12/05/2018

Clube S/A: como funciona hoje no futebol mundial

 

Um projeto criado pelo governo do presidente Macri deu o que falar na Argentina no início deste ano. A proposta tem como objetivo fazer os clubes de futebol do país se tornarem S/A (SAD), transformando-os em empresas e abrindo suas ações para investidores. O modelo '50+1', fortemente presente na Europa, é caracterizado por gerar mais dinheiro, tirando poder dos sócios e torcedores das decisões finais. É justamente esse formato que Macri pretende tornar uma realidade no país. Há resistência. Após muita discussão, quase todos os clubes argentinos foram contrários à ideia.  A proposta consiste em mudar o modelo dos clubes, saindo de associações sem fins lucrativos para sociedades anônimas. Com isso, eles podem vender suas ações e percentuais de controle para investidores. Em outras palavras, os clubes virariam empresas, com acionistas controlando todas as ações da agremiação. O governo defende que o crescimento financeiro das equipes por meio da iniciativa privada colaboraria com a economia nacional.  No Brasil, um projeto parecido entrou em vigor no fim da década de 1990. Com o advento da Lei Pelé, a Lei n° 9.981 tornou obrigatório que todos os clubes profissionais do país deveriam se tornar empresas. O prazo para a mudança foi estendido e debatido por vários anos, até que voltou a ser opcional em 2000. O primeiro clube-empresa foi o União São João, convertido em 1994.  

O Lance! conversou com jornalistas argentinos para entender melhor a situação, as causas e as consequências do assunto. O Estatuto da Associação de Futebol Argentino (AFA) diz que agremiações S/A não podem competir em torneios profissionais. Por outro lado, a ameaça de um decreto presidencial de Mauricio Macri irritou os clubes. Qual é o próximo passo?

Questão Racing, o grande temor nacional

Os jornalistas procurados citaram a mesma complicação quando perguntados sobre o motivo do veto dos clubes. Além dos problemas sociais e financeiros que a Argentina enfrenta, o "Caso Racing" é algo que faz os principais presidentes temerem pela entrada de empresas privadas no controle de associações públicas.  Para entender a história, é preciso voltar para o século passado. O Racing, de Avellaneda, um dos principais clubes do país, viveu seu maior problema financeiro em 1999. O então presidente, Daniel Lalin, declarou falência, e a Justiça decretou a liquidação do clube, extinto a partir daquele momento devido a uma dívida de aproximadamente US$ 40 milhões. Os protestos e manifestações de apoio dos torcedores geraram uma grande comoção nacional, o que levou a sentença a ser revertida pela Justiça três dias depois. O Racing retornou às atividades, mas, para se salvar da falência, passou a ser administrado pela empresa Blanquiceleste S/A, sob comando do empresário Fernando Martín. A proposta da instituição de sanar as dívidas em um prazo de dez anos caminhou bem no início, coincidindo com um título nacional após 25 anos, mas virou uma bola de neve anos depois. Julio Grondona, presidente da AFA na época e "abriu uma exceção" sobre as proibições do Estatuto para o Racing, pelo fato de a empresa ter investido dinheiro e impedido o clube de falir. O clube foi configurado como gerenciado e não como privatizado. Com isso, a brecha foi aproveitada.  - A Blanquiceleste S/A assinou um contrato de dez anos com o projeto de sanear as dívidas. Ela assume, mas não muda muita coisa. Racing não cresceu economicamente e a empresa não investiu em quase nada no clube, no estádio ou na categoria de base... Em 2008, a torcida organizou marchas pedindo pela rescisão. Essa pressão chegou na presidenta, à época Cristina Kirchner, que liberou o clube da gerenciadora que estava quebrada e tinha declarado falência - conta Gabriel Arias.

