13/06/2018

LEM: Bahia Farm Show 2018 supera previsão de negócios

 

A influência da safra recorde de soja e milho e a expectativa para a alta produtividade do algodão nos campos do oeste baiano motivaram os agricultores a buscar recursos nas instituições financeiras presentes na Bahia Farm Show 2018, encerrada no último sábado, 09. As instituições financeiras superaram a previsão de negócios e avaliaram de forma positiva a participação no evento. Eles cumpriram a missão de levar crédito com condições facilitadas de pagamento aos produtores rurais para a aquisição de máquinas e implementos agrícolas e foram fundamentais para o fechamento dos negócios durante a maior feira agrícola do Norte e Nordeste. Os resultados preliminares divulgados pela organização apontam que a feira agrícola tenha ultrapassado R$ 1 bilhão em negócios fechados.

O Banco do Brasil, segundo o superintendente Valtercides Melo Queiroz, avaliou positivamente a Bahia Farm Show. “Nosso volume de negócios superou em mais de 60% o total do ano passado, e ainda estamos acreditando que esses números podem dobrar, porque as condições especiais têm validade por seis dias após a feira. Muitos negócios iniciados aqui ainda serão firmados”, disse. “Um produto que tem muita adesão esse ano é o InvestAgro, que financia camionetes cabine dupla. A demanda é muito grande”, comemorou Claudinei Vieira, assessor da superintendência do banco.

Ao montar as parcerias com as cooperativas CooperFarms, CCAB e Cooproeste, reunidos no ‘Espaço do Cooperativismo’, o Sistema de Crédito Cooperativo – Sicredi União MS/TO – acredita que a Bahia Farm Show ajudou a fortalecer e disseminar o trabalho da cooperativa de crédito. “Como trabalhamos com linhas pré-aprovadas para os associados, eles já sabem antecipadamente qual o limite de linhas de crédito disponível e vêm para a feira para escolher a máquina que deseja comprar. Nosso estande esteve sempre cheio e superamos todas as expectativas relacionadas ao volume de negócios”, contou Rodrigo Machado, gerente geral do Sicredi.

Os bons números também foram alcançados pelo Bradesco. “O movimento cresceu cerca de 23% em relação à feira do ano passado. Tudo isso está de acordo com a conjuntura do agronegócio, com período regular de chuvas e a supersafra. A participação do Bradesco no agronegócio tem crescido muito. A concorrência avança e nós avançamos também. Estamos de braços abertos para receber o produtor, independente da escala, pequeno, médio ou grande”, afirmou Diego Gusmão, assessor da gerência regional.

“Viemos com uma equipe forte, produtos interessantes, limites pré-aprovados de até 100% dos valores de equipamentos e tratores. Em relação às máquinas tivemos propostas superiores em relação aos últimos anos. Os nossos resultados são bem maiores que os do ano passado”, comentou João Pedro de Freitas Cardoso, gerente de Desenvolvimento do Sertão, na Agência de Fomento do Estado da Bahia S.A (Desenbahia). Ele disse ainda que produtores de várias regiões da Bahia estiveram em Luís Eduardo Magalhães para apresentar propostas. “Isso demonstra o alcance que essa feira tem”, finalizou.

Caixa Econômica Federal, Banco Santander e Banco Original também marcaram presença na Bahia Farm Show 2018, ao levarem as melhores condições de financiamento, oferecendo aos clientes conforto e agilidade para que os produtores pudessem fechar negócios ainda dentro da feira. A Bahia Farm apresentou em cinco dias de evento mais de 200 expositores e 900 marcas aos visitantes e compradores. A Bahia Farm Show 2019 já tem data confirmada. Será realizada de 28 de maio a 01 de junho.

