16/05/2018

Otto admite que Edvaldo Brito pode compor chapa

 

Presidente do PSD na Bahia, o senador Otto Alencar disse, ontem, que achou “normal” a declaração do vereador Edvaldo Brito (PSD), que, na semana passada, manifestou o desejo de ser indicado pelo partido para a chapa majoritária do governador Rui Costa (PT). “Normal. Ele sempre diz isso. Temos dois postulantes que é [o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Angelo] Coronel e Antonio [Brito], e vamos fazer uma reunião para decidir. Temos dois postulantes porque Edvaldo e o filho são uma figura política, uma personagem só. Eles têm trabalhado muito. Então, aquele que reunir o maior apoio dentro do partido será indicado.”, afirmou o congressista, em entrevista à Tribuna. Apesar de o próprio deputado federal Antonio Brito afirmar que Coronel será “ungido” pelo PSD, Edvaldo Brito minimizou a fala do filho e afirmou que “ninguém está fora” da corrida pela composição governista. “Nenhuma chapa vai se organizar antes da hora. [...] Nós estamos pleiteando um espaço na chapa majoritária e temos nomes a oferecer para que o candidato a governador escolha”, pontuou, em entrevista à rádio Metrópole.

O vereador também atenuou a declaração de Rui Costa, que, no mês passado, sinalizou o desejo de ver Coronel no Senado. "Deve ter sido uma declaração circunstancial, uma vez que é o partido que deve oferecer o nome. Ele diria a mesma coisa se estivesse com Antonio Brito junto dele. Diria que gostaria de vê-lo no Senado ou na vice-governadoria", ponderou. A declaração do chefe do Palácio de Ondina ocorreu após o mandatário da Alba tecer elogios às ações do governo na área da saúde pública da Bahia e profetizar o nome de Rui Costa à Presidência da República, em 2022. “Agradeço pela indicação em 2022. Espero – lhe retribuindo – que você esteja no Senado para me ajudar. O que o cara não faz pela vaga de senador, não é?”, indagou, sorrindo, durante o lançamento da segunda etapa do Mutirão de Cirurgias Eletivas, com a presença de mais de 100 prefeitos baianos.

Embora os quadros do PSD sejam favoritos para compor a chapa de Rui, o partido ainda disputa espaço na composição com o PSB de Lídice da Mata, que quer ser postulante à reeleição. A situação, no entanto, segue em aberto, e a previsão dada pelo governador para escalar o time é o fim deste mês. Ontem, Otto Alencar reiterou que o PSD ainda está na expectativa de ter uma vaga na chapa. “Esperamos ser contemplado. O governador disse, no ano passado, que o PP e PSD teriam espaço. Mas queremos o nosso sem nenhuma imposição ou radicalismo”, frisou.

Redes sociais como termômetro: Angelo Coronel sai na frente na corrida para o Senado

expectativa em torno da influência das redes sociais no desempenho eleitoral dos candidatos é grande para esta eleição. Em campanhas como a que levou Barack Obama à presidência dos EUA em 2009 foram preponderantes, contudo, no Brasil os efeitos das redes ainda não foram classificados como fundamentais.

Dito isso, o período pré-eleitoral deste ano no Brasil tem sido marcado pelas manifestações espontâneas e estimuladas no universo digital. O baixo custo soma-se à extensão do alcance e a fatores como a falta de credibilidade de pesquisas eleitorais.

Neste sentido, faltando pouco menos de seis meses para as eleições deste ano, o BNews recebeu um levantamento do desempenho dos pré-candidatos ao Senado pela Bahia. A análise baseada nos dados oficiais do Facebook revelou o crescimento da audiência de possíveis candidatos à Casa Alta do Congresso Nacional.

Os números apontam o deputado Angelo Coronel (PSD) como líder no ranking de seguidores da rede. O pessedistas está a frente de nomes como o ex-ministro Jaques Wagner (PT), o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. (PSDB) e a senadora Lídice da Mata (PSB), cotados para a disputa eleitoral.

Entre fevereiro e maio de 2018, Angelo Coronel acumulou em sua fanpage 261.260 seguidores. Os números superam o do segundo colocado, o ex-ministro Jaques Wagner. No ranking de seguidores, Wagner possui a marca de 208.167 fãs, contra 78.874 de Lídice e 12.963 de Jutahy Magalhães Jr.