Sociedade anônima x associação sem fins lucrativos

O modelo de sociedade anônima é seguido na Europa, onde a maior parte dos clubes são administrados como empresas - detendo acionistas com objetivo de gerar lucro. Real Madrid (ESP) e Barcelona (ESP) são duas das principais exceções, pois são administrados como associação sem fim lucrativo através de sócios que elegem um presidente e membros de um conselho deliberativo - assim como a maioria dos clubes no Brasil.  - A Alemanha segue o '50+1' que para mim é o melhor modelo. Isso obriga os clubes a virarem empresas, terem gestões profissionais e manter o controle da instituição. Não existe outro caminho que não seja ser 100% profissional. O Barcelona, mesmo sendo de controle dos sócios, é uma empresa de 700 milhões de euros - afirmou o economista e especialista Amir Somoggi, sócio-diretor da Sports Value. A principal diferença entre os modelos são os fins lucrativos. A S/A divide a responsabilidade entre os acionistas, em que cada um se limita ao seu percentual de ações. Já nas associações sem fins lucrativos, o capital social está nas mãos de apenas uma pessoa, na figura de um presidente, com responsabilidades e obrigações gerais dentro de uma instituição.

A criação da S/A surgiu após gestões ruins causarem prejuízos e dívidas aos clubes. Caminhando para um processo de falência, foi preciso vender suas ações para a iniciativa privada. O ponto de quem é a favor: com a divisão de poder, cada área fica responsável por um profissional - em tese, remunerado e especializado para cuidar daquele setor. O ponto de quem é contra: a falta de autonomia de torcedores e sócios nas decisões na equipe.  - Virar S/A é uma mudança significativa na governança dos clubes, ela é muito mais positiva do que potencialmente negativa. O principal fator é que junto com a instauração da S/A no futebol brasileiro, uma série de medidas amplamente usadas no mundo corporativo acompanham essas mudanças - afirmou Mauro Corrêa, sócio-diretor da CSM Golden Goal  Com a associação sem fins lucrativos, o presidente tem a responsabilidade de comandar a instituição como um todo, aliado a um conselho deliberativo que supervisiona as ações. O ponto positivo é que os torcedores passam a ter voz ativa, enquanto o negativo é a falta de preparação para o cargo. Não é surpresa ver presidentes que são advogados, engenheiros ou funcionários públicos, dividindo suas rotinas com o controle do clube.  - O United, Juventus, são empresas porque o governo obrigou a mudança. A violência na Inglaterra, onde tudo começou, também foi um dos mil motivos que levaram os clubes a virarem empresas. O futebol cresceu muito e a gestão profissional teve que acompanhar. A própria Uefa, que não é uma empresa, teve que se adequar a essa nova realidade - disse Somoggi.

Passado x presente no Brasil

Como citado anteriormente, as sociedades anônimas não vingaram no Brasil, mas um modelo de mercado atraiu investidores de maneira diferente no futebol nacional. Os chamados patrocinadores master ganharam espaço nos clubes e uma influência muito além do investimento financeiro. Com voz ativa, empresários passaram a ter peso na decisão importante na diretoria.  Em abril de 1992, a multinacional italiana Parmalat assinou com o Palmeiras um modelo de co-gestão e foi peça fundamental na contratação de grandes jogadores. A parceria rendeu títulos e muitas decisões no futebol alviverde. Hoje, a Crefisa aporta milhões e a presidente da empresa, Leila Pereira, tem participação política no clube e almeja chegar à presidência do Palmeiras. O banco americano Nations Bank foi anunciado pelo Vasco como parceiro no ano seguinte ao título brasileiro de 1997. O fundo aplicou R$ 70 milhões em São Januário em um contrato de 10 anos, mas que rendeu mais dor de cabeça que alegrias. O término da parceria fez com que o cruzmaltino elevasse uma dívida gigantesca, que é paga até os dias atuais. A ISL, em 2000, fechou parceria com Flamengo e Grêmio. Reforços de peso foram contratados, mas, após declarar falência, a empresa repassou parte de suas dívidas para os clubes. No Corinthians, em 2004, a empresa britânica MSI trouxe Carlos Tévez para jogar no Corinthians na maior transferência da história do futebol nacional até então. Acusações de lavagem de dinheiro minaram a parceria, que levou o clube a uma grave crise e ao rebaixamento, em 2007.  A parceria mais longeva foi a empresa hospitalar Unimed com o Fluminense: durou 15 anos.  Hoje, o Figueirense é o único clube das duas principais divisões do Brasil que virou S/A. Cláudio Vernalha, dono da Holding Investimento, assumiu a presidência do clube, transformado em S/A, em meados do ano passado e detém 95% das ações.

