06/06/2018

Paulo Afonso: Ex-prefeito e atual são investigados pelo TCM

 

Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM-BA) apertou o cerco contra o ex-prefeito de Paulo Afonso, Anilton Bastos (PDT), e o atual gestor Luiz de Deus (PSD). O alvo da investigação é um contrato firmado com a Cooperativa de Trabalho nas Atividades das Áreas de Saúde, Promoção e Desenvolvimento Humano (Coonectar) no valor de R$ 27,1 milhões no ano de 2016.

Segundo o TCM, o contrato firmado com a Coonectar não foi encaminhado ou apresentado à Corta, que questiona a regularidade do procedimento licitatório. Ainda de acordo com o tribunal, “o gestor não se manifestou, nem apresentou qualquer documento acerca da irregularidade registrada".

Diante das suspeitas de irregularidade no contrato, o ex-vereador de Paulo Afonso, Daniel Luiz, protocolou uma denúncia do caso no Ministério Público Federal (MPF) da cidade.

"Fiz uma denúncia no MPF contra o ex-prefeito Anilton, com um contrato estranho e sem explicação do mesmo em 2016 e até agora o prefeito atual, seu primo, não mandou para Câmara para a aprovação devida. O TCM notificou duas vezes e perderam os prazos. Um contrato escuro com a Coonectar no valor de vinte e sete milhões de reais em que a empresa não prestou serviços”, acusou o ex-vereador.

A denúncia apresentada à Procuradoria da República no município de Paulo Afonso pede o afastamento temporário do prefeito Luiz Barbosa de Deus por 180 dias, a devolução dos valores por ventura desviados e a quebra do sigilo financeiro e telefônico dos denunciados.

O BNews tentou contato com o atual prefeito Luiz de Deus, mas até o fechamento dessa matéria não obteve sucesso.

JAGUARARI: CÂMARA DE VEREADORES CASSA MANDATO DO PREFEITO EVERTON ROCHA PELA TERCEIRA VEZ

A Câmara de vereadores de Jaguarari cassou nesta segunda-feira, 04 de junho, pela terceira vez, o mandato do prefeito Everton Rocha. Rocha já havia sido cassado em 21 de fevereiro, mas conseguiu suspender o processo via liminar. Em 29 de março, uma denúncia de fraude em licitação, protocolada por um funcionário da prefeitura, respaldou a segunda cassação, que após liminares de ambas as partes, manteve o gestor fora do cargo. Antes da conclusão da segunda CPP enfrentada por Everton, uma terceira denúncia deu entrada na Câmara, desta vez assinada pelo capitão da reserva da PM, Jânio Pimentel, esta que teve a conclusão neste, 4 de junho de 2018.

A sessão teve a duração de quase sete horas, isso devido a duas interrupções dos trabalhos: uma solicitada pelos edis e a outra em decorrência da crise de hipertensão do vereador Louri da Barrinha, no momento em que se pronunciava na Tribuna.

Votaram a favor do parecer da CPP 002/2018 que recomendava a cassação: Neném do Catuni, Franco Melo, Zé Galego, Budé, Josimar Zuza, Val, Marcos Quito, Paulinho Morgado, William Rogers e Márcio Gomes. Os vereadores Reges do Joel e Dourival Borges, se ausentaram da votação. Já o vereador Louri da Barrinha, por motivos de saúde precisou se ausentar.

A situação política e jurídica do ex-prefeito Everton Rocha se complica, uma vez que agora possui três cassações de mandato e um afastamento de 180 dias, acatado pelo TJ-BA, a pedido do Ministério Público. A cassação desta segunda-feira (04) divide opiniões por se tratar de um processo contra um gestor sem o exercício do mandato. Fontes ligadas ao prefeito Everton Rocha garantem que o procedimento da Câmara será dado como nulo.

Vereadores de Juazeiro voltam a detonar governador Rui Costa e sua propaganda de fantasias na área de saúde

Mais uma vez os vereadores de Juazeiro se rebelaram contra os constantes descasos que estão acontecendo na saúde em Juazeiro. O vereador Domingão do Alto da Aliança (PRTB) ocupou a tribuna da Casa Aprígio Duarte nesta segunda-feira (04) quando lamentou a precariedade no sistema de encaminhamento de pacientes da UPA para os hospitais Sote, Regional e Traumas. Ele colocou como o principal responsável pelos problemas o Governo do Estado, livrando assim, o Governo Municipal de suas obrigações.

