16/05/2018

Pesquisa interna não empolga tucanos e expõe cenário pró-Rui

 

A pesquisa encomendada pelo PSDB da Bahia trouxe alguns resultados que intrigaram a cúpula oposicionista no estado referentes à avaliação do governador Rui Costa (PT) e o desempenho em setores estratégicos da administração pública.

Como o levantamento é de consumo interno, não pode ter os percentuais divulgados pelos tucanos. Contudo, o que se diagnosticou é que Rui Costa tem um desempenho “pessoal”, ou seja, é tido como bom gestor por uma parcela considerável do eleitorado baiano.

Por outro lado, quem teve acesso aos números da pesquisa afirma que setores como Saúde, Segurança Pública, Emprego e Educação estão entre os mais criticados pela população. De modo que intrigou aos tucanos o contraponto entre a avaliação negativa em segmentos e a positiva em gestão.

A preferência dos entrevistados por Rui Costa em detrimento ao PT, seu partido, também é interessante. De fato, conforme a apuração dos dados, o governador descolou a imagem pessoal da partidária. Consegue ter desempenho melhor que a sigla no estado.

No que se refere às intenções de votos, Rui Costa tem ampla vantagem sobre os adversários. Mesmo somando as duas potenciais candidaturas (José Ronaldo – DEM e João Gualberto – PSDB) Rui estaria na dianteira.

As chances da oposição em um cenário de dispersão de candidaturas caem. Outrossim, a tese de que é melhor unificar o campo – à exceção do MDB – foi acentuada após o levantamento. A diferença de intenção de votos entre as duas postulações, democrata e tucana, é pequena, no entanto, o político feirense tem um desempenho melhor.

Poucos acreditam de fato que uma pesquisa apenas deva servir como balizadora para tomadas de decisões sobre a candidatura, no entanto, o levantamento se soma a outros com ingredientes que sugerem a unificação.

A pressão dos candidatos aos legislativos federal e estadual para que se monte a melhor chapa em uma cenário pós-terra arrasada também colaborada para a retirada de uma candidatura. Neste sentido, é esperada saída de João Gualberto do páreo.

O deputado federal tem boa expectativa de voto para reeleição e ainda que tenha vontade de disputar o governo estadual tem dito, desde que colocou o nome na disputa majoritária, que não criará problemas para a montagem das coligações proporcionais que possam eleger o maior número de deputados possíveis.

Gualberto conclui pesquisa e diz que está na boca de espera

João Gualberto, o pré-candidato do PSDB ao governo baiano, diz que já recebeu o resultado da pesquisa que encomendou para avaliar o cenário baiano. E conclui:

– Sem surpresas. Tudo rigorosamente dentro do esperado. Agora é tocar o barco e aguardar. Estou em compasso de espera.

E tem possibilidade de uma união com Zé Ronaldo (o candidato do DEM)?

– Eu quero ser candidato e estou lutando por isso. Já entrei numa disputa pela prefeitura de Mata de São João, que eu tinha certeza que ia perder, e ganhei. Mas se eu disser que não há possibilidade de conversa, fica ruim. Conversaremos, sim.

Sem pressa

Gualberto diz não ter pressa. No plano nacional está todo mundo marcando os seus acertos finais lá para meados de junho. Ele diz, todavia, que Rodrigo Maia, o pré-candidato à presidência do DEM, está contribuindo para dificultar as coisas lá, o que repercute cá.

– Nós votamos nele para a presidência da Câmara e depois  outra vez, mas ele está agindo como Eduardo Cunha. Deixou o PSDB de lado e está se aproximando do centrão, o mesmo povo a que Eduardo se aliou.

Gualberto, que é partidário do ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, diz que as questões federais e regionais são imbricadas.

Ou seja, acordo pode existir, mas a conversa passa pelos que aspiram Brasília. Palpite: na Bahia vai dar união.

João Gualberto diz que pesquisa interna não sinaliza retirada de candidatura

Após ficar sabendo do resultado de uma pesquisa interna feita pelo PSDB, o deputado federal João Gualberto (PSDB) mudou o discurso.

Em entrevista ao Bahia Notícias nesta terça-feira (15), o tucano disse que “era o que esperava” e que não sinaliza a retirada de sua candidatura.

O levantamento, outrora, iria servir para Gualberto avaliar a manutenção da sua candidatura ou a de José Ronaldo ao governo da Bahia. “Seria surpresa se nós (ele e Ronaldo) estivéssemos distantes, mas não é o caso. O PSDB não tem intenção de retirar minha candidatura, mas pode acontecer de retirar a minha ou ele retirar a dele”, contou.

PSC tem reunião com Gualberto ‘para falar de coligação’ e torce por unificação das chapas

O presidente estadual do PSC, Eliel Santana, teve uma reunião com o deputado federal e pré-candidato a governador pelo PSDB, João Gualberto, nesta segunda-feira (14).

Em entrevista ao Bahia Notícias, nesta terça (15), ele disse que a conversa foi sobre apenas “coligação”. Questionado pelo portal se teria fechado apoio ao tucano, o dirigente partidário negou.

“Conversamos sobre a questão da possibilidade de coligação mesmo. Estamos aguardando a definição dele [se vai retirar a candidatura ou não]”, disse.

