15/05/2018

Bahia: Caciques políticos estão ameaçados de reeleição

 

Nove em cada dez interlocutores ligados à oposição admitem que as urnas em 2018 podem remover caciques políticos das respectivas zonas de conforto. Isso vale tanto para a chapa proporcional para a Câmara dos Deputados quanto para a disputa por vagas na Assembleia Legislativa da Bahia.

A conta para eleger nomes tradicionais da cena política baiana não bate e, por essa razão, há uma negociação intensa para a formação de uma chapa com “candidatos-escada” com origem em partidos menores – cuja sobrevivência política depende da eleição de representantes depois que a cláusula de barreira foi criada.

Por isso há o esforço para a construção do “chapão”, cujas perspectivas otimistas atuais sugerem a conquista de 12 vagas na Câmara e 22 na Assembleia, números considerados positivos demais no atual contexto.

É um cálculo complexo e, sem um candidato puxador de fotos encabeçando a chapa majoritária, ficou ainda mais difícil de ser feito.

Entre os fatores para o pessimismo está o investimento dos detentores de mandato em relações com prefeitos, que desemparados com a desistência de ACM Neto (DEM) em participar da disputa, começam a migrar aos montes para os braços do governador candidato à reeleição Rui Costa.

Sem diversificar as relações com lideranças mais de base – e com prefeitos no colo do governo -, os oposicionistas passaram a contar cautelosamente onde conseguir sufrágios suficientes para serem reeleitos.

O desespero é grande. Parlamentares cujas candidaturas estão mais consolidadas admitem que é complicado para correligionários obterem sucesso nas urnas. Os nomes, todavia, não são colocados.

Jogar aliados na cova dos leões não é uma tarefa fácil, ainda mais quando se há fragilização do grupo político em virtude da ausência do então capitão-mor na disputa – sim, ACM Neto era assim considerado.

Engana-se, no entanto, quem acredita que apenas a oposição passa por essa situação.

Entre os governistas, há também esse receio de que nomes consolidados da política fiquem de fora da lista final do Tribunal Superior Eleitoral.

Porém as bruxas que sondam a oposição ameaçam menos aqueles que possuem a máquina estatal ao seu lado. Principalmente se eles estiverem sob as graças de Rui, algo raro de acontecer, diga-se.

Por isso a corrida por votos no lado governista está menos tensa. Pelo menos por enquanto. Se há um grupo claudicante para as eleições para deputado federal e estadual de 2018 na Bahia, a oposição está bem à frente na disputa.

Pesquisa revela desinteresse pela eleição deste ano

No Rio de Janeiro, num cenário sem Lula na disputa para presidente, mais de 15% dos jovens de 16 a 24 anos sugerem um nome diferente daqueles habituais nas pesquisas. A categoria “Outros” tem mais votos que Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Pode), Michel Temer (MDB), Rodrigo Maia (DEM) e Fernando Haddad (PT) somados: em média, 9,6% querem outra opção e mais 5% não sabe em quem votar.A categoria “nenhum candidato” tem 17,1% no levantamento Paraná Pesquisa. Somados aos indefinidos, o índice supera 32% de eleitores.

No cenário com Lula (PT) e o ministro aposentado Joaquim Barbosa (PSB) na disputa, a indefinição cairia apenas um ponto percentual.

O instituto Paraná Pesquisa entrevistou 1.850 eleitores no estado do Rio, entre 4 e 9 de maio. Pesquisa registrada nº: BR-04838/18/TSE.

PESQUISA MOSTRA QUE CANDIDATOS DO PT, DO PSDB E DO MDB SÃO OS QUE MENOS AGRADAM A POPULAÇÃO

Os partidos que menos agradam a população são: o PT, o MDB e o PSDB. A informação é do Paraná Pesquisas que aponta um alto índice de rejeição a candidatos desses partidos. O motivo é a inclusão de membros nas principais investigações criminosas da legenda.

O levantamento feito pelo Paraná mostra que 50,8% dos 2.002 brasileiros entrevistados não pretende votar em um candidato do PT para deputado federal ou senador. Para 27,7%, isso vai depender do candidato enquanto 17,6% confirmam a possibilidade de votar em um petista.

Realizada de 27 de abril a 2 de maio, em 154 municípios do país, a pesquisa apurou que 49,5% dos brasileiros também não pretende escolher um nome do MDB. Já 36% dizem que depende do candidato enquanto 9,4% confirmam a pretensão de eleger um emedebista. Quanto ao PSDB, 46,2% não pretendem votar em um tucano para o Congresso Nacional.

