07/06/2018

Bahia Farm Show: Prefeito rebate críticas sobre desmatamento

 

Bahia Farm Show, que acontece desde o dia 5 de junho e segue até o dia 9 deste mês, já traz bons frutos para o município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste baiano. A 14ª edição da feira é tida como mais uma oportunidade para produtores e agricultores, já que o evento é a maior vitrine do agronegócio do Norte e Nordeste do Brasil e hoje está entre as três maiores do país em volume de negócios. Dela fazem parte as maiores empresas de máquinas, implementos, insumos, aviação e serviços. "A Farm Show nasceu grande e ela traz a oportunidade para vários agricultores, empresários e, ela hoje já tem várias proposições de negócios. Estamos aqui vendo uma movimentação grande  dos produtores e também da parte principal, que é a intenção da feira, que é trazer os fóruns de discussão de novas tecnologias e novas proposições para o agricultor e interagir com o Governo do Estado e o Governo Federal sobre as políticas públicas voltadas para o agronegócio", comemora o prefeito de Luís Eduardo, Oziel Oliveira (PDT).

Além disso, o prefeito ressaltou a importância dos painéis, que servem como instrumento de interação dos pequenos produtores, além do debate com parlamentares de todo o país. "A Bahia Farm traz esta oportunidade de poder discutir com os deputados. Não são somente os negócios, é também a transferência da tecnologia e trazer para dentro os estudantes, os técnicos, a universidade, pesquisadores, Embrapa. Isso aqui é a universidade aberta que é feita para todos os nossos produtores", afirmou.

Questionado sobre as críticas que o município recebe sobre a ação de desmatamentos e falta da água para irrigação, Oziel rebateu e afirmou que "como gestor público e produtor rural posso dizer, com certeza, que muitas vezes o cidadão, o homem que vive na cidade, não entende esta complexidade que é fazer agricultura. E nós trabalhamos aqui com alta responsabilidade. Até porque, as propriedades nossas têm reservas de mais de 20% e elas são de patrimônio nosso, nós compramos nossas áreas para fazer reserva particular, respeitando a lei. E também no uso da água há também o respeito imenso e seguimos rigorosamente a lei para que isso seja feito".

"Até porque o investimento na irrigação e eu também sou irrigante, nós aportamos grande parte de financiamentos para que eles sejam um projeto altamente sustentável. E o principal insumo é a água. A gente cumpre a lei. Pessoas que não estão interagindo aqui no Oeste falam coisas que não são verdadeiras. Nós temos mais de 42% de reservas ambientais para um município deste tamanho de mata, seja de cerrado, preservado, por reservas particulares. O campo está muito cuidado. Muitas vezes, o problema ambiental está na cidade. Produzimos com muita responsabilidade", afirmou.

Com relação as demandas e reivindicações que surgiram da assembleia intinerante realizada na terça-feira (5), data da abertura da feira, o prefeito ressalta que "uma das questões que também afeta quase todos os dias são as questões cartorárias e também na assistência, que precisamos ter uma plataforma pronta para atender a pequena agricultura".

Na edição 2017, a Bahia Farm Show atingiu a marca histórica de R$ 1,531 bilhão em volume de negócios, assumindo a segunda posição de vendas por visitantes no Brasil em eventos de agronegócio.

Expositores da Bahia Farm Show 2018 apostam em tecnologia que garante a preservação ambiental

O tema preservação ambiental integra a programação da 14ª edição da Bahia Farm Show, tanto com palestras e eventos relacionados, quanto com exposição de tecnologia sustentável. Com abertura, nesta terça-feira, 05, justamente quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, expositores destacam novidades que comprovam que agricultura e meio ambiente caminham lado a lado. Com o uso de tecnologia ecologicamente correta, os resultados podem surpreender, como é o caso da instalação de painéis solares para geração de energia.

“O primeiro benefício para o meio ambiente que a energia solar proporciona é a diminuição da utilização do óleo diesel. O investimento compensa com gastos com combustível e manutenção. Essa é a nossa primeira vez aqui na feira, e viemos porque estamos tendo esse feedback com os produtores da região. Temos dois colaboradores e queremos atrair mais pessoas para essa energia renovável”, disse o expositor da empresa Condomínio Solar, Tony Alves.

Outro destaque em tecnologias sustentáveis apresentadas na Bahia Farm Show 2018 é o adubo biológico, um produto natural, preparado a partir de água, resíduos animais como esterco, restos de vegetação e incorporado a bactérias fermentadoras e fungos. As vantagens do uso desse produto são o baixo custo e o aumento da produtividade e da biodiversidade microbiológica do solo. “Trabalhar com um fertilizante orgânico e mineral, que não agride em nada o nosso meio ambiente é nossa proposta. Nós transformamos o solo mais fértil e sustentável. Um solo com vida cria um desenvolvimento que vai evitar erosão e a perda de fertilidade, coisa que aqui a nossa região é essencial”, declarou o expositor da Biovida, Altair Lisboa.

A feira também trouxe a novidade do Asfalto CBUQ Estocável, que já vem pronto para uso sem precisar de mais aditivos na hora da aplicação e, o mais importante, não polui o meio ambiente. O expositor garante que a praticidade e economia para o cliente, pois o produto pode ser guardado por até dois anos. O asfalto é indicado para tapar buracos e aplicar em estradas que o agricultor utiliza para escoar a produção. “É só aplicar, compactar e está pronto. ”, diz Altair Lisboa.