O Atlético-PR está no caminho. O clube já fechou parceria com Ernst & Young e já adota modelo de governança corporativo e administrado por duas coordenadorias - uma de performance, que controla o planejamento a ser seguido pelo clube, e outro chamada de "linha", que é quem executa as metas.  O modelo principal seguido pelo clube é o mesmo do Bayern de Munique (ALE). O Furacão aguarda que uma nova lei seja aprovada para avançar.  - Os clubes precisam virar S/A e estamos dentro desse contexto. Não apenas pela mudança da governança do clube, mas para a captação de novos recursos e o fim de dependência da televisão. Temos de romper barreiras ao quebrar esse protocolo de só vender jogador para arrecadar. Esse projeto vai nos trazer a possibilidade de conseguir capital para manter por mais tempo os principais atletas. O objetivo é encontrar soluções que acabem com essas desigualdades, e o Atlético Paranaense está firme trabalhando nesse sentido - afirmou o presidente, Mário Celso Petraglia. 

'50+1': o modelo na Alemanha que inspirou a Argentina

O futebol alemão é visto como exemplo de empreendedorismo para todo o mundo, incluindo no que diz respeito à gestão de clubes. O modelo '50+1' é a inspiração que a Argentina usa e é fácil de entender. O clubes na Alemanha são obrigados a ter, no mínimo, 51% do domínio de si mesmos. Ou seja, os outros 49% são livres para vender para empresas ou atrair investidores. A Bundesliga defende que a entrada desses investidores para o campeonato auxilia no desenvolvimento e crescimento do torneio. O Bayern de Munique, por exemplo, detém 75% dele mesmo. O restante da porcentagem é divida entre outras três empresas: a Audi, patrocinadora, a Adidas, fornecedora de material esportivo, e a Allianz, empresa que dá nome ao estádio. A regra do '50+1' deixa claro que nenhum clube pode pertencer inteiramente a uma pessoa ou a uma empresa. Há apenas duas exceções, casos do Bayer Leverkusen e Wolfsburg, pois as equipes foram fundadas antes da existência desta regra. O Leverkusen é controlado por funcionários da farmacêutica, enquanto o Wolfsburg é gerenciado por acionistas da Volkswagen. A grande polêmica é o Leipzig, que tem gerado discussão na Alemanha por driblar a ordem imposta pela Federação Alemã.  - O Leipzig foi comprado pela Red Bull, mas driblam a regra. Na teoria, não estão desrespeitando o '50+1', pois o clube detém 51% das ações e a Red Bull, 49%. O problema é que esses 51% são divididos entre os sócios que são acionistas da Red Bull. Ou seja, no final das contas, o clube está 100% nas mãos da empresa - disse Nathalia Araújo, jornalista do OneFootball , de Berlim.  O modelo, no entanto, não é perfeito. O problema do poder ficar concentrado com empresários reflete no caso do 1860 Munique, rival histórico do Bayern. É preciso pagar uma licença para jogar nas principais divisões da Alemanha e o clube foi rebaixado da segunda para terceira divisão. Os investidores decidiram não realizar o pagamento e, com isso, o Munique foi levado para o quarto escalão - que não é considerado futebol profissional no país - gerando revolta dos torcedores.

