07/06/2018

João Henrique sobre ter destruído Salvador: ‘Isso virou um mantra’

 

Alvo fácil de opositores que o desqualificam como politico, João Henrique (PRTB) resolveu ligar a metralhadora e mudou o tom. Em entrevista à rádio Sociedade, na manhã desta quarta-feira (6), o ex-prefeito de Salvador partiu para o contra-ataque. “Dizem que eu destruí Salvador. Me diga o que foi que eu destruí? O que tem de bom na Ilha de Maré foi meu pai como governador e eu como prefeito que fizemos”, diz, emendando os feitos para o Subúrbio.

Para além, ele cita um dos nichos que vai ter atenção na sua campanha. O dos servidores públicos. “Salário decente, de qualidade e respeito ou foi João Durval no estado ou João Henrique na prefeitura”.

Na avaliação do ex-prefeito, que pretende disputar o governo do Estado pelo PRTB, seus opositores criaram um mantra em cima da sua atuação à frente da prefeitura. “Criaram um mantra: João destruiu. Aí eu pergunto: me diga um item. Ai a pessoa murcha”.

Para João, um dos seus legados foi construir bons gestores. Tanto que secretários das duas gestões dele estão compondo secretariado do atual prefeito da capital, ACM neto, e do governador Rui Costa.

“A minha administração fez nomes tão bons que hoje estão aí nas secretarias do estado e do atual prefeito”, diz João, que foi prefeito de Salvador de 2005 até 2013.

Quando questionado sobre a atuação do ex-ministro Geddel Vieira Lima, preso desde setembro do ano passado sob acusação de cometer atos de corrupção, João Henrique demonstra gratidão. “Claro que lamento a prisão dele, por ser um baiano. Mas não sou ingrato. As duas pontes em Ilha de Maré [foram feitas] com recursos à época do Ministério da Integração”.

Sobre os debates que devem ser travado nas tevês com os candidatos, João Henrique disse que participará de todos. “Vou para o debate. A gente sempre ganha o debate contra a mentira. A verdade vence”.

JH lamenta prisão de Geddel e provoca adversários: ‘Não sou ingrato’

Pré-candidato ao governo do estado pelo PRTB, o ex-prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro, lamentou a prisão do ex-ministro Geddel Vieira em entrevista à Rádio Sociedade, nesta quarta-feira (6).

“Temos que lamentar [a prisão do ex-ministro], é um baiano. As duas pontes de Ilha de Maré, que eu disse, foram feitas com recursos do Ministério da Integração Nacional. Se tem uma coisa que eu não sou é ingrato”, afirmou o filho do ex-governador João Durval.

Na oportunidade, JH ainda subiu o tom ao falar dos adversários políticos. “São amigos do poder. Muitos ex-secretários meus saíram para trabalhar no governo do estado ou serem secretários do atual prefeito. Muita gente diz que eu destruí Salvador. Eu destruí tanto que deixei um legado de tantos secretários. Eu destruí Salvador em quê? Tudo que tem no Subúrbio, na Ilha de Maré, ou foi João Durval ou João Henrique que fez. Me diga um item que eu destruí em Salvador. Isso que eu destruí Salvador virou um mantra que as pessoas repetem”, arrematou.

'Os Vieira Lima nunca me chamaram para nada errado', afirma João Santana

O pré-candidato ao governo da Bahia pelo MDB, João Santana, não esconde sua relação com a família dos Vieira Lima. O político ascendeu à presidência estadual do partido depois que o deputado estadual Pedro Tavares deixou a legenda.Tavares, por sua vez, assumiu o comando da agremiação depois que Geddel Vieira Lima foi preso por conta do bunker descoberto pela Polícia Federal com R$ 51 milhões no bairro da Graça.

