06/06/2018

Mendes: Neto desistiu da eleição por ‘medo de ser preso’

 

O pré-candidato ao governo baiano pelo Psol, Marcos Mendes, disparou em todas as direções em conversa com o bahia.ba na manhã desta terça-feira (5): comparou o modelo de gestão de Rui Costa (PT) com o Carlismo e afirmou que o prefeito de Salvador ACM Neto (DEM) desistiu da eleição ao governo por “medo de ser preso”.

“Existem indícios fortíssimos que ACM Neto fez parte deste jogo sujo da política. Ele estava ao lado de Geddel Vieira Lima, já teve uma denúncia de que ele superfaturou a obra da Barra [..] Então, ele perdendo o foro privilegiado em um momento desses existia uma chance muito grande de ir para trás das grades”, disse o psolista que complementou ironizando que Geddel foi “abandonado” e está “insatisfeito” com o gestor municipal.

Em crítica à aliança do PT baiano com PP e PSD, Mendes antecipou a decisão de Rui Costa na composição da chapa à reeleição e lamentou a possível escolha do governador pelo presidente da Assembleia Legislativa da Bahia Angelo Coronel na segunda vaga ao Senado, “deixando de lado uma mulher de esquerda como [a senadora] Lídice da Mata”.

“Rui Costa teve uma opção e optou por governar com as oligarquias […] Você vê o dinheiro sendo gasto com obras de macrodrenagem desnecessárias […] poderia ter outras alternativas […] enquanto que a educação está completamente abandonada, desestruturada, colégios fechando. A saúde, da mesma forma que o Carlismo, no sistema hospitalocêntrico. Como agora ele diz que vai fazer várias policlínicas, mas no posterior as condições destas policlínicas não vão ter servidores públicos de qualidade, não vai ter concurso público”, concluiu criticando o modelo adotado pelo Estado de entregar a gestão da Saúde à iniciativa privada.

Nogueira critica aliança de Rui com ‘partidos que apoiaram o golpe’

Pré-candidato do Psol ao Senado Federal, Fábio Nogueira criticou na manhã desta terça-feira (5) a gestão do governador Rui Costa (PT).

“Comete o mesmo equívoco do governo de Dilma e Lula. Ele governa com alianças de centro-direita, com partidos que apoiaram o golpe como o PP e o PSD. Esse modelo de governabilidade nós sabemos no que vai dar, o que ele gera no longo prazo”, disse.

Em conversa, pouco antes do início de um evento realizado na Ufba, com a participação do presidenciável Guilherme Boulos, o psolista justificou a escolha pelo Senado na atual eleição e censurou os representantes baianos na Casa.

“O senado atualmente é uma casa das oligarquias, da velha política. Então a gente precisa de caras novas, gente nova, pessoas que tenham ideias novas, projetos novos, para que a gente possa garantir a representatividade nestes espaços de poder”, complementou.

Quanto aos prognósticos das eleições de outubro, Fábio opta pelo tom comedido: “Muitos candidatos morreram na praia. Se anunciaram candidatos e não chegaram a se consolidar, como o caso do Joaquim Barbosa que surgia como alternativa. Eu acho que o cenário é ainda bastante instável do ponto de vista político e grave do ponto de vista das instituições”.

Boulos sobre Wagner ser plano B de Lula: ‘Não sou militante do PT’

O pré-candidato a presidente da República do PSOL, Guilherme Boulos, conversou com o bahia.ba, na manhã desta terça-feira (5), durante evento realizado na Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Questionado se o ex-governador do estado, Jaques Wagner (PT), seria um bom nome como plano B do Partido dos Trabalhadores (PT), caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não seja candidato, ele foi direto.

“Eu não sou militante do PT, eu não posso dizer os caminhos que o PT vai tomar, reitero que defendo o direito do Lula de se candidatar a presidência da República”, disse.

‘Bolsonaro é uma farsa, é um impostor’, afirma Boulos

O pré-candidato à presidência da República, Guilherme Boulos (Psol), não está nada satisfeito com o discurso político do presidenciável e deputado federal Jair Bolsonaro (PSL). O psolista contou que o discurso do representante da “Bancada da Bala”, no Congresso Nacional, não o assusta. Para ele, Bolsonaro está se aproveitando de um período frágil da sociedade. Além disso, Boulos afirmou que não há condições do parlamentar ganhar a eleição no país.

“Evidentemente, isso [discurso] preocupa não a esquerda, isso preocupa o país e todos aqueles que defendem a democracia no Brasil. Bolsonaro se aproveita de um momento de fragilidade da sociedade brasileira, de um momento de medo, de insegurança. Quando as pessoas estão com medo, elas ficam vulneráveis ao ódio, ao discurso de que a solução é na porrada, é de ‘vamos chegar aqui e botar ordem nessa casa’, que é a maneira como o Bolsonaro faz o seu populismo da violência, da intolerância. Mas eu não acredito que esse tipo de discurso e de prática tenham as condições de ganhar as eleições do Brasil”, salientou.

“Acho que o povo brasileiro vai saber desmascarar essa farsa. O Bolsonaro é uma farsa, é um impostor. Até porque, se nós formos ver, ele se apresenta como novo. É novidade, ele é de fora, ele não está envolvido em bandalheira, não está envolvido na política parlamentar, o que não é verdade. Bolsonaro é deputado há 30 anos, dez anos dele no partido de Paulo Maluf, partido que tem o maior número de indiciados na Lava Jato, recebia até outro dia auxilio-moradia, ou seja, Bolsonaro não tem condição de dar exemplo de política para ninguém”, concluiu.

