16/05/2018

Bahia: Presidentes do MDB e do PHS descartam aliança

 

Presidentes do MDB e PHS, respectivamente, João Santana e Júnior Muniz descartam, ontem, uma aliança entre os partidos para eleição deste ano, apesar de haver rumores de que as siglas coligariam. Nos bastidores, comentou-se que os emedebistas ofereceram uma fortuna do fundo partidário para fechar um acordo com os humanistas. Ontem, o pré-candidato ao governo da Bahia pelo MDB, João Santana, negou e sugeriu que os humanistas plantaram a informação na imprensa para “valorizar” o passe junto ao prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). “Jamais procurei o PHS para qualquer tipo de conversa. O MDB pode fazer candidatura solo. Algum canalha colocou isso [a aliança] na mídia. Não estamos dispostos a dar mundo e fundos. Quando soube, liguei para o presidente do PHS para desautorizar. Nossas alianças, se forem feitas, serão com base em princípios e não em dinheiro. Só fazemos política com critérios e não com dinheiro”, afirmou. “Se alguém quer valorizar Júnior para ganhar ponto com o prefeito, não é problema meu”, acrescentou.

Após a dura declaração do pré-candidato emedebista, Muniz também descartou acordo com MDB. “Eu nem olhei [a declaração de João de Santana]. Estou no interior e voltando para Salvador. Mas João Santana está bravo demais. Foi [uma fala] desnecessária. E a gente não precisa se valorizar com ACM Neto. Já temos quadros políticos [no PHS] que valorizam qualquer agremiação”, rebateu.

Questionado se houve proposta de emedebistas para firmar parceria com PHS, Muniz disse que “há conversas de toda ordem”. No entanto, não houve, segundo ele, com João Santana. Por não ter deputados entre seus filiados e ter uma certa força eleitoral em Salvador, com quatro vereadores, o PHS virou “a bola da vez” na eleição proporcional. Isto porque o partido tem sido assediado por agremiações da base do prefeito ACM Neto para a montagem de “chapinha” no pleito deste ano.  Na semana passada, líderes do PPS e PSDC tentaram costurar um acordo com os humanistas. Segundo eles, se aliança for firmada, os partidos podem eleger, juntos, três deputados federais e seis estaduais.  No entanto, Júnior Muniz, adotou um cauteloso quando perguntado se pacto será fechado. “Tem um sinal positivo meu para que isso aconteça, mas vou falar com os pré-candidatos do partido ainda”, afirmou.

'Estigma da traição vai pesar sobre ele', diz João Santana sobre apoio de Colbert a Zé Ronaldo

pré-candidato ao governo da Bahia pelo MDB, João Santana, afirmou nesta terça-feira (15) que o prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins, carregará "para o resto da vida" o "estigma da traição" por apoiar o nome de Zé Ronaldo (DEM) ao Palácio de Ondina.

"A primeira coisa que vai acontecer com Colbert não vai ser uma punição do partido. Vai ser o estigma de uma traição que vai pesar sobre os ombros dele para o resto da vida. Pra mim, não existe punição maior. Em segundo, é que, em determinado momento, uma área do partido pode querer resolver fazer alguma punição, que não será proposta por mim. Pelo menos agora", declarou ao BNews, durante evento em que o ex-deputado federal Gerson Gabrielli assumiu a presidência do diretório municipal da legenda.

Apesar de não esconder sua insatisfação com a decisão do correligionário, Santana diz que ninguém no partido agirá à base do coronelismo.

"No MDB, antigo PMDB, nós não somos coronéis, não. 'Ou dá ou desce'. 'Ou vai com a gente ou não vai'. Não. Nós temos o direito de ter ponto de vista, de escolher o que queremos", afirmou.

O ex-ministro da Integração Nacional no governo Lula lamenta, entretanto, o fato de Colbert optar por marchar com um partido que, segundo ele, "vem da ditadura".