Em entrevista à rádio Band News FM Salvador, Santana foi questionado por um ouvinte se ele acreditava na inocência de Geddel. Considerou a pergunta boa, mas disse que a resposta seguiria no mesmo nível: "Como é que eu posso pré-julgar um companheiro? Não tenho condição de pré-julgar. Não estou envolvido no problema, não fui mencionado no problema. Nunca os Vieira Lima me chamaram para fazer algo errado, como é que agora posso pré-julgar os companheiros? Acho que isso agora é tarefa da Polícia Federal, Ministério Público Federal, órgãos onde está o problema. Prefiro dizer que aguardo o julgamento final para poder dizer alguma coisa".

PSDC confirma coligação com PTC, PMB, PMN e Rede para eleições em outubro

Procurado por partidos de oposição maiores para coligação, o PSDC bateu o martelo sobre a sua candidatura própria ao governo do estado e agora começa a organizar os nomes da majoritária.

O presidente baiano da legenda, Albino Leal, confirmou que o partido se unirá ao PTC, PMB, PMN e Rede na Bahia e que decide, nesta quinta-feira (7), o time que irá disputar as eleições em outubro.

“Sairemos com Marcos Maurício para governador e Marcelo Barreto (PSDC) para senador”. Os nomes que ocuparão as vagas de vice-governador e a segunda vaga de senador na chapa majoritária serão decididos após a reunião desta semana.

“Houve uma cogitação lá atrás [para coligação com os partidos maiores], mas agora nossa candidatura está ganhando musculatura”, comentou o dirigente estadual.

Marcos Maurício, candidato da sigla ao Palácio de Ondina, comemorou, recentemente, a marca de 0,9% atingida em uma pesquisa no Instituto Paraná Pesquisas.

“Nós estamos prezando por essa candidatura ficha limpa até o fim. Os quatro partidos que estão conosco compartilham esse sentimento por conta da indignação com o atual cenário político”, discursou Albino.

Para a proporcional, o grupo trabalha com a possibilidade de eleger quatro deputados estaduais e dois federais. Entre os espaços dessa chapinha, porém, parlamentares que já possuem mandatos estão barrados. “Esses cabras não honram nada. Nesta eleição pregaremos a renovação da política”, completou Albino.

Dez partidos assinam com TSE compromisso por eleições sem fake News

Dez dos 35 partidos políticos em atividade no País assinaram na noite da última terça-feira (5), com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um acordo de colaboração para "a manutenção de um ambiente eleitoral imune de disseminação de notícias falsas", as fake news. Assinaram o acordo representantes do Democratas, PCdoB, PSDB, PDT, PRB, PSC, PSD, PSL, PSOL e Rede.

"Nós entendemos que, além de todas as providencias até então adotadas, nós deveríamos também ter como colaboradores não só a imprensa, mas também os partidos políticos. Que se juntem a nós para que mantenhamos a nossa democracia imune de qualquer dúvida Os termos são simbólicos, são termos que encerram compromissos éticos", disse o presidente do TSE, ministro Luiz Fux.

"É claro que os partidos também terão possibilidade de eventualmente trazer ao conhecimento do TSE alguma anomalia que esteja ocorrendo no ambiente eleitoral", observou o ministro.

Conforme o documento, os partidos políticos que subscreveram o documento se comprometem a manter o ambiente de "higidez informacional, de sorte a reprovar qualquer prática ou expediente referente à utilização de conteúdo falso no próximo pleito, atuando como agentes colaboradores contra a disseminação de fake news nas eleições 2018".

Adesão

Indagado sobre o fato de 10 dos 35 partidos terem assinado o documento, o ministro disse que "houve alguns empecilhos de ordem prática". "Nós não anunciamos previamente que haveria assinatura de nenhum documento. Por isso que o documento definitivo será firmado no evento internacional que em breve o TSE irá realizar", disse Fux, em referência ao seminário que será realizado no dia 21 de junho, na sede do tribunal.

