13/05/2018

Petistas já esperam ‘gesto de desistência’ de Lídice

 

Em meio à luta de Lídice da Mata (PSB) por sua sobrevivência política, caciques do PT baiano já esperam ‘um gesto de desistência’ da senadora na disputa pela última vaga na chapa do governador Rui Costa, que tem do outro lado do cabo de guerra o presidente da Assembleia Legislativa (Alba), deputado Ângelo Coronel, do PSD.

Avaliação de parte do PT é de que seria mais danoso à senadora manter a disputa com o ‘todo-poderoso’ PSD até o anúncio oficial da chapa, cujo prazo expira ainda em julho (com o encerramento das convenções partidárias), e ela acabar ficando de fora.

Nos bastidores há informação de que Lídice tem garantia de engajamento de Rui para ser presidente da Assembleia Legislativa, pois sua vitória é considerada ‘certa’ numa eventual candidatura a deputada estadual. É praticamente unanimidade a descrença numa possível candidatura avulsa da socialista à reeleição.

Lídice da Mata tem a seu favor a lealdade ao PT e a marca de primeira mulher a representar a Bahia no Senado, mas Coronel tem consigo o peso da insígnia do PSD do senador Otto Alencar, legenda que dá a Rui Costa o apoio de 86 prefeitos, além da terceira maior bancada na Assembleia, com nove deputados (atrás apenas de PT, que tem 12, e Democratas, representado por 10 deputados).

Mas há também no PT, por outro lado, os que defendem a socialista na chapa e os que não acreditam que ela vá declinar.

Apesar da luta de Lídice, não há mais mistério: a chapa deve mesmo ser composta por Rui na cabeça, João Leão (PP) mantido como vice-governador e Jaques Wagner (PT) e Coronel com as duas vagas para candidaturas ao Senado.

Alex Lima diz que candidatura avulsa de Lídice ‘não seria confortável’

Recém-chegado às fileiras do PSB na Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o deputado Alex Lima defendeu a disputa entre Lídice da Mata e Angelo Coronel pela vaga ao Senado na chapa do governador Rui Costa (PT).

Ao bahia.ba, Alex afirmou que a senadora “honra todas as qualificações” para pleitear o espaço, assim como o PSD, “um dos maiores partidos do Estado”.

O melhor a fazer neste momento, segundo o deputado, é deixar o governador “estabelecer critérios, já que ele é o líder e no final vai formar a chapa mais forte para enfrentar a oposição”.

“É evidente que não dá para todo mundo, é aquela historia que há algum tempo [o ex-governador Jaques] Wagner fala, nosso problema é excesso de titular”, acrescentou o parlamentar.

Questionado sobre uma possível candidatura avulsa de Lídice, tese defendida por Marcelo Nilo, Alex Lima se posicionou contrário. Para ele, “não seria confortável para a base”. “Não acredito que esse seja o melhor caminho para o grupo”, completou.

Wagner entre o Senado e a Presidência, por Raul Monteiro

Aliados dizem que o ex-governador Jaques Wagner (PT) mantém hoje os pés em dois barcos eleitorais distintos: o de sua candidatura ao Senado, a partir de acordo já bem firmado com o governador Rui Costa (PT) e que não depende de absolutamente nada para ser cumprido, e um outro, que leva em conta a possibilidade de vir a se tornar candidato à Presidência da República no lugar do ex-presidente Lula, preso já faz um mês em Curitiba. Para o segundo projeto, em relação ao qual já manteve expectativas pessoais melhores, Wagner precisa de uma decisão de Lula.

Contra a vontade de uma legião de líderes petistas, entre os quais se encontram muitos deputados, o ex-presidente mantém firme o propósito de registrar sua candidatura à sucessão de Michel Temer (MDB) no dia 15 de agosto, sob o argumento de que capitular seria o mesmo que admitir todas as acusações que levaram-no à prisão. Ainda assim, nas conversas que teve com a senadora Gleisi Hoffman (PR), presidente nacional do PT, já antecipou que, na hipótese de não concorrer, confiaria a missão de representá-lo na disputa exclusivamente ao “galego”, nome com que se refere a Wagner.

O problema, para o ex-governador, é só um: a demora com que Lula pode concluir que melhor do que concorrer na prisão, situação que a estranha legislação brasileira faculta, inclusive dando-lhe a oportunidade até de ser eleito atrás das grades, seria abrir espaço para a construção de uma alternativa que pudesse desde já trabalhar seu nome no partido e na sociedade. Tomada em agosto, por exemplo, uma decisão neste sentido poderia representar apenas um grande prejuízo para um ex-governador cuja eleição ao Senado é dada como certa em seu grupo político.

Não deixa de ser curioso, no entanto, que nos últimos dias Wagner venha se dedicando a repetir, inclusive pelas redes sociais, o bordão segundo o qual sem Lula (na disputa) será (eleito) quem ele indicar. O ex-governador tem reforçado, inclusive, que a avaliação é de Alberto Carlos Almeida, segundo ele, “um dos mais respeitados sociólogos e cientistas políticos do Brasil”, autor de livros como “A Cabeça do Brasileiro”, lembrando que, numa entrevista à revista Forum, o especialista disse que, quando chegar mais perto da eleição, Lula vai indicar um nome.