Ações de revitalização estimulam pesca artesanal no Rio São Francisco

Mais de 150 milhões de alevinos – peixes recém-saídos dos ovos – já foram distribuídos para a revitalização do Rio São Francisco e manutenção dos estoques pesqueiros dos estados de Alagoas, Bahia, Sergipe, Minas Geais e Pernambuco. A iniciativa do Ministério da Integração Nacional, realizada pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), beneficia cerca de 44 mil pescadores artesanais.

Do total de 155 milhões de alevinos distribuídos, cerca de 72 milhões são espécies nativas da bacia do Rio São Francisco – piau, xira, matrinxã, pacamã e pirá – e auxiliaram, desde 2007, na recomposição da fauna da região. O restante da produção – cerca de 83 milhões – aumentou o desenvolvimento da aquicultura. Além disso, mais de 2.500 pessoas foram capacitadas durante atividades de piscicultura em tanques-rede e viveiros escavados. Com essa atividade, a Codevasf apoiou mais de 100 projetos de apoio à inclusão produtiva na área de pesca e aquicultura.

Peixamento

A distribuição das espécies, conhecida como peixamento, é realizada pelos Centros Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura da Codevasf. Essa é uma preocupação constante do Governo Federal desde a concepção do Projeto de Integração do Rio São Francisco, que já abastece mais de um milhão de pessoas nos estados de Pernambuco e Paraíba, desde a inauguração do Eixo Leste em março de 2017.

Além da importância para o repovoamento imediato das lagoas beneficiadas, as ações de peixamento têm a função de promover a educação ambiental para preservar o rio, contando com a participação da comunidade, por meio de escolas, colônias de pescadores e secretarias municipais de Meio Ambiente.

“A participação de estudantes, por exemplo, serve para mostrar a importância da conservação e alertá-los para a intensa e atual degradação ambiental que culmina na escassez de algumas espécies nativas. Esperamos que o aluno possa, também, aprender procedimentos e atitudes que resultem em mais qualidade de vida para ele próprio e sua comunidade”, declarou o coordenador das ações de pesca e aquicultura no município de Xique-Xique (BA), Jorge Meira.

Ações recentes

Os municípios baianos de Bom Jesus da Lapa, Ibotirama e Xique-Xique foram alguns dos beneficiários com as ações de peixamento mais recentes. Somente neste ano, mais de 130 mil alevinos de espécies nativas foram distribuídos em lagoas marginais do Médio São Francisco baiano. A lagoa Largamar, em Ibotirama, recebeu 40 mil alevinos. A lagoa da Lapa, em Bom Jesus da Lapa, 20 mil. Outros 60 mil alevinos foram destinados às lagoas Comprida e Ipueira, no município de Xique-Xique.

“O peixamento de alevinos de Curimatã na Ipueira do Rio São Francisco é de grande importância econômica e social para o município, pois garante os estoques pesqueiros do rio, inserindo uma boa quantidade da espécie, que é capturada pelos mais de 600 pescadores profissionais e amadores que dependem da atividade para o sustento de suas famílias”, acrescentou Jorge Meira.

Na última semana de maio, mais 30 mil alevinos de espécies nativas foram inseridos em peixamentos realizados nos riachos Nossa Senhora do Desterro e Roncaria, na zona rural do município de Japoatã (SE). A ação teve por objetivo recompor estoques pesqueiros e contribuir para o incremento da oferta de alimentos à população local e para o equilíbrio ecológico da bacia do Rio São Francisco.

Novo Chico

O Governo Federal lançou o Programa de Revitalização da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco – Plano Novo Chico – em agosto de 2016, com o objetivo de ampliar as ações de revitalização já realizadas em diversos níveis. A expectativa é beneficiar os 505 municípios que compõem a bacia. A Codevasf já atua na região desde 2007 com ações e obras para abastecimento de água, esgotamento sanitário, proteção e recuperação das nascentes, controle de processos erosivos e recuperação de áreas degradadas, além de educação ambiental e capacitação institucional, coleta e tratamento de resíduos sólidos, dentre outras medidas.