Boulos descarta unidade da esquerda no primeiro turno

Pré-candidato do Psol à presidência da República, Guilherme Boulos não acredita na unidade eleitoral da esquerda, mas diz que o campo está unido na luta pela democracia. “No que se refere a enfrentar a onda antidemocrática de direita e aos ataques, a esquerda já esta unidade. Mas não quer dizer que haverá unidade eleitoral no primeiro turno, porque existem pontos  de vista diferentes na esquerda e isso é legitimo. Pensamento único não faz bem em nenhum lugar”, afirmou Boulos ao BNews,  durante ato na Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

Ao ser questionado sobre estratégias para desidratar a candidatura de Jair Bolsonaro, que lidera a corrida presidencial em todas as pesquisas, Boulos afirma que  Bolsonaro explora o medo das pessoas e sugere contraponto sobre a retomada de valores éticos. “Não é o meda da violência, do desemprego. É a desesperança no futuro, medo do amanhã. Quando as pessoas estão com medo elas se tornam vulneráveis. Mas vamos retomar os valores éticos”.

PROJETO DO BRT DE SALVADOR É EQUIVOCADO, DIZ PRÉ-CANDIDATO AO GOVERNO

Em entrevista ao portal Bahia Econômica, o pré-candidato ao governo do estado, Marcos Mendes (PSOL), afirmou que o projeto do BRT de Salvador é um projeto que foi montado sem o debate necessário. Segundo Mendes, esse é um projeto caro e que não vai atender a necessidade da população e carece de mais debates sobre a questão da mobilidade urbana.

“Esse projeto é um grande equívoco. Serão investidos quase R$ 870 milhões num projeto que vai causar uma grande catástrofe ambiental e no fundo não vai reduzir os engarrafamentos na capital. No projeto são seis faixas sendo apenas duas para ônibus e quatro para carros. É um projeto debatido apenas pelas grandes empreiteiras. A população não foi ouvida”, afirmou.

Questionado sobre o metrô da capital que também foi alvo de protestos, pois aterrou vários lagos na avenida Paralela, Mendes explicou que o metrô na Paralela sofreu uma alteração do projeto e que também foi construído sem debate da população.

“Inicialmente o metrô era para passar por Pernambués e não pela Paralela. Ele sofreu uma alteração. Porém, o metrô é uma obra que ajuda muito a mobilidade urbana da cidade. Em termos de desgaste ambiental ambas as obras são ruins, mas o metrô ajuda muito na mobilidade e o BRT não”. Mendes afirma que se eleito vai ampliar o metrô até Cajazeiras. “Na nossa gestão vamos ampliar o debates para poder fazer o metrô crescer”.

LÍDER DA OPOSIÇÃO DIZ QUE MARCOS MENDES MENTE SOBRE BRT

Líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Luciano Ribeiro (DEM) rebateu as críticas feitas pelo pré-candidato ao governo do Estado, Marcos Mendes, que havia chamado o projeto do BRT elaborado pela Prefeitura, de “grande equívoco” e que causaria “uma catástrofe ambiental”.

Ribeiro, no entanto, afirmou ao Bahia Econômica que Mendes faz parte das lideranças que mais fazem “fake News” sobre o projeto e que tentam manipular a opinião pública. “As mentiras correm soltas nas vozes desses pseudo ambientalistas. Agora ele diz que o BRT vai custar R$870 milhões, o que não é verdade. A Prefeitura conseguiu junto à Caixa Econômica Federal e a União um teto orçamentário de R$820 milhões para o projeto, que só deverá custar metade disso, já que o trecho um (entre o Parque da Cidade e o Iguatemi) foi licitado por R$212,7 milhões, e não pelos R$377 milhões previstos. A verdade eles não dizem”, disse o democrata em nota.

Luciano Ribeiro afirmou ainda que o projeto do BRT vai acabar com os engarrafamentos em gargalos da cidade, a exemplo do cruzamento da Lucaia, entre a Vasco da Gama e a Juracy Magalhães Jr., e da região do Hiperposto, na Avenida ACM. “Por isso serão implantados viadutos e elevados, para acabar com cruzamentos, retornos e semáforos, permitindo a circulação do BRT e facilitando a vida também de quem anda de automóvel. Quem vai ganhar com isso é a população de Salvador que circula por essa que é a área mais movimentada da cidade”.

 

Fonte: BNews/Bahia.ba/BN/Tribuna/Bahia Econômica/Municipios Baianos

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