de privatização do refino possam gerar melhores oportunidades para o mercado e para a empresa: “A Braskem espera novos investimentos e oportunidades de diálogo com os eventuais novos acionistas que assumirem os blocos de refino tanto do Nordeste, quanto no Sul, onde a companhia atua com a Petroquímica Triunfo” - outro ativo comprado da Petrobras, em negócio investigado no âmbito da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, mas que a empresa, do grupo Odebrecht, alega total regularidade.

“Só nos resta, no momento, acompanhar o processo [no caso dos planos de venda de participação da Petrobras nos dois grandes blocos de refino se confirmarem), para ter mais clareza sobre os planos dos novos acionistas, com expectativa positiva de novos investimentos”, disse Musa. “São operações que podem afetar diretamente toda a logística do nosso negócio”, lembrou.

Mais flex

Pelo sim, pelo não, diante das instabilidades que ainda pairam sobre os planos da Petrobras, a Braskem está reforçando, na fábrica de Camaçari, os estudos técnicos para dobrar dos atuais 15% para 30% o percentual de uso do gás etano, oriundo do shale gás, o chamado gás de xisto, importado dos Estados Unidos. O produto substitui o uso da matéria-prima nafta, cujo único fornecedor é a Petrobras. A matéria-prima representa 75% da produção do eteno, produzido pela Braskem e que serve de base para toda a cadeia da indústria plástica.

Para driblar a dependência da Petrobras, na oferta do insumo e controle de preços, a companhia já havia investido R$ 380 milhões para adaptar a planta baiana, tornando-a “flex”, ou seja, com opção para uso de duas matérias-primas (a nafta ou o etano), a partir das quais se produz o eteno. “Estamos trabalhando dentro do novo patamar de 30% de flexibilização, avançando já na fase de estudos técnicos de engenharia para esta finalidade”, informou Musa.

Trimestre

Mesmo diante da "má fase" de seus principais acionistas (Odebrecht e Petrobras), a Braskem atua confiante na preservação da companhia, diante da alta viabilidade de seus negócios, o que, como admitiu Musa, sustentaria até a possibilidade de integrar um consórcio para compra dos ativos de refino da Petrobras, como a Rlam. Na teleconferência com jornalistas, Fernando Musa confirmou os números do balanço do primeiro trimestre deste ano, divulgados na edição de ontem de A Tarde: a empresa teve, em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, uma queda de 42% no lucro líquido, ficando em R$ 1,054 bilhão - recuo que, segundo ele, não abala os planos de aumento em 25% dos investimentos previstos para este ano (R$ 2,9 bilhões), sendo que 40% devem ser destinados para operações nos Estados Unidos.

A queda significativa no lucro do trimestre foi minimizada pelo presidente da Braskem, como resultado de questões pontuais: impactos da interrupção do fornecimento de energia elétrica para as plantas do Nordeste do Brasil em março, inverno mais rigoroso que o esperado nos Estados Unidos, parada programada de manutenção de Triunfo (RS) e pela parada não-programada na planta de cloro-soda em Alagoas. A empresa confirmou ainda que as exportações também caíram, mas, por outro lado, as vendas internas aumentaram 5%, “o que revela um sinal de recuperação gradual da economia nacional”, concluiu Fernando Musa.

Projeto Terreiros Criativos inicia atividades nesta segunda

Começa nesta segunda-feira (14), às 18h30, no Museu Hansen Bahia, no município de Cachoeira (Recôncavo), o projeto Terreiros Criativos, que vai disponibilizar para os dez terreiros de candomblé registrados como Patrimônios Culturais de Cachoeira e São Félix, a capacitação para a preservação patrimonial, o aprimoramento de conhecimentos das culturas de matriz africana, além de educação e receptividade.

A ação conta com o patrocínio da Secretaria do Turismo do Estado (Setur) e o apoio da Secretaria de Cultura (Secult) , por meio do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), órgão responsável pela pesquisa e parecer que tornaram os terreiros bens culturais da Bahia. Os participantes da iniciativa vão receber um curso de três meses, com duração de 80 horas, distribuídas em três módulos -istórias do Brasil e da África, Turismo e Patrimônio Cultural e o de Vivência e Roteirização.

Patrimônio Imaterial da Bahia, Bembé do Mercado realiza I Fórum

Uma saudação calorosa aos ancestrais deu início nas manhãs desta quinta-feira (10) e sexta-feira (11) ao Iº Fórum de Fortalecimento do Bembé do Mercado de Santo Amaro - Processos para a construção das Diretrizes do Plano de Salvaguarda. A ação, uma iniciativa da Associação dos Terreiros de Candomblé da região, visa promover a conscientização sobre a importância da preservação da manifestação cultural Bembé do Mercado, que neste ano comemora 129 anos de existência.