As poucas exceções na Espanha

A criação da 'Lei do Esporte' na Espanha, em 1990, impôs que todos os clubes virassem sociedades anônimas. Na época, praticamente todas as agremiações estavam enfrentando problemas financeiros ou em processo de falência. Segundo o governo espanhol, a regra ajudaria a atrair investidores e na transparência para prestação de contas. Apenas Real Madrid, Barcelona, Athletic Club e Osasuña foram liberados, por terem balanço positivo.  O avanço, no entanto, ajudou alguns clubes, mas acabou sendo ruim para vários outros. As sociedades anônimas abriram portas para gestões ruins ou maléficas, levando equipes para mais dívidas ou à falência. Casos com o do Racing Santander, entre os anos 1990 e 2000, onde a empresa usou da marca para atrair dinheiro e deixou a necessidade competitiva em segundo plano. Não demorou para a agremiação perder cenário esportivo. Outro ponto marcante no futebol espanhol é o apego que as cidades têm pelos seus clubes. Por ser um país historicamente separado em províncias e com muita divisão de culturas, a necessidade de preservar uma identidade é muito importante para os torcedores. É o motivo de haver tantas críticas ao modelo, pois nenhum sócio ou pessoa de fora pode assumir a presidência ou ter controle das ações do clube.  - O modelo espanhol se provou bastante contestável na medida em que impôs um tipo de governança para clubes de realidades financeiras muito diferentes. A ideia de transparência e possibilidade de captação de recursos se provou falha. Acho válido discutir a aplicação de um modelo similar nos clubes brasileiros, é possível que dê certo, mas tem que ter conta da realidade de cada um - disse o economista Daniel Souza, especialista em mercado esportivo.  Outra discussão é o fato dos clubes que não são S/A estarem isentos do pagamento de tarifas e impostos no país. Por outro lado, o maior exemplo de caso positivo relacionado a sociedade anônima é o Atlético de Madrid. Os rojiblancos venderam parte de suas ações para o conglomerado chinês Wanda Group, responsável por financiar e dar os 'naming-rights' do seu novo estádio. De lá para cá, cresceram de forma vital no âmbito financeiro e esportivo.

Premier League: o capital mais aberto para investimento na Europa

Desde o início do século passado, os clubes ingleses já eram gerenciados como empresas, as chamadas limited companies. Os clubes podem ser públicos ou de propriedade privada, como bem entenderem. Existem apenas obrigações a serem cumpridas pelos acionistas. Por exemplo, caso atinja mais de 30% da parte de uma agremiação, obrigatoriamente é preciso fazer uma proposta para sua compra. Foi o caso do Manchester United, comprado pela família Glazer. Eles começaram com 3% das ações e foram aumentando - até chegar a 30% e comprar a equipe.  Para ser um investidor e comprar um clube, é preciso ser aprovado no teste realizado pela Federação Inglesa. Entre os pré-requisitos, é preciso provar que a sua empresa não oferece risco ao futebol ou para aquele clube. Os critérios são: não pode ter influência sobre outra equipe, ter acionista que anteriormente foi diretor no futebol, não ter declarado falência em empresas anteriores, além de ter mais de duas denúncias em outras empresas.  Todas as ações têm que passar pela aprovação do governo local por se tratar de transferências que envolvem dinheiro. Não é difícil ser aprovado no teste, mas há exceções - caso da emissora de televisão Sky Sport, que tentou comprar o Manchester United e foi barrada. Segundo a Premier League, a influência da empresa - que é a principal detentora dos direitos televisivos do torneio - não faria bem para o crescimento do esporte no país.

Também existem casos de compras curiosas. Em 2008, antes de Roman Abramovic investir uma bomba de dinheiro no Chelsea, o milionário Ken Bates comprou uma ação do clube por £1 (R$ 5), mas assumiu todas as dívidas pendentes naquela época. Já Louis Tomlinson, cantor da banda One Direction, realizou a compra do Doncaster Rovers, equipe da segunda divisão inglesa.  No total, 25 clubes são de propriedade estrangeira no futebol inglês, o que dá 57% das equipes nas duas primeiras divisões. O único clube que ainda se aproxima de um domínio dos sócios é o Swansea, que tem a maior parte de suas ações controladas por uma associação de torcedores, que comprou o clube quando estava indo à falência e ajudou a reergue-lo.

