15/05/2018

Garantia de bons negócios na Bahia Farm Show 2018

 

Se depender das condições de financiamento proporcionadas pelas instituições financeiras e da flexibilidade da negociação por parte dos expositores, os produtores rurais terão a garantia de fechamento de bons negócios durante a Bahia Farm Show 2018. Uma conjuntura favorável diante da boa safra agrícola e o maior aporte de crédito do Plano Safra devem garantir que a 14ª edição da feira supere, pelo terceiro ano consecutivo, a marca do R$ 1 bilhão de reais em oportunidades de negócios. Estarão presentes, entre os dias 29 de maio a 02 de junho, as principais instituições financeiras públicas e privadas com atuação no segmento do agronegócio, que prometem oferecer as melhores linhas de crédito com parcelamento facilitado e juros abaixo do mercado, destinadas principalmente para a aquisição de maquinário e equipamentos agrícolas e inovações que vão permitir a maior eficiência e produtividade no campo.

Confirmada nesta edição, a Caixa Econômica Federal vai oferecer as melhores condições de mercado com taxas de juros promocionais de 6,7% a 7,7% ao ano com prazo de até 14 meses com custeio agrícola e pecuário e estocagem. “A feira é um momento importante para apresentar o nosso diferencial competitivo e portfólio de produtos e serviços, em especial, linhas créditos específicas para investimento e custeio agrícola”, afirma o gerente regional da Caixa, Jackson Almeida de Souza.

O Banco do Brasil também pretende levar todo o seu portfólio de linhas de investimento específicas para os produtores rurais, a exemplo do Moderfrota, com taxas de juros de 7,5% ao ano para a aquisição de máquinas e implementos. “Estamos preparados para atender toda a demanda de crédito originada durante a Bahia Farm Show, além de contar com uma equipe de análise específica, que visa facilitar e agilizar a liberação dos créditos”, afirma o superintendente estadual do Banco do Brasil, Carlos Motta.

Por meio das linhas específicas para os agricultores, como Moderfrota e ABC (BNDES), a agência de fomento Desenbahia será uma das opções no cardápio de instituições financeiras durante a Bahia Farm Show 2018. “Estaremos na feira com todo o nosso portfólio de produtos. Para máquinas e equipamentos, por exemplo, destacamos a linha Moderfrota, com taxa fixa de 7,5% a.a e prazo de até 84 meses, incluídos 12 meses de carência. Temos, ainda, linhas para irrigação, armazenagem, projetos, além de uma linha para inovação exclusiva da Desenbahia, a Inovacred. Nosso foco é apresentar soluções técnicas e financeiras que viabilizem o atendimento das necessidades do nosso cliente”, explica o gerente de marketing e produtos da Desenbahia, Marcelo Borges Weckerle.

Já o Banco do Nordeste (BNB) deverá oferecer, durante a Bahia Farm, juros que variam de 6,65% a 9,0% ao ano em função do porte do empreendimento, que com o bônus de adimplência de 15%, passam a ser de 5,65% a 7,65% ao ano. “Para mais de 90% do público da feira as taxas ficarão entre 5,65% a 6,40% a.a. e sem taxa flat. As nossas taxas são anualizadas e possuem revisão conjuntamente com o Plano Safra, cujo aporte de recursos foi maior em relação à feira passada, tendo grande disponibilidade para essa edição. O cartão BNB Agro, desde a última edição, traz um grande diferencial, pois os clientes já chegarão à feira com um limite “concedido”, ou seja, é escolher a máquina e/ou equipamento e efetuar o pagamento ao fornecedor (desde que o item atenda ao condições da linha de crédito)”, explica o gerente do BNB em Luís Eduardo Magalhães, Romildo Nascimento.

Os produtores rurais também terão acesso às oportunidades de crédito oferecidas pelo Bradesco, Santander e Sicred MS/TO, que também vão focar as suas linhas de financiamento, principalmente, nos segmentos de máquinas e implementos agrícolas para pequenos, médios e grandes.

Para a coordenadora da Bahia Farm Show, Rosi Cerrato, a feira é considerada um momento propício para que o produtor rural possa adquirir o melhor em tecnologia agrícola. “Em um único espaço, estão as principais empresas do setor agrícola oferecendo as novidades e com facilidades nas negociações e com atendimento personalizado, e as instituições financeiras que vêm com o aporte do crédito garantido com parcelamentos e juros abaixo do mercado para quem fechar os negócios dentro da feira”, aponta. Para se antecipar e saber quais os créditos que serão oferecidos durante a Bahia Farm Show 2018, os produtores rurais e interessados devem verificar as melhores linhas de crédito e financiamento diretamente com as instituições financeiras.

