13/06/2018

SBRA promove Movimento da Fertilidade em Salvador

 

Conscientizar jovens em idade reprodutiva, dos 20 aos 35 anos, sobre a importância de preservar a fertilidade natural e as limitações do ciclo reprodutivo. Esses são os objetivos do Movimento da Fertilidade -  que desembarca em Salvador no dia 16 de junho. Outras duas capitais da região Nordeste também serão contempladas: Recife (PE) e Fortaleza (CE). A iniciativa da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) pretende orientar àqueles que desconhecem os riscos de uma gravidez tardia, como tirar proveito da fertilidade natural e o momento que deve-se recorrer aos procedimentos de reprodução assistida.

A decisão de ter um filho tem sido tomada cada vez mais tarde. As gestações entre 30 e 39 anos aumentaram de 22,5% para 30,8%, segundo o IBGE. “Uma parcela da população que opta por adiar a gravidez ainda desconhece as chances do resultado ser bem sucedido. Queremos propagar essa mensagem porque a idade é um fator determinante para a fertilidade. Ao longo da vida, os óvulos envelhecem e a produção de espermatozoides perde qualidade. Todo esse processo demanda um planejamento prévio”, explica a presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa.

“Manter-se no peso adequado, praticar sexo seguro, ter duas a três relações sexuais por semana com seu parceiro (a), dormir bem, controlar o estresse e a ansiedade, praticar atividade física regularmente, ter uma alimentação balanceada, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e não fumar são alguns fatores que podem contribuir para a saúde reprodutiva dos casais e para que uma gravidez aconteça de forma natural”, orienta o médico Joaquim Lopes, membro da diretoria da SBRA e um dos coordenadores da campanha em Salvador.

Os participantes do Movimento da Fertilidade terão a oportunidade de esclarecer, junto a renomados especialistas durante o evento, os mitos e preconceitos com relação à fertilidade e infertilidade baseados em conceitos cientificamente comprovados. As cidades participantes são Recife (PE), Fortaleza (CE) , Salvador (BA), Rio de Janeiro (RJ), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Goiânia (GO) e Brasília (DF).

Em cada local, atividades físicas em parques públicos e praias vão movimentar centenas de pessoas de 20 a 35 anos, que representam hoje cerca de 25% da população do país, para levar até elas informações em saúde numa manhã dedicada a atividades físicas esportivas e recreativas, bate-papo com especialistas, orientação nutricional, entre outras.

AÇÕES

O Movimento da Fertilidade vai realizar troca de ideias presenciais com médicos especialistas e instituições parceiras locais para discutir a preservação da fertilidade junto ao público-alvo, recolhimento de pilhas e baterias em caixas ecológicas e ação junto ao sistema de limpeza urbana local para reciclagem do lixo produzido durante o evento. Estão previstas também ações voltadas para saúde como atividades esportivas e recreativas, orientação nutricional e quick massagem.

A inscrição será um pacote de fraldas para doação a entidades de acolhimento a mães e bebês.

INFERTILIDADE

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera infértil um casal que mantém relações sexuais sem métodos contraceptivos durante 12 meses sem engravidar. Segundo a OMS, há mais de 50 milhões de pessoas no mundo nessa condição sendo que 8 milhões de brasileiros podem ser inférteis. "Por isso, queremos estimular as pessoas uma consciência sobre o tema e sobre a importância de adotar hábitos saudáveis de vida e uma rotina de acompanhamento médico frequente", afirma Nakagawa.

  • Serviço:

Movimento da Fertilidade em Salvador

Data: 16 de junho de 2018

Horário: 8h às 11h

Local: Praia de Piatã (Salvador)

Inscrição solidária: Será realizada no ato do evento, mediante a doação de um pacote de fralda. As primeiras 200 pessoas ganharão um kit de camiseta + viseira.

