05/06/2018

Itaparica: Forró beneficente arrecada recursos para quilombo

 

Um evento beneficente vai arrecadar recursos para a construção da sede do Instituto Quilombo Ilha, no Espaço Caravelas, em Mar Grande, Vera Cruz. A festa será no dia 16 de junho, a partir das 19h, e os ingressos custam R$ 20. Este é um dos maiores eventos de forró realizado na Ilha de Itaparica.

Os ingressos antecipados para o forró podem ser adquiridos com os estudantes, professores e monitores, ou no próprio espaço onde são aplicadas as aulas, das 9h às 21h. O primeiro lote até 10 de junho.

A festa faz parte de uma das ações da Campanha Sede Própria, promovida pelo instituto. As atrações musicais serão Riquelme Sanchez, Bola 7, RK Ritmos, Forró da Ilha com Manoel do Acordeon, e DJ Érico Reis.

O Instituto busca a construção da sede do projeto, que tem contribuído, desde 2006, para a inclusão de mais de 500 jovens, negros, moradores da Ilha e de algumas cidades vizinhas no ensino superior.

  • SERVIÇO:

Forró do Quilombo

Data: 16 de junho de 2018

Local: Espaço Caravelas - Estrada da Rodagem, S/N, Mar Grande, Vera Cruz- BA, Ilha de Itaparica, ao lado da Caixa Econômica.

Horário: 19h às 1h

Entrada: R$ 20 reais (valor unitário)

Produção: Instituto Quilombo Ilha

Programação:

Riquelme Sanchez

Bola 7, convidado especial

RK Ritmos

Forró da Ilha com Manoel do Acordeon

DJ Érico Reis

Veja como será a festa de São João em Santo Antônio de Jesus, Amargosa e Cruz

O mês do São João começou na última sexta-feira (1º) e muitas cidades baianas se preparam para receber um número de turistas até três vezes maior do que a quantidade de seus habitantes. Na contramão de seis municípios do estado que cancelaram a festa depois do impacto da greve dos caminhoneiros, outros cinco já contam os dias para os festejos juninos. Neles, os turistas extrapolam a quantidade da população local, e nem a redução nos investimentos está tirando o brilho do evento, como asseguram os organizadores.

Em Santo Antônio de Jesus, no recôncavo baiano, a redução nos recursos investidos será de 10%, segundo a secretária municipal da Cultura, Turismo e Juventude da cidade, Denilce Conceição Côrtes. Mesmo assim, segundo ela, “as pousadas já estão praticamente fechadas e ainda há o pessoal que aluga as casas”, o que costuma ser um bom negócio para os moradores. A cidade de 103 mil habitantes espera receber cerca de 100 mil pessoas por noite, em cinco dias de festa.

O prefeito do município de Amargosa, Júlio Pinheiro (PT), também confirmou a queda nos investimentos para o São João 2018. Só não divulgou quanto. “Houve redução de investimentos, mas de forma que não impacta na qualidade do São João e no peso das atrações. No ano passado, já fizemos uma avaliação e estabelecemos cortes nos custos”, disse ele. Pinheiro afirma que parte da estrutura e da decoração da festa na Vila Amargosa é reaproveitada de anos anteriores. A cidade fica localizada no Vale do Jiquiriçá.

A cidade, de 38 mil habitantes e que fica no Centro-Sul da Bahia, vai contar com atrações gratuitas como Elba Ramalho, Flávio José, Henrique e Juliano, Estakazero, Daniel Vieira, Seu Maxixe e Gabriel Diniz. Vai ter ainda o tradicional Forró do Piu-Piu para pagantes. A expectativa é atrair 80 mil turistas para os festejos. Em Cruz das Almas, no Recôncavo, há risco de o evento sofrer alterações parciais ou totais, segundo informou o vice-prefeito, Max Passos, responsável pela organização da festa, também devido ao impacto financeiro causado pela greve dos caminhoneiros.

