08/06/2018

Bahia Farm Show se consolida com a participação de estrangeiros

 

A internacionalização da Bahia Farm Show se consolida com a participação de empresas e visitantes estrangeiros na feira. A expansão do agronegócio na região Oeste da Bahia cria um cenário propício para a chegada de novas empresas, que vêm com o objetivo de firmar parcerias e buscar uma fatia do promissor e dinâmico mercado regional. Este ano, muitos estrangeiros estão entre os mais de 60 mil visitantes do evento. Além de conferir as novidades, eles participam do quadro de palestras, mesas redondas, discussões disponíveis na programação oficial e outros encontros realizados nos estandes das empresas.

Entre os expositores, a AG Sur Aviónes, que comercializa aviões pulverizadores, com sede no Uruguai, enxergou no Oeste baiano uma oportunidade de negócios. “A região está crescendo muito na parte de aviação agrícola e nós decidimos continuar investindo na Bahia Farm Show, desta vez, com uma gama maior de opções. Um dos modelos que temos é o avião Air Tractor 512, com capacidade de 1800 litros”, declarou Thiago Silva, representante da empresa uruguaia, destacando que a aeronave oferece um reservatório maior que as fabricadas anteriormente.

Outro ramo que continua em plena expansão é o da energia solar fotovoltaica. A empresa Sun Hybrid, que produz sistemas e placas solares na Alemanha, vem apostando e obtendo resultados positivos na feira. “Trouxemos para esta edição da Bahia Farm o sistema Rural OffGrid, que fornece energia para o bombeamento, irrigação, iluminação em propriedades de regiões remotas, sem acesso à rede da concessionária local”, concluiu.

O sistema consiste na realização de cálculos individuais do consumo de energia, a partir daí gera energia necessária para cada cliente e o excedente retorna para reserva da concessionária. À noite, quando as placas não estão captando, a energia volta do sistema da concessionária para o consumidor. “O custo cai absurdamente”, explica o alemão Siegfried Heydt.

Bahia Farm Show destaca a força das mulheres do agronegócio

Pesquisa da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agronegócio (ABMRA) aponta que uma em cada três propriedades rurais do Brasil tem mulheres ocupando funções de comando, quando não são as principais responsáveis pelas propriedades. Os dados da pesquisa podem ser comprovados por quem circula na edição 2018 da Bahia Farm Show, por onde desfilam mulheres que, assim como seus pais, maridos e filhos, ajudam a fortalecer o agronegócio regional.

Há alguns anos a feira reserva um evento específico para reunir as mulheres que, de uma forma ou outra, estão envolvidas com o setor agrícola: é o chá das mulheres, que, nesta edição, foi realizado na quarta-feira, 06. “A importância da mulher nesse ramo é algo notável. Meu marido Júlio, ex-presidente da Aiba, teve a ideia de fazer esse chá e eu abracei a iniciativa. Temos que dar destaque a essa nova mulher administrada, empresária, enfim, não é por acaso que hoje é uma mulher que coordena a feira toda. Agora estamos falando a mesma língua dos nossos maridos”, ressalta Renate Busato.

A coordenadora geral da Bahia Farm, citada por Renate é Rosi Cerrato, que, com uma equipe de profissionais e técnicos cuida de todos os detalhes para que o evento aconteça. É ela também, quem conduz o chá, regado a muita descontração e, claro, informação e troca de experiências. “A mulher faz a diferença em todas as áreas que ela quiser. Coordenar a feira, independentemente de ser homem ou mulher, é um trabalho no qual você tem que fazer a diferença, raciocínio rápido para resolver tudo e manter a calma. Fico feliz por estar podendo contribuir com um evento tão grandioso e ser reconhecida por isso”, avalia Cerrato.

Centenas de convidadas participaram do chá, que no cardápio contou muito mais do que com quitutes e guloseimas, mas, a força e a dinâmica daquelas que estão mostrando que lugar de mulher é qualquer lugar. “ A mulher hoje busca mais conhecimento e quer estar no meio de trabalho do marido para poder contribuir com a produção”, declarou Mari Zanella que além de empresária, é esposa de Celestino Zanella, presidente da Aiba e também da Bahia Farm Show.

