15/05/2018

Feira: Preços de combustíveis faz vereador ir a Câmara de cavalo

 

O vereador de Feira de Santana, Edvaldo Lima (PP) escolheu um modo inusitado para chamar a atenção para os aumentos constantes no preço dos combustíveis. Ele resolveu comparecer à sessão da Câmara desta segunda – feira (14) montado a cavalo.

 O edil disse que precisou de 20 minutos para vencer, no lombo do animal, o percurso entre o bairro do Tomba, onde reside, até a Avenida Visconde d Rio Branco, no centro de Feira de Santana, onde fica a Câmara de Vereadores local.

Sem descer do equino, tomado de empréstimo de um amigo, e com as rédeas nas mãos, Edvaldo Lima (PP) disse que pensa em até adquirir um animal para fazer o percurso caso o valor dos combustíveis não caia. "Como eu não tenho cavalo, não posso vir todo dia porque aí eu estaria abusando do meu amigo. Mas pretendo sim, se Deus permitir, buscar um meio de comprar pelo menos um pangaré", disse Edvaldo..

Ao ser questionado se manteria o protesto, o edil disse que amanhã virá de novo em outro meio de transporte. "Amanhã, eu vou ver se posso vir de pé, de bicicleta, vou procurar uma alternativa", declarou.

Lima disse que espera que o gesto dele repercuta para além dos limites de Feira de Santana. “Quero agradecer o apoio da imprensa para poder levar esse protesto a nível nacional e fazer com que pessoas que moram longe façam também seus protestos”, concluiu.

Vereador apoia protesto de colega

No uso da tribuna da Casa da Cidadania, na manhã desta segunda-feira (14), o vereador Isaias de Diogo (PSC) teceu elogios ao colega vereador Edvaldo Lima (PP) que se deslocou a cavalo para a  Câmara Municipal em protesto ao reajuste do preço do combustível no país.  Para Isaias, Edvaldo foi corajoso em expressar a sua insatisfação e protestar em favor do povo.

“Parabenizo meu nobre colega Edvaldo Lima, o senhor é um exemplo como servo de Deus e como politico. Admiro a sua coragem, agiu como um legítimo representante do povo, assim como eu, que em 2013 cheguei a esta Casa de carroça para tomar posse do mandato como vereador", afirmou.

O vereador do PSC prosseguiu criticando o atual valor cobrado pela gasolina. "Aqui em Feira de Santana o combustível está custando quase R$ 5,00, no norte do país está de R$ 7,00. Eu me pergunto: onde vamos parar?  Se o combustível aumenta, consequentemente tudo aumentará, não podemos ficar de braços cruzados", concluiu.

Vereador denuncia desabamento do telhado do teatro do Centro de Cultura Amélio Amorim

o vereador e líder governista Luiz Augusto de Jesus, Lulinha (DEM), denunciou o desabamento do telhado do Centro de Cultura Amélio Amorim (CCAA), localizado na Avenida Presidente Dutra, em Feira de Santana. Ele cobrou esclarecimentos e providências por parte do Governo do Estado.

“Recebi uma denúncia de desabamento do telhado do Amélio Amorim, um importante equipamento para a cultura de Feira de Santana. Sabemos que o Governo do Estado abandonou a Abóbora do Amélio Amorim. A população quer uma resposta. Aquele teatro é um patrimônio da nossa população”, reclamou, solicitando ao presidente do Legislativo feirense, José Carneiro, que delibere uma comissão da Casa para averiguar a situação.

O vereador Cadmiel Pereira (PSC) criticou a falta de investimentos do governo estadual na cultura feirense. “É lamentável o abandono da cultura de Feira de Santana pelo Governo do Estado, que tanto prometeu a reforma do Carro de Boi e nada fez”, criticou.

De volta com a palavra, o vereador Lulinha reforçou a cobrança. “O Governo precisar tomar providência. Que a Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana), que tem parceira com o Amélio Amorim, possa dar satisfação à população sobre o que está acontecendo no centro de cultura”, concluiu.

Colbert recebe dirigente da APLB e ouve demandas da entidade

O prefeito Colbert Martins Filho concedeu nesta segunda-feira, 14, a sua primeira audiência à diretoria da Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB). Empossado há apenas um mês, o gestor municipal conversou em seu gabinete com a dirigente sindical Marlede Oliveira. A secretária de Educação, Jayana Ribeiro, também esteve presente.

O encontro foi para apresentação de algumas demandas por parte da APLB. “Alguns pontos de interesse foram colocados, com a devida exposição de motivos e nós ouvimos atentamente. A finalidade da reunião, de nossa parte, era ouvir”, disse Colbert.

Posteriormente, acrescenta o prefeito, os assuntos vão ser discutidos no âmbito da administração, entre ele, a secretária da Educação e os titulares da Fazenda (Expedito Eloy) e Administração (João Marinho Gomes Júnior). 

A audiência transcorreu dentro de um clima de cordialidade, disse Colbert Filho: “Tenho interesse de que as coisas aconteçam, que a educação melhore cada vez mais e creio que este é também o propósito da APLB. Precisamos convergir nisso”.