Outros 39,4% afirmam que depende do político e 7,7% dizem que votariam em um tucano. O levantamento apurou ainda a perspectiva dos eleitores quanto à eleição presidencial, cuja maioria respondeu não ver impacto na influência de um desses partidos na hora de escolher o candidato (saiba mais aqui). A pesquisa foi registrada sob o número BR-02853/2018 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Oportunistas: Centrão quer mandar em 2019, seja quem for presidente

A união de PP, DEM, PRB e Solidariedade não mira só as eleições de 2018. O grupo, que ainda trabalha para atrair PTB e PR, quer se estabelecer como bloco partidário indispensável à governabilidade de qualquer que seja o presidente eleito. Somadas, as seis siglas chegam hoje a 181 deputados. A adesão daria a eles peso para desequilibrar a corrida deste ano —e também para se proteger: se escolherem o candidato errado, terão um tamanho que assegura assento na mesa de negociação do vencedor.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é pré-candidato ao Planalto e está à frente das negociações, mas sabe que o ponto central do acordo com as demais siglas é só definir o herdeiro do apoio do grupo entre junho e julho. Como publicado no sábado (11), ele é um dos escalados para falar com PTB e PR.

Neste momento, PP e SD usam o que chamam de “pré-apoio” a Maia como rede de proteção à ofensiva de nomes como Geraldo Alckmin (PSDB) e o presidente Michel Temer (MDB), que tenta se posicionar como árbitro da própria sucessão.

Até a definição, Maia tem carta branca para rodar o país e divulgar suas ideias. Nesse cenário, dirigentes da Força Sindical sugeriram que o deputado encampe projeto que aumenta de cinco para sete o número parcelas do seguro-desemprego.

Órfãos de Cunha se juntam para assombrar 2018

O fantasma do centrão ocupa novamente o noticiário. Órfãos de Eduardo Cunha, os partidos que integram o grupo se reorganizam para assombrar a sucessão presidencial de 2018. A pretexto de assegurar a “governabilidade”, equipam-se para impor ao próximo presidente uma espécie de projeto centrão de poder. Baseia-se na ocupação predatória do Estado.

Na origem, o centrão chamava-se blocão. Foi criado em fevereiro de 2014 por Eduardo Cunha, então líder do PMDB. Cercou e asfixiou a gestão de Dilma Rousseff. A estrutura colecionada pelo grupo na engrenagem governamental deslizou suavemente da administração petista para a gestão de Michel Temer. Agora, deseja-se sequestrar o próximo presidente antes da eleição.

Gravitando a esmo ao redor de presidenciáveis que não conseguem atravessar a fronteira dos dois dígitos nas pesquisas, partidos como PP, PSD, Solidariedade e PRB ensaiam para junho um movimento de adesão ao candidato de centro-direita que estiver mais bem-posto nas sondagens eleitorais. Participa da costura Rodrigo Maia, do DEM, cuja candidatura ao Planalto empolga 1% do eleitorado.

Nos tempos áureos, o centrão reuniu 12 partidos: PP, PR, PSD, PRB, PSC, PTB, Solidariedade, PHS, PROS, PSL, PTN e PEN… Isolados, piavam pouco. Juntos, gritaram muito, ajudando a eleger Eduardo Cunha à presidência da Câmara. A derrocada de Cunha estimulou a fantasia de que o grupo derreteria. Mas ele passou a extorquir o governo Temer que, crivado de denúncias, pagou a fatura.

Delações da Odebrecht: STF remete processo de Cacá Leão para TRE-BA

O ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal (STF) remeteu o processo do deputado federal Cacá Leão (PP-BA) para o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE- BA).

Cacá é suspeito de ter recebido R$ 30 mil para a campanha eleitoral de 2014 por meio do departamento de propinas da Odebrecht.

O ministro argumenta, na decisão monocrática, publicada na última quinta-feira (10), que “constata-se que o delito imputado teria sido cometido quando o investigado era deputado estadual”.

“A situação jurídica não se enquadra na Constituição Federal em termos de competência do Supremo. Frise-se, mais uma vez, que o fato de alcançar-se mandato diverso daquele no curso do qual supostamente praticado crime não enseja o que apontei como elevador processual, deslocando-se autos de inquérito ou processo crime em curso”, diz um trecho da decisão.

Em 2017, o ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no STF, autorizou as investigações a partir do pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. A PGR fez o pedido com base nas delações dos ex-executivos da Odebrecht.