O escolhido, na avaliação de Almeida, terá ampla cobertura da mídia e irá crescer no cenário eleitoral e nas pesquisas. Wagner não perde a oportunidade de ressaltar que, ainda segundo o cientista político, “a transferência de votos, caso a Justiça mantenha a injusta interdição de sua candidatura e esse cenário se confirme, será ainda mais intensa no Nordeste, onde o ex-presidente é muito querido pela população”. Por uma dessas “coincidências” que na política definitivamente não existem, Almeida deu ontem uma entrevista ao Estadão repetindo a análise reproduzida por Wagner com um acréscimo: ele disse que o candidato do PT será o ex-governador da Bahia.

Se Wagner sair à Presidência, PT pode indicar Valmir ao Senado na chapa de Rui

Nem com Lídice da Mata (PSB) nem com João Leão (PP). A vaga que pode surgir ao Senado caso o ex-governador Jaques Wagner (PT) decida concorrer à sucessão presidencial não ficará com nenhum dos dois aliados do governador Rui Costa (PT). Os petistas só esperam Wagner se decidir para reivindicar o espaço para um quadro do próprio partido. Hoje, o nome mais cotado para eventualmente assumir uma das duas candidaturas ao Senado na chapa governista é o do deputado federal Valmir Assunção, que alguns dizem que se anima com a idéia, mas passou a ser lembrado principalmente porque sua eventual saída da chapa proporcional petista poderia ajudar alguns companheiros candidatos a se eleger à Câmara dos Deputados. A outra vaga para o Senado na chapa de Rui está assegurada para o PSD, que indicou o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Angelo Coronel, para a posição e ninguém tasca. Empolgado com a possibilidade de Wagner concorrer à Presidência, João Leão chegou a admitir que poderia concorrer à segunda vaga de senador, empurrando Lídice para a vice, hoje prometida a ele. Pelo visto, os petistas estão de os olhos bem abertos e grandes para qualquer sinal de vácuo.

CCJ da Assembleia tenta descarte light de projetos inconstitucionais

O deputado Rosemberg Pinto (PT), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia, está empenhado numa delicada tarefa: convencer os colegas que apresentaram projetos de lei flagrantemente inconstitucionais a retirá-los para evitar a rejeição: – Fica desagradável ter que dizer que não dá nem para ir a plenário. 

Ainda mais agora, que é ano eleitoral. Na CCJ, há quase 800 projetos, 90% deles sem nenhuma condição.

Exemplos

Curioso é que alguns membros da própria CCJ estão no rol dos que devem ser convencidos. O deputado Euclides Fernandes (PDT), por exemplo,  tem quatro com pareceres contrários.

Um deles trata da aquisição de alimentos na merenda escolar, algo regido por lei federal. Outro proíbe que a Assembleia faça homenagens a condenados pela Justiça, o que é pertinente a uma mudança no regimento interno da Casa.

Diz Rosemberg que na gênese da questão está a mordaça que a Constituição de 1988 impôs aos estaduais: – Deputado não pode fazer projeto que gere despesas. Ora, até uma simples placa alusiva a uma data gera despesas. É por isso que a Assembleia fica entregando medalhas e títulos.

A desvalorização dos estaduais invade também a campanha eleitoral. Eles preveem que vão ficar com migalhas na partilha dos recursos de campanha. A lei é benevolente com os federais. Com eles...

MAGISTRADOS DO TRE-BA GANHAM MAIS DE R$ 50 MIL EM JETONS EM UM MÊS

A lista mais atual publicada sobre os vencimentos dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral (TER-BA) é a de fevereiro. E nela consta que no segundo mês de 2018, oito membros do Tribunal receberam R$ 58,7 mil em jetons. O valor é pago por sessão trabalhada.

O jeton é a remuneração percebida por servidores públicos federais em razão da participação como representantes da União em Conselhos de Administração e Fiscal ou órgãos equivalentes de empresas controladas direta ou indiretamente pela União

Os magistrados que receberam os valores foram: Claudio Alberto Gusmão Cunha, Diego Castro Lima, Edmilson Jatahy Fonseca Júnior, José Edivaldo Rocha Rotondano, Patrícia Kertzmann Szporer, Paulo Roberto Lyrio Pimenta e Rui Carlos Barata Lima Filho receberam, cada um, R$ 7.313,04. Novato na corte, em fevereiro Freddy Pitta Lima embolsou R$ 4.570,65.

PSB pode apoiar Ciro Gomes ao Planalto

Após a desistência do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa de concorrer à Presidência da República pelo PSB, o governador de Pernambuco e vice-presidente nacional da legenda, Paulo Câmara, afirmou que o partido pode apoiar o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, nas eleições. "Apoio ao Ciro vai depender do processo de discussão interna do partido. Com a desistência do ministro Joaquim Barbosa de ser pré-candidato, isso passa a ser uma possibilidade", disse Câmara, após participar de um debate sobre as eleições na capital paulista.

Câmara disse que a chamada centro-esquerda terá uma candidatura única ou se dividirá em duas no primeiro turno, considerando as pré-candidaturas do PDT e do PT. Ele afirmou, no entanto, que o PSB ainda considera a possibilidade de lançar uma candidatura própria para a disputa, mas não citou nenhum nome. Para o governador, a aliança dos sonhos uniria o PSB, Ciro e o PT na mesma coligação

"Se der para juntar tudo no primeiro turno, é o melhor dos mundos, independentemente de quem seja o candidato. Agora, se não der, é importante também a gente se preparar para estar junto no segundo turno", afirmou Câmara. Ao falar sobre o PT, que insiste na pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, Câmara sinalizou uma cobrança aos petistas. "O PT tem que sentar com os partidos de esquerda e conversar também."

 

 

Fonte: Bahia.ba/ Tribuna/Classe Política/BNews/Municipios Baianos

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