Em dificuldades financeiras, APA realiza bazar e esclarece sobre verba do município

A Associação Protetora dos Animais (APA), uma entidade sem fins lucrativos que está situada no bairro Santo Antônio dos Prazeres, vem enfrentando uma série de dificuldades para conseguir se manter e continuar prestando o serviço de retirada de cães e gatos abandonados das ruas de Feira de Santana.

Como forma de ajudar com os custos da entidade, a APA realiza no próximo sábado (19) mais um bazar beneficente, das 9h às 14h, na Rua Nossa Senhora da Piedade, no bairro Santa Mônica. Serão comercializados roupas, brinquedos, acessórios, eletrodomésticos e outros produtos, frutos de doações da comunidade.

A APA tem por objetivo conscientizar a população sobre a defesa da vida animal. Após recolher os animais das ruas, a entidade cuida e os encaminha para a adoção responsável.

De acordo com a diretora da associação, Graça Peixinho, em entrevista ao Acorda Cidade, nos últimos meses, muitas pessoas deixaram de realizar doações e, por conta disso, faltam materiais, alimentos e dinheiro para pagamento de despesas com pessoal de apoio.

Ela afirmou que o número de doações despencou após a entidade passar a receber uma verba do município, no valor de R$ 216 mil, mas que é destinada apenas para o pagamento de despesas com castração de animais e dura no máximo três meses.

“As pessoas entenderam que esse repasse de recursos seria para sustentar a APA. Mas, o repasse é para castração de animais abandonados e de animais de pessoas carentes que não têm condições de ir a uma clínica. Esse termo de parceria vem desde 2015, e agora houve uma renovação”, explicou Graça Peixinho.

Segundo a diretora da APA, no ano passado foram castrados 1.350 animais, por meio dessa parceria. O valor recebido é gasto com pessoas de apoio, como enfermeiros, técnicos em enfermagem, material para cirurgias e cuidadores, além de uma pessoa que presta serviço a domicílio levando antibióticos durante cinco dias, após a alta.

Graça Peixinho ressaltou ainda que devido à falta de doações, a APA está em uma situação cada vez pior. O custo para manter a entidade é de R$ 15 mil por mês, mas a associação não consegue arrecadar nem R$ 5 mil.

“A APA sobrevive com doações de pessoas e associados. Essas doações têm caído muito. Só com tratadores são gastos mais de R$ 4 mil, e tem alguns meses que temos dificuldade de pagar o pessoal. A gente fica pedindo a um e a outro um saco de ração, temos um crédito com uma pessoa e não sabemos até quando essa pessoa vai suportar vender fiado. Fiz um apelo há poucos dias na rádio para que as pessoas doem ração para os animais da APA. Nós estamos necessitados e os animais estão precisando de apoio da população, pois quando a gente tira um animal da rua, estamos protegendo os humanos das zoonoses”, ressaltou.

Lançamento de livro

A diretora da APA lembrou que recentemente ela lançou o livro ‘Amor Incondicional’, em homenagem aos 15 anos da associação. O trabalho contém fotos da APA durante todo o seu período de existência e tem por objetivo arrecadar fundos para a entidade. Ainda há alguns exemplares e as pessoas interessadas em adquirir o livro podem ligar e obter mais informações através do telefone (75) 99194-6230.

Defensora pública diz que desinterdição do Conjunto Penal de Feira não deve ocorrer em curto prazo

O Conjunto Penal de Feira de Santana está sem receber novos presos desde o dia 26 de abril, quando foi interditado por tempo indeterminado, até que o Governo do Estado cumpra o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado nos anos anteriores, após uma primeira interdição.

A defensora pública, Liliane Miranda do Amaral, em entrevista ao Acorda Cidade, afirmou que o órgão sempre esteve em alerta com relação à situação do Conjunto Penal de Feira de Santana e lembra que buscou, há alguns anos, ao lado de outras instituições, a interdição. Ela afirmou não acreditar na resolução dos problemas em curto prazo.

“Em curto prazo é uma avaliação um pouco precoce. Os paliativos devem ser pensados e repensados para que se forem positivos se tornem realidade. O mais importante é que estamos todos envolvidos, cada um dentro da sua esfera, com um único objetivo, que é dar ao ambiente de custódia a dignidade que a lei determina que seja dada”, disse.

Ela destacou que todos os custodiados provisórios dentro do Conjunto Penal têm a atenção da Defensoria Pública e defendeu que a evolução do órgão dentro do Conjunto Penal foi muito grande.

“Cumprindo determinação da lei, colocamos defensor público dentro da unidade prisional há alguns anos e especialmente nas esferas de execuções penais com atenção para os presos provisórios dada por todos os defensores de cada unidade judiciária que lida no dia a dia com esses presos. Nos deparamos a cada momento com algumas dificuldades e essa situação da interdição envolve esferas do mecanismo da unidade carcerária. Envolve a separação de custodiados, de acordo com o regime e com a periculosidade, envolve as condições de higiene, a superpopulação e todos os itens que dizem respeito à dignidade humana do custodiado, a segurança do custodiado e das pessoas que lidam com eles”, observou.