‘Estado brasileiro é um Robin Hood ao contrário’, diz Boulos

O pré-candidato à Presidência da República, Guilherme Boulos (PSOL), defendeu a Reforma Tributária em entrevista à Rádio Metrópole nesta terça-feira (5) e criticou a cobrança desigual de juros do “Estado brasileiro”: “é um Robin Hood ao contrário”.

“O Estado tira dos mais pobres e da classe média por meio de um sistema tributário injusto para dar aos super ricos por juros exorbitantes da vida pública”, disparou o psolista.

Boulos relembrou a lista da Forbes publicada em 2017, que apontou os seis empresários mais ricos do país com fortunas equivalentes à renda da metade mais pobre dos brasileiros. “Ninguém venha me dizer que vai governar para as maiorias do nosso país se não enfrentar o abismo da desigualdade”, afirmou.

Coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), o pré-candidato citou a cobrança de IPVA em relação a impostos sobre outros veículos: “[O motorista] pagou IPVA começo do ano e ai se não pagar. A polícia prende e vai pro pátio. Quem tem um iate, um jatinho, um helicóptero, não paga um real de imposto”, criticou.

NA BAHIA, BOULOS DEFENDE DIVERSIDADE EM CANDIDATURAS DA ESQUERDA

O pré-candidato do PSOL ao Palácio do Planalto e coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), Guilherme Boulos, esteve presente em evento na Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia nesta terça (5). No evento, Boulos defendeu ainda uma “diversidade do campo de esquerda”. Para Boulos, “o pensamento único não interessa a ninguém” e “nenhuma pré-candidatura existe por acaso”.

As declarações do pré-candidato do PSOL foram dadas um dia depois de a deputada estadual gaúcha Manuela D’Ávila, pré-candidata do PCdoB, sinalizar uma possível unificação das chapas de esquerda.

“Não temo (que a esquerda não vá ao segundo turno), porque, se você pegar as candidaturas de centro-direita e de direita no Brasil, todas elas são Temer. Algumas são Temer disfarçado, outras são Temer assumido. O Temer é o governo com maior rejeição da história republicana. É difícil achar na rua quem aprove o Temer. É mais difícil que achar torcedor da Portuguesa de Desportos. E não acredito que o povo vai colocar no segundo turno duas candidaturas que represente Temer”, avaliou.

Boulos foi acompanhado pelos pré-candidatos do PSOL ao governo da Bahia e ao Senado, Marcos Mendes e Fábio Nogueira, respectivamente, e pelo vereador da legenda em Salvador Hilton Coelho, que disputará uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia em outubro.

Na Bahia, onde fica até quarta-feira, 6, o pré-candidato do PSOL também visitará terreiros de candomblé, comunidades populares em Feira de Santana, segundo maior município do Estado, e fará debates na Faculdade de Direito da UFBA e na Universidade do Estado da Bahia (UNEB).

Manuela D'Ávila admite sair da disputa por união da esquerda

A deputada estadual Manuela d'Ávila (PCdoB-RS) admitiu abrir mão de sua pré-candidatura à Presidência da República por uma união de partidos de esquerda já no primeiro turno das eleições presidenciais. Ela condiciona o posicionamento, no entanto, a um gesto do PT, que mantém a pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula Silva mesmo com o petista preso e condenado na Lava Jato, do PDT, que lançou o ex-ministro Ciro Gomes na corrida, e do PSOL, cujo pré-candidato é Guilherme Boulos. Para Manuela, o PCdoB não é um obstáculo à união das esquerdas, mas o partido não abriria mão de seu nome se as outras legendas do campo não fizessem o mesmo em torno de um único projeto. "Nós já fizemos o gesto. Se eu não for candidata, os outros três se entendem para nós estarmos unidos? A unidade da esquerda representa isto: nós estaremos todos unidos em uma única candidatura? Os outros três têm essa disposição? Eu não sou óbice", disse a deputada gaúcha, em conversa com o Estadão/Broadcast.

Na semana passada, o líder do PCdoB na Câmara, deputado Orlando Silva (PCdoB), defendeu que os partidos de esquerda se juntem em torno de um único nome se houver o risco de nenhuma das candidaturas do campo chegar ao segundo turno das eleições presidenciais. O partido avalia apoiar outro nome, como o de Ciro Gomes, e lançar Manuela ao governo do Rio Grande do Sul. Ontem, Manuela participou de um fórum sobre reforma tributária promovido por entidades de agentes da Receita Federal e de auditores fiscais estaduais. Após sua participação no evento, a parlamentar foi abordada por um participante que sugeriu que ela aceitasse ser candidata a vice-presidente em uma chapa encabeçada por Ciro Gomes. "Eu estou convidando ele para ser meu vice. Você acha bonito isso?", respondeu, em tom de brincadeira.

Manuela disse que conversa com Ciro assim como conversa com outros presidenciáveis de esquerda. Ela afirmou que o diálogo vai continuar e que é inadequada a "troca de farpas" entre os pré-candidatos desse campo. "Os problemas do País são infinitamente maiores do que as nossas diferenças." A deputada afirmou, porém, acreditar que, "provavelmente", PCdoB, PT, PDT e PSOL continuarão sendo oponentes no processo eleitoral.

 

Fonte: Bahia.ba/Tribuna/Bahia Econômica/Municipios Baianos

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