A cidade decretou estado de emergência na última segunda-feira (28) e teve de cancelar dois eventos previstos no município. “Continuamos trabalhando e terminando de montar o espaço da festa. Mas, na semana que vem, vamos avaliar medidas a serem tomadas, tendo em vista a queda de arrecadação do município, com a diminuição prevista de 30% do Fundo de Participação dos Municípios (FPM)”, disse Max Passos. Apesar disso, estão confirmadas atrações como Elba Ramalho, Alceu Valença, Alcymar Monteiro e Flávio José.

Festa de Lançamento da Flica 2018 acontece no Palácio Rio Branco

Aconteceu na tarde desta segunda-feira (4), no Palácio Rio Branco, em Salvador, o lançamento da 8º Edição da Feira Literária de Cachoeira (Flica) que, em 2018, homenageia a escritora mineira Conceição Evaristo. A festa será realizada entre os dias 11 e 14 de outubro, na cidade de Cachoeira.

Além de Conceição Evaristo, os escritores Silvano Santiago, Marcos Vinícios Rodrigues, Julián Fuks, Aidil Araujo Lima, Zack Magiezy, Edgard Abbehusen, Naomi Jaffe, e Alberto Mussa também serão homenageados ao longo da realização do evento.

Candidata a uma vaga na Academia Brasileira de Letras, Conceição Evaristo declarou que não nasceu rodeada de livros, mas rodeada de palavras. “É uma alegria muito grande ser a escritora homenageada pela Flica, pois é muito recente mulheres negras serem visibilizadas a partir desses lugares. A trajetória dessas mulheres na literatura é dolorosa em termos de reconhecimento, por isso, toda deferência que recebo não é feita só a mim, mas a todas as mulheres negras que partiram de outros lugares de ensinamento e aprendizagem, mas que trilharam o caminho para que chegássemos até aqui”, explicou a escritora.

O evento de lançamento da Flica 2018 contou com a participação do Governador da Bahia, Rui Costa; da Secretária de Cultura da Bahia, Arany Santana; do curador do evento, o escritor e jornalista Tom Correia; da curadora da Fliquinha, Mira Silva; do prefeito de Cachoeira, Tato Pereira; do coordenador geral da Flica e um dos idealizadores do evento, Emmanuel Mirdad; e do presidente da Rede Bahia ACM Jr.

A 8ª edição da Flica promoverá debates literários, lançamentos de livros, exposições artísticas, além do espaço dedicado para as crianças, a Fliquinha. Segundo Emmanuel Mirdad, um dos idealizadores do evento, a Flica é o maior evento literário do Estado. “É uma grande celebração da literatura, momento que este setor da arte entra em evidência e traz benefícios econômicos para cidade”, revela.

É a segunda vez que Tom Correia é curador da feira, para ele é uma honra ser curador de duas edições de um dos eventos literários mais importantes do país. “A Flica, a cada versão ganha novos contornos: se reinventar sem perder sua identidade, renovar-se mantendo a diversidade em equilíbrio, e ampliar seus elos afetivos com o público. 2018, é o meu último ano a frente da curadoria, agradeço e torço para que a Flica mantenha a alternância de seus curadores, em nome de novas propostas e novos olhares”, anseia Correia.

Mira Silva, curadora da Fliquinha, está à frente do projeto desde o inicio, há seis anos. “Tocando este pequeno mundo encantado cheio de curiosidades e descobertas, gostaria de destacar alguns números que, de acordo com o retrato da leitura no Brasil, revela que cerca de metade da população brasileira é considerada não leitora, porém, 42% dos adolescentes entre 11 e 13 anos são os que mais leem por gosto, e 40% das crianças também leem o que gostam. Esses são dados interessantes para se pensar a festa literária para o público infantil e juvenil, e toda programação da Fliquinha é pensada para a criança ser capturada pelo prazer de viajar através das histórias, estimulando ainda mais a sua capacidade intelectual e as suas emoções”, convidou a curadora.