A Bahia Farm Show é organizada pela Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), com o apoio da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), Fundação Bahia, Associação dos Revendedores de Máquinas e Equipamentos Agrícolas do Oeste da Bahia Ltda. (Assomiba) e Prefeitura de Luís Eduardo Magalhães.

Bom Jesus da Lapa: Pagar salário com atraso produz dano moral, decide TRT5-BA

Dois pedreiros da Rodenge Engenharia e Construções serão indenizados por danos morais, no valor de R$ 5 mil cada, por terem recebido seus salários com atraso quando trabalhavam para a empresa. A decisão foi da 1ª Turma do Tribunal Regional da 5ª Região (TRT5-BA), que deu provimento ao recurso dos trabalhadores e reformou a sentença da Vara de Trabalho de Bom Jesus da Lapa. Da decisão ainda cabe recurso

Os autores alegaram que durante os meses de janeiro a abril de 2016 tiveram os salários retidos, levando-os a não honrar compromissos financeiros anteriormente assumidos. “Sem qualquer recurso fomos obrigados a contrair dívidas para garantir o sustento e a sobrevivência da família,” justificaram os pedreiros.

A relatora do acórdão, desembargadora Ivana Magaldi, argumentou que a empresa causou aos empregados vexames, sofrimento e angústia, uma vez que que o salário constitui fonte de suas subsistências e de suas famílias. A magistrada também sustentou que o atraso no pagamento dos salários não pode ser justificado por quedas nas vendas ou da produção da empresa, ante a característica da alteridade inerente aos contratos trabalhistas, que supõe que o empreendedor deve assumir exclusivamente os riscos pelos negócios.

Assim, os desembargadores da 1ª Turma reconheceram a prática de ato lesivo à honra objetiva dos pedreiros, causa de dano moral presumido, cuja reparação justifica o pagamento de indenização. De acordo com a Turma, a quantia de R$ 5 mil trata-se de valor compatível com a natureza, extensão e sequelas da lesão causada aos trabalhadores.

Com safra recorde, Brasil se aproxima da liderança na soja

A colheita da safra de soja 2017/18 chega ao fim nos campos brasileiros com recorde de produção. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume colhido deve atingir 116,9 milhões de toneladas, após registrar 114,1 milhões na safra anterior. Algumas consultorias, como a Céleres, estimam uma produção ainda maior, de 117,8 milhões. A expectativa é de que, já na próxima safra, pela primeira vez, o Brasil possa ultrapassar os Estados Unidos como maior produtor mundial do grão.

Conforme o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a produção americana nesta safra, de 119,5 milhões de toneladas, ainda foi maior que a do Brasil, mas a previsão para 2018/19 é de que ela deve recuar para 116,4 milhões de toneladas. "Para o Brasil, ainda não temos estimativa, porque esta safra só se inicia em setembro. De toda forma, a produção nos últimos anos foram muito próximas. Com qualquer deslize climático ou produtivo dos EUA, o Brasil poderá ser o líder", avalia Enilson Nogueira, analista de mercado da Céleres.

Segundo ele, o maior volume de soja da nossa história resulta de uma combinação de clima e tecnologia. "As chuvas desde o plantio até fevereiro vieram com bastante força, ajudando as lavouras a atingirem o potencial tecnológico esperado. Como estão cada vez com mais tecnologia aplicada, o crescimento na produção não surpreende."

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Antônio Galvan, o País tem potencial para ser o maior produtor mundial de soja já nas próximas safras, mas enfrenta gargalos. "Temos mais áreas para expansão do que eles, podendo plantar a soja em pastagens degradadas, porém precisamos corrigir nossos problemas de logística. Estamos na parte mais distante da área de produção e sofremos o impacto do alto custo do combustível no frete", avalia.