Bahia Farm Show 2018 mantém tradição e impressiona com a grandiosidade das máquinas para o campo

Como uma vitrine das inovações em máquinas e equipamentos agrícolas, a Bahia Farm Show 2018 volta a impressionar com a ‘grandiosidade’ e tecnologia que impacta e facilita a vida dos agricultores no campo. A feira, que se estende até sábado, 09, em Luís Eduardo Magalhães, apresenta em só local uma variedade de plantadeiras, colheitadeiras, pulverizadores, tratores e aviões destinados para o setor agrícola que se adaptam à busca pela produtividade e eficiência.

No portfólio, a Agrosul/John Deere apresenta como uma das principais novidades a plantadeira de 61 linhas de alta performance, com desligamento por sessão, e considerada ideal para a cultura do algodão. “A grande versatilidade dessa máquina é a autonomia, por ser uma plantadeira só de sementes, permitindo uma maior velocidade de deslocamento. Toda a performance da máquina é possível acompanhar pelo celular ou tablet, o que traz muita comodidade para quem opera o equipamento, sendo de fácil uso sendo considerada a maior em venda deste tipo no Brasil”, disse o expositor da Agrosul, Wanderley Junior.

Uma das inovações trazidas pela Campoeste/Stara é o pulverizador Imperador 3.0 que tem tripla função, trabalhando como pulverizador, distribuidor de fertilizantes e semeador pneumático. O diferencial, segundo a área comercial, é que consegue plantar sementes finas na largura da barra. Quando o assunto é semeadora, a revenda Campoeste expõe para os visitantes a plantadeira Stara Absoluta, eleita a máquina do ano pelo Machine of the Year. O equipamento promete oferecer agilidade e eficiência no plantio onde a fertilização acontece em operação separada e trazem o desligamento automático das linhas de plantio. “Esse sistema evita a sobreposição das linhas e plantio e resulta em economia de sementes e aumento de produtividade”, explica Pedro Hersen, da Campoeste.

Na Bahia Farm Show, a Jaraguá/New Holland apresenta a colheitadeira recordista mundial de soja, ao colher 439.730 quilos de soja em oito horas com a colheitadeira CR8.90, fabricada em Sorocaba (SP). “Além desta máquina, trouxemos todo o portfólio de produtos que interessa aos produtores do Oeste e do Matopiba. E trouxemos, agora, a maior colheitadeira do mundo”, informa expositor Fábio Martins, da Jaraguá/New Holland. Ele se refere à CR10.9, uma das mais avançadas colheitadeiras de grãos, e que entrou para o guinness book, quando colheu 797.656 toneladas de trigo em oito 8 de trabalho. A máquina é considerada a mais potente do mundo, com 652 cavalos, e também a maior do mundo, com capacidade para 14.500 litros de armazenamento.

A Maxum/Case não fica atrás quando o assunto é inovação tecnológica. O Patriot 350 é um robusto pulverizador que garante adaptação às mais variadas condições de terreno para elevar a produtividade. O equipamento leva a garantia de resposta na arrancada e o maior desempenho na subida, e traz como diferenciais a suspensão hidráulica ativa, estabilidade nas barras e distribuição de peso. Todos estes recursos para garantir uma maior qualidade de aplicação e alto rendimento operacional. Além do pulverizador, Lilian Franciosi, do Marketing da Maxum/Case, reforça que também se destacam outras novidades aos visitantes, a exemplo da linha de tratores Steiger, de 370 a 620 cavalos de potência, que vai atender as demandas do agricultor baiano e de todo o Matopiba.

A Bahia Farm Show 2018 conta com cerca de 250 estandes, sendo 190 na área externa e 60 na área coberta, e que representa 900 marcas expostas, entre empresas de produção de sementes, defensivos, fertilizantes, insumos, máquinas, aviação, sistemas de irrigação, dentre outros. A previsão é que durante os cinco dias de feira seja ultrapassada a marca dos R$ 1,5 bilhão em oportunidades de negócios, e seja visitada por cerca de 60 mil pessoas.

Ação da Codevasf com Exército na Bahia promove contenção de processos erosivos às margens do São Francisco

O Dia Mundial do Meio Ambiente é celebrado todos os anos no dia 5 de junho e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) vem realizando diversas ações que promovem justamente o cuidado com o meio ambiente. Uma das principais ações relativas ao tema no Médio São Francisco baiano, área de atuação da 2ª Superintendência Regional da Companhia, está em curso no município de Barra.