“Mais uma vez volto a esta tribuna para falar do Governo do Estado. Estive na UPA no último final de semana  quando me deparei com uma situação lamentável com as enfermarias superlotadas e não se tinha vagas de serviços  no hospitais Regional, Traumas e Sote. Em uma das salas da tinha 21 pacientes necessitando de atendimento cirúrgico de ortopedia. A situação era tão deprimente que era coisa para se cortar coração com pessoas passando 18 horas numa cadeira com o pé quebrado, é um absurdo, dos absurdos,” detonou

O vereador ainda ironizou o comportamento macabro do Governo do Estado que gasta milhões em propaganda para enganar o povo mostrando uma coisa que não existe. “Ainda diz que a saúde vai bem, que no Hospital Regional se resolveu todos os problemas com a redução do número de cirurgias ortopédicas (…) a UPA é para se receber os pacientes e depois encaminhar para os hospitais, mas infelizmente está acontecendo o contrário, e o pior que teve pacientes que foram obrigados à retornarem para suas casas para serem chamados em outro dia”, disparou.

A vereadora Neguinha da Santa (MDB) solicitou uma a parte do tempo do colega referendando suas colocações. “Infelizmente, o Governo do Estado não fecha contrato com o Hospital Sote é por isso que esses pacientes continuam na UPA”. Ela condenou a decisão da UPA quando afirmou que “não se pode mandar pacientes de volta para suas casas. Isso é um absurdo”.

“O município vem cumprindo com seu papel, ou até mais, já com relação ao governo do estado tem que se dar uma basta, temos a Sote sem convenio, temos o Hospital São Lucas sem convenio com o SUS, e porque não tirar esta carga da UPA e do Regional realizando convênios. A UPA está atendendo com mais de 400% de sua capacidade e está na hora do senhor Rui Costa assumir com a sua responsabilidade, inclusive agora na campanha eleitoral”, alertou o vereador Domingão.

O vereador Florêncio Galdino (PDT) reforçou a denuncia do vereador Domingão. “Tem que se travar uma discursão em cima da pactuação e da Rede Peba. Os dois não funcionam, então o governo municipal tem que chamar os governos estadual e federal para se resolver esta questão, caso contrário vai continuar nesta situação”.

Domingão concluiu afirmando que “pacientes que chegam de outras cidades deixam os hospitais de Juazeiro super carregados, pois está na hora de cada município se responsabilizar por seus atos e não ficar empurrando para cá”.

Nova espécie de cobra-de-duas-cabeças é descoberta na Caatinga

 Amphisbaena kiriri, essa foi a nova espécie de anfisbena, ou cobra-de-duas-cabeças, descoberta na Caatinga. O nome científico é uma homenagem a uma etnia indígena, os índios Kiriri (também conhecidos como Cariri ou ainda Kariri), designação para a principal família de línguas indígenas do sertão do Nordeste brasileiro, onde antigamente estes povos viviam em grandes comunidades nas Caatingas do interior do estado baiano, e atualmente contam com poucos indivíduos. A descoberta foi realizada por um grupo de herpetólogos, profissionais especialistas que estudam anfíbios e répteis.

Segundo o Doutor Leonardo Ribeiro, professor na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e coordenador do estudo: “As anfisbenas são répteis que juntamente com os lagartos e as serpentes formam um grupo denominado Squamata, e compartilham um ancestral em comum. Apesar de parentes próximos, as anfisbenas não são serpentes. Elas vivem enterradas no solo, por isso têm os olhos bem pequenos, quase vestigiais e não enxergam muito bem”. Fazem parte da equipe Henrique Costa, doutorando em Zoologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Samuel Gomides, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA).

“Pelo fato da cabeça ser bem parecida com a ponta da cauda, muitas pessoas ficam confusas e acham que esse animal possui duas cabeças, o que não é verdade”, afirmou Ribeiro. É importante ressaltar que as anfisbenas não são venenosas, e não oferecem nenhum tipo de perigo. A Amphisbaena kiriri foi descoberta enquanto Ribeiro estudava espécimes, que fazem parte da Coleção Herpetológica da Univasf, advindos de um estudo de monitoramento ambiental para a instalação de usinas eólicas no interior da Bahia, na região do município de Campo Formoso. O pesquisador notou que esses animais não possuíam características de alguma espécie já descrita, portanto, se tratava de uma nova espécie para o mundo científico.