O Estado é o maior produtor de soja do País, mas tem um custo alto para escoar a produção. "Há trechos de rodovias que não foram concluídos e outros que estão com o asfalto deteriorado. Levar a soja até a hidrovia, no norte, está tão caro quanto descer com ela para os portos do sul. O frete está saindo entre R$ 250 e R$ 270 a tonelada", diz Galvan. Apesar disso, segundo ele, a situação é favorável para o produtor. "Com a soja a R$ 65 (a saca de 60 kg), como está hoje, o produtor começa a ter renda. Melhor que no ano passado, quando vendemos a R$ 53". Ele acredita que, em parte, o bom preço se deve à quebra de produção na Argentina. "Eles tiveram problemas climáticos severos e colheram muito pouco."

Conforme Nogueira, a valorização do dólar ante o real teve influência na formação do preço da soja brasileira - na última sexta-feira, a moeda americana fechou a R$ 3,60. Esse não foi, porém, o único fator, segundo ele. Além da quebra da produção argentina, a possível taxação chinesa à soja americana, como retaliação às barreiras propostas pelos americanos aos produtos chineses, favoreceu o grão do Brasil. "De um mês para cá, aproveitando a janela de preços remuneradores, o produtor vendeu mais de 10% do volume da safra. Em Paranaguá, no dia 7, a saca foi negociada a R$ 87, 4% acima do mês passado e quase 25% sobre o mesmo dia de 2017 ", disse.

Mesmo diante de uma produção maior, o cenário de demanda interna e externa, com redução na oferta global, é favorável à manutenção dos preços, segundo ele. A Céleres estima embarques recordes de 70 milhões de toneladas, 3% maior que na safra 2016/17. O interesse externo pela soja brasileira poderá diminuir a disponibilidade do grão no segundo semestre, sustentando a boa cotação. "A valorização do dólar no mundo, frente ao fortalecimento da economia americana e dos esperados aumentos de juros por lá, deverá continuar contribuindo para a formação de preço no Brasil durante 2018", disse Nogueira.

Rainha

No Estado de São Paulo, a soja passou a reinar absoluta nos campos de produção que se estendem pelo Vale do Paranapanema, no sudoeste paulista. A entrada da soja na região de Capão Bonito, tradicional produtora de feijão, causou uma transformação que ainda impressiona o produtor Leomir Baldissera. As fazendas têm frotas de máquinas modernas e estão pontuadas pelos conjuntos de silos. "A agricultura aqui era de alguns picos altos e muitos baixos, pois a batata, o milho e o feijão são assim. A soja veio e deu estabilidade, se adaptou bem à região, ocupou quase todos os espaços. Hoje, ela é a rainha das lavouras", disse.

O produtor destaca a boa adaptação da oleaginosa numa região em que a cultura é de sequeiro - que dispensa a irrigação. "Nessa região, a terra é muito boa e as chuvas são bem definidas. É possível fazer duas culturas e meia por ano, o que não se consegue no Centro-Oeste." Ele conta que a região não tem áreas para expansão das lavouras, por isso o agricultor usa a renda para investir em tecnologia. "Muitos adotaram a agricultura de precisão, que permite identificar manchas de solo mais fracas e fazer a correção. Com isso, o produtor padroniza a lavoura e sabe quanto vai produzir. Aqui, o produtor está sempre na ponta em tecnologia."

Apenas na área de atuação da Cooperativa Agrícola de Capão Bonito, os 20 produtores colheram 1,1 milhão de sacas (66 mil toneladas), com produtividade média de 72 sacas por hectare e picos de até 85 sacas/ha, uma da mais altas do Brasil. Com a expectativa de bons preços, o produtor não teve muita pressa para vender, segundo o administrador Luiz Carlos Mariotto. "Ainda temos 27 mil toneladas em estoque, 42% do que entrou. No início da safra, o preço estava baixo e o produtor preferiu segurar", disse. Na região, nesta sexta-feira, a soja era vendida a R$ 78,50 a saca, preço livre para o produtor. Em janeiro, a saca estava a R$ 65.

O responsável pelo setor comercial de cereais, Fernando Nascimento, acredita que a cultura chegou para mudar o perfil agrícola da região. "A soja é o grão do momento no mundo, tanto para consumo direto como para a produção de proteína animal. Só a China vai consumir este ano 118 milhões de toneladas, que é tudo o que o Brasil vai produzir." Ele diz que, por conta dessa dependência, os chineses ampliaram muito a presença no País, adquirindo tradings e se colocando em posições estratégicas. "Eles chegaram sem alarde e já estão nos portos de Santos e de Paranaguá."

 

Fonte: Araticum Assessoria de Comunicação/Secom TRT5/Agencia Estado/Municipios Baianos

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