IBGE reduz para 228,1 milhões de toneladas previsão de safra de grãos

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) reduziu para 228,1 milhões de toneladas a previsão da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deste ano. A estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola, feita em maio, é 0,8% inferior (ou 1,9 milhão de toneladas) na comparação com a de abril.

Caso os números se confirmem, a safra será 5,2% menor que a de 2017, que ficou em 240,6 milhões de toneladas.

A queda em relação a 2017 deverá ser provocada principalmente pelos recuos nas safras de milho (-15,1%) e de arroz (-7%). No entanto, o principal produto, que é a soja, deverá ter um aumento de 0,7% na comparação com o ano passado, atingindo um recorde histórico de 115,8 milhões de toneladas.

Outras lavouras importantes de grãos terão aumento na produção, como o trigo (0,2%), feijão (2,6%), algodão (21,6%) e sorgo (11,6%).

Outros produtos

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola também analisa o comportamento de outras lavouras. A cana-de-açúcar, principal produto agrícola brasileiro em volume de produção, deverá fechar o ano com 703,1 milhões de toneladas, 2,2% a mais do que no ano passado.

O café, com 3,4 milhões de toneladas, deve ter aumento de 23,3% em relação ao ano passado. A mandioca também deverá ter alta (0,5%), assim como o tomate (0,6%) e o cacau (8,3%).

Deverão ter quedas a laranja (-9,4%), uva (-17,5%), batata-inglesa (-11,1%), banana (-3%) e o fumo em folha (-5,8%).

Conab registra destaque histórico para produção de 230 mi t e área de 61,6 mi há

A segunda maior colheita de grãos do Brasil prevê uma produção de 229,7 milhões de toneladas, de acordo com o 9º Levantamento da Safra de Grãos 2017/2018, divulgado nesta terça-feira (12), pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área também manteve o destaque de maior da série histórica, representada por um cultivo que se estende por 61,6 milhões de hectares.

Apesar da queda de 3,4% em comparação à safra passada, quando alcançou 237,7 milhões de toneladas, este número ainda está acima da média de produção nacional, levando-se em conta um período de condições atmosféricas normais. Com referência ao último levantamento, a estimativa total da safra mostra uma diminuição de 2,9 milhões de toneladas. Este fato deve-se aos impactos climáticos no milho segunda safra, mas conta com a ajuda das boas produtividades alcançadas pela soja e o milho primeira safra que já tem a colheita perto do fim.

No pico de volume, estão o milho total e a soja, esta última responsável pelo desempenho produtivo e cujo avanço da colheita vem confirmando a boa produtividade de 3.359 kg/ha, próxima do recorde passado de 3.364 kg/ha. A leguminosa chega a 118 milhões e o cereal, 85 milhões de toneladas. Já o milho segunda safra que responde por 70% da colheita total, alcançou 58,2 milhões de toneladas, cabendo à primeira safra 26,8 milhões de t.

Na ordem de aumento da produção, vem o algodão em pluma, com um volume de 1,9 milhão de toneladas, com registro de 28,1% a mais que a safra anterior. O feijão segunda safra também mostra bom desempenho, com um aumento de 10,9% e colheita de 1,3 milhão de toneladas.

Área – A estimativa aponta para a maior área semeada no país, com 61,6 milhões de hectares. O aumento é de 1,1% ou 693,2 mil ha em relação à safra passada. A área destinada ao feijão e às culturas de inverno respondem por esta pontuação. Na ordem crescente de ganho da área plantada, vem a soja que sai de 33,9 para 35,1 milhões de ha e ganho absoluto de 1,2 milhão de hectares, o maior entre todas as culturas. E na sequência, vem o algodão que alcançou 1,2 milhão de ha, com acréscimo de 236,9 mil ha, e o feijão segunda safra, com 1,5 milhão de ha, graças ao aumento de 121,5 mil ha.

 

Fonte: Ascom/Nova Fronteira/Agencia Brasil/O Expresso/Municipios Baianos

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