A Bahia Farm Show 2018 segue até o sábado, 09, e vai apresentar o que há de mais moderno em tecnologia agrícola como máquinas, equipamentos e implementos agrícolas para facilitar e levar mais produtividade ao campo. A expectativa é que mais de 70 mil pessoas circulem durante os dias do evento para conferir as inovações em tecnologia agrícola e a disseminação de conhecimento oferecidas por expositores, pesquisadores e empresas do setor agrícola.

Produtores do Oeste baiano  entregam lista de reivindicações a deputados estaduais

Os principais gargalos enfrentados pelos agricultores do oeste baiano pautaram a sessão itinerante da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba) durante esta terça-feira (5), primeiro dia da Bahia Farm Show 2018. Deputados que integram as comissões de Agricultura e Política Rural; e de Meio Ambiente, Seca e Recursos Hídricos debateram assuntos e demandas apresentadas pelos produtores, em busca de alternativas que melhorem a prática da agricultura regional.

O acesso à energia elétrica, internet e sinal de telefonia nas fazendas foram demandas apresentadas pelo vice-presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Luiz Pradella, que destacou ainda, outras carências latentes à classe produtora. “Eu acredito que a falta de energia seja um dos principais problemas. Sem energia não há produção. Aí vem problemas como a logística. Como escoar uma produção do tamanho que temos aqui? É um custo muito grande, que poderia ser reduzido se houvesse investimentos”, disse.

Em relação à expansão da rede elétrica, os parlamentares destacaram que existe um entrave judicial com a antiga empresa que gerava energia, fator que impede que o problema seja rapidamente resolvido. “A Coelba até ajuda melhorar a situação nessas localidades, mas precisamos que os produtores apresentem demandas e façam contratos com a empresa para ela poder se interessar em fazer investimentos nessas áreas até tudo ser resolvido da melhor forma”, orientou o vice-presidente da Alba, Luiz Augusto (PP).

Integrante da Comissão de Agricultura, o deputado Antonio Henrique Junior (PP) destacou a importância destes problemas serem resolvidos com urgência, inclusive, se necessário, com a criação de leis específicas. “Eu sou da região e sei de toda a realidade que os produtores enfrentam aqui, principalmente a questão da energia elétrica. O que eu puder fazer para ajudar a melhorar logística, energia e comunicações será feito”, declarou.

Os deputados concordam que o oeste precisa de mais investimentos nos setores problemáticos apresentados, porém o deputado Eduardo Sales deixou claro que neste ano podem encontrar entraves para colocar alguns projetos em andamento. “É ano de eleição e todos nós sabemos que tudo para, por isso podemos ter uma lentidão em alguns projetos nos próximos meses. Mas o que podemos fazer é continuar com as reuniões e apresentar demandas para o governador e para os senadores. Com demandas nas mãos, podemos criar projetos com as soluções e melhorar as coisas aqui na região”, disse ele.

Participaram os deputados estaduais Antônio Henrique Jr (PP), Eduardo Sales (PP), Luiz Augusto (PP) e Vitor Bonfim (PR); o vice-presidente da Aiba, Luiz Pradella; a presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Luís Eduardo Magalhães, Carminha Missio; e presidente da Associação de Produtores de Algodão da Bahia (Abapa), Júlio Cézar Busato.

Governo libera mais de R$ 194 bilhões para Plano Agrícola 2018

Em cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer anuncia hoje (6) o Plano Agrícola Pecuário (PAP) 2018/2019 que define mais R$ 194 bilhões de crédito, juros reduzidos e amplia o Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) para R$ 2 milhões, o limite anterior era R$ 1,76 milhão.

Para o Plano Agrícola Pecuário, serão reservados R$ 194,37 bilhões de crédito rural. As taxas de juros caíram 1,5 ponto percentual. Os produtores rurais poderão acessar os recursos a partir de 1° de julho.

Do total de recursos liberados, R$ 151,1 bilhões serão para crédito de custeio, dos quais R$ 118,8 bilhões com juros controlados a taxas fixadas pelo governo e R$ 32,3 bilhões com juros livres, ou seja, negociados entre a instituição financeira e o produtor. O crédito para investimento ficou em R$ 40 bilhões.

Além do crédito para custeio e para investimentos de R$ 191 bilhões, serão destinados R$ 2,6 bilhões para o apoio à comercialização e R$ 600 milhões para subvenção ao seguro rural.

Houve redução das taxas de juros de custeio para 6% ao ano destinada a médios produtores – aqueles com renda bruta anual de até R$ 2 milhões – e para 7% ao ano para os demais.

As taxas para os financiamentos de investimento ficaram entre 5,25% e 7,5% ao ano. Parte dos recursos captados em letras de crédito do agronegócio será destinada ao financiamento complementar de custeio e de comercialização com juros de até 8,5% ao ano.

Uma das novidades do plano é a integração da psicultura nos financiamentos de custeio com juros de 7% ao ano.

Participam da cerimônia os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil), Blairo Maggi (Agricultura) e Eduardo Guardia (Fazenda), além de João Martins, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), empresários e políticos.

 

Fonte: BNews/O Expresso/Agencia Brasil/Municipios Baianos

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