08/06/2018

Hospital Ana Nery amplia capacidade para transplantes de coração

 

Há pouco mais de um mês, no dia 1º de maio, o Hospital Ana Nery, no bairro da Caixa D’Água, em Salvador, realizou o segundo transplante cardíaco na Bahia pelo Sistema Único de Saúde. O beneficiado foi um homem de 40 anos que sofria de insuficiência cardíaca crônica e estava dependente de medicações infundidas diretamente na veia para manter a própria vida. Foi o primeiro procedimento em quase três anos. Em novembro de 2015, um transplante do órgão também foi feito no local, única unidade pública do estado capaz de realizar o processo.

Esse paciente pode, assim, considerar-se um sortudo, pois fazia parte de uma lista de três pessoas, em todo o estado, que aguardavam por um “novo órgão” – agora são dois. Porém, além desses, outros 15 pacientes vivem a esperança de fazer parte deste rol, segundo a Coordenadora Estadual da Central de Transplantes da Secretaria de Saúde da Bahia (Sesab), Rita de Cássia Pedroso.

Conforme a médica, esse grupo está passando por avaliações e exames para ter a certeza de que podem ter a oportunidade de receber um órgão. O tempo de espera, geralmente, é menor que um ano. Mas, o problema está justamente no outro lado desse elo: o dos doadores. Principalmente por causa dos familiares. Cursos e palestras tem sido feitos, também pelo interior do estado, para desmistificar algumas dúvidas por parte dos entes daquele que partiu.

“Eles precisam ser jovens de até 45 anos, não ter tido parada cardíaca, infecções ativas, doenças como HIV ou hepatite, além da compatibilidade sanguínea. Porém, muitos familiares se escondem atrás da religião para não permitirem a doação de órgãos de parentes. Cerca de 62% das famílias falam não a doação. O número baixo de doadores traz dificuldades e muitos pacientes tem o problema agravado antes chegar lá”, disse.

Expectativa

Antes dessa última cirurgia, o mais comum era que o paciente fosse encaminhado para outros hospitais de referência no Nordeste como o Hospital de Coração de Messejana, em Fortaleza, e o Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), localizado no Recife. Nesse período, de acordo com a Sesab, os pacientes que tiveram indicação do tratamento foram encaminhados para outros Estados com custeio da Secretaria. Após alta hospitalar, realizaram acompanhamento pós-transplante no Hospital Ana Nery.

Mas, com a reestruturação no sistema do hospital baiano, a expectativa é a de que, ainda este ano, seja feito um transplante a cada dois ou três meses, podendo chegar, em 2019, a um por mês, de acordo com Luiz Carlos Passos, cardiologista e diretor da unidade.

“Esse tempo foi necessário para reestruturar o serviço de forma que ele pudesse atender aos pacientes de forma global, inclusive com o transplante. Nesse período, montou-se um ambulatório de pré-transplante, um ambulatório de pós-transplante, o uso de dispositivos eletrônicos no tratamento da insuficiência cardíaca, onde conseguimos tirar vários pacientes da lista de transplantes, além de um grupo especializado no tratamento da insuficiência cardíaca avançada, que envolve farmacêuticos, enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos e médicos para tratamento dos casos mais graves. Ao final de determinado período, a gente julga se ele está capacitado para receber ou não o transplante”, comentou.

Por outro lado, o especialista enfatizou que esse transplante só deve ser feito em último caso, em situações particulares, além de ser um procedimento de alto risco e custo. “A primeira solução a ser encontrada é aquela que não seja o transplante. Receber o coração de um doador, além de ser difícil, pela compatibilidade, implica em tomar uma série de medicamentos imunossupressores que tem uma série de efeitos colaterais pelo resto da vida. Se houver um tratamento com remédios, por cirurgia ou dispositivos eletrônicos que melhorem o coração, ele não vai fazer transplante. Outra questão é saber se ele tem suporte sócio-economico para ser um transplantado”, explicou.

Com relação ao apoio do governo estadual, Passos disse que o suporte, através da Secretaria de Saúde, tem sido fundamental para recolocar o Ana Nery entre os melhores do país no atendimento aos problemas cardíacos. Ele também pontuou a ajuda que tem sido dada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

“Temos recebido um apoio integral e uma produção de destaque no cenário nacional. Basta dizer que nenhum hospital, público ou privado, está credenciado ou capacitado para realizar transplante de coração na Bahia”, contou, ressaltando os transplantes de pulmões e rins que também são realizados na unidade, a única credenciada no estado.

Hospital da Mulher promove triagem para procedimentos de tireoide

O Hospital da Mulher promove no próximo dia 16, a partir das 7h, uma triagem para realização de procedimentos da tireoide.

Serão realizados 250 atendimentos, sob demanda espontânea, para pacientes com indicação de consulta com especialistas de cabeça e pescoço devido a patologias na glândula.