Neto nega que partido tenha prioridades nas eleições para governador

Presidente nacional do DEM e articulador da pré-candidatura de José Ronaldo (DEM) ao governo da Bahia, ACM Neto negou que o partido tenha prioridades entre as suas candidaturas majoritárias estaduais.

O prefeito de Salvador respondeu uma suposta lista, publicada pela Coluna Expresso da Revista Época, que trazia as prioridades do DEM nas eleições deste ano.

De acordo com a publicação, as candidaturas aos governos da Bahia, Minas Gerais, Goiás e Rio de Janeiro, cujos representantes da legenda serão, respectivamente, José Ronaldo, Rodrigo Pacheco, Ronaldo Caiado e Eduardo Paes, receberiam mais atenção.

Em nota, a assessoria de Neto rebateu a informação dizendo que “todas as campanhas de membros do partido aos governos estaduais - Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará e Rio de Janeiro - são tratadas como prioridade”.

O presidente frisou que não existe qualquer critério que estabeleça “diferença entre os processos eleitorais para as candidaturas majoritárias de cada estado”. Até o momento, de acordo com pesquisas analisadas pela reportagem, Caiado, entre os pré-candidatos do DEM, é quem está em situação mais confortável para outubro.

Neto herda multa de R$ 3 mi de ex-presidente do DEM

O prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, tem um verdadeiro abacaxi para descascar. Tudo porque, segundo o jornalista Ricardo Boechat, em sua coluna na revista Istoé, o ex-presidente da sigla José Agripino Maia deixou como herança uma multa de R$ $ 3 milhões pelo Tribunal Superior Eleitoral, de 2012.

Agripino é réu no Supremo Tribunal Federal por corrupção envolvendo obras na Arena das Dunas em 2014. Além disso, segundo a publicação, por dois meses consecutivos, em 2019, a legenda não terá o repasse do fundo partidário. Para piorar, R$ 1 milhão o tribunal exige porque o DEM não fez em 2010, 2011 e 2012 programas de incentivo à participação política das mulheres.

Neto se irrita com movimento de deputado para se colocar como opção de vice de Alckmin

O discreto movimento do deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE), ex-ministro da Educação, para se colocar como opção de vice do pré-candidato a presidente da República Geraldo Alckmin (PSDB) irritou o presidente do DEM e prefeito de Salvador, ACM Neto, que não autorizou o processo, de acordo com a Coluna do Estadão.

Nesta terça (15), o gestor deve se encontrar com o presidente do PTB, Roberto Jefferson, para garantir apoio da legenda a Rodrigo Maia, presidenciável pelo DEM.

PP só aceita negociar outras aliança na disputa presidencial se Maia desistir da corrida

O PP só aceita negociar aliança na disputa presidencial se Rodrigo Maia (DEM-RJ) desistir da corrida, de acordo com a Coluna do Estadão. Todos os planos do partido incluem o democrata, amigo pessoal do presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI).

Maia tem hoje o apoio do comando do PP para ser candidato ao Planalto, a vice-presidente ou a presidente da Câmara no biênio 2019-2020.

Não existe hipótese de o partido negociar seu apoio sem impor uma dessas condições, dizem seus dirigentes. A ideia é ganhar ou perder, desde que juntos.

Qualquer negociação com o PDT, do pré-candidato a presidente Ciro Gomes, para fazer o empresário Benjamin Steinbruch (PP) como vice na chapa necessariamente implica em garantir apoio à reeleição de Maia na Câmara.

O partido é alvo de cobiça porque terá tempo considerável de TV devido ao tamanho da bancada que elegeu no último pleito.

‘Está 90% fechado’, diz Benito sobre apoio do PTB à candidatura de Alckmin

Mesmo após o presidente nacional do Democratas, ACM Neto (DEM), ter tentado dissuadir o PTB de apoiar a candidatura de Geraldo Alckmin para a Presidência da República, em detrimento ao nome do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, parece que a adesão dos petebistas ao tucano é caminho sem volta.

Procurado pelo bahia.ba, o presidente estadual do PTB, o deputado federal Benito Gama, afirmou que já vem conversando com Alckmin há um ano e o apoio está 90% fechado. “Só falta bater o martelo. A candidatura do Rodrigo Maia foi lançada tarde, ele seria até um bom candidato. Mas, em política não está nada descartado, depende mais da conjuntura e do contexto”, disse.

De acordo com a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, pré-candidato do DEM, vai partir para cima do PR, numa conversa também na próxima semana com Valdemar da Costa Neto sobre a posição do PR.

 

Fonte: BN/Bahia Econômica/Bahia.ba/Folha/Municipios Baianos

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!