Em relação à taxa de crescimento da audiência no mesmo período, a ordem pouco sofreu alteração. Angelo Coronel continua liderando com 87% de ganho de fãs, seguido por Jaques Wagner (10%) e Lídice da Mata (0.3%). Jutahy Magalhães Jr. foi o único dos políticos que apresentou queda neste coeficiente (0.2%).

O engajamento do público, importante métrica de popularidade, também foi analisado. Neste indicador de desempenho, Jaques Wagner abriu vantagem em relação aos outros três. Com possibilidade de disputar o Senado ou até a Presidência da República pelo Partido dos Trabalhadores, o ex-ministro possui 863.927 em interações sociais na sua página. Coronel é o segundo colocado (304.826), com ampla distância para Lídice (19.663) e Jutahy Magalhães Jr (1.717), terceiro e quarto lugar, respectivamente.

Lídice vai apresentar resultado de pesquisa eleitoral a aliados

Embora petistas já aguardem um “gesto de desistência” da parte da senadora Lídice da Mata (PSB) na disputa pela última vaga da chapa liderada pelo governador Rui Costa (PT), a parlamentar deve apresentar nos próximos dias, aos seus correligionários, o resultado de uma pesquisa eleitoral, feita em Salvador e Região Metropolitana, na tentativa de se manter no páreo.

Aliados de Lídice, como o deputado estadual Marcelo Nilo (PSB), têm defendido que ela teria mais “densidade eleitoral” para compor a chapa, em comparação com o presidente da Assembleia, Ângelo Coronel (PSD), dado como favorito para ficar com a vaga.

Em resposta, o senador Otto Alencar (PSD), padrinho da candidatura de Coronel, já afirmou não conhecer nenhum levantamento que apontasse a suposta vantagem da senadora.

Rui fará reunião do conselho político este mês para definir majoritária

O governador Rui Costa fará ainda este mês uma reunião do conselho político, formado por partidos da base aliada, para discutir a formação da majoritária de sua candidatura à reeleição ao governo do Estado.

Recentemente, o petista declarou que, até o fim de maio, deve anunciar qual será o desenho da majoritária.

Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, afirmou ainda que, no encontro, ainda sem data, caso a definição não saia, vai ser aprofundado o debate.

Ainda segundo ele, é deste conselho que vai sair o nome que vai ocupar a segunda vaga para o Senado na chapa – a disputa está entre o presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), Angelo Coronel (PSD), e a senadora Lídice da Mata (PSB). “Estamos construindo a gestão da segunda vaga para o Senado. Esse nome deve partir de um consenso. E eu acho deve ser construído com o Conselho Político e com o governador a busca desse consenso”, disse.

Para o petista, a demora de Rui em bater o martelo sobre a majoritária ocorreu porque criou-se um ambiente político “tranquilo” ao governador. Entre eles, por exemplo, a desistência do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), em ser candidato ao governador. Com isso, o governador reduziu a pressa.

“Claro que isso [desistência de Neto] cria uma situação ainda mais confortável. O outro é a própria conjuntura nacional, que a gente vai monitorando. O PSB, por exemplo, até esses dias tinha a candidatura de Joaquim Barbosa. Agora, ele retirou. A conjuntura exige que a gente tenha um pouco de cautela”, recomendou.

Para sorte de Rui, adversários também não possuem perfil de ‘monstro’ político

O governador Rui Costa (PT) vive um momento “céu de brigadeiro” no processo eleitoral de 2018. Candidato à reeleição, Rui viu o adversário com maior potencial bélico, o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), desistir de ser candidato e, como esperado, arrefeceu ligeiramente os ânimos para a campanha política.

Para a sorte do governador, os adversários já postos não oferecem grande perigo do ponto de vista de articulação suprapartidária, como era esperado com ACM Neto.

Não há, como costumavam definir o prefeito de Salvador, nenhum “monstro” político apto a participar do pleito eleitoral de 2018 – incluindo o próprio Rui, frise-se.

A oposição disponibilizou três nomes, José Ronaldo (DEM), João Gualberto (PSDB) e João Santana (MDB), e nenhum deles é conhecido publicamente por ser articulador nato de apoios e construções políticas fortes, ainda que o ex-prefeito de Feira de Santana tenha um longo histórico de cargos públicos obtidos através das urnas.

Nesse sentido, José Ronaldo é o mais experiente, mas está longe de ser uma ameaça real à construção do arco de alianças organizado em torno do projeto de reeleição de Rui.