A Itália na bolsa de valores e os problemas do Milan

As sociedades anônimas fazem parte da cultura do futebol italiano. Não há resistência quanto a empresas serem donas dos clubes pois historicamente esse sempre foi o modelo a ser seguido. Não é surpresa ver milionários dando ordens, como a família Berlusconi, no Milan, ou investidores comprando ações nas equipes, como os chineses da Suning Commerce, na Inter de Milão. Outro caso emblemático é o da Juventus, que deve grande parte de sua riqueza à família Agnelli. Andrea, dono e herdeiro da Fiat, maior montadora automotiva da Itália, assumiu a presidência em 2010 para salvar o clube que sofria após o escândalo Calciopoli , que o rebaixou para a segunda divisão. Como maior feito, ajudou na construção do Juventus Stadium, que ficou pronto na sua gestão. A família está no poder desde 1923.  Já o Napoli escapou da falência graças à venda do clube. Aurelio De Laurentiis, filho de um dos maiores nomes do cinema italiano, fundou a Filmauro em 1975, atuando em produção cinematográfica. Em 2004, resolveu resgatar o clube, à época na terceira divisão e que havia declarado falência devido a uma dívida de 46 milhões de libras (R$ 265 milhões).

O Milan é o ponto fora da curva e quem tem mais dado dor de cabeça para a Federação Italiana - e para a Justiça do país. A venda do clube para o chinês Li Yonghong é cercada de polêmicas. O empresário que comprou o clube por 740 milhões de euros (R$ 2,86 bilhões) está sendo investigado sobre seu suposto império de mineração, onde é acusado de lavagem de dinheiro. 

PSG virou dominante, mas outros clubes tiveram problemas na França

O futebol francês passou por uma mudança drástica no que diz respeito ao controle das propriedades dos clubes devido à Lei Bosman. Em 2004, o governo obrigou os clubes profissionais a mudarem de associações sem fins lucrativos para sociedades anônimas. O projeto foi parecido com o proposto para o Brasil, a diferença é que foi abraçado pelas equipes. O caso mais famoso é o Paris Saint-Germain, que vendeu 70% de suas ações por 50 milhões de euros para a Qatar Airways. Entre os acordos para a compra, estava o pagamento de uma dívida de R$ 28 milhões que perseguia o clube. Além deles, a Colony Capital , que comprou parte do clube em 2006, continua como acionista minoritário junto da Butler Capital Partners , em que ambos mantêm 4,2% das ações.  Atualmente, todos da primeira divisão adotam o modelo. Da segunda, apenas o Auxerre resiste. O mercado foi o principal fator que levou à mudança de estilo na França. O governo e a federação concluíram que seria mais barato para os investidores colocarem dinheiro na liga local do que em outros países na Europa. As poucas taxas cobradas para abertura de capital eram o trunfo.  Não é novidade ver grandes clubes ligados às grandes empresas industriais. As empresas utilizavam o futebol como forma de promoção e atingir um determinado público alvo. O Sochaux-Montbélliard, por exemplo, foi criado pela Peugeot com um objetivo claro: a empresa buscava popularidade e via o futebol como meio de adquiri-la.  O Lens é controlado pela Compagnie des Mines, já o Saint-Étienne foi criado pelo filho do fundador do grupo Casino, Pierre Guichard. O problema é quando o investimento para por cima do futebol e as administrações acabam rendendo mais problemas que soluções, caso do Lille, que amargou rebaixamentos e décadas nas divisões inferiores por conta de brigas políticas.

 

Fonte: Lance/Municipios Baianos

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