"Criamos este serviço, junto à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), pensando em dar oportunidade de atendimento às mulheres do estado que sofrem com este tipo de doença, já que esta patologia atinge, em sua grande maioria, mulheres", afirmou o diretor médico da unidade, Paulo Sérgio Andrade.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), três em cada quatro casos de câncer de tireoide são diagnosticados em mulheres. A entidade estima que, para cada ano de 2018 e 2019, sejam diagnosticados 9.610 novos casos de câncer de tireoide no Brasil, sendo 1.570 em homens e 8.040 em mulheres.

Hospital Manoel Victorino conta com Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia

A residência médica é considerada o padrão ouro da especialização médica. O programa é composto de 9.120 horas de treinamento durante um período de três anos. No Hospital Manoel Victorino o programa é voltado exclusivamente para a especialização em Ortopedia e Traumatologia e é certificado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM-MEC) e pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT).

Matheus Azi, coordenador da comissão de residência médica do Hospital Manoel Victorino, informa que a residência médica é parte importante do processo de melhoria na assistência. Apesar de recente, o programa de residência do Hospital Manoel Victorino tem se firmado como referência na formação médica em Ortopedia e Traumatologia na Bahia. Seu sucesso é resultado do esforço de pessoas dedicadas ao avanço da especialidade, mas também só é possível devido ao suporte fornecido pela instituição e seus gestores.

De acordo com o coordenador, o objetivo principal é o treinamento prático. “Noventa por cento do programa é dedicado às atividades assistenciais permitindo aos médicos em treinamento o aprendizado gradual de cirurgias complexas, o manejo dos pacientes nos ambulatórios das diversas subespecialidades e dos pacientes internados. O treinamento é supervisionado por especialistas de elevada qualificação ética e profissional e tem como resultado uma melhoria na assistência prestada aos pacientes. Este benefício não se limita ao período de treinamento pois ao finalizarem o programa os novos especialistas são incorporados ao mercado de trabalho”, explica.

Azi, destaca que, a importância da residência está em formar profissionais com elevado nível de qualificação ofertando à sociedade o que há de melhor dentro da especialidade. Ele assegura que o ambiente acadêmico, necessário ao desenvolvimento da residência médica, melhora a assistência da instituição como um todo.

O treinamento na área médica é centrado em três pilares principais: assistência, atividades acadêmicas e pesquisa. Assim a existência do programa de residência médica leva ao desenvolvimento destas três dimensões dentro da instituição hospitalar. Na assistência, os pacientes e a instituição se beneficiam da presença dos residentes que ficam na instituição em período integral. Já as atividades acadêmicas e a pesquisa promovem a melhoria da qualidade introduzindo novas técnicas e tratamentos e um controle minucioso dos resultados.

Sem dúvida, os maiores benefícios são para a sociedade, resultado da melhora na assistência. Mas todos os envolvidos ganham com o processo. Os preceptores (médicos responsáveis por treinar os residentes) por exemplo, precisam se manter atualizados cientificamente, e com frequência dão aulas e treinamento aos residentes. O desenvolvimento acadêmico e científico dentro da instituição beneficia outras áreas envolvidas no cuidado aos pacientes e o hospital também funciona como campo de prática para outras profissões da área da saúde.

O Programa de Residência Médica em Ortopedia e Traumatologia está vinculado à Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e funciona desde 2013. Os médicos residentes são admitimos através de processo seletivo realizado anualmente pela Comissão Estadual de Residência Médica – Cerem/BA. Dentro da instituição a gestão do programa é realizada pela Comissão de residência médica (Coreme) responsável pelo planejamento e execução de todas as ações necessárias para o bom funcionamento do programa. O programa conta com 18 preceptores especialistas em cirurgia do trauma, cirurgia do joelho, cirurgia do quadril, cirurgia da coluna, cirurgia do ombro e cotovelo, cirurgia do pé e tornozelo, ortopediatria, tumores ósseos e cirurgia da mão.

Atualmente o programa tem 24 médicos residentes sendo 8 residentes do 1º ano, 8 residentes do 2º ano e 8 residentes do 3º Ano. Dezessete médicos especialistas já foram formados desde o início da residência médica e estão em plena atividade profissional não apenas no estado da Bahia, mas também em outros estados do país. Adicionalmente, o programa de residência médica do Hospital Manoel Victorino também funciona como campo de prática para residentes de algumas outras instituições do estado que vem ao hospital para treinamento complementar. No ano de 2017 recebemos 28 residentes de outros programas como os dos hospitais Ernesto Simões Filho, Subúrbio, Santo Antônio das Obras Sociais Irmã Dulce, Martagão Gesteira e Regional de Santo Antônio de Jesus.

 

 

Fonte: Tribuna/BN/Ascom HMV/Municipios Baianos

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