Segundo Eliel, a pauta da pré-candidatura do deputado federal Irmão Lazaro (PSC) ao Senado está sendo tocada pelo prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), e torce para uma unificação das chapas. “Nosso desejo é participar do chapão, com todos”, completou.

PSDC não entra na chapinha e tenta união com PPS, PTC e PHS

Diferente do arranjo da última eleição, neste ano o PSDC não vai se coligar na chamada "chapinha".

Anteriormente, eles integraram a coligação "Juntos somos fortes", composta ainda por PPS, PTC, PV, PRP e PT do B. "Em 2014, nós fizemos essa chapinha. Nós elegemos quatro deputados estaduais e um federal e nenhum deles honrou o acordo político que eles fizeram. Então, eu tomei a decisão de que deputado de mandato não entra na chapinha", declarou o presidente do partido, Antônio Albino.

Com críticas ao PV, ele disse que o compromisso não cumprido foi o de "continuar na união pra formar um grupo que fortalecesse" o Estado.

Para a eleição de 2018, quem já confirmou que vai formar uma chapinha é o Solidariedade (SD). O presidente estadual da sigla, Luciano Araújo, disse que essa é a única condição para a legenda apoiar a candidatura de José Ronaldo (DEM) ao governo do Estado.

Já o PSDC, que pretende se aliar ao PPS, PTC e PHS, lançou a pré-candidatura de Marcos Maurício, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc).

Oposição junta, só no segundo turno

O presidente estadual do MDB, também pré-candidato ao governo do estado, João Santana, defende que o melhor é que os pré-candidatos de oposição ao governador Rui Costa (PT), no caso, João Gualberto (PSDB) e José Ronaldo (DEM) e ele próprio, disputem cada qual em sua chapa as eleições no primeiro turno, para que “cada grupo mostre qual o seu capital político”. A união, diz ele, deve ocorrer no segundo turno – que, crê piamente, ocorrerá:

– Se alguém quiser se juntar na segunda etapa da eleição, não tem problema. Não farei nenhum barramento. Espero que, se isso acontecer, que parem de dizer, bobamente, que não querem o nosso voto.

Para ele, “já caiu de moda” dizer que o caso do bunker de R$ 51 milhões desgastou a imagem do partido – desde há muito comandado pelos irmãos Vieira Lima, que, agora, estão no banco dos réus e preocupados em se defender. E dá exemplo: diz que em quatro semanas arrebanhou 51 candidatos a deputado federal e outros 25 a estadual. São 24.335  filiados na Bahia e, destes, seis mil em Salvador.

Supremo Tribunal Federal envia inquérito de João Bacelar para TRE-BA

O Supremo Tribunal Federal (STF) declinou competência do inquérito contra o deputado federal João Bacelar (PR) e, agora, o processo será remetido para o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

A movimentação processual ocorre por conta de recente decisão do STF, que definiu que o foro privilegiado por função apenas é aplicado em crimes cometidos durante o exercício do cargo e relacionados às funções desempenhadas.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, Bacelar teria divulgado em publicidade eleitoral campanha conjunta com os então candidatos a deputado estadual Alex Lima (PSB) e José Tude (PMDB), sem o conhecimento dos dois, configurando como “informação ideologicamente falsa em publicidade eleitoral”.

Félix Mendonça Jr. diz que apoio do PSB a Ciro seria bem-vindo

Presidente do PDT na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Jr. preferiu não tecer comentários sobre a notícia de que a cúpula nacional do partido tem assediado o PSB em busca de apoio, após o ex-ministro Joaquim Barbosa desistir de disputar o Palácio do Planalto. Em entrevista ao BNews, na manhã desta terça-feira (15), o parlamentar afirmou que não está por dentro das articulações, mas ressaltou que todo apoio é bem-vindo.

Atualmente, o PDT tem Ciro Gomes como pré-candidato à presidência da República, e estaria, segundo o jornal Folha de S.Paulo, tentando também conseguir apoio do PT. Entre esta terça e esta quarta-feira (16), o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, se encontrará com os presidentes do PT e do PDT, Gleisi Hoffmann e Carlos Lupi, respectivamente.

Em relação à Bahia, o certo é que o PSB apoiará o governador Rui Costa (PT), conforme reafirmou o secretário-geral da sigla ao BNews, Domingos Leonelli.

Contas do antigo PTN são reprovadas

O diretório baiano do Podemos teve as contas de 2015 rejeitadas e deve ficar sem receber recursos do Fundo Partidário por um mês, em processo relatado pelo juiz Freddy Pitta Lima, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

Também foi determinado que a legenda repasse aproximadamente R$ 6,8 mil ao Tesouro Nacional. Os responsáveis pelas contas da sigla (na época, ainda PTN) são o deputado federal João Carlos Bacelar, presidente estadual do partido, e Antônio Carlos de Moura Santos.

Conforme a decisão, a sigla recebeu recursos de origem não identificada, o que comprometeria a “integralidade e confiabilidade” do balanço financeiro.

 

 

Fonte: A Tarde/Tribuna/BN/Bahia.ba/Municipios Baianos

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