Programação

Treinamento funcional

Zumba

Treinamento de corrida

Jogos desportivos recreativos

Brasil é o segundo país no mundo em cirurgias plásticas

Em um país como o Brasil onde a beleza é considerada um dos fatores primordiais na sociedade – com as redes sociais isso ficou mais forte e evidente – a cirurgia plástica tem sido uma caminho em quem muitos têm apostado para ter o rosto e corpo ideais. Para se ter uma ideia desse movimento, somos a segunda nação que mais realiza esse tipo de procedimento, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), atrás apenas dos Estados Unidos.

De acordo com os dados de 2016, 10,7% de todas as cirurgias plásticas realizadas no mundo aconteceram aqui. O país está na frente de outros como o Japão (4,8%), Itália (4,1%) e México (3,9%). Nos EUA, o índice foi de 17,9%. “Isso se deve a nossa cultura latina, de país tropical, e essa apologia a beleza do corpo que faz todo mundo querer ser atraente, querer despertar um olhar contemplativo. É uma espécie de afirmação através da beleza”, explicou o cirurgião plástico José Carlos Dantas.

De acordo com o especialista, apesar do aumento do interesse entre homens pela cirurgia plástica, as mulheres ainda são quem ainda tem mais vontade em realizar o procedimento. “Não chegam a 10%”, afirmou. Entre as intervenções mais realizadas no sexo feminino estão a cirurgia de mama, a lipoaspiração e o lifting (geralmente feita na pele do paciente). “Nem sempre a cirurgia de mama é uma cirurgia fácil, porque a gente lida com a sensibilidade e a forma desejada. Já a lipoaspiração é a coadjuvante de qualquer outra cirurgia”, acrescentou.

Já no gênero masculino, os procedimentos mais realizados são as chamadas “orelhas de abano” – em crianças a partir dos 6 anos –, além das cirurgias de nariz, ginecomastia (aumento das mamas) e a lipoaspiração dos volumes laterais, na região da barriga. “Elas não saem com regime. É uma tendência que a pessoa tem. Existem pessoas que engordam e não tem esse volume”, pontuou Dantas. Com relação à faixa de idade, o cirurgião plástico tem observado um acréscimo do interesse das adolescentes na realização das intervenções, principalmente quanto ao aumento das mamas.

Silicone

Sem dúvida, um dos maiores símbolos da cirurgia plástica em todo mundo tem um nome: o silicone, surgido nos anos 1960. Conforme o especialista, o implante foi inspirado em uma bolsa de sangue e, com o passar do tempo, ele foi sendo aperfeiçoado. “Os Estados Unidos, até hoje, detém o domínio da tecnologia que preenche o silicone. As próteses evoluíram muito”, contou o cirurgião.

A recomendação aos pacientes que já possuem as próteses é a de que, três anos após o implante, seja realizada uma ultrassonografia, para investigar eventuais alterações em volta da mama como, por exemplo, reações de fibrose, tumores e calcificações. De acordo com ele, o tempo médio de adaptação as próteses de silicone no organismo é de cerca de 10 anos. A depender do tipo de cirurgia realizada, o tempo médio do procedimento varia entre 45 minutos e uma hora e meia. E, durante os 15 primeiros dias após a intervenção, a recomendação é a de que os braços devem ficar abaixados.

  • Orientação e cuidados são fundamentais para um procedimento seguro

Pela vaidade, é sabido que o ser humano é capaz de tudo. Até mesmo buscar meios mais baratos para alcançar a beleza, o que pode representar um grande risco à vida do paciente. “Ele não pode pensar bruscamente na cirurgia e querer fazer logo. Ele, primeiro, precisa se preparar. E nesse preparo inclui a escolha do profissional, saber o máximo dele, tomar informações junto a pacientes que ele operou. Além disso, tem a escolha criteriosa onde vai operar. Observar se o lugar é habilitado pela Anvisa, se é fiscalizado e tomar informações junto a pessoas que operaram lá, porque você está entregando a sua vida. Fuja de milagres e coisas fáceis”, alertou Dantas.

O cirurgião plástico ponderou também sobre os riscos da infecção hospitalar, um receio comum daqueles que vão realizar quaisquer tipos de procedimentos em unidades de saúde habilitadas.