Já Gualberto não chega a ser um marinheiro de primeira viagem, entretanto não dispõe de uma musculatura política que permita alçar um voo consistente rumo ao Palácio de Ondina – o PSDB na Bahia é um partido pequeno e não mantém estrutura de diretórios locais para apoiar a tentativa de um tucano chegar ao governo sem alianças com outros partidos de oposição.

João Santana vive uma situação ainda mais delicada. Não existe eleitoralmente e defender o legado do antigo MDB, no contexto do bunker de R$ 51 milhões ligado aos irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima, chega a ser uma tarefa hercúlea.

Por enquanto, a oposição ainda busca unificar as candidaturas de José Ronaldo e João Gualberto. O “monstro” político ACM Neto deverá auxiliar na construção desse acordo e, por mais que atue nos bastidores, não deve transformar os aliados em potência eleitoral.

Como se não bastasse a ausência de articuladores políticos natos na oposição e na própria atuação de Rui, sobram nomes com esse potencial ao lado do governador, a exemplo de Jaques Wagner e de Otto Alencar, reconhecidos até pelos adversários como grandes nomes do cenário político baiano.

Rui tem grandes chances de ser reeleito. Inclusive pela falta de habilidade dos adversários em construir articulações políticas densas como as esperadas para o caso de uma candidatura de ACM Neto. Ah, em tempo, perdoem a falta de citação às candidaturas de João Henrique (PRTB), Marcos Mendes (PSOL) e Marcus Maurício (PSDC), mas a falta de competitividade impede que eles sejam contabilizados em análises de cenário mais próximas da realidade.

PT baiano defende união da esquerda

Os petistas não admitem explicitamente, mas há sim conversas dentro do PT que levam a crer cada vez mais na possibilidade de uma abertura para conversas entre a legenda e o PDT de Ciro Gomes. Em entrevista à Tribuna, ontem, o pré-candidato ao Palácio do Planalto não descartou a possibilidade de voltar a tentar conversar para montar um “chapão” unindo todos os partidos de centro e esquerda no Brasil. “Não tenho a menor ideia do que vai acontecer com o PT. Respeito o tempo do PT, respeito o momento traumático que eles estão vivenciando, mas há um país com 207 milhões de pessoas que precisa ser salvo de uma agenda impopular, antipobre e antinacional gravíssima que não pode ser legitimada nesse instante. É disso que se trata. É uma agenda que está sendo tocada por um governo ilegítimo e golpista”, declarou Ciro.

O presidente estadual do PT, Everaldo Anunciação, afirmou que Lula continua sendo candidato – mas não descartou uma conversa com o grupo de Ciro. “Temos que analisar que o PT tem Lula como candidato. O PDT tem Ciro. É óbvio que há uma relação de respeito entre as partes. O que nós temos e começamos a fazer: um debate de programas de governo entre PT, PDT, PSOL, PCdoB, PSB, entre outras”, declarou. “Há uma ameaça não só contra o PT. Há uma ameaça contra a democracia e contra a centro-esquerda brasileira. Eu acho que, nesse sentido, a gente tem que continuar dialogando sem pressão nem do PT sobre Ciro, porque tem gente no PT que também defende apenas uma candidatura de Lula. Nós acreditamos que cabe a candidatura de Ciro, de Lula, de Manuela D’Dávila, de Boulos...”, completa.

O deputado estadual Afonso Florence (PT), um dos defensores mais ferrenhos da manutenção da candidatura de Lula, teceu elogios às declarações de Ciro. “Ele usou uma frase correta. O PT tem um tempo. O tempo é o da libertação de Lula, que é o clamor nacional. Está se transformando em uma causa de setores da intelectualidade, políticos que não são do campo do PT”, disse. O parlamentar baiano, no entanto, deixa claro que a legenda ainda espera uma união dos partidos de centro-esquerda na pré-candidatura de Lula (que pode não ser homologada em função da Lei da Ficha Limpa). “Queremos construir uma frente de esquerda. E essa frente, nós vamos convidar vários pré-candidatos. Ciro foi ministro de Lula. O irmão dele, Cid, foi ministro de Dilma. Quem quer apoio tem que estar disposto a apoiar. Nós consideramos que Lula, por estar à frente das pesquisas, tem a possibilidade de agregar apoios”.

 

Fonte: Tribuna/BN/Bahia.ba/BNews/Municipios Baianos

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