Uma ação está promovendo a contenção de processos erosivos em um trecho de 2,8 quilômetros às margens do rio São Francisco, no distrito de Porto Novo, na comunidade de Itacoatiara, que fica a cerca de 60 quilômetros de distância da sede do município de Barra. A obra está acontecendo graças a uma parceria entre a Codevasf e o Exército Brasileiro, por meio de seu 4º Batalhão de Engenharia de Construção – sediado em Barreiras, no Oeste baiano. O investimento na ação é de cerca de R$ 9 milhões viabilizados em um termo de execução descentralizada firmado entre as instituições.

“Começamos o serviço com o corte de talude, com uma inclinação suave de um metro na vertical e três metros na horizontal. Fizemos uma sondagem anterior para nos certificar de que esse corte seria adequado e a inclinação, razoável, dá uma coesão boa para o material, sem provocar o processo erosivo. Após esse corte, fizemos a semeadura do local, jogando um coquetel de sementes, junto com adubo, na região do corte de talude. Também plantamos mudas com um tamanho maior, para dar mais resistência ao talude”, explica o Tenente Carlos, engenheiro civil do 4º Batalhão de Engenharia de Construção.

“A ideia é que seja provocada erosão nas margens do rio de maneira menos intensa. Eliminar completamente a erosão é impossível porque a ação do rio e a própria característica do terreno, em uma área sedimentada, onde sempre há de acontecer erosões, não permitem. Mas, com a inclinação do barranco bem suave, diminuirá bastante. Além disso, também será feito um reflorestamento com mudas nativas. Essa área foi escolhida por ser um local que já estava bastante erodido e em função também de possuir um agrupamento humano, com cerca de 25 famílias”, conta Luiz Geraldo Bastos, técnico da Companhia, e fiscal da ação.

“Fizemos, ainda, dez locais apropriados para que os animais possam ter acesso ao rio, já que a inclinação é mais suave que nos taludes Já as áreas semeadas e onde foram plantadas as mudas fica cercada para evitar que os animais e, mesmo os humanos, destruam a vegetação. Está previsto para o próximo ano o serviço de pavimentação do setor urbano, com blocos de concreto, pré-moldados, e também fazer toda a parte de meio-fio e de drenagem do setor urbano para que a água já desemboque no rio sem fazer erosão no talude”, diz o Tenente Carlos.

“Ficamos muito felizes por perceber o impacto positivo que a nossa ação vem causando na população local. A nossa contribuição social aqui é relativa à dignidade que essa obra proporciona para os moradores do povoado porque a erosão da margem do rio é tão grande que estava se aproximando das casas dos moradores. Essa obra vai evitar que a erosão chegue às casas dos moradores. A ação, evitando a erosão das margens, diminui o assoreamento do rio, contribuindo ambientalmente, melhorando, inclusive, a vida dos peixes no rio”, diz Capitão Machado, comandante da 2ª Companhia de Engenharia e Construção do 4º BEC.

“Antes, os barrancos daqui tinham uma inclinação muito grande e o rio ia forçando por baixo, provocando processos erosivos. Esse barranco, então, vai caindo. Se a situação fosse mantida, o rio continuaria erodindo por baixo e o barranco continuaria caindo. O corte do talude na inclinação suave escolhida ajuda na prevenção da erosão provocada pelo próprio rio”, complementa Capitão Machado, comandante da 2ª Companhia de Engenharia e Construção do 4º BEC.

A população local demonstra animação com a obra e o futuro do local. “Nós estamos muito felizes com essa obra porque estávamos com dificuldade para descer ao rio, colocar nossas embarcações. Até meus filhos me acompanham na pescaria e já podemos colocar os nossos barcos na água sem que o barranco venha a cair em cima, quebrando tudo. Estamos vendo muitas melhoras e acredito que vai dar tudo certo. Já está melhor e imagino que vai ficar ainda melhor no futuro e o nosso lugar está sendo valorizado”, diz Safira Silva, moradora do local.

“A ação está deixando isso aqui uma maravilha. Tudo planinho. Além disso, temos acesso ao rio, algo que no passado estava muito difícil pra descer, até para poder contemplar a beleza do rio São Francisco. Só tinha barranco, caindo, caindo. E agora não vemos mais. Hoje, temos acesso livre à margem do rio, está bacana, as árvores já estão crescidas. Estamos muito contentes com essa obra e esperamos que, até o término dela, tenhamos sempre mais conquistas”, diz Adaílton Araújo, morador do local.

 

 

Fonte: A Tarde/Nova Fronteira/Ascom Codevasf/Municipios Baianos

 

Comentários:

Comentar | Comentários (0)

Nenhum comentário para esta notícia, seja o primeiro a postar!!