“Muitas vezes as pessoas culpam os hospitais por conta de infecção hospitalar, mas é muito difícil dizer de onde essa infecção veio. Ela é um fator multivariado. O paciente pode ser um paciente colonizado. Por exemplo, ele pode ter uma unha encravada, com infecção na unha. Ele tem bactérias ali. Quando ele opera, essas bactérias, que percorrem o corpo todo, podem atingir a área operada. Contudo, qualquer cirurgia tem o mínimo potencial de problema e o médico tem de estar atento a qualquer sinal. A experiência dele pode fazer a diferença”, afirmou José Carlos Dantas.

Casos de suicídio alertam para o problema

Um problema que ainda é pouco abordado diante dos danos que gera é a questão do suicídio. Entre tabu de que falar deste assunto gera mais suicídios e o preconceito fruto do desconhecimento sobre a gravidades dos transtornos mentais, e realidade é que este ato de extremo desespero é uma das 10 principais causas de morte em todo mundo, e estima-se que ocorram 32 mortes por suicídio ao dia no Brasil. Em 2016, a Bahia registrou oficialmente 412 casos de suicídio – ou seja, mais de uma morte por dia. Casos recentes chamam mais uma vez para a necessidade de se abordar este tema.

Conforme divulgado na semana passada, Anthony Bourdain, chef, escritor e apresentador da televisão americana, morreu aos 61 anos na França, provavelmente vítima do suicídio. Na terça, a estilista Kate Spade foi encontrada morta em seu apartamento. A polícia de Nova York confirmou que ela cometeu suicídio por enforcamento.

“Muitas vezes a pessoa não quer, necessariamente, morrer, mas dar fim ao sofrimento. Ou seja, não é algo racional, sobre o qual ela pensa. Esse tipo de suicídio é possível de prevenir, uma vez que os pacientes que se encontram nesse estágio sempre dão algum tipo de recado. Eles sinalizam”, informa o médico psiquiatra da Holiste, Vitor Pablo.

A depressão causa um sofrimento profundo, levando o indivíduo à perda da funcionalidade e a outros transtornos. “Tem várias facetas, intensidades e, muitas vezes, se esconde. É uma profunda dor na alma, uma dor moral e existencial muito grande”, explica o médico psiquiatra e diretor clínico da Holiste, Luiz Fernando Pedroso. Segundo o psiquiatra, a dinâmica psicológica do sujeito pode ter origem em fatores biológicos, ambientais ou de personalidade, com a possibilidade de influência de um sobre o outro.

Existem várias definições para tentativa de suicídio, a mais utilizada é “qualquer ato que tenha por intenção aniquilar a própria vida”. O suicídio diz respeito à uma angústia muito forte e a incapacidade de lidar com ela, até mesmo um “pedido de ajuda”.

É um fenômeno complexo, que não tem origem em um único fator, sendo na verdade, o resultado de questões multifatoriais.  Porém, com a grande incidência de transtornos mentais associados ao ato suicídio, podemos afirmar que ele é o desfecho trágico de doenças psiquiátricas mal diagnosticadas e não tratadas. Em quase 90% dos casos de suicídio há o diagnóstico de doença mental – transtornos afetivos, transtornos psicóticos, esquizofrenia ou dependência química.

Atenção aos comportamentos

O suicídio é um problema que pode ser evitado, especialmente quando os familiares ou amigos conseguem identificá-lo e procuram ajuda. Existem alguns comportamentos e atitudes que podem ajudar a identificar um potencial suicida:

* Perda do interesse por coisas que antes o indivíduo tinha prazer em realizar;

* Mudança no padrão de humor, tornando a pessoa mais retraída;

* Pensamentos pessimistas;

* Queda da produtividade e perda do autocuidado;

Ajuda

Qualquer um pode se tornar um agente de acolhimento para pessoas com ideações suicidas, e essas pessoas se sentirão mais à vontade para buscar ajuda. Em casos nos quais se identificam comportamentos que podem indicar ideias suicidas, é mais seguro somar essa mobilização da família, amigos e pessoas próximas à busca de ajuda especializada com profissionais de saúde mental.

 

Fonte: Ascom/Tribuna/Municipios Baianos

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