A secretária de Cultura da Bahia, Arany Santana, alertou para a importância das parcerias na realização anual do evento. “A festa internacional literária, que chega à sua oitava edição, tem grande importância para a cultura e para o turismo, já entrando para o calendário cultural da Bahia. Mais uma vez, estamos aqui nesse palácio para celebrar o evento que leva o nome do Recôncavo baiano para o Brasil. O Governo da Bahia patrocina a Flica desde a sua primeira edição. É imprescindível parcerias para crescer, avançar e calendarizar o festival que a cada ano une as pessoas, através do prazer da leitura”, alertou a secretária.

Projeto Rota da Independência promove aulas itinerantes em lugares históricos da Independência da Bahia

A consolidação da Independência do Brasil na Bahia foi marcada no dia 02 de julho de 1823 e ainda hoje é celebrada pelas ruas de Salvador e de outras cidades que vivenciaram os acontecimentos relacionados com esta guerra. Visando relembrar a importância histórica de alguns dos locais que protagonizaram as lutas pela independência, o Centro de Memória da Bahia (CMB) realiza a Rota da Independência com estudantes de colégios e universidades do Estado.

A ação acontecerá nos meses de junho e julho e está prevista para ocorrer em três partes e em alusão ao espaço das batalhas marítimas, no Sertão e na Capital. Iniciando em Caetité/BA, no alto Sertão Baiano (onde também ocorreram batalhas), com desfile cívico e de montaria, aula pública, seminários, visita a museu, entre outros. As atividades em Caetité ocorrerão nos dias 13 e 14 de junho.

Na sequencia, em 18 de junho, em Salvador, estudantes de escolas de Pirajá irão percorrer lugares históricos da capital, relacionados à entrada das tropas patrióticas na Bahia e aos festejos do Dois de Julho. A atividade passará pelo Panteão Patriótico, no Bairro de Pirajá; pelo Pavilhão Patriótico, na Lapinha; pela Praça da Piedade; e pelo Monumento ao Dois de Julho, no Campo Grande. O objetivo é conhecer a história com o desfile patriótico que é uma aula pública ministrada pelo professor e pesquisador da independência da Bahia, Marcelo Siquara.

A Rota da Independência encerrará nos dias 03 e 04 de julho com uma aula pública sobre A Guerra no Mar, a qual será percorrida por sítios históricos relacionados com a independência na Baia de Todos-os-Santos. A aula no barco será com alunos da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) e da Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) e será ministrada pela professora e pesquisadora da independência da Bahia, Patrícia Pereira.

Essa terceira parte da ação passará pelo porto e terminal marítimo de Salvador; pelo Forte de São Lourenço, em Itaparica; pelo Forte de Santa Cruz, em Maragojipe (Salamina); pelo Forte de Tapirandú, em Cairú (Morro de São Paulo); e finaliza visitando o Forte de São Marcelo, em Salvador.

Para o diretor geral da Fundação Pedro Calmon (FPC), Zulu Araújo, “a Rota tem celebração anual a qual destacamos as dimensões política, simbólica e cultural que a independência teve para o baiano e para os brasileiros” afirmou. Segundo ele, “esse ano vamos alcançar outras dimensões em outras cidades, como por exemplo, Caetité, que também teve atuação na conquista da independência”, acrescentou Zulu.

A Rota da Independência ainda apresenta celebrações pelo 02 de Julho com Exposições na Biblioteca Virtual Consuelo Pondé; Exposição Dois de Julho, pelas Lentes de Silvio Robatto; e Exposição Dois de Julho, em Caetité.

  • Serviço

Projeto leva estudantes aos principais lugares da rota da Independência da Bahia

Quando: De 13 junho a 04 de julho de 2018;

Onde: Caetité/BA, Baia de Todos-os-Santos; e Salvador/BA.

 

Fonte: G1/Correio/SecultBa/Municipios Baianos

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