“Estou participando desse fórum com o coração repleto de expectativa. Tenho o desejo de aprender ainda mais sobre a minha ancestralidade e me empoderar de mais conhecimento para que eu possa defender e exigir respeito pela minha religião, responsável por essa grande festa”, destaca Mãe Sereinha, líder religiosa Mãe Sereinh.

A abertura do encontro, que foi realizada no Mercado da cidade, contou com a presença de diversas autoridades, além de convidados especiais que falaram sobre a importância da participação ativa dos povos de santo e comunidades de terreiro do Recôncavo Baiano como protagonistas na elaboração, definição de diretrizes, ações e metas, visando o apoio, salvaguarda e fomento do Bembé do Mercado.

“É importante que se conte e se valorize a história do Bembé do Mercado,essa festa linda e emocionante, pois há 129 anos Santo Amaro luta pra manter firme essa tradição de matriz africana”, destaca a professora Maria Mutti.

De acordo com Pai Pote, líder religioso do terreiro Ilê Axé Oju Onirê, a ideia não é só debater sobre a importância do Bembé do Mercado e sim promover o resgate da história e memória, inclusive de lideranças que conduziram a festa ao longo desses anos.

“O Fórum é aberto a todas e todos que desejem discutir o tema e contribuir com a construção de novos métodos de preservação. As pessoas devem ter o conhecimento que o Bembé, para além de um candomblé de rua, é um sinal de resistência”, diz Pai Pote.

Registrado como Patrimônio Imaterial da Bahia, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac), desde 2012, decreto estadual nº 14.129/2012, o Bembé do Mercado está passando por uma instrução, realizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) para que seja obtido o registro como ‘Bem Registrado Cultural Nacional’. Confira matéria completa no site do Ipac.

Central de câmeras do tráfico de drogas é desmontada em Madre de Deus

Uma central de câmeras usada por traficantes de drogas foi desmontada por equipes da Coordenação de Operações Especiais (COE) e da 17ª Delegacia Territorial (Madre de Deus) na cidade de Madre de Deus, na Região Metropolitana de Salvador.

O local era utilizado pela quadrilha liderada por Diego Vinícius Santana, o "Uga Uga", que recentemente ameaçou policiais civis após a prisão da esposa dele.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), a central foi encontrada na casa de Willian Vieira, que assumiu ser gerente da quadrilha de Uga Uga. No local, os policiais apreenderam porções de cocaína e crack, balança e caderno de anotações.

As equipes também fizeram buscas no imóvel de Daniel Jesus dos Santos, conhecido como 'Piscuila', que confessou trabalhar para o Uga Uga. No local, um cão farejador da polícia encontrou mais porções de maconha.

Durante a ação, os policiais ainda prenderam Hugo Santos de Queiroz e apreenderam um adolescente. Os dois foram flagrados vendendo drogas. Os presos e os materiais foram apresentados, na 17ª DT/Madre de Deus.

Empresa denuncia irregularidades em licitação da Zona Azul em Alagoinhas

ASG Engenharia, que disputa licitação para a administração do serviço de Zona Azul em Alagoinhas, denunciou ao Ministério Público da Bahia (MP-BA) suspeita de irregularidades no processo. O certame está previsto para acontecer na próxima quinta-feira (17). 

Entre as inconsistências apontadas no edital estão o não atendimento ao requisito legal da devolução de tempo pago e não utilizado (conforme Lei Municipal); a não exigência de experiência para a prestação do serviço; a inexistência de dispositivo legal para apresentação de atestados técnicos operacionais; e a não exigência de capital social mínimo, equivalente a 10% do valor do contrato, cujo valor inicial será de R$ 22.010,229,60.

O vencedor da licitação explorará a atividade por dez anos, renováveis por igual período.

Além do MP, o caso também foi levado ao Tribunal de Contas do Município (TCM) e à Câmara de Vereadores do município. Se comprovadas as possíveis falhas, o edital poderá ser suspenso.

O BNews tentou contato com Prefeitura de Alagoinhas por meio dos telefones disponibilizados pela Secretaria de Comunicação (Secom). Até a publicação desta nota, não houve retorno.

 

Fonte: A Tarde/Ascom Ipac/BNews/Municipios Baianos

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