Outro fator citado pela defensora pública é a questão dos agentes penitenciários. Ela cita esse fator como o de maior relevância e afirma que a Defensoria Pública está com dificuldades dentro do Conjunto Penal, para lidar com o atendimento a prestação da assistência judiciária, devido à pouca quantidade de agentes.

Liliane Miranda do Amaral informou ainda que uma reunião foi realizada, onde foi debatido o trabalho da Defensoria Pública dentro da unidade prisional. Segundo ela, uma reavaliação será feita em data a ser definida.

Há exatos 42 anos, o presidente Ernesto Geisel visitava Feira. Por Adilson Simas

Este mês lembra que há 42 anos, em 14 de maio de 1976, que caiu numa sexta-feira, a cidade recebeu a visita do presidente da República, Ernesto Geisel, aqui permanecendo praticamente durante toda a manhã.

Uma semana antes, a jornal “Feira Hoje”, edição de sexta-feira, 7, já anunciava: “Chegam hoje a esta cidade os batedores da Companhia de Policia do Exercito da 6ª Região Militar e do 4º Batalhão do Exército de Recife encarregados de proteger o presidente”.

Como o ano era eleitoral e a Arena era o partido que dava sustentação ao regime, seus lideres locais trataram de assumir a organização da visita presidencial, deixando de fora da programação a autoridade maior da cidade, o prefeito José Falcão, do MDB.

Tanto assim que na mesma edição do dia 7, o jornal informava que no dia anterior, Ângelo Mário Silva, presidente local da Arena, promoveu ampla reunião no auditório do Hospital Dom Pedro de Alcântara “para tratar da visita de Geisel”.

A nota cita alguns dos presentes convocados pelo partido. Além dos dirigentes dos principais órgãos públicos do Estado e da União existentes na cidade, também compareceram representantes de entidades como Associação Comercial, Centro das Indústrias e CDL.

Logo em seguida as emissoras de rádio e também os jornais, começaram a divulgar nota das entidades patronais convidando para a “grande concentração”, e anunciando o fechamento do comercio e da indústria durante a estada do presidente.

Foi o quarto presidente no exercício do mandato a visitar Feira

Geisel passou a ser o quarto presidente no exercício do mandato a visitar Feira de Santana. O primeiro foi Getulio Vargas durante o Estado Novo, vindo pela ordem Juscelino Kubitschek em janeiro de 1957 e Castelo Branco em março de 1967. 

Além de inaugurar a Fábrica de Pneus Tropical, no Núcleo Piloto do Subaé (BR/324), veio anunciar em comício na Praça João Pedreira, a conclusão da duplicação da Feira-Salvador e a implantação da rede de esgotos sanitários.  

Chegou de helicóptero e pisou na terra de Santana pouco antes das 9 horas, acompanhado do governador Roberto Santos, alguns ministros e assessores militares e civis. Outros ministros e outras autoridades chegaram utilizando a BR/324.

Dona Lucy, a primeira-dama e a filha Amália Geisel, que sempre acompanharam o general presidente, cumpriram programa a parte, em Salvador, ao lado da primeira-dama do Estado, Maria Amélia Santos. O Museu de Arte Sacra foi um dos pontos visitados.

Após o ato inaugural de Pneus Tropical (que virou Pirelli), o presidente se dirigiu a Praça João Pedreira para falar ao povo feirense. Antes a multidão ouviu discursos de ministros, entre eles Dirceu Nogueira, dos Transportes e do governador Roberto Santos.

Vale frisar que o mercado não funcionou. A arrumação para a feira-livre de sábado em volta do mercado só começou quando terminou a concentração. O pedido para o seu fechamento foi feito ao prefeito pelo comandante João Longuinhos, do1ºBPM/FS.

Para os arenistas o melhor momento da fala foi quando o presidente ergueu o braço de Ângelo Mário e disse que ele seria o candidato seu e do partido para ganhar as eleições. O gesto, fotografado, foi a principal peça publicitária da campanha do partido.

Após o ato popular, Geisel voltou a Pneus Tropical onde almoçou. Na seqüência retornou a Salvador e por volta das 14 horas regressou a Capital Federal. Alguns membros da comitiva ficaram mais tempo na cidade discutido a sucessão municipal. Entre eles o presidente nacional da Arena, o senador Francelino Pereira.

A nota triste da visita de Geisel – uma deselegância na verdade, foi a tentativa de evitar a presença do prefeito José Falcão no ato público. Em que pese o gesto político do presidente anunciando apoio a Ângelo Mário, candidato da Arena, o motivo maior da visita foi o anuncio de obras para a população de um modo geral.

A propósito, aquela não foi a primeira visita de Ernesto Geisel a Feira de Santana. Nove anos antes, em 1967, como Chefe da Casa Militar, ele aqui esteve acompanhando o Marechal Castelo Branco, primeiro presidente da ditadura militar implantada em 31 de março de 1964.

 

Fonte: BN/Acorda Cidade/Secom PMFS/Municipios Baianos

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