“Kiriri” significa silencioso ou taciturno na língua Tupi original dos nativos do litoral brasileiro, que também remete aos hábitos desse animal, pois ele vive escondido sob os solos, e não emite nenhuma vocalização, o que dificulta sua observação no seu hábitat natural. Essa descoberta lembra a importância dos estudos de impacto e de monitoramento ambiental em empreendimentos que possam modificar a natureza. Em um momento onde se discute um relaxamento das leis ambientais no país (caso da PL 3729/04), este achado indica a necessidade de mais investimentos para inventariar a biodiversidade da Caatinga e a necessidade de entender como essas obras podem afetar as espécies.

A espécie recém-descoberta, por exemplo, só é conhecida no município de Campo Formoso, em áreas que foram impactadas pelas obras da construção da usina eólica. A descrição da Amphisbaena kiriri eleva para 23 a riqueza de espécies de anfisbenas do bioma Caatinga. Serão necessários estudos futuros para avaliar se a espécie é abundante ou rara na região. Em abril de 2018, a área onde a nova espécie foi descoberta se tornou oficialmente parte da Área de Proteção Ambiental Boqueirão da Onça, um tipo de unidade de conservação que permite ocupação humana e outras atividades. “Mais importante ainda é o fato do local ficar a menos de um quilômetro do também recém-criado Parque Nacional do Boqueirão da Onça. Apenas com novos trabalhos na região será possível afirmar se o réptil também habita o parque”, concluiu Ribeiro.

A publicação saiu no último dia 10 de maio de 2018, na revista Journal of Herpetology, uma publicação da maior sociedade herpetológica internacional, com sede nos Estados Unidos: Society for the Study of Amphibians and Reptiles - SSAR [Sociedade para o Estudo de Anfíbios e Répteis].

•        O trabalho pode ser acessado nos seguintes links:

http://www.bioone.org/doi/10.1670/17-028

https://www.researchgate.net/publication/325069459_A_New_Species_of_Amphisbaena_from_Northeastern_Brazil_Squamata_Amphisbaenidae

EM NOVA DATA, JECANA DO CAPIM VAI ENCERRAR FESTEJOS JUNINOS DE PETROLINA

A 47ª Jecana do Capim, em Petrolina, tem nova data de realização. A festa que homenageia o animal de tração mais popular do Nordeste irá acontecer nos dias 29 e 30 de junho e 1º de julho. Segundo o secretário de Cultura, Turismo e Esportes, Emicio Junior, o festejo que tradicionalmente abre o mês junino, passa para o último final de semana, oferecendo as melhores condições aos competidores e público em geral.

“A Prefeitura de Petrolina preferiu mudar a data novamente da festa para garantir a total segurança do evento, com a presença da Polícia Militar; Corpo de Bombeiros; Guarda Civil Municipal; SAMU, entre outros parceiros, visto que na outra data, coincidiria com a festa no Pátio de Eventos Ana das Carrancas, e poderia dividir o efetivo”, explica o gestor da pasta. A 47ª Jecana do Capim é uma realização da Prefeitura de Petrolina, através da Secretaria de Cultura, Turismo e Esportes (SECULTE), em parceria com a Associação de Moradores do Capim.

A Jecana é realizada na comunidade do Capim, zona rural de Petrolina. Fundada pelo falecido radialista, Carlos Augusto Amariz, a festa ficou conhecida em todo o Brasil por homenagear o animal de tração mais popular no Nordeste: o jegue.  No total, são três dias de festa, começando sempre na sexta à noite com missa e abertura das barraquinhas; seguindo no sábado com o ‘Forró da Rabichola’ e no domingo com as competições do ‘Jegue Fashion’; ‘Corrida dos Burros’; o ‘Grand Prix Jeguistico’ e o ‘Forró do Poeirão’.

 

Fonte: BNews/ Blog de Walterley Kuhin/Ação Popular/Ascom Cemafauna/Ascom PMP/Municipios Baianos

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