"Ocorre que o prefeito de Feira de Santana é filho de um tradicional peemdebista. Faz parte de um partido por onde morejou e lutou Chico Pinto, uma das grandes figuras do país contra a ditadura. E, exatamente num momento como esse, o prefeito resolve apoiar um partido que vem da ditadura: o DEM, que vem do PFL, que vem da Arena etc. Lá em Feira nós sempre o tivemos, não com brigas loucas, como adversários políticos", disse Santana.

MDB quer eleger três deputados federais e chegar a 20 mil filiados na Bahia

ex-deputado federal Gerson Gabrielli assumiu, na manhã desta terça-feira (15), a presidência do diretório municipal do MDB e disse que o partido espera atingir 20 mil filiados na Bahia, em 2020.

“Temos seis mil filiados e em 2020 nossa meta é ter 20 mil filiados. Será o partido de maior filiação no estado e, talvez, um dos maiores do Brasil”, afirmou, em entrevista ao BNews, acrescentando que o partido pretende eleger três deputados federais baianos, e que os parlamentares que deixaram a sigla em março "se arrependeram".

“O MDB é um partido altamente competitivo, estamos com mais de 30 candidatos a deputados estaduais, 45 a federais. Pretendemos eleger três deputados federais, entre três e quatro estaduais, é um partido histórico. Temos uma estrutura de mais de 200 diretórios no estado. Vamos entrar na campanha tentando marcar posição”, frisou.

Gabrielli disse ainda que espera o apoio do vice-prefeito de Feira de Santana, Colbert Martins (MDB), ao pré-candidato ao governo da Bahia pela sigla, João Santana. Ele já havia se declarado a favor do ex-prefeito da cidade José Ronaldo (DEM).

“Colbert vai ter tempo para repensar a fidelidade partidária. Ele é gente boa, deve ter feito as alianças dele, mas a perspectiva é que ele apoie o MDB. E João Santana é o melhor candidato de todos, porque é o mais preparado. Foi ministro, é ficha limpa, conhece profundamente a Bahia. É uma pessoa carismática, encantou-nos a todos”, afirmou.

Lúcio critica deputados que deixaram MDB para facilitar reeleição: “O ‘chapão’ virou ‘chapeta’

O deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB) criticou os deputados estaduais que deixaram a sigla, durante seu discurso na posse de Gerson Gabrielli no MDB municipal, realizada na manhã desta terça-feira (15). Nomes como Hildécio Meirelles, Pedro Tavares e Leur Lomanto Jr aproveitaram a janela partidária, encerrada no mês passado, para buscar um novo abrigo e tentar garantir a reeleição.

“Aqueles parlamentares que deixaram o MDB, não por motivo de discordância, mas por questão científica, por matemática, achavam que lá seria mais fácil com o tal de ‘chapão’. Agora, mais fácil está no MDB. Lá, ficou difícil, o ‘chapão’ virou ‘chapeta’. E nós viramos a chapa. Tenho certeza que chegaremos à vitória”, declarou Lúcio.

Os partidos maiores ligados ao prefeito ACM Neto (DEM) e ao candidato do DEM ao governo baiano, José Ronaldo, pressionam pela formação de um chapão para eleger deputados, o que é rechaçado pelas siglas menores por acreditarem que ficarão em desvantagem.

Tenho certeza de que não vai dar em nada, diz Lúcio sobre processo no Conselho de Ética

Enfrentando um processo no Conselho de Ética na Câmara dos Deputados, Lúcio Vieira Lima (MDB) acredita que não sofrerá punição. “Tenho certeza de que não vai dar em nada”, diz o parlamentar ao BNews, pouco antes de deixar a posse do novo presidente municipal do MDB, Gerson Gabrielli, na manhã desta terça-feira (15).

Sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que aceitou a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra ele, seu irmão, o ex-ministro Geddel Vieira Lima, e a mãe dos dois, dona Marluce, no caso dos R$ 51 milhões apreendidos em um apartamento em Salvador, Lúcio afirmou que seus acusadores é que deverão provar a sua culpa.

Apesar da debandada que houve na legenda, Lúcio demonstrou confiança no resultado das eleições deste ano, acreditando que o partido pode fazer até três deputados federais. O terceiro, disse, viria a partir de uma coligação partidária.

 

Fonte: Tribuna